Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Ponto de vista: As dez medidas para valorização da Agronomia

O Brasil, esse país continental, com vasto potencial para produção de alimentos, com enorme soma de recursos naturais, alheios as problemas típicos de tantas nações como terremotos, vulcões, desertos e infindáveis guerras, passa entretanto por conflitos políticos ideológico frutos em muito de uma sociedade em crise ética. Nesse contexto a classe agronômica protagonista de tantas conquistas para esse país vive momentos de reflexão a cerca de seu reconhecimento perante a sociedade, base esta necessária para sua valorização. Frente a essa realidade da mesma forma que a nível nacional o país se propõe a emplacar as 10 medidas contra corrupção, assim proponho a nossa classe as 10 medidas para mudanças de rumo à valorização profissional, sendo elas:

  1. A reconstrução da formação plena nos cursos de acordo com nossas atribuições contidas no decreto 23.196 de 12 de outubro de 1933.
  2. O resgate de uma carga horária compatível com a formação e construção de uma profissão com solida formação para o pleno atendimento do setor produtivo com no mínimo 4.500 horas
  3. A criação do conselho uniprofissional de Agronomia com uma fiscalização única e exclusivamente direcionada a nossas atribuições com forte ação em defesa da sociedade
  4. O estimulo de criação e fortalecimento das entidades de classe regionais, estaduais e nossa confederação
  5. Um congresso bianual em Brasília no intervalo do Congresso Brasileiro de Agronomia CBA tratando único e exclusivamente das ameaças a profissão e das oportunidades da Agronomia.
  6. A reconstrução da Assistência Técnica e Extensão Rural publica brasileira resgatando e fortalecendo as Ematers e recriando a Embrater como forma de estimular o desenvolvimento agropecuário nacional tendo o Engenheiro Agrônomo como protagonista desse processo
  7. O fortalecimento das especialidades seja na área de produção animal, produção vegetal, engenharia rural, meio ambiente, energia e fibras e áreas afins.
  8. A anulação do Decreto 4560 de 30 de dezembro de 2002.
  9. Criação de uma mídia nacional eficiente mostrando ao país qual a função do Engenheiro Agrônomo e suas atribuições no sentido de trazer para o curso os talentos que desejam ingressar na formação, em vez de entrarem em cursos paralelos, cursarem a formação plena em Agronomia.
  10. Por fim a mais importante, que profissionais e estudantes entendam que sem a participação por menor que seja  cada um das 9 propostas jamais serão concretizadas sem o esforço e conscientização de todos de que somente uma classe unidade que defenda com fervor sua profissão poderá construir novos rumos para a valorização da Agronomia Brasileira.

Francisco Lira

Engenheiro Agrônomo Esp.

CREA-PI 18.222/D

 

 

 

 

 

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Comentário de Manoel José Sant´Anna em 13 dezembro 2016 às 14:58

Boa tarde colegas, prezado Gilberto, sem duvida, efetuar congressos regionais, seria de grande valia e objetividade, filtrando e sendo mais contundente em um CBA. Gosto do colega Francisco Cezar Dias, pela sua garra e persistência, quanto a arrecadar valores!. Ai temos problemas!. Somos sovinas!? Não digo,...digo apenas que já pagamos tanta coisa...!?. Uma proposta nacional, precisaria ser aliada a um desejo comum da corporação, assim poderia chegar ao resultado, mesmo que custe mais um pouco, veja o quanto já fomos exigidos!?.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 13 dezembro 2016 às 14:20

Lira,


Em relação à proposta 5

Recuperando a reunião que tivermos em Brasília, foi proposto a realização de congressos regionais que debateriam um ano antes, as teses a serem apresentadas no ano seguinte ao CBA.

O Petto destacou que essa era a proposta original (talvez perdida no tempo) que define os Congressos Estaduais nos anos pares e o CBA nos anos ímpares.

abração

Comentário de Francisco Cezar Dias em 13 dezembro 2016 às 13:33

Tenho certeza de que, se todos contribuírem com R$ 50,00 reais, chegaremos lá. Nem assim consegui aqui.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 13 dezembro 2016 às 13:30

Bom, posto que me proponho a ajudar, espero que me entendam até porquê, como podemos observar, temos ideias difusas e visões pouco clara dos nossos desafortunios como categoria profissional que não somos. Não temos sequer identidade como classe de profissionais.

Assim sendo, começo dizendo que o início do texto carece de lógica e regra de Português.

Minha posição: precisamos de uma entidade de classe exclusiva dos Engenheiros Agrônomos, nacional, para fazer valer nossos direitos, garantidos por lei e por currículo.

Depois, se desejarem criar ou manter sindicatos, associações regionais para ver dificuldades locais, não tenho nada contra e, acho que podemos abordar tudo dentro da entidade nacional, sem problemas. Com a representação da nossa entidade, sediada na sede do estado, abordondo estes problemas locais.

Esta entidade seria semelhante a OAB, CRM, etc

Sendo assim, vamos às dez propostas do Xará.

1 – Normal, sendo cuidada pela entidade.

2 – Tem a ver com a primeira. As duas básicas.

3 – Perfeita, coaduna com o que expus acima.

4 – Idem acima.

5 – Passaríamos a ser dono do Congresso Brasileiro de Agronomia, posto que seria a nossa entidade.

6 – Naturalmente absorvido por nossa entidade e que poderia assumir este papel, uma vez que, os governos nunca executaram a bom termo.

7 – Redundância da 1 e da 2.

8 – Sem representação forte, esquece.

9 - Também redundância da 1 e da 2.

10 – Inócua, mas redundaria na 1 e na 2.

Assim sendo, quero repetir aqui que, em minha cidade, criamos o estatuto, lançamos a primeira chapa e tentamos angariar recursos para criar a OEAB - Ordem dos Engenheiros Agrônomos do Brasil. Na ocasião, necessitávamos de R$ 8.500,00 para criar e lançar o Portal. Conseguimos apenas R$ 5.700,00. Brochei e decidi que só retornaria a carga se pudesse fazê-lo com meus recursos. Hoje, isto estaria por volta de R$ 25 mil reais. Alguém se habilita? Sem estes recursos nas mãos, estou aguardando.

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 13 dezembro 2016 às 10:29

J. C. C. VENDITTI, também gostei da idéia do responsável técnico, principalmente para as grandes propriedades. De qualquer forma, a meu ver, a questão é abordada indiretamente nas "10 Medidas" quando aborda a Extensão Rural (particularmente, para as pequenas propriedades). Há pouco tempo, um pesquisador da Emater (Paraná?) divulgou bons textos sobre a situação da pequeno agricultor. É necessário um responsável técnico (extensionista, para os pequenos agricultores) que, por um lado organize a propriedade para produzir e, por outro, promova a interação com os vizinhos (organização da atividade) e com os meios de financiamento e proteção (bancos e seguros). Se via EMATER/CATI (políticas públicas, ou afins) a coisa patina, talvez fosse adequado exigir dos Sindicatos Rurais, Associações de Produtores, etc... (obrigar a inciativa privada).

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 12 dezembro 2016 às 12:25

Boa tarde colegas, gostei José Carlos, boa ideia, embora os pequenos produtores sobrevivam com margens degradantes, que se não é o sitio produzir o mínimo necessário, morreriam de fome!. Mas se deixarem de ser matutos, e unirem tomam outra força!. Saliento também que mesmo assim a "Mobi Dick", que se tornou o CREA, CONFEA.continuaria apenas como arrecadador e cabide de empregos!. 

Comentário de JOSÉ CARLOS CAMPANA VENDITTI em 12 dezembro 2016 às 12:17

Para mim só faltou a ART - rural ai sim teríamos a maior valorização profissional do Engenheiro Agrônomo, o que obrigaria não sei mas as médias e grandes propriedades e até pequenas em função do que produzirem ter um responsável técnico pela produção. Teríamos portanto um profissional para avaliar a preservação ambiental, alimentar etc....

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 10 dezembro 2016 às 7:34

Bom dia caros colegas, pelo visto já estamos entrando em detalhes sobre a importância e a tal diversidade que citei sobre a Engenharia Agronômica, isto é responsabilidades da qual não existe, nem se consegue fiscalizar pela sua extensão e complexidade!. Sem falar no dinheiro que custará!. O Dr Francisco, toca num ponto dos mais delicados, pois trata-se de mal uso dos lençóis freáticos primários, e este problema não está só no Cerrado do Piauí, ou do Maranhão, talvez mais vulnerável pelas escassas chuvas, mas SP, com a eliminação dos resíduos industriais, chamados vinhaça, são fontes mais eminentes de contaminação de químicos fertilizantes, neste lençol. Quanto aos agrotóxicos Renata, a solução é certificação pública municipal, não vou dar detalhes pela extensão, mas para qualquer colega com algum conhecimento deduz!.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 9 dezembro 2016 às 22:18

Parabéns, Renata. Belo texto. Só vou corrigi-la no que diz respeito a venda de agrotóxicos x remédios. Médico também vende. Acho até que muito mais do que os Engenheiros Agrônomos. Não existem estatísticas. Vender não seria problema diante da ética e do profissionalismo. Não acontece assim.

Quanto a decisão de fazer sem acompanhamento profissional, vou te dar um exemplo para você meditar. Os agricultores estão utilizando irrigação com Pivô sem controle técnico sobre lâmina d'água. Não sei até onde vão seus conhecimentos sobre o tema. Para mim é a aceleração do processo de quebra já a muito anunciada. Isto para os solos do Cerrado brasileiro.

Comentário de renata berbert rolim em 9 dezembro 2016 às 20:29

Boa noite, em uma rápida análise, gostaria de enfatizar o ponto 3. A fiscalização do uso e das recomendações dos agrotóxicos no nosso país não existe, principalmente pelos pequenos agricultores. O sistema foi feito para aumentar e facilitar o uso dos "venenos", abastecendo as indústrias estrangeiras. Tb não estou de acordo com agrônomo vendendo produto, sem visitar propriedades. Isto desvaloriza a nossa atividade. Pergunto: médico vende remédio? Porque agrônomo faz isso? A situação é muito grave, já vi produtor dizendo que não necessita de agrônomo, pois seu trabalhador entende destas coisas...Acredito que esta situação só vai reverter com uma fiscalização pesada e multas.

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