Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Mais Uma Surpresa!

Como se não bastasse a série de Projetos de Lei ora caçando as atribuições (já viu o PL 1016/2015?), ora dividindo-as com outras profissões, agora surge mais uma ... novidade! A criação da profissão de Agroecólogo! Não é criativo?!!

O Senador Cássio Cunha Lima (PSDB - PB) achou por bem criar a profissão de Agroecólogo:  o profissional de nível médio ou técnico que estuda a agricultura de forma sustentável com o objetivo de preservar os recursos naturais (Projeto de Lei do Senador)!

Como justificativa o Senador argumenta, em seu projeto, que a "produção agroecológica  requer a presença de um profissional em agroecologia, responsável pela definição, classificação e estudo dos sistemas agrícolas, pecuários e florestais de perspectiva ecológica, social e econômica, além de integração de saberes do campo com o conhecimento técnico moderno para obter métodos de produção".

Afinal somos os maiores consumidores de agrotóxicos do mundo e, portanto, é importante criar uma nova profissão para fomentar o cultivo agroecológico!

Para tanto o Senado abriu uma consulta para os cidadãos opinarem sobre essa iniciativa:

Opine sobre Projetos

http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaotexto?id=173648

E aí, qual sua opinião?

Quer ler o texto?

sf-sistema-sedol2-id-documento-composto-42862.pdf

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Comentário de Manoel José Sant´Anna em 27 maio 2016 às 14:33

Boa tarde debatedores, hoje mesmo li que alguém postou sobre competências de um Engenheiro Agrônomo, ligando a postagem ao CREA/Goiás, parabéns a eles, e queria também por aqui postar o que completei para minha neta, formanda de 2.017 pela USP, mas ainda faltou temas de capacitação, mas tudo tem que aliar a habilidade. O Eng. Agr. Realiza, trabalhos ligados a agricultura geral, engenharia rural, horticultura, fruticultura, solos, mecanização, zootécnica, e construções rurais, além de Planejamentos, análises de viabilidade em armazenagem, tecnologia de alimentos, irrigação, e drenagem, ecologia, estudos e avaliação de espécies animais e vegetais, formação , recuperação, e manejo de pastagens, alimentação, e reprodução de animais, e melhoramento genético

ENGENHARIA RURAL - Subdivide em Construções ligado as  Licenças de Armazenamento, além de Construções Pecuárias, com dois andares ou menos, residenciais e Comerciais, Administrativas e Tudo isto no meio rural, além de Empreendimentos de manejo e uso da água, como cálculos hidrológicos, e hidráulicos de barramentos, dimensionamento de equipamentos obrigatórios de segurança e sustentabilidade das obras, além de filtragens e dispersão dos "bota fora" e Projetos Industriais de pequenas obras. Em Licenças Prévias e Licenças de Instalação, e Licenças de Operação, assim como Outorgas das autarquias públicas.  

ECOLOGIA- Projetos e Execução de Reposição Florestal e Manejo, em Reserva Legal, ou ações de compensação em Obrigações Ambientais, Certificações de Qualidade e Sanidade de alimentos.

E.T.C. - É um Campo Profissional dos mais vastos e diverso

Comentário de Gilberto Fugimoto em 26 maio 2016 às 16:45

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Comentário de Manoel José Sant´Anna em 28 abril 2016 às 8:58

Este intrépido Senador, deve ser um daqueles que como seus colegas da Câmara em votação séria para o Brasil, recomendam seu voto aos seus animais de estimação!. Ou é dono de "escola", e daqui a pouco vai propor uma Faculdade de Medicina como Curso Vago....nada contra a filosofia ecológica, mas... Engenharia Agronômica é mais séria do que ser reciclador de dejetos!  Abraços aos colegas...

Comentário de herbert dittmar em 24 abril 2016 às 19:12

Criar um profissão que estuda sustentabilidade sem entender de solos? Eu heim! Só no Brasil!

Comentário de Francisco Lira em 18 abril 2016 às 21:05

Não vejo necessidade de se reduzir a grade curricular de agronomia, tem é que aumentar, que na média é bem inferior a medicina veterinária e vergonhosamente ate menor em muitas universidade que o tal curso de zootecnia. É bom lembrar também que em nenhum curso de graduação o cidadão saí especialista. Mesmo porque o aprendizado deve ser continuo e mais ainda na sua vida profissional, trilhando os caminhos que deseja seguir, seja na área vegetal, animal, engenharia rural energia ou fibras.

Comentário de ANDERSON SPINOLA SANTOS em 18 abril 2016 às 9:22

Não vejo a necessidade de se criar essa nova profissão,vejo sim a necessidade de se reformular a grade do curso de Agronomia que é bastante extensa. O aluno deveria estudar os 3 primeiros anos com as disciplinas básicas do curso e nos 2 últimos anos restantes ele direcionaria a área em que iria atuar no mercado de trabalho,dessa forma o aluno sairia da faculdade mais seguro e mais confiante para exercer de fato a sua profissão. A maioria dos alunos de Agronomia saem da faculdade sabendo um pouco de tudo e isso gera uma certa insegurança no profissional sendo o mesmo obrigado depois a fazer uma especialização.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 15 abril 2016 às 18:23

Já revertemos o placar!

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 15 abril 2016 às 12:20

Votei contra... mas esse negócio não vai parar nunca, a não ser que alguém, aproveitando a festa que é se meter neste assunto, faça uma proposta destas no sentido oposto: projeto de lei para unificar zootecnia, agrícola, floresta, alimentos, etc tudo de volta em torno da agronomia, com uma boa proposta de "residências" a exemplo das especialidades médicas. Todo mundo é médico (para todos os fins como concursos, etc)... se V. quiser, pode procurar um especialista.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 12 abril 2016 às 9:19

A Consulta Pública sobre a profissão de agroecólgo se mostra favorável, em visita hoje: 12/04/16

Comentário de Jose Luiz M Garcia em 26 setembro 2015 às 2:50

A Agricultura Orgânica é uma modalidade de se cultivar alimentos seguindo determinadas normas. Portanto, é uma atividade normatizada. Não se constitui uma ciência, portanto. Nada mais é do que um rol de produtos e/ou técnicas que se pode utilizar ou não, em se tratando de produzir alimentos. Isso é definido por tecnocratas de dentro de gabinetes em Brasilia. Eu os chamo de "organocratas".

Portanto, o nome "Orgânica" não é aplicável porque já está previamente estabelecido o que se pode ou não fazer. Não deixa nenhuma margem à imaginação. E na minha opinião, é uma das razões porque está patinando até hoje, com raríssimas exceções é claro. Existem propriedades "orgânicas"que produzem até mais que as convencionais como é o caso da Usina São Francisco do Leontino Balbo que vai dar até seminário em Novembro em Ribeirão Preto, explicando o seu sucesso a R$ 2.000,00 por cabeça. Ele produz 20% a mais que os convencionais mas é exceção e descobriu um caminho próprio. A maioria ainda está pastando.

Por isso, usam outros termos como AgroEcologia, Agricultura Sustentável, Agrofloresta, etc..

Foi devido a isso que eu introduzi a Agricultura Biológica no Brasil porque não está presa a normatização alguma e produz alimentos livres de agrotóxicos, batendo recordes de produção, com densidade nutricional e com custo de produção inferior a convencional. Não exclui fertilizantes químicos de baixo índice de salinidade,

que , diga-se de passagem, são os melhores como nitrato de cálcio, sulfato de potássio, MAP, quando necessário e em doses bem inferiores aos usados na agricultura convencional.

Além disso, e infelizmente, essa área de agricultura sustentável, ecológica e orgânica foi infestada pelos esquerdopatas pelo ódio que alimentam aos americanos e as empresas multinacionais. Todo mundo sabe que aonde essa gente põe a mão a coisa desanda. Não dá para misturar agricultura com política de nenhuma natureza. Não dá para produzir mediante decreto. E essa lei, se passar, será apenas mais um decreto.

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