Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Agronomia Contra PNS 63

http://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR96608

Considerando que Proposta Nacional Sistematizada nº 63 (PNS 63) contraria o bom senso e as normas de regulação do Sistema Confea Crea, a Agronomia Nacional, através da Confaeab, se mobiliza para sensibilizar os Conselheiros Federais do Sistema para vetar sua implementação. 

A PNS 63 propõe a criação de uma nova modalidade - Engenharia Florestal - na tabela de títulos do Confea, saindo do Grupo Agronomia e incluindo-se no Grupo Engenharia, junto às engenharias civil, mecânica, elétrica e demais.

Mesmo reconhecendo a importância histórica da Engenharia Florestal como uma carreira oriunda da Agronomia, há que se destacar que a PNS 63 cria, na prática, a única Câmara uniprofissional, conferindo representatividade desproporcional a uma categoria com 13 mil florestais num universo de 1,3 milhões de profissionais registrados no Sistema.

Neste sentido, a Confaeab propõe uma Petição Contra a PNS 63 e solicita a participação dos colegas engenheiros agrônomos e estudantes.

A Petição

O 9º Congresso Nacional de Profissionais dos Sistema Confea / Crea aprovou a Proposta Nacional Sistematizada nº 63 (PNS 63) que altera a tabela de títulos da Resolução nº 473 de 2002 retirando a Engenharia Florestal do Grupo Agronomia e incluindo no Grupo Engenharia. Se for viabilizada, criará uma nova modalidade na Tabela de Títulos Profissionais do Sistema, regulamentando as Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal. 

Câmaras Especializadas são órgãos de decisão administrativa que julgam questões de fiscalização e de registro profissional. Para funcionar, são agrupadas em categorias de uma “mesma modalidade ou campo de atuação profissional”. Assim, a Câmara de Agronomia agrupa, além da própria, as categorias da engenharia florestal, agrícola, pesca, meteorologia e os técnicos do setor. Uma regra lógica num Conselho com 300 profissões registradas. 

A criação dessa nova modalidade e sua transferência ao Grupo Engenharia cria, na prática, a única Câmara uniprofissional do Sistema para apenas 13 mil florestais num universo de mais de 1,3 milhões de profissionais registrados. 

Portanto, a PNS 63 é prejudicial por contrariar a lógica, a legalidade e o bom senso, ao desagrupar carreiras das ciências agrárias e abrir precedentes à criação de novas Câmaras uniprofissionais, que inviabilizam e distorcem a representatividade do Sistema Confea Crea. 

Considerando que a Confaeab já se posicionou contrária no ofício nº 415/2016, os profissionais do Sistema Confea Crea abaixo assinados também se posicionam contra a aprovação no Plenário do Confea, solicitando a REJEIÇÃO da PNS 63, visando restabelecer o ordenamento legal.

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Comentário de Gilberto Fugimoto em 11 maio 2017 às 23:38

Mário Sérgio,

Também recebi a resposta do Conselheiro Federal Osmar Barros e respondi parabenizando sua posição:

Prezado Conselheiro Federal Osmar Barros,
 
Agradeço sua pronta resposta e parabenizo pela lucidez de posição tomada.
 
Quero crer que a posição contrária à PNS 63 não é contra a Engenharia Florestal e sequer a favor da Agronomia, mas pela coerência e solidez do Sistema Confea Crea. 
 
Não é possível que o interesse corporativo de categorias minoritárias contrarie as normas e se some aos riscos e ameaças que pesam sobre o Sistema. 
 
Neste sentido, faço votos para que o Plenário acompanhe sua posição como relator e entenda que esta posição contribui para preservação da estabilidade do Sistema Confea Crea.
 
Att"
Comentário de Francisco Lira em 11 maio 2017 às 22:19

Infelizmente  Mario em nossa profissão tivemos e temos o azar de contar com elementos fragmentistas como esse que ao olhar para o seu ego, se esqueceram que foram bons profissionais na área graça as sua formação em Agronomia. Esse certamente foi o Pai de um dos grandes males da agronomia atual e dos problemas que os jovens profissionais enfrentam no mercado de trabalho. Sonhos destruídos pela ambição de meia duzia

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 11 maio 2017 às 16:27

"...Nada mais justo, nada mais democrático. E também mais estimulador das vocações, para o estudo da ciência da criação, e do exercício das práticas delas decorrentes.

E essa vocação existe em milhares de estudantes brasileiros, que terminam em dois ciclos do ginásio, e vão para a fazenda de seus pais, sem continuarem a estudar, por quê? Porque não há escolas de Zootecnia, e mesmo havendo-as - falta aos profissionais nelas formados a garantia do exercício da profissão de zootecnistas. O exercício legal.>>

Engraçado, né?

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 11 maio 2017 às 16:24

FRANCISCO,

fui me informar sobre "Otávio Domingues" em

http://w3.ufsm.br/zootecnia/index.php/sobre-a-zootecnia/historico

o que tem na Zootecnia que sai especificamente da Veterinária?

Comentário de Francisco Lira em 11 maio 2017 às 12:33

Muito bom Mario, o Conselheiro de fato fez um  excelente analise mostrando os fatos bem claros

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 11 maio 2017 às 12:02

Para conhecimento:

Boa tarde Eng. Mário.

Sou o relator do processo que analisa a pertinência da permanência ou não da Engenharia Florestal no Grupo Agronomia, e este processo está sob pedido de vista e deverá ser apreciado na próxima Plenária do CONFEA.

De qualquer maneira, nossa posição não muda, ou seja, entendemos que a Engenharia Florestal deve permanecer no Grupo Agronomia da Tabela de Títulos do CONFEA.

Abraços.

Cons. Federal Osmar Barros Júnior

--

Prof. Osmar Barros Júnior

Coordenador do Curso de Engenharia Civil

Universidade de Araraquara - UNIARA

Comentário de Francisco Lira em 11 maio 2017 às 9:14

Realmente o grande erro da Agronomia na pessoas de elemento do passado e atual em sua maioria elementos de dentro dos cursos de Agronomia como foi o senhor Otávio Domingues terem fomentado de forma irresponsável tais absurdo de criação de cursos paralelos em vez de fomentarem as pós graduações(latu senso) como na medicina e direito, agora é correr atras do prejuízo,  buscando resgatar a formação plenas nesses cursos onde a formação foi totalmente deformada ao gosto dos míopes e buscar conscientizar os alunos a cobrar a verdadeira formação afinal os  cursos de agronomia existem em função dos alunos visando ofertar a sociedade profissionais de excelência e não servir aos gosto de meia duzia que fingem desconhecer o Decreto 23.196 em sua totalidade bem como as diretrizes curriculares para os cursos de agronomia

Comentário de Gilberto Fugimoto em 10 maio 2017 às 22:26

Mario Sérgio,

Exatamente as carreiras oriundas da Agronomia bem poderiam ser residências ou especializações, permanecendo uma Agronomia forte. 

A história mostra que prevaleceram interesses particulares em detrimento do interesse de classe. 

abração

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 10 maio 2017 às 16:35

GILBERTO, aproveitei a tua lista e o teu texto (se me permite...) e enviei o seguinte conteúdo:

Prezados Conselheiros Federais do CONFEA,

sou formado ENGENHEIRO ELETRICISTA (UNICAMP86, formatura 1990) e ENGENHEIRO AGRÔNOMO (UFRuralRJ2004i, formatura 2010) e tenho uma visão particular sobre a Proposta Nacional Sistematizada PNS 63 propõe a criação de uma nova modalidade - Engenharia Florestal - na tabela de títulos do Confea, saindo do Grupo Agronomia e incluindo-se no Grupo Engenharia, junto às engenharias civil, mecânica, elétrica, etc.

Peço que votem contra, evitando estabelecer desequilíbrio ao desagrupar carreiras das Ciências Agrárias e abrir precedentes à criação de Câmaras que, na prática, será a única Modalidade Uniprofissional no Sistema Confea Crea.

(((OBS: Se não vem ao caso coloco entre muitos parêntesis, mas o mais lógico seria o oposto, apesar de radical: voltar tudo para o seio da AGRONOMIA e criar RESIDÊNCIAS nas grandes áreas para quem quiser ser "especialista", como se fez na MEDICINA ou como se mantém coesa a ADVOCACIA. Com 06 anos formar-se-ia um ENGENHEIRO AGRÔNOMO com todas as atribuições, mas para quem quiser se especializar em fitotecnia, fitopatologia, pedologia, fertilidade, orgânicos, mecanização agrícola, construções rurais, armazenamento, sementes, técnicas de conservação de alimentos, grandes culturas (diversas), hortaliças, fruticultura (diversas), florestas (diversas), zootecnia, integração Lavoura-Pecuária-Floresta, ambiental, paisagismo, irrigação/drenagem, comercialização e crédito, bolsa de mercadorias e futuros, avaliações, questões fundiárias, extensão rural, etc, etc, etc... faria dois anos de RESIDÊNCIA))).

sem mais,

Comentário de JOÃO ANTUNES em 10 maio 2017 às 1:29

A hora e agora, vamos nos organizar e mostrar que somos forte, e vamos vencer esta batalha, afinal somos responsável por manter a economia equilibrada, o agronegócio é o que sustenta a balança comercial.

Vamos juntos, de mãos dadas erguer a BANDEIRA DA AGRONOMIA.

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