Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Porque temos tantos profissionais Engenheiros Agrônomos desempregados?

O Brasil é referência mundial na produção agrícola, o Engenheiro Agrônomo e outros profissionais da área agrícola tiveram papel fundamental na consolidação deste modelo de produção. Se o nosso país é um pais agrícola e o engenheiro agrônomo tem um papel fundamental dentro da cadeia produtiva, considerando que o setor vai na contramão da crise econômica registrando crescimento e recordes de produtividade e produção ano após anos, porque temos tantos profissionais Engenheiros Agrônomos desempregados? E porque tantos dos que estão empregados, não são valorizados como deveriam? Opinem!

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Comentário de Manoel José Sant´Anna em 9 agosto 2017 às 18:26

Continuando colegas, o Brasil é Agro, não temos perfil para produzir outro bem!. O que precisa-se é organizar, não adianta querer criticar o CREA, sozinho!. Não chame os problemas seus como se fossem de todos!. Alguém ai disse que somos uma classe estudiosa, então estudem o mercado, efetuem uma proposta clara onde sua intervenção vai resultar em arrecadar mais do que investir em seu salário, falei de cana, mas o limão a laranja, as mangas, a goiaba, e outras frutas, os legumes, as verduras, tudo precisa de tecnologia, nossos agricultores sabem quanto custa um hectare para produzir?; sabe o quanto produz?; sabe qual sua renda bruta?; Sabe quais os valores médios destes produtos?; Sabem onde estão tais mercados?. Então corra atrás, não esperem um cômodo escritório com ar e informática!. Eng. Agr. vai ao campo, a dinâmica é outra!.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 9 agosto 2017 às 18:06

Caríssimos colegas!. Estamos olhando para baixo novamente!. O mercado para profissionais do ramo da Engenharia Agronômica, é muito mais vasto do que argumentam!. Vejam a cana de açúcar que domina a agricultura paulista, é uma cultura bruta, e está em risco!. A maioria dos fornecedores, não são profissionais da área, e só funcionam levados no modelo das usinas, sendo que muitas nem terra para plantio tem!. Estas se interessam em preservar a "conta cotas" os arrendatários, e ainda vão zerar no pagamento médio de 45 ton/hect. Quanto aos fornecedores, se não unir e atuar em Associação, vai também sucumbir, pois produzir menos de 100 ton / hect, não vai pagar seus custos, mesmo com a reforma trabalhista. Para tanto precisam do Profissional!!?. Ele é capaz de melhorar isto!. Ele vai preservar sua terra, seu patrimônio!. Isto também vale para outras culturas, como os cítricos.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 7 agosto 2017 às 11:10
O concordo em parte com o comentário do Gilberto.
Dos 100.000 engenheiros agrônomos registrados no SISTEMA CONFEA/CREA muitos estão exercendo funções administrativas, de ensino, pesquisa entre outras.
Além disso, há um grande número de profissionais registrados que exercem outras funções não relacionadas diretamente com a agronomia. Assim, falar que 100.000 profissionais saturam o mercado em minha opinião é um equívoco.

Agora, que as faculdades pouco preparam para o empreendedorismo é fato. Em geral a maioria delas preparam profissionais para serem empregados, sejam públicos ou privados.
Qdo eu vejo o pessoal reclamando de falta de emprego eu me pergunto... Será que em alguns casos não é falta de perfil? Logo que me formei em três entrevistas recebi o parecer que eu não tinha o perfil das empresas... Logo concluí que meu caminho deveria ser por minha conta e risco.
Mas o grande problema é que muitos jovens querem buscar a estabilidade do emprego, contra o desafio do trabalho, seja como autônomo ou como dono da própria empresa. Curiosamente eu penso que está falta de empreendedorismo contribui com a desvalorização da profissão. Qtos médicos, advogados, veterinários, Eng civis e outros se formam não pensando em empregos, mas em seus próprios negócios?
Será que não existem nichos de mercado a serem explorados? Qdo eu viajo a qualquer cidade eu fico observando ela janela e o que vejo não são paisagens e sim oportunidades de trabalho.

Será que não está faltando um pouco mais disso em muitos colegas?
Comentário de Gilberto Fugimoto em 7 agosto 2017 às 0:31

Prezados,

Os últimos comentários são muito esclarecedores, mas é preciso destacar que ao pensar em mercado de trabalho devemos ter em mente que já não teremos (temos) empregos para 100.000 mil E.A. registrados no Sistema Confea / Creas. 

É preciso pensar em empreendedorismo, uma competência que infelizmente não temos formação.

Comentário de Francisco Lira em 6 agosto 2017 às 22:41

Boa contribuição Marcus.

Comentário de Marcus Peixoto em 6 agosto 2017 às 19:29

Caros

Não obstante haja muitos colegas desempregados, é interessante esse estudo (ver link abaixo), com base nas declarações de IRPF de 2015, que mostra que agrônomos (e afins) estão entre as 20 profissões com os maiores valores médios de renda anual.

https://www.portaldeperiodicos.idp.edu.br/cadernovirtual/article/vi... 

Quanto ao comentário do Diony, de fato a hiperqualificação pode ser um problema. Imagino que quem faz doutorado antes de iniciar a carreira está focando no meio acadêmico (hoje sabidamente em nova crise) ou nos departamentos de P&D das grandes empresas, mas que pouco investem em pesquisa no Brasil. O planejamento da carreira é um grande desafio, principalmente diante de muitas incógnitas que aparecem. Quando tomamos a decisão de fazer um mestrado ou doutorado, dificilmente temos condição de saber como estará o mercado de trabalho em 3 ou 4 anos.

Quanto me graduei, em agosto 1987, estávamos todos diante de mais um plano econômico fracassado (Plano Cruzado II), a agropecuária estava em crise (e ainda distante do crescimento verificado nos últimos 20 anos), e muitos dos colegas formados no ano anterior tinham perdido seus empregos, e os recém-graduados, como eu, só tinham com alternativa os concursos públicos. E não havia como sabermos, com a facilidade que hoje há (pela Internet), onde estavam sendo ofertados as poucas vagas de emprego, ainda que estivéssemos dispostos a trabalhar em qualquer região do país, por qualquer salário razoável.

Longe de ser uma solução para quem está procurando emprego, e concordando que a demanda atual por emprego é muito maior que a oferta de vagas, creio que a internet facilita bastante a busca. Por exemplo, se este site não estiver desatualizado, há 65 vagas em oferta, embora alguns salários anunciados sejam aviltantes:

https://www.sine.com.br/vagas-empregos/agronomo

Há ainda este outro site, aparentemente especializado:

https://www.agrobase.com.br/oportunidades/vagas/emprego-agronomia/

Abs

Comentário de Abner Geraldo Picinatto em 4 agosto 2017 às 16:41

Creio que além das questões relativas a formação, o que sempre se formam profissionais para o mercado e não pensantes, tem e isto foi um tiro no pé dos agrônomos - quem precisa de agrônomos se temos "vendedores" de adubos e agrotóxicos que fazem o mesmo com um custo quase zero?, já que são pagos por vendas e não para prestar assistência técnica. Então, além da formação do agrônomo temo que repensar nosso trabalho enquanto profissionais da agricultura e não de vendas.

Comentário de Paulo Roberto da Silva em 26 julho 2017 às 19:01

Com certeza, Manoel Sant´Anna e também já voltou o Projeto Rondon, levando nossos jovens estudantes de agronomia para os confins da Amazônia e os sertões das diversas regiões de nosso país. Verdadeira lição de civismo e contato com a realidade nacional

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 25 julho 2017 às 18:56

Quanto ao ensino Dr Paulo Roberto, creio ser imprescindível que retornem antes a matéria de Educação Moral e Cívica para o Curso Básico!. Precisamos reeducar nossos jovens na base, e depois aperfeiçoa-los!.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 25 julho 2017 às 18:49

Boa tarde colegas, valorizando o ponto de vista e as excelentes colocações sobre o desemprego dos E. A. mas na verdade o tal desemprego a meu ver pessoal, tem outras razões também:- 1º) Somos um País chamado de em desenvolvimento!?. Mas na verdade somos pobres, e muito mal administrado, somado a aculturado!. 2º) Nossos colegas ainda predominam na ideia de que o diploma lhes propõe emprego de elite, esquecem que a humildade é nosso melhor predicado!.3º) Acontece que sem produzir os alimentos ou os agronegócios seremos de pouco valor perante o que nos propomos a fazer, desenvolver este potencial que é o que cabe ao Brasil no mundo atual!. Então jovens Eng. Agr. arregacem as mangas, trabalhar por mais humilde que seja, com alimentos nunca será sem recompensa!. Aliás é onde todos se encaminham quando ficam desempregados, oferecer comida!. Alimentar estes brasileiros, que querem todos residir no "conforto" oferecido nas cidades pelos meios de comunicação!. Mas hoje já promovem Agro é Tudo!.   

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