Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

É sempre bom fixar na memória a repartição dessa 'pizza' que mostra a ocupação das terras no Brasil. Eu mesmo já tentei fazer isso antes aqui na Rede Agronomia, publicando o infográfico abaixo, de minha autoria.

Dessa vez a ilustração é do amigo Dirceu Gassen, de 27.8.14, publicada hoje no Facebook, com os dizeres seguintes:

A agricultura ocupa 7% (60 milhões de hectares) da área de terra do Brasil e a pecuária 23%.
O agronegócio participa com 22% do PIB Brasileiro. Desse valor, 69% é gerado na agricultura e 31% na pecuária.

Dados do IBGE e USP. Foto Google Earth do Parque Nacional do Iguaçu, com a cidade de Céu Azul, na parte inferior a esquerda.

A minha reflexão é sobre a área coberta por pastagens que, além de representar quase 1/4 do total, continua crescendo com os desmatamentos na Amazônia e no cinturão de fogo (área em torno). O Governo Federal deveria fiscalizar com mais eficácia esse avanço, considerando que o rendimento dos pastos no Brasil é um dos menores do mundo (cerca de apenas uma cabeça de gado por hectare) e, portanto, com a sua recuperação, não haveria necessidade de desmatar um único hectare para a expansão da criação de gado e da agricultura.

Eu torço também para que essa fatia grande da área de pastagens seja reduzida num futuro próximo pela Piscicultura de Tanques (escavados e em tanques-rede), considerando que o peixe é o animal cuja criação em cativeiro tem a maior conversão alimentar (1:1); é mais saudável e, como o gado, possibilita a comercialização do couro (pele) e uso dos restos como adubo.

A população agradece.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 agosto 2019 às 9:51
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 julho 2019 às 19:39

O QUE NÓS FAZEMOS COM AS NOSSAS TERRAS

O colega J.Roxo parece que não gostou da minha resposta e, lá no Facebbok, me acusou de ser de outra era (em outras palavras, me chamou de velho). Sem querer entrar em (outra) polêmica, reproduzo abaixo um texto de outro 'amigo' e que, se não for fake news, mostra o apreço que temos pelo (nosso) meio ambiente.

Nesse ritmo, quando o Brasil tiver a idade da França, poderemos ostentar a proeza de ter acabado com a maior floresta tropical do planeta.

Além do mais, os gringos podem até ser arrogantes, mas não jogam esgotos in natura nos seus rios e podem se orgulhar de terem sido protagonistas de um dos maiores projetos de revitalização de rios (rio Sena) do planeta. E nós, o que fazemos ? Poluímos com Mercúrio até os rios mais 'limpos' da Amazônia. [Os outros, nem se fala, viraram latrina].

 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 20 julho 2019 às 10:12

COMPARAÇÃO DE ÁREAS ENTRE PAÍSES

O colega João Roxo publicou hoje no Facebook em nome da Rede Agronomia duas fotos comparativas do aproveitamento das áreas agrícolas na França e Sul do Brasil, ressaltando que nós nos preocupamos muito mais com o meio ambiente do que os europeus (a França do Presidente Macron em especial), que nos criticam. Veja abaixo.

Sem querer defender os gringos e apenas focando no gancho dado pelo meu blog, procurei no Pai dos burros os dados demográficos dos dois países, e constatei o seguinte:

Apesar da população da França ser três vezes e meia menor do que a do Brasil, aquele país apresenta uma densidade demográfica quatro vezes e meia superior à nossa, além de ser bem mais velha e sofrer uma pressão antrópica maior dos países vizinhos, o que não acontece conosco.

Comentário de Dorival de Oliveira Júnior em 15 julho 2019 às 19:49

e que tal o gráfico sem considerar a amazônia legal? blz

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 15 julho 2019 às 18:00

Pois é... seria um ótimo front para as Forças Armadas se manter em movimento...

Será que está computado aí como PIB do Agronegócio as indústrias de farinha, de óleo, de armazenagem, de transporte dos produtos agrícolas especificamente, o comércio de defensivos, fertilizantes e máquinas... ou seja, a indústria e o comércio imediatamente limítrofe com a produção agropecuária, que varia com a expansão do setor? O esmagamento direto da cana-de-açúcar, do eucalipto e da fruticultura...

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