Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil


Todos os dias temos visto colegas reclamando da falta de oportunidade, embora  exista uma grande oferta de vagas para atuação  profissional em N áreas dos conhecimentos agronômicos,  quando perguntamos qual o  diferencial do egresso a maioria responde a mesma coisa, ''que entende de solos, nutrição de plantas e fitossanidade'', descartando pasmem  importantes áreas como forragicultura, silvicultura, mecanização, avaliações e pericias,  deixando  essas e outras importantes áreas agronômicas no vácuo profissional.

Nesses dias um colega me perguntou se conhecia profissionais com domínio em mecanização agrícola e outro com domínio  nas ferramentas para agricultura de precisão com a utilização de drones para lhe indicar, ficou o vácuo pois esses profissionais são poucos, mesmo na graduação raros tem sido os estudantes em nossa profissão se dedicando a esses importantes setores e os que eu conhecia já formados ele já os tinha em seu órgão de trabalho. Assim onde estão sendo lapidados esses profissionais de excelência na Agronomia?  Que saem do curso com formação teórica e prática em áreas inovadoras inclusive vivenciando a realidade tecnológica? Com raros casos a única coisa que tenho visto é a velha e corriqueira vivencia e postagem sobre como manejar uma enxada para construir canteiros em leito natural para plantio de culturas de rápido desenvolvimento, e os 99% restante da profissão? Onde então estão os talentos na área de bovinocultura que responde pelo maior PIB do setor? Nenhuma atividade ocupa tanta espaço como as pastagens tropicais e onde estão os novos talentos nessa área? Chegou a época dos drones, vants e onde estamos nesse extraordinário segmento ? E onde estão aqueles novos talentos  para ocupar o pujante setor de avaliação e estudos relativos a agroeconomia que a cada dia é destaque no cenário econômico brasileiro e mundial? E os talentos para gestão de empresas e áreas de produção? Em fim é preciso refletir sobre o verdadeiro rumo do ensino na construção de talentos em nossas inúmeras áreas e podem ter certeza que o mercado irá aparecer e se não aparecer esses profissionais estarão aptos a serem os próprios agentes da mudança e inovação nesses setores
Francisco Lira.
Eng. Agr. CREA 18.222-PI

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Comentário de Francisco Lira em 24 fevereiro 2018 às 19:47

Excelente contribuição Marco, a proposta é realmente buscar o debate em todos os cantos do país, o curso de Agronomia deve ser um diferencial formando um profissional Engenheiro Agrônomo com uma visão dinâmica frente aos desafios do mundo atual.

Comentário de Marco Antonio Jacomazzi em 24 fevereiro 2018 às 11:18

Caro colega Francisco Lira, excelente ponto levantado; também gostaria de parabenizá-lo pela proposta de discussão.

Já afirmo que concordo em gênero, número e grau com seus pontos; não acredito, de forma alguma, que faltam oportunidades de TRABALHO e/ou SERVIÇOS para os Engenheiros Agrônomos; falta é a criatividade e coragem para embarcarmos nas novas tendências e demandas do mercado.

Explicando melhor: Me lembro enquanto estudante de graduação que fomos sistematicamente treinados ao emprego pelas grandes empresas multinacionais; ou pesquisadores de instituições de ensino; RARO foram as pessoas ou professores ou colegas mais experientes que traziam algo sobre, talvez, oportunidades em empresas menores, empresas de consultoria, ou outras formas de trabalho, nas quais o desenvolvimento técnico do profissional eram a roda motriz no inicio da carreira, especialmente, para o recém formado; ou seja, se não estivesse em um multinacional, você não tem emprego.

Dessa forma, o leque de atribuições dos recém profissionais se resumiam essencialmente aos conhecimentos "comuns" em fitotecnia, solos/adubação, controle fitossanitário, pastagem/pecuária (comuns entende-se como a maior parte dos profissionais seguem); pouca especialização técnica, seguido aprimoramento em técnicas comerciais.

Não que o desenvolvimento do profissional em cargos executivos em multinacionais seja um problema; muito pelo contrário, deve-se sempre ter em mente que para progredir na carreira, temos que desenvolver nossa veia como gestor/líder... o que discuto é a grande maioria dos colegas direcionarem a carreira somente para essas oportunidades.

Bom... o mundo está mudando, e com isto as relações de trabalho também; daqui a pouco não teremos mais empregos formais, carteiras de trabalho, será contratação por pessoa jurídica (PJ); simplificará muito as relações entre empregador versus empregado.

Acho que futuramente; muitos não serão contratados por hora/período, mas por tarefas e produtos fornecidos.

Dessa forma, por que trabalharmos para uma única empresa? Será que não poderemos ofertar o mesmo produto/serviço/conhecimento para outras?

Essa é a visão do empreendedor, da consultoria... essa veia Não é Explorada De Forma Alguma Durante nossa formação básica... Isso é um dos maiores atrasos da Engenharia Agronômica perante as demais carreiras tecnológicas, especialmente as engenharias, quando os futuros profissionais já almejam uma carreira solo desde o início...

Não estou fazendo apologia para um recém formado já embarcar como um empreendedor ou consultor desde o início da formação; pois é necessário experiência e isso conseguimos apenas com o tempo e os problemas que resolvemos... Nada melhor que ter aquele frio na barriga oriunda da incerteza se estamos fazendo o certo....

O que digo, que essa oportunidade também poderia ser um dos objetivos dos colegas engenheiros agrônomos em algum momento da vida profissional além de ser funcionário de multinacional.

Não estou dizendo que a vida como autônomo/empreendedor/empresário ou consultor é maravilhosa ou fácil.... quiçá um mundo de rosas... isso seria outra discussão.

Gostaria de registrar que há muitas oportunidades além dos mercados tradicionais para multinacionais ou dos empregos formais.

O mundo desenvolve para aplicação de altas tecnologias, aplicativos, novos produtos, ambientalmente sustentável e com responsabilidade social; necessitará de profissionais bem formados; informados; antenados; atualizados (por cursos, pós graduações, simpósios e outras formas de ensino).

Jovens empreendedores, uma geração que não se prenderá a modelos... serão donas de seu destino... nisso teremos novas relações de trabalho e novos contratos.

Já escutaram por exemplo.... Agricultura digital!.

É o nosso mundo daqui para frente; vamos embarcar nesse trem ou esperar o próximo horário....

Comentário de Gilberto Fugimoto em 18 fevereiro 2018 às 18:10

Sim, e certos movimentos, pelos riscos e incertezas envolvidos, não se fazem sozinhos!

Comentário de Francisco Lira em 18 fevereiro 2018 às 18:06

Com certeza Gilberto, boa colocação. É preciso trabalhar novos rumos para os egressos de Agronomia.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 18 fevereiro 2018 às 18:03

Francisco e colegas,

Ótima provocação!

Vejo que os profissionais, como os recém formados e outros nem tão novos, estão perdidos à procura de um emprego. Postagem desta semana já destaca: Gerente Um Cargo em Extinção? .  

Falta ao profissional exercitar articulação em redes para promover trocas de oportunidades e principalmente empreendedorismo. A extinção do emprego e a precarização das leis trabalhistas não vão deixar muitas alternativas e precisamos estar atentos a essa mudança de mercado!

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