Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Ponto de vista!! É Preciso resgatar a formação plena em Agronomia.

O mundo pode ter mudado mas as somas dos conhecimentos nunca perdem seu valor e assim se confunde o desenvolvimento agropecuário desse país com o profissional de agronomia. As escolas de Agronomia foram construídas com esse propósito dando ao profissional Engenheiro Agrônomo uma visão geral dos sistemas produtivos e a liberdade de escolha em qual área se especializar, isso sempre com a visão do todo. E assim construiu-se uma agricultura no termo amplo com resultados fabulosos para os trópicos. Entretanto vivemos em um país que muitas vezes não segue o bom senso e  o que se tem visto é a irresponsável   fragmentação da formação em Agronomia. A desconstrução das tradicionais escolas em nome de desejos frustrados e visão míope daqueles que   estão ou estiveram a  frente da educação agronômica desse país. Precisamos reagir. Lutar por uma Agronomia forte, com formação plena de acordo com o decreto 23.196 de 12 de outubro de 1933.

Nesse sentido enumero aspectos importantes a serem trabalhados:

Ampliar a formação mínima da carga horária imposta pelo MEC de 3.600 para igual ou superior  4.500 horas, condição mínima para a boa formação na graduação.

Seguir o  que estabelece o decreto 23.196 de 12 de outubro de 1933 com uma formação plena e holística que permita ao futuro profissional uma gama de conhecimentos e sua interrelação na área de produção animal e vegetal, engenharia rural, energia e fibras condizentes com os anseios da sociedade.

Incentiva e buscar a criação de uma nova visão profissional do Engenheiro Agrônomo assim como na medicina com a criação das especializações latu  sensu através da construção de uma estrutura via ministério da educação, entidades de classe e conselhos de classe.

Fomentar praticas na vida acadêmica em detrimento apenas a uma sala de aula pobre em atividades e valorizar aqueles profissionais que realmente tenham vivência e vocação profissional para o ensino.

Francisco Lira

Engenheiro Agrônomo Esp.

CREA-PI  18.222/D

Conselheiro Câmara de Agronomia CREA-PI

 

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Comentário de Francisco Lira em 9 maio 2016 às 13:43

Obrigado Gilberto. Quanto a engenharia Rural Rafael muito se deve a irresponsabilidade dos docentes dos cursos(colegiado). Veja o caso da Antiga Escola Nacional de Agronomia atual UFRRJ a turma de lá reduziu parece que de propósito as disciplinas da área para depois vir com um papinho de criar um tal curso de engenharia agrícola e foi o que fizeram e aí eu te pergunto com uma turma dessa jogando contra nossa profissão fica difícil, afinal eles estão na base.

Comentário de Rafael Sá em 9 maio 2016 às 13:29
Caetano,

Essa sua proposta é urgente! Ainda não sei como influenciar nossos docentes nessa visão. Destaco a questão da engenharia rural há tempos vejo a Agronomia deixando esse conhecimento em segundo plano. Somos engenheiros Agrônomos não podemos sustentar esse título sem uma formação adequada.
Comentário de Gilberto Fugimoto em 9 maio 2016 às 9:52

Francisco,

Ótimas propostas, especialmente neste momento de organização dos Congressos Estaduais de Profissionais do  Sistema Confea / Crea e do CNP que estará aceitando propostas de melhoria do sistema.

abração

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