Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Ponto de vista: Engenheiro Agrônomo, construindo o perfil profissional

O Engenheiro Agrônomo é o profissional de formação plena e holística atuando na área de produção animal, produção vegetal, engenharia rural, energia e fibras  ultrapassando os limites da porteira. O mundo mudou e o profissional de Agronomia norteado pelo vivo e atual Decreto 23.196 de 12 de outubro de 1933 vem atuando em diversos setores econômicos não só primário, mas secundário e de serviços mostrando o potencial da formação. Ele é referência em forragicultura, em solos, fertilidade,pedologia, recuperação de áreas degradadas, em questões ambientais e suas aplicações e nas novas tecnologias de integração e sustentabilidade como programa ABC. Tem contribuindo para o aumento das tecnologias em melhoramento animal e vegetal. Programas com Balde cheio, cultivo de trigo no nordeste, fixação biológica de nitrogênio, gramíneas para uso alimentar e energético, mostrando assim a sua contribuição concreta para o crescimento nacional. Entretanto temos que refletir sobre o atual processo de ensino. Os cursos de Agronomia com formação reduzida  direcionando formação turva apenas a produção vegetal desconfiguram o potencial profissional, limitando a visão plena e reduzindo a possibilidade da  inserção no mercado de trabalho do Engenheiro(a) Agrônomo(a) devendo esses serem corrigidos. As especialidades latu sensu precisam ser valorizadas e o Engenheiro Agrônomo não pode se contentar no mundo atual apenas com o seu diploma de graduação. Ele precisa ampliar horizontes e construir seu nome. Fazendo cursos de qualificação, buscando conhecimento onde houver, analisando as oportunidades dentro da profissão e buscando a inovação. O país tem quase 200 milhões de hectares de forrageiras e onde estão os novos talentos? A silvicultura que movimentou mais de 60 bilhões em 2015 e onde estão os profissionais silvicultores? Nas avaliações e pericias precisamos avançar. Nas zonas urbanas estressantes e desorganizadas cresce a valorização pelo verde, pela ambiência e o conforto e onde estão os Engenheiros Agrônomos paisagistas e a vocação para empreender, ser empresário rural, produtor, consultor atuando em um leque de atuações infinitas.

 A nossa profissão foi concebida pelos anseios da sociedade por um profissional de visão ampla que atenda as demandas rurais e urbanas no que diz respeito a suas atribuições, nesse sentido faz-se necessário a construção do perfil profissional atento a isso, mesmo diante dos sombreamentos e conflitos o Engenheiro Agrônomo tem se destacando pela sua capacidade e qualidade. As faculdades de Agronomia, seus colegiados e principalmente os estudantes tem o dever de lutar por cursos que respeitem nossas atribuições, decretos e leis no sentido de permitir aos futuros profissionais seu lugar a sombra nesse concorrido mercado de trabalho.

Francisco Lira

Engenheiro Agrônomo Esp.

CREA-PI 18.222/D
Conselheiro Câmara de Agronomia CREA-PI

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Comentário de Francisco Lira em 6 junho 2016 às 12:03

Obrigado Dhiego e Agno pelas considerações. Realmente Gilberto temos que ampliar a cultura de cursos e especializações em nossa profissão e isso se faz urgente.

Comentário de Dhiego César Oliveira Riva Neto em 2 junho 2016 às 14:58

Parabéns Pelo Texto amigo Francisco, isso demonstra o quanto somos importantes para a cadeia produtiva.

ATT: Dhiego César Oliveira Riva Neto

Graduando em Agronomia 7º Período, IFMT Campus Confresa-MT.

Comentário de Francisco Lira em 1 junho 2016 às 15:44

Aqui pela AEAPI estamos buscando ampliar nossos cursos de qualificação. Não é uma tarefa fácil, afinal tira muito do tempo que já é voluntario. Mas esperamos em breve possibilitar uma gama de cursos e quem sabe sonhar com as especialidades fazendo parcerias com as faculdades regionais.

Comentário de Agno Tadeu da Silva em 1 junho 2016 às 11:17

Francisco, parabéns pelo texto.

É muito importante que os engenheiros agrônomos estejam atentos às oportunidades oferecidas pelas diversas áreas da agronomia.

Infelizmente há um grande número de cursos que não preparam os acadêmicos de agronomia de forma satisfatória. Daí a importância das sociedades ou associações em assumir o protagonismo na oferta de cursos de capacitação, especialização ou pós-graduação, que possibilitem aos engenheiros agrônomos a ocupação de áreas ainda pouco exploradas mas extremamente promissoras.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 1 junho 2016 às 10:32

Francisco e colegas,

Sobre sua postagem, eu vejo nas especializações em nível de pós graduação, uma oportunidade de atuação / participação das Associações de Engenheiros Agrônomos orientando e tornando-se referência em temas pouco abordados nas graduações como: engenharia agrícola (irrigação, máquinas), silvicultura, zootecnia, etc.

Embora seja uma atribuição da Academia, a participação das Associações ajudariam a melhor focar o curso na perspectiva profissional e dialogaria de forma mais qualificada com a categoria na defesa de suas atribuições com conhecimento técnico de referência.

Resta saber como operar a parceria Universidade e Associação de E.A.

abração

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