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A Figura abaixo serve de roteiro para o início de um pequeno projeto de drenagem urbana. No passo 1 calcula-se a vazão de projeto (Q), com a fórmula Racional, tomando-se o coeficiente de escoamento (C) de acordo com a densidade demográfica, a intensidade máxima da chuva (I) pela equação intensidade-duração-frequência do local e tempo de recorrência de 10 anos, e a área da bacia (A) segundo a linha vermelha do último croqui à direita.

No passo 2 calcula-se o raio hidráulico (R = A/P) admitindo-se que a lâmina máxima no tubo seja de 94% e o diâmetro do tubo de concreto (D) é arbitrado e confirmado ou não no passo 4.

No passo 3 calcula-se a velocidade do fluxo (V), levando em conta a rugosidade do tubo (n), o raio hidráulico (R) e a declividade do tubo (I), tomada igual ao do terreno (ou não). Se for menor que a máxima permitida para o concreto (5 m/s) OK e, do contrário, diminui-se.

No passo 4 confirma-se se o diâmetro inicialmente arbitrado atende ao projeto. A área molhada média, função da geometria da seção, é mostrada logo acima do croqui da área.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 12 dezembro 2018 às 14:58

EVITAR ACIDENTE

Não faça isso. Imagine a roda da frente encaixando entre duas barras: é queda na certa.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 12 dezembro 2018 às 7:53

PARQUES LINEARES

Parques lineares, ou greenways, são intervenções urbanísticas construídas ao longo de cursos d’água. Normalmente maiores em seu comprimento do que na sua largura – por acompanhar o trajeto de rios e córregos e estarem sempre associados à rede hídrica – tais espaços são capazes de conectar áreas verdes, proteger e recuperar o ecossistema, controlar enchentes, abrigar práticas de lazer, esporte e cultura, além de contribuir com alternativas não motorizadas de mobilidade urbana.

A Fundação para Pesquisa Ambiental de São Paulo (1) apresenta diretrizes para a implantação de Parques Lineares. A FAU apresenta os Parques Lineares na Cidade de São Paulo (2). Imagens e fotos de parques no Pinterest (3).

As principais características dos parques lineares são as seguintes:

  • ƒ Proteger ou recuperar os ecossistemas marginais aos cursos e corpos d’água;
  • ƒ Conectar áreas verdes e espaços livres de um modo geral;
  • ƒ Controlar enchentes; e
  • ƒ Prover áreas verdes para o lazer.

Os parques lineares são uma iniciativa sustentável de uso e ocupação das áreas urbanas de fundo de vale – pontos mais baixos de um terreno acidentado, formando uma calha por onde escoam as águas das chuvas – nos âmbitos ambiental, social, econômico e cultural. Geralmente, tais partes dos rios são canalizadas e ocultadas por avenidas. Os parques lineares procuram, justamente, ocupar esses pontos, a fim de evitar o processo de pavimentação.

De acordo com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) da Prefeitura de São Paulo, a capital paulista conta com 24 parques lineares, sendo 13 deles na Zona Leste, 8 na Zona Sul, 2 na Zona Norte e 1 na Zona Centro-Oeste da cidade.

A Figura abaixo mostra um esquema de um trecho de um parque linear, obtido na Internet.

Funções urbanas

É possível associar essas áreas com ciclovias, favorecendo o deslocamento urbano. É muito importante formarem-se espaços de permanência nesses locais, plenos de natureza e vida, criando ambientes capazes de favorecer as práticas de sociabilidade e fortalecer a esfera pública na cidade.

“A cidade ganha espaços verdes públicos que favorecem o exercício da esfera pública, do encontro, da sociabilidade, da contemplação, da qualidade de vida urbana”, explica a urbanista Mariana Soares. Por outro lado, se houver inundação, os danos são bem menores do que se a área estivesse ocupada por habitações e transitassem veículos.

A Figura abaixo mostra alguns elementos comuns nos parques lineares.

Espaço para ciclistas

Considerando que nos parques lineares deve haver sempre uma faixa reservada para ciclistas, o Manual do DNIT (4) recomenda as seguintes dimensões mínimas. Uma largura total de 1,20 m é admitida como mínima para qualquer via destinada a uso exclusivo ou preferencial de ciclistas. Quando as velocidades, os volumes e veículos motorizados e a participação de veículos comerciais aumentam, uma largura mais confortável de 1,50 m é desejável.

Sendo assim, a largura mínima de um parque linear, em cada margem, será de 5 m pois, só a faixa para ciclistas ocupa 3 m.  

REFERÊNCIAS:

(1) http://www.fau.usp.br/depprojeto/labhab/biblioteca/produtos/pesquis...

(2) http://www.fau.usp.br/depprojeto/revistalabverde/edicoes/ed04.pdf

(3) https://br.pinterest.com/caiofreds/parques-lineares/?lp=true

(4)

http://ipr.dnit.gov.br/normas-e-manuais/manuais/documentos/740_manu...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 dezembro 2018 às 13:20

CÁLCULO DE SARJETA

A Figura abaixo é uma reprodução simplificada dos cálculos hidráulicos de uma sarjeta mostrados à pág. 44 do Plano Diretor de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais de Praia Grande - SP (1), Volume 7 - Manual de Drenagem Urbana, da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica, 2015.

REFERÊNCIA:

(1) http://www.praiagrande.sp.gov.br/arquivos/leisdecretos/Lei_N1823_16...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 dezembro 2018 às 7:18

Rodolfo,

meu e-mail é jviana@openlink.com.br

É sempre um prazer trocar ideias com um colega inteligente e dedicado como você.

Um abraço e, se não nos falarmos mais este ano, Feliz Natal !

José Luiz

Comentário de Rodolfo Geiser em 10 dezembro 2018 às 16:48

José Luiz, Apostila não deslanchou: em certo sentido: CANSEI. Sob outro ponto de vista estou me centralizando em sobreviver trabalhando com afinco no meu escritório de projetos de paisagismo. Paisagismo, última coisa a ser contratado mais uma enorme crise desde abril de 2015, quando as empreiteiras das quais eramos sub sub sub sub contratados, cancelaram todos contratos...Gostaria estender mais sobre esse assunto, mas fora da Rede no sentido de ser um assunto mais pessoal: qual é seu email? O meu é rodolfogeiser@uol.com.br . Obrigado e forte abraço, Rodolfo

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 dezembro 2018 às 16:40

Rodolfo,

as eleições já passaram e, com elas, as provocações (risos). Eu mesmo, instiguei com memes no Facebook muita gente do PT. Aqui na Rede, não se trata disso. É falta de interesse, mesmo ! Respondi ao Gilberto (que advoga o Curso), que nem os egressos do Curso de Gramados Esportivos comentaram o Projeto de Irrigação de Campo de Futebol, de minha autoria, que publiquei aqui. Quanto à você, o meu questionamento é sobre a apostilha de Paisagismo, em que eu teria participação na elaboração do texto. Por que não deslanchou ?

Um abraço.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 dezembro 2018 às 16:30

Gilberto,

Depois que eu concluí o Curso Online Grátis de preenchimento do Cadastro Ambiental Rural, promovido pelo MMA, fui aprovado e não recebi qualquer convite de trabalho, parece que fiquei traumatizado com a eficácia dos Cursos. Outro detalhe, é que não vejo MASSA CRÍTICA (= interessados em número suficiente). Mais uma observação: a AEARJ há anos promove Cursos de Gramados Esportivos. Publiquei um projetinho de drenagem de campo de futebol aqui na Rede (e me parece que foi o único com detalhes) e ninguém comentou à respeito. Aí eu me pergunto: quem de fato precisa da informação ?

Um abraço.

Comentário de Rodolfo Geiser em 10 dezembro 2018 às 16:16

ISSO ! ! !    VAMOS NOS PROVOCAR....

Comentário de Gilberto Fugimoto em 10 dezembro 2018 às 15:50

José Luiz,

Pagar por uma apostila não, mas por um curso com explicações e aplicações práticas, há interesse sim!

De fato tudo está na internet, mas um curso tem o mérito de economizar tempo e recursos de quem precisa!

Fica a provocação!

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 dezembro 2018 às 15:45

Gilberto,

fico lisonjeado com a sua interferência mas, como disse antes, por que alguém pagaria por uma apostilha minha quando vai encontrar no Google outra bem melhor, e de graça ? Façam o que sugeri. Leiam uma apostilha do colega Eng. Civil Plínio Tomaz, ou um texto do Hidrólogo Tucci, e verão que tenho razão. O que eu gostaria, era de ter um feed back do que escrevo, para o bem de todos. Lembra que comecei este assunto porque fui desafiado pelo Rodolfo num texto dele sobre Drenagem Urbana ?

Um abraço. 

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