Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Os drones vieram para ficar e, entre as suas aplicações na agricultura estão a pulverização e a identificação de pragas, doenças, estresse e falhas no plantio. No cadastro ambiental rural - CAR, os drones podem ser usados para aumentar a resolução espacial (capacidade de se identificar objetos de pequeno tamanho na imagem aérea) nas pequenas propriedades. E por aí vai.

Essa tecnologia, apesar de recente, tem evoluído tanto que, até o planejamento de voo, em geral, é feito através de softwares. A montagem das fotos tiradas pelos drones, também dispõe de aplicativos (que podem ser encontrados no Google) para serem usados no ArcMap, QGIS e R, além das facilidades oferecidas por softwares como o Pix4D (que podem ser baixados para avaliação por 15 dias).

Sem me considerar um especialista no assunto, traduzi um texto que achei na Internet para mostrar o roteiro manual do planejamento de um voo, sem o auxílio de softwares. Trata-se de calcular quantas fotos são necessárias para cobrir uma área de 4 km² com uma câmera com distância focal de 152 mm.

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Comentário de HEBERTH RIBEIRO SANTOS em 17 janeiro 2019 às 14:38

Sim. Se água não for muito turva, com certeza poderás até fazer algum tipo de análise; pois, a imagem do DRONE tem ótima resolução e tudo indica que daria sim para poder introduzir essa ferramenta em seu trabalho.

Até o momento, não conheço nenhum software grátis que faça alinhamento de imagens, cria nuvem de pontos, modelo 3d, modelo digital de terreno, curvas de nível e ortofotomosaico. Eu tenho conhecimento de dois pagos, o Agisoft Photoscan (custo de uns R$ 12.000,00) e o Pix4D (custo de uns R$ 45.000,00). Tenho familiaridade com Agisofto Photoscan, o qual, sei que existe uma versão para universidades. Vi que o Sr. já foi professor, mas, se ainda tiver contato com professores que esteja necessitando deste tipo de software, é só entrar em contato com a empresa que eles liberam uma licença.

No mais, fico à disposição.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 17 janeiro 2019 às 9:28

RECADO AO EBERTH,

Recentemente iniciei aqui um tópico sobre Ecohidrologia(1) que tratou, inclusive do estudo trófico de lagos, onde um disco de 30 cm de diâmetro pintados seus quadrantes de branco e preto e mergulhado com um cabo graduado, indica a profundidade de penetração da luz solar. Esse disco, colocado na superfície da margem, serviria como referência para o seu drone aferir a resolução da imagem ?

Você indicaria pra gente algum software gratuito para a montagem de um mosaico a partir de imagens tiradas por drones ?

Obrigado pela atenção.

José Luiz

REFERÊNCIA:

(1) http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/ecohidrologia

Comentário de HEBERTH RIBEIRO SANTOS em 17 janeiro 2019 às 9:06

Recebi vossa planilha. Obrigado.

Por enquanto, trabalho com DRONE DJI Phantom 4 Pro. Faço serviços de: fotografias aéreas; aerolevantamento com ou sem pontos de apoio e pontos de check, com geração de nuvem de pontos, modelo 3D, modelo digital do terreno, ortofotomosaico e curvas de nível e; monitoramento de divisas com filmagens pela linha do perímetro do imóvel.

Abraço.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 janeiro 2019 às 16:53

Caro colega Heberth, boa tarde.

Acabei de enviar. Um abraço e bom proveito.

José Luiz

P.S. Por curiosidade; quais atividades com drones você desenvolve ?

Comentário de HEBERTH RIBEIRO SANTOS em 10 janeiro 2019 às 18:33

Muito interessante. Amigo, por acaso, teria como compartilhar essa planilha pronta? Eu tentei montar uma no Excel e de cara os valores não bateram. Se for possível, agradeceria se enviasse para heberthribeiro@hotmail.com. Obrigado.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 6 novembro 2017 às 9:43

POR DENTRO DO DRONE

Depois de algumas leituras na Internet sobre drones, acho que já dá descrevê-los de forma simples. Acompanhe pela Figura abaixo.

Os drones são pequenos aviões manejados por controle remoto, que servem para o lazer, para tirar fotos, e dezenas de outras aplicações, militares inclusive. A energia que os move vem de motores à combustão e até a energia solar, embora a mais comum seja a de motores elétricos.

Como mostra a Figura 1 acima, o conjunto propulsor do drone (movido à eletricidade) tem, pelo menos, cinco elementos: bateria, controlador da velocidade, motor, engrenagem e hélice. Uma ou mais, com um detalhe curioso, se tiver mais de uma, a metade funciona girando no sentido horário, e as demais no sentido anti-horário, para aumentar o equilíbrio do aparelho.

Na concepção (de montagem) do drone, a primeira preocupação é com o uso que se pretende dele. Se for para acrobacias, precisa de motor mais potente. A segunda exigência mais séria é com o peso, o que se resolve com materiais leves, como madeira, alumínio, fibra de carbono e tamanhos (e pesos) reduzidos para as baterias e motores, principalmente. Quando usamos o drone na agricultura (aerofotogrametria), uma terceira preocupação é com a autonomia, ou tempo de voo, ditado pela bateria.

Num cálculo bem simples, imaginemos que num drone: a bateria pese 150 g, o controlador e receptor R/C 30 g, os motores (serão 4, num quadricóptero), engrenagens e hélices 200 g, o esqueleto da aeronave 150 g e uma câmera para fotos 50 g, totalizando 580 g. Por segurança, deve-se dobrar este número, para calcular a potência da bateria e do motor, ou seja, eles precisam levantar (literalmente) 580 g x 2 = 1.160 g. Como são 4 motores, cada qual deverá ter capacidade para movimentar 1.160 g ÷ 4 = 290 g/motor. Arredonda-se para 300 g.

Agora consultamos a tabela de um fabricante de motores para escolher aquele que forneça o empuxo (força) necessário para levantar 300 g ou mais. A Figura 2 abaixo mostra o resultado.

Figura 2 - Seleção do Motor

Selecionamos o do meio, pois seu empuxo (thrust) de 310 g supera o valor calculado. De sobra, nos indica que precisaremos de uma bateria de 12 Volts, uma hélice de fibra de carbono de 5 polegadas de diâmetro e 3 polegadas passo, uma corrente elétrica de 7,5 Amperes, potência de 90 Watts, eficiência de 3,4 g/W e velocidade de 20.100 rotações por minuto.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 novembro 2017 às 13:53

OBS.

Para quem não sabe, a marca (de drones) PHANTOM a que o vídeo se refere desde o início, é aquela da foto que mostrei aí em baixo, com o logotipo da Embrapa.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 novembro 2017 às 8:10

AEROLEVANTAMENTOS COM DRONES

(Vídeo da GeoEduc)

https://youtu.be/ZPdWgMZ5WEc

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 novembro 2017 às 6:45

CÁLCULO DA AUTONOMIA DE VOO DE UM DRONE

Transcrevo na planilha abaixo o cálculo efetuado pela empresa EletronPi (*). A diferença no resultado, deve-se a arredondamentos.

(*)http://www.eletronpi.com.br/pd04-autonomia-de-drone.aspx

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 2 novembro 2017 às 16:05

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