Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Ponto de vista: Paisagismo, uma área promissora para os profissionais de Agronomia.

O Decreto 23.196 de 12 de Outubro de 1933 é o marco regulatório das atribuições agronômicas, com  base em nosso decreto a resolução 218 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966 no seu artigo  artigo 5º  deixou bem claro destacando entre as inúmeras atividades do Engenheiro Agrônomo a área de ''parques e jardins'''. E assim tem-se observado ao longo do tempo a grande contribuição em qualidade embora ainda tímida em quantidade de profissionais dentro do contexto do exercício profissional no paisagismo.Entretanto com a fragilizada  defesa profissional hoje atualmente encontra-se em tramitação no congresso PL  2043/2011 de autoria do deputado federal Ricardo Izar PV-SP, que cria a profissão de Paisagista, uma grande ameaça a mais uma área agronômica.

Faz-se necessário então maior defesa e aproveitamento desse vasto mercado agronômico, muitas vezes ocupado por leigos e outras profissões, mas quem em virtude de nossa formação poderia ser aproveitado com muito mais frequência e sucesso pela classe agronômica. No momento em que se viu a mídia nacional anunciar perdas de atuantes Engenheiros Agrônomos paisagistas como Francisco Ozanan Correia Coelho de Alencar e Guarany Cabral de Lavor na consolidação do paisagismo da capital federal junto com outros nomes da Agronomia como Stênio Bastos, evoca-se maior reflexão e empenho das faculdades e dos estudantes no sentido de avaliar e aproveitar aproveitar esse potencial.

No estado de São paulo na dissertação de mestrado da Eng. Agrônoma  Juliana Shams em 2010 Esalq,  constatou se  no mercado de trabalho a seguinte participação:

Dados adaptados

De posse de tais dados para realidade no estado mais rico e populoso da nação e com o maior número de profissionais de Agronomia observa-se  um grande e promissor mercado de trabalho que no geral vem sendo preenchido em mais de 50% por leigos, o que é um realidade preocupante, mas  mostra potencial imenso aos colegas e estudantes que buscam seu espaço no trabalho e no empreendedorismo no segmento agronômico, assim faz-se necessário maior empenho das escolas e cursos de agronomia criando grupos de estudos, estágios e praticas profissionais e claro  mostrando a sociedade à importância do Engenheiro Agrônomo paisagista na construção do verde das zonas urbanas e rurais para melhorando a qualidade de vida através da ambiência e do maior contato com áreas verdes, o que fato é um adregador de qualidade de vida sobre vários aspectos.

Por fim em  um momento de crise, em que a maioria só fala em emprego publico e privado é preciso buscar alternativas e será  estamos realmente aproveitando o potencial de nossa profissão? É Preciso refletir sobre isso e claro agir.

Francisco Lira

Engenheiro Agrônomo Esp.

CREA-PI  18.222/D

Bibliografia consultada

 http://www.casadoceara.org.br/index.php?arquivo=pages/blog/perfil_w...

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2015/10/18...

http://www.brasilia50anosdeceara.com.br/index.php/noticias/79-brasi...=

http://www.auepaisagismo.com/?in=236

http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/projeto-de-lei-regulamenta...

Bibliografia citada

file:///D:/Downloads/Juliana_Cristina_Augusto_Shams.pdf

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Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 1 junho 2016 às 11:05

FRANCISCO,

tenho dito... "ideologias servem de palha para encher espantalhos"... o que nos faltam são lideranças... ficam exigindo de cada um muita participação, mas nossa participação muitas vezes é confiar numa liderança e mostrar trabalho no campo. Se o CREA não serve (porque tem atribuições muito específicas e nem estas cumpre), as Associações poderiam cumprir esse papel (como tens feito muito bem, diga-se de passagem, aí no PIAUÍ). Não é assim? No que há de mais significativo, a cada dois anos, não vamos todos às urnas eleger lideranças para tomarem decisões de tanta monta como o que está em discussão no BR hoje?

Hoje, todos estamos em sintonia com a sustentabilidade. NO ENTANTO, as nossas lideranças aqui de SP, pela minha percepção, tem um alinhamento com a sustentabilidade distinto (aparentemente mais reacionário, pois temos vindo, muitas vezes, das grandes empresas da revolução verde), mas são opiniões respeitadas e colocadas, muitas vezes, na vanguarda, tendo-se em vista que se contrapõem a chacotas que se faz da agricultura brasileira por aí desprestigiando o muito que se avançou nas últimas décadas.

Particularmente para a AEA(do Estado do)RJ, que está mais próxima, talvez fosse interessante estreitar laços com a AEA(do Estado de)SP... deixo a seguinte oportunidade (não é porque o Congresso seja "paulista" que os assuntos não sejam de interesse geral, muito menos que o RJ (etc) não possa se fazer representado):

"XII CPA - Fique atento! Entre os dias 20 e 22 de Setembro de 2016, ocorrerá o XII Congresso Paulista de Agronomia (...). Com o tema 'A inserção do engenheiro agrônomo no atual contexto político e econômico' (...) em Itapetininga-SP'.

Não creio que os demais estados não tenham com o que contribuir já que o tema é amplo e, também, que as questões de atribuição e criação de cursos não seja pertinente para a oportunidade.

Comentário de Francisco Lira em 25 maio 2016 às 14:23

Infelizmente não Mario, aqui pelo Piauí mantemos contato com os colegas da  AEARJ. Sentimos falta dessa sintonia, gostaríamos se possível de um encontro anual das associações para afinar o discursos e a defesa e também cobrar daquelas que servem apenas de assento para quem não tem compromisso com a profissão e tão somente pegar umas vaguinhas no CREA. e tenho dito.

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 25 maio 2016 às 12:40

FRANCISCO, GILBERTO, LEONEL, outros,

1 - as diversas Associações de Engenheiros Agrônomos se conversam?

2 - a agronomia ("império") tem sofrido ataques de "bábaros", comendo-a pelas bordas... mais cedo ou mais tarde, rui. A Agronomia pretende ficar só na defensiva (tratando caso a caso)?

Comentário de Francisco Lira em 15 maio 2016 às 9:24

Bem lembrado Gilberto, vou adicionar essa preocupação ao texto.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 14 maio 2016 às 21:54

Caro Francisco e colegas,

Paisagismo é um grande mercado, como sempre pouco explorado pelos E.A. 

Já havia postado em 2012 sobre o projeto de lei que institui a profissão de paisagista. No projeto haveria o reconhecimento do exercício da atividade de paisgismo aos E.A. formados até a data de promulgação da lei., o que representa uma "pegadinha"  ou armadilha para os futuros profissionais. 

http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/projeto-de-lei-regulamenta...

Enfim, como quase todas as nossas áreas é preciso ser vigiliante para o exercicio pleno de nossas atribuições!

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