Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Ponto de vista: O Papel do Engenheiro Agrônomo na forragicultura.

O Brasil possui grande potencial em solo e clima para o cultivo de pastagens. Desconheço, conforme dados da Embrapa mais de 100 milhões de hectares cultivados embora muito, mas muito mau manejados, outra atividade agronômica que ocupe tanta terra, mas o que me deixa indignado além da falta de profissionais qualificados para atender tamanha demanda e pouco incentivo governamental é a postura de alguns cursos de agronomia e seus brilhantes docentes que totalmente alheios a realidade fora de sala de aula vem eliminando essa importante disciplina das grades obrigatórias, e ai fica a pergunta, quais os prejuízos a classe agronômica, aos alunos e ao Brasil esse tipo de postura pode trazer.

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Comentário de Francisco Cezar Dias em 7 abril 2015 às 7:01

A ILP completa com eficiência a tecnologia. Plantio direto e rotação de culturas. Não tem o que discutir. A ILPF não vejo com bons olhos, mas a implantação da pecuária de alta rotatividade permite a liberação de áreas inclusive para florestas. Agora, quem está ganhando dinheiro com estas tecnologias? Todos os projetos que conheço nas regiões onde atuo são lindos de ver, mas erram em tudo e ninguém está ganhando dinheiro. Tratar o capim como comida de boi é o começo do desastre.

Comentário de Francisco Lira em 6 abril 2015 às 23:38

Acredito na ILP e na ILPF  Ademir são realmente modelos de aproveitamento racional fantásticos e os profissionais de agronomia tem o dever de liderar esse avanço, agora confesso nobre colega Francisco Cezar que não sabia que a produção de leite tem dado mais lucro que cria e engorda.

Comentário de Ademir Vieira da Silva em 6 abril 2015 às 20:50

Francisco, concordo plenamente com você. Eu sou especialista na área, mas realmente existem poucos agrônomos neste mercado, percebo que os zootecnistas estão tomando este espaço e ele é comum aos profissionais.Do lado do estímulo existem vários projetos, tal como Agricultura de Baixo Carbono do MAPA e agentes financeiros.... Acredito que tenhamos grandes oportunidades, é relativamente fácil sair de 0,5 UA/há para 2,0. A tecnologia existe, mas falta manejo e cultura do produtor para tal. A ILP é uma realidade em termos de resultados. Acontece que as correções do solo são deficientes na formação e manutenção, as vezes o problema é o excesso de animais....

Abraço

Ademir Vieira da Silva

Comentário de Francisco Cezar Dias em 6 abril 2015 às 17:51

É Xará, para conseguir resultados financeiros para a recuperação de pastagens degradadas, fiz os estudos econômicos durante 9 anos aqui na região. Consegui modificar a realidade aqui na região de 0,2 cab./ ha para 20 cab.

Algumas peculiaridades:

A pecuária de alta rotatividade produz mais lucro liquido do que a produção de grãos e fibras.

Infelizmente a pecuária não é campo fértil para nós Engenheiros Agrônomos ganhar dinheiro em consultoria com ela.

A produção de leite dá mais lucro do que a cria e a engorda.

São 17 sintomas que apresentam os animais e que são tratados com medicamentos e que se trata apenas de desnutrição.

Somente o Engenheiro Agrônomo apaixonado por solo e conhecedor de gramíneas poderá dar lucro para a Propriedade Rural.

Este é um campo ("Pecuária a pasto") sem concorrentes para quem se aventurar por ele.

Instalei 34 projetos aqui na região e num deles fiz todo o estudo financeiro. Passei a procurar parceiros para investir na área e o que consegui foi apenas ser tratado como sonhador pelos pecuaristas que se julgam experientes no setor. Abraço, amigo.

Comentário de Francisco Lira em 5 abril 2015 às 10:37

Os índices de produtividade são vergonhosos e o péssimo exemplo vem principalmente dos grandes, eles parecem que usam a simples regra de aplicar 1 real para ganhar 2 e com isso pouco dão importância as tecnologias a valorização de um profissional no campo, correção do solo, rastejo rotacionado e variedades melhoras e ai o que vejo é a Embrapa muitas vezes se colocando a disposição dessa turma mostrando a importância de aplicar 2 para ganhar 10, mas mesmo assim existe uma inércia e  falta de visão nesse importante setor.

Comentário de José Leonel Rocha Lima em 4 abril 2015 às 23:52

A produtividade das pastagens no RJ é muito baixa. Falávamos em 0,5 unidade animal por hectare ano.

Com a erosão laminar dessas pastagens e a diminuição dos índices pluviométricos a produtividade das pastagens naturais devem estar ainda menores.

Forragem e pastagens são matérias / conhecimentos fundamentais para a melhoria da produtividade, através das boas práticas de produção, para incremento da produção de carne e leite e aumento do desfrute do rebanho brasileiro. 

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