Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

No caderno Economia do Jornal do Brasil de ontem, 4/3/2018, Evandro Guimarães publicou o artigo "Os pequenos e médios produtores estão representados ?". O jornalista diz, em resumo, que o sucesso da nossa agricultura está antes das porteiras das fazendas e depois delas e que muitos (como os banqueiros e comerciantes, p.ex.) consideram os agricultores (familiares, e que estão dentro) como uns chatos, reclamões, mal organizados, sujeitos a fragilidades e representados por estruturas arcaicas e viciadas.

E olhe quer não são poucos. Maurício Lopes (Engo. Agro. e Presidente da Embrapa, em seu artigo "Agro, gastronomia e turismo", Globo Rural, Fevereiro de 2018, pág. 46) diz que, segundo a FAO, apenas 6% das fazendas do mundo são maiores que 5 hectares.

Eu tive um vizinho, que trabalhava como gerente no CEASA-RJ e tinha muito contato com os pequenos agricultores (que vendiam lá os seus produtos) e me disse ter uma péssima impressão da classe, chamando-os (os agricultores) de enganadores.

Da minha parte, como em toda a minha vida profissional (apesar do sonho frustrado logo depois de formado, de ser Extensionista Rural) eu sempre trabalhei em projetos agrícolas, não posso emitir uma opinião abalizada. E você ?

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 16 março 2018 às 9:01

DESIGN THINKING AO ALCANCE DO AGRICULTOR

Imagine usar suas habilidades de design thinker para melhorar a provisão de cuidados de saúde, revolucionar a agricultura ou mudar a forma como as escolas ensinam. Quais são as ferramentas de design? Elas são: forma, tamanho, movimento e tempo - e  temos que elaborar algo diferente de qualquer coisa que existisse antes. Como podemos ajudar as pessoas a pensar e a construir coisas que funcionam juntas? Lee Coomber diz que "O design é para o negócio o que a evolução é para a natureza; permite que as marcas mudem e sobrevivam".

Segundo o SEBRAE pensar como um designer está longe de se limitar a preencher paredes com papéis coloridos ou substituir palavras por desenhos, mas sim utilizar sua atuação holística e cíclica para criar soluções inovadoras em qualquer tipo de projeto, independente da área de atuação profissional.

O pensamento de design é amplamente utilizado na área de saúde e bem-estar, agricultura, segurança alimentar, educação, serviços financeiros e sustentabilidade ambiental, para citar alguns. O pensamento de design ajudou no espaço digital, contribuiu para o desenvolvimento de produtos físicos, estimulou projetos de inovação social e muito mais.

Talvez um dos motivos que o pensamento de design seja tão proeminente hoje é que a comunicação, o compartilhamento de informações on-line e as mídias sociais se tornaram forças tão poderosas na sociedade de hoje. Projetar algo que pode ser entendido de forma intuitiva, fácil e natural é um dos maiores objetivos do pensamento de design - o próprio design comunica seu propósito.(*)

O pensamento de design pode permitir que o design seja mais influente, menos visual e mais um meio de abrir oportunidades para as empresas através da construção de experiências holísticas e vínculos emocionais.

Design Thinking é uma metodologia de design que fornece uma abordagem baseada em solução para resolver problemas. É extremamente útil abordar problemas complexos que são mal definidos ou desconhecidos, entendendo as necessidades humanas envolvidas, reestruturando o problema de maneira centrada no ser humano, criando muitas idéias em sessões de brainstorming e adotando uma abordagem prática na prototipagem e teste de soluções propostas para reunir feedback e insights. Compreender os cinco estágios da DT vai capacitar qualquer um a aplicar a metodologia para resolver problemas complexos que ocorrem ao nosso redor e que precisam de uma nova abordagem.

O processo (do design thinking) envolve a definição do problema, pesquisa de campo, geração de ideias (brainstorming), estória em quadrinhos (story boarding), prototipa e narrativa como modos de envolver os participantes e motivar a ação.

Charles Mingus, o grande baixista de jazz, disse uma vez: "Fazer o simples complicado é um lugar comum; tornar o complicado simples, incrivelmente simples, é que é criativo".

TUTORIAIS

http://inova.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/Toolkit_DT_MJV.pdf

https://www.tutorialspoint.com/design_thinking/design_thinking_d_re...

 

(*)http://www.thecreativestore.com.au/creative-talk/why-you-should-emb...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 março 2018 às 14:29

PAUSA PARA IRRIGAÇÃO COM PET

https://youtu.be/XCNVT-YV7c8

Bom proveito.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 14 março 2018 às 18:09

QUADROS RESUMOS

Mapa Mental

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 13 março 2018 às 15:56

DESIGN THINKING NA AGRIFAM

Design thinking no processo de Gestão de design: um estudo de caso na agricultura familiar

http://www.ddimkt.xpg.com.br/design_thinking_no_processo_de_gestao_...

Diz o artigo que parte-se da premissa de que o designer é aquele que projeta coisas criativas mas, em resumo, o método usado para a resolução do problema utiliza uma combinação de intuição e razão.

No processo de design (thinking) (*), a atividade é dividida em três etapas:

1 - DIVERGÊNCIA: investigação ampla (pesquisa de campo) e rica (em detalhes) que visa ampliar o conhecimento sobre o problema, multiplicando opções para criar futuras escolhas.

2 - TRANSFORMAÇÃO: uso mental dos dados e informações da etapa anterior para a adoção de métodos de exploração do problema, e onde entra a intuição.

3 - CONVERGÊNCIA: percepção de uma única alternativa mediante a redução de incertezas até uma solução final.

O CASO

O trabalho (de design thinking) foi realizado com os produtores (familiares) de noz macadâmia em Uraí - PR e foi conduzido por técnicos da UEL (Consultora especializada) e a EMATER, no intuito de desenvolver uma embalagem (e uma identidade visual) para (incrementar) a venda do produto.

Foram realizadas visitas in loco para compreender o processo de cultivo e de processamento da noz, bem como a busca de referências visuais. Foi realizada, também, uma análise das embalagens atuais e dos concorrentes.

O artigo só não informou qual foi a aceitação do (novo) produto no mercado.

 

(*) A definição mais popular é: "pensar como um designer". Para Lockwood, design thinking é: essencialmente um processo de inovação centrado no ser humano que enfatiza observação, colaboração, rápido aprendizado, visualização de ideias, construção rápida de protótipos de conceitos e análise de negócios dos concorrentes, para influenciar a inovação e a estratégia de negócio” (LOCKWOOD, 2009, p.11).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 13 março 2018 às 9:00

VAMOS MUDAR O RUMO DESSA PROSA ?

Até o momento, o querosene que mantém acesa a lamparina dessa discussão (*), é a participação de um jornalista, preocupado com o mau conceito dos pequenos agricultores.

Entretanto, chegando aos capítulos finais do livro DESIGN THINKING (Tim Brown, ed. Campus - Elsevier, Rio de Janeiro, 15a. tiragem, 2010, pág.204), o autor se propõe a definir prioridades para as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, e das quais pincei duas:

1) Como podemos capacitar lavradores pobres e aumentar a produtividade de sua terra por meio de produtos e serviços simples e de baixo custo ?

2) Como podemos treinar a apoiar trabalhadores da área de saúde em comunidades rurais ?

Observe que esses dois temas (produtividade e saúde) foram justamente o foco da atuação da Embrapa na (população ribeirinha da Amazônia) reportagem da TV Globo que mencionei no post anterior.

Ao término do capítulo o autor afirma que ao redor do mundo os design thinkers (que podem ser quaisquer profissionais e não apenas desenhistas) estão se tornando ativistas e aplicando suas habilidades a fontes de disfunção social.

A motivação (para a nova discussão) é o fato de que os maiores desafios são sempre acompanhados das maiores oportunidades.

(*) discussão, por enquanto, de uma pessoa só: eu comigo mesmo.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 12 março 2018 às 9:15

Aqui está o endereço para você (re)ver a reportagem do Globo Rural (na TV):

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2018/...

Como diz a plin-plim, vale a pena ver de novo.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 março 2018 às 13:26

O PRODUTOR RURAL E INICIATIVAS NECESSÁRIAS

Título do mesmo autor (Evandro Guimarães), no mesmo veículo (Jornal do Brasil), no mesmo dia da semana (Domingo, 11/03/2018) e sobre o mesmo tema (fragilidades do pequeno agricultor).

Entre as iniciativas citadas para melhorar a imagem dos pequenos agricultores brasileiros, ele começa com a proteção de nascentes. Talvez ele não saiba que essa prática já tem pelo menos uma década, iniciou no município de Extrema-(Sul de)MG e tem agricultor até recebendo cheques mensais da Prefeitura para continuar com a atividade (nesta e em outras cidades).

Em seguida ele propõe que os agricultores (lembro sempre que se trata dos pequenos) se organizem em torno de temas que repercutem para toda a sociedade citando, entre eles, o transporte escolar, energia, preços mínimos, assistência técnica, manutenção de estradas, excesso de burocracia, etc.

E finaliza (o artigo) dizendo que tomar a iniciativa é caminho para novas lideranças, melhorando o ânimo de quem produz.

Por falar em produção e ajuda ao pequeno agricultor, a reportagem principal do Globo Rural na TV Globo hoje e que encerrou o programa, foi sobre a ajuda da Embrapa nas questões de abastecimento de água potável e tratamento de esgotos nas comunidades ribeirinhas da foz do Rio Amazonas, próximas a Macapá. Para os esgotos, sugerem a fossa-biodigestora e para água, (também) uma série de 3 caixas d'água de mil litros, só que em níveis verticais diferentes (uma embaixo da outra, com filtros de pedra e areia) e não na horizontal, como no caso da fossa. O que me chamou mesmo a atenção (além de novas armadilhas para camarão), no caso da água potável, foi a ausência total de calhas nos telhados para captar água da chuva.

Mas, voltando à vaca fria (caso das deficiências técnicas dos pequenos agricultores), o que me admira também, é que este meu post/tópico completa amanhã uma semana, sem qualquer opinião dos oito mil participantes da Rede. Parece um assunto sem importância, enquanto um jornalista (leigo no assunto) gasta o seu segundo cartucho insistindo em esclarecer a população sobre o assunto.

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