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Matéria retirada do Site Greevana...

 

 

A preocupação com o impacto ambiental dos produtos que adquirem é uma atitude cada vez mais propagada entre os consumidores de todo o mundo. O Brasil, vale lembrar, chegou a ficar em segundo lugar no ranking das nações mais preocupadas com o consumo consciente, na pesquisa Greendex 2010, realizada pela National Geographic Society.

O problema é que não dá pra confiar em tudo que as empresas divulgam por aí. Isso porque muitas delas estão praticando greenwashing (lavagem “verde”, traduzido do inglês), ou seja, enganando os consumidores sobre o caráter sustentável de suas práticas, e dos produtos ou serviços que oferecem.

Para ajudar a decifrar quando isso acontece, a consultora internacional TerraChoice elaborou uma lista de algumas das situações mais comuns, às quais os consumidores devem ficar atentos se não quiserem ser enganados.

Eis aqui os sete pecados do Greenwashing:

1) CUSTO AMBIENTAL CAMUFLADO
Cometido quando se sugere que um produto é “verde” com base em um conjunto extremamente restrito de atributos, sem dar atenção a outras questões ambientais importantes. O papel, por exemplo, não é ambientalmente preferível só porque é obtido de uma floresta onde a colheita é sustentável. Outras importantes questões ecológicas no processo de fabricação do papel, incluindo a energia, as emissões de gases de efeito estufa, e a poluição da água e do ar, podem ser tão ou mais importantes.

2) FALTA DE PROVA
Cometido por uma declaração ambiental que não possa ser comprovada pelo fácil acesso à informação de suporte ou por uma certificação de terceiros confiável. Os exemplos mais comuns são os produtos de tecido que afirmam conter diversas porcentagens de material reciclado pós-consumo, sem fornecer qualquer prova.

3) INCERTEZA
Cometido por cada declaração que é tão má definida ou vaga que seu real significado é suscetível de ser mal interpretado pelo consumidor. Um exemplo é quando se diz que um produto é totalmente “natural”. Arsênio, urânio, mercúrio e formaldeído são todos naturais — e venenosos. Então, “natural” não é necessariamente “verde”.

4) IRRELEVÂNCIA
Cometido ao fazer uma declaração ambiental que possa ser verdadeira, mas é pouco importante ou relevante para consumidores em busca de produtos ecologicamente corretos. “Livre de CFC” é um exemplo comum, já que é uma alegação frequente apesar do fato de que os CFCs são proibidos por lei.

5) MENOR DE DOIS MALES
Cometido por declarações que possam ser verdadeiras dentro da categoria do produto, mas que correm o risco de distrair os consumidores dos maiores impactos ambientais da categoria como um todo. Cigarros orgânicos podem ser um exemplo, assim como veículos esportivos de combustível eficiente.

6) MENTIRA
Trata-se do pecado menos frequente. É cometido por fazer alegações ambientais que são simplesmente falsas. Os exemplos mais comuns foram os dos produtos que alegavam falsamente serem certificados ou resgistrados pelo Energy Star.

7) CULTO AOS FALSOS RÓTULOS
O pecado de adorar falsos rótulos é cometido por um produto que, através de palavras ou imagens, dá a impressão de endosso de terceiros em que não existe realmente essa aprovação; rótulos falsificados, em outras palavras.

Referência:

http://style.greenvana.com/2011/os-sete-pecados-do-greenwashing/

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