Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Ponto de vista: Agronomia, um olhar para o fabuloso potencial de nossa profissão.


Avaliação de formação de pastagem e áreas degradadas pelo Eng. Agrônomo Douglas Pellin, especialista em agricultura de precisão . MS

Quando entramos no debate sobre mercado de trabalho tem sido muito comum a citação das revendas como uma das opções de entrada para a vida profissional, de fato não existe nenhum inconveniente em relação ao exercício nessa área, mas é importante que possamos trabalhar inúmeras outras áreas de competência do Engenheiro Agrônomo, embora em muitas faculdades seja nítido a carência do ensino completo dentro das áreas de competência profissional conforme decreto 23.196/33  e aquilo que consta dentro das diretrizes curriculares do Ministério da Educação para formação agronômica, o que tem refletindo em muitas situações como a saturação de espaços, culminando em frequentes críticas ao conselho profissional e entidades de classe, que embora tenham parcela de culpa dentro de suas esferas de competência, essa problemática tem também origem  na formação cada vez mais limitada até mesmo em tradicionais centros de ensino agronômico, direcionando enorme massa de estudantes a reduzidas áreas de formação, em muitas situações prejudicando o exercício profissional em áreas muito promissoras produção animal, engenharia rural, ambiental e paisagística ou privilegiando em muitas situações o caminho imediato para pós-graduação, saturando de mestres, doutores e pós-doutores em segmentos que disputam cada vez mais os raros espaços para docência e pesquisa no serviço publico, esquecendo o potencial empreendedor  e aí vem a pergunta e os demais espaços agronômicos?  Estamos realmente aproveitado isso? Entretanto como exemplo positivo face a essa realidade temos visto surgir bons exemplos no mercado, são colegas exitosos nas áreas de irrigação, silvicultura, forragicultura, pecuária leiteira, em avaliações e perícias, colegas empreendedores criando suas empresas para elaboração de projetos e consultoria no controle de pragas urbanas, em paisagismo, produção de mudas seja florestal, frutíferas, olericolas e medicinais, no inovador segmentos da agricultura de precisão, existe ainda aqueles tem obtido sucesso como produtores de orgânicos como ovos, leite, mel, carne, grãos, frutas, bem como alimentação animal como silagem, fabrica de rações. Importante também destacar   o crescimento da participação feminina nos inúmeros setores do agronegócio brasileiro exemplos que citamos logo abaixo bem como  centenas de outros exemplos que não cabem em uma pequena publicação como essa

Consultoria em projeto de irrigação para agricultura e pecuária Eng. Agrônomo Jurandir Junior sócio diretor da empresa Pivo & Cia- CE

Avaliação de Imóvel Rural pelo Eng. Agrônomo Elenilson Silva Consultor e ministrante de cursos na área-PE

Fundadora do Portal AgroMulher, Engenheira Agrônoma e mestre em fitopatologia  Vanessa Sabioni-MG

É preciso então  que aqueles que fazem o ensino agronômico (discentes e docentes) busquem em harmonia o caminho para formação plena, estimulando a visão holística necessária para o maior sucessos dos egressos, lutando contra  essa visão distorcida que visa reduzir a formação plena atendendo a interesses que não são de fato o da classe agronômica brasileira e da sociedade que busca um profissional de visão abrangente, fazendo jus ao titulo da profissão mais promissora dentro daquilo que se chama ciências agrárias, agora é preciso que se mantenha a grade curricular respeitando o conjunto de atribuições que  consta em nosso decreto 23.196 de 12 de outubro de 1933, bem como os conteúdos proposto nas diretrizes curriculares para os curso de agronomia, o que  inventam fora disso diminuindo o ensino pleno é nada mais  que um crime ao país, aos recursos públicos e ao nosso título profissional merecendo nosso total repúdio.

Gostaria ainda de agradecer aos colegas pela permissão da postagem de suas imagens nessa publicação.

Francisco Lira

Engenheiro Agrônomo Esp.

CREA-PI 18.222/D

Presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Piauí- AEAPI

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Comentário de Rafael Sá em 19 maio 2018 às 15:46
Palavras certeiras!!! Sempre que a agronomia se encolhe permitimos que outros profissionais avancem sobre nossas atribuições plenas. Destaco a nossa engenharia rural e ambiental como emblemáticas!!!
Comentário de Francisco Lira em 14 maio 2018 às 9:51

Boa colocação Gilberto, de fato é preciso esmiuçar esse debate. As faculdades e os cursos de Agronomia precisam trabalhar essa questão de forma frequente. São tantas áreas promissoras para atuar, novos mercados para se dedicar, mas o que falta para aproveitamos esses potenciais??

Comentário de Gilberto Fugimoto em 14 maio 2018 às 9:22

Caro Lira,

É fundamental, especificamente para os que estão a procura de oportunidades, considerarem novos horizontes e diferentes formas de atuação profissional.

Além disso, fico aqui pensando em como criar uma rede sinergica que impulsione as múltiplas iniciativas empreendedoras na Agronomia.

Entendo que redes de cooperação tem muito mais chances de sucesso que cadeias de competição.

Grande abraço

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