Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Agronomia: CREA ou Novo Conselho?

CREA atual: uma engrenagem complexa e pesada

Cumprindo o papel de divulgar informações e fomentar debates de questões relativas à Agronomia, sempre vem à tona a voz de vários colegas que reclamam ou defendem a criação de um novo Conselho Profissional.   

Interessante notar que essa voz de renovação vem de quem nunca participou da política profissional, o que faz pensar: como propor soluções sem conhecer o problema? E afinal qual é o grande problema que se deseja resolver?

A crítica mais pertinente apresentada é que o CREA tornou-se uma instituição inchada que atualmente abrange 306 profissões. Neste contexto torna-se muito difícil qualquer luta pela garantia das atribuições profissionais do Engenheiro Agrônomo.

Criar um novo Conselho, resolve?

Por outro lado noto também que há muita ilusão e desconhecimento sobre o papel de um Conselho Profissional e outras estruturas representativas.

Um Conselho Profissional fiscaliza o exercício da profissão no interesse da sociedade, que se estrutura como uma autarquia, com poder fiscalizatório. Este órgão é mantido pela contribuição compulsória dos profissionais e das empresas sob sua jurisdição seja através de anuidade e outras contribuições com ART.

É bom lembrar que um Conselho Profissional não tem como missão a valorização profissional ou a defesa de seus interesses. Ainda que faça isso indiretamente, como a garantia do SMP e as ações fiscalizatórias, são as Associações de Engenheiros Agrônomos e os Sindicatos (de Engenheiros ou Engenheiros Agrônomos) que tem a função de defender o E.A. e valorizar a Agronomia.

E afinal, somos suficientes em número e mobilização para mantermos a estrutura (cara) de um Conselho Profissional exclusivo?

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Comentário de Maria Helena de Araújo em 29 fevereiro 2016 às 15:48

Concordo que os Crea e o Confea pouco nos representa. Entretanto, devemos lembrar que os Creas e Confea funcionam a base de conselheiros e esses somos nós que elegemos!. Deixando de lado a polêmica: os conselhos não são entidades representativas de classe e sim, órgãos que tem como objetivo dar atribuições profissionais e fiscalizar - no caso, também, além dos profissionais, as empresas do ramos de engenharia e agronomia. A discussão do Conselho de Agronomia é pertinente e aqui não tem pobreza de discurso - cada um é livre para emitir sua opinião, por mais simples, simplista ou complexa que seja. Ninguém é obrigado a conhecer toda legislação, mas pode se expressar com pouco ou mais conhecimento - ao final, todos aprendemos e é isso que torna uma discussão rica. As ponderações do Eliezer devem também servirem de embasamento ao debate, que acredito, sem agressões ficará mais rico.

Comentário de Eliezer Furtado de Carvalho em 29 fevereiro 2016 às 13:53

Olá, Gilberto, 

Há cerca de um ano, já havia manifestado e justificado, em Rede Agronomia, minha opção pela não criação de um conselho autônomo para Agronomia.  

Entendo que o nosso objetivo seja a valorização profissional. Obviamente, a valorização profissional somente poderá ocorrer mediante intenso processo de conscientização dos engenheiros agrônomos, sobre aspectos fundamentais, como: a) definição de objetivos; b) preparação técnica; c) atuação com observância de princípios de ética e de cidadania; d) proatividade; e) união da classe em torno de objetivos comuns; f) escolha correta de nossos representantes, junto às entidades de classe (AEAS e CONFAEAB); g) escolha cuidadosa dos nossos representantes, junto aos CREAs e CONFEA; h) acompanhamento, participação e cobrança de ações das entidades e dos conselhos.     

Comentário de Gilberto Fugimoto em 29 fevereiro 2016 às 12:12

Afinal, qual o problema que se deseja resolver: a inoperância de uma autarquia ou a valorização profissional?

Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 fevereiro 2016 às 11:54

Como o amigo Gilberto, os demais profissionais que fizeram sua história nestas entidades, estão com receio de ver suas atividades diminuídas. mas, nem isto é preocupante. Imagine você um Gilberto usando seu tempo para, em Brasília, lutar pelas causas que nos afligem. Estes colegas, no comando de uma OEAB, fará com que, em curtíssimo prazo, tenhamos nossas lutas bem sucedidas.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 fevereiro 2016 às 11:51

Maria Helena, a grita está no CREA porque confea nunca existiu para quem está no campo.

Acabo de receber uma consulta sobre a criação da OEAB por uma entidade séria, de pesquisa e cujos profissionais estão desesperados e com os mesmos problemas de convívio que os nossos.

CREA e CONFEA não são entidades representativas de nossa classe. Acredito que isto já está superado.

Vamos caminhar para melhorar, não debater encima de coisas que não são nossas ou por nós, como queira.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 29 fevereiro 2016 às 11:50

Hahaha, textinho pobre é de quem não consegue sequer pontuar uma oração, dividindo a ideia em um monte de frases desconexas. Aliás quando foi mesmo que, quem critica, redigiu um textinho próprio defendendo alguma posição? Freud explica, projeção pura!

Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 fevereiro 2016 às 11:42

Eta textinho pobre, tendencioso e que denota total desconhecimento dos anseios de quem está focado em sobreviver. O que fazem OAB, CRM e demais?

Fiscalização, atuação profissional e social. Muito pouco quando você está focado somente na categoria.

Queremos o ombro amigo onde passaremos as queixas para quem te entende de fato. Quem está ali somente para apresentar resultados. Onde o objetivo é atender sempre melhor os profissionais.

Seria pedir muito? Não acho, acho exequível e, por isso, luto para que comecemos de novo, com foco e esforços somente para nossa categoria.

Comentário de Maria Helena de Araújo em 29 fevereiro 2016 às 10:33

Acredito que o debate está aberto.  Reclama-se do Crea, do Confea. Mas será que a questão está nesses órgãos ou na falta de compromisso de alguns de nossos conselheiros, sejam eles regionais ou federais?. Com a baixa participação de nossos colegas, a falta de renovação de nossas entidades - será que a criação de um conselho específico resolve? Os Creas e o Confea estão com erros e omissões em relação à Agronomia. Mas, que são os Creas e o Confea - quem manda as representações? que prestação de conta estes representantes dão de positivo para a categoria? O certo é que muitos estão dentro dos Creas ou Confea para defenderem seus próprios  interesses - ficam promovendo, muitas vezes, eventos no sentido de autopromoção que de pouca ou nenhuma serventia trás para a categoria. Pergunto: a criação de um novo conselho com esse mundo de participação mudaria o que? A crítica realmente é fácil e facilitada pelo desmando vistos a "olhos nus" - é importante propor ações. Que tal inicial por uma maior participação ou sugerir, no mínimo, que todos os conselheiros/dirigentes prestem contas a sociedade (pelo menos aos profissionais) informando o quanto recebeu de diária ou ano a ano ou durante o mandando e a que se referiram essas diárias, o que estão fazendo. Em que lutas estão engajados, qual a sua proposta de mandato - enfim, para que foram eleitos! Elas (diárias) não são tributadas e há casos que conselheiros deixam seus empregos/ ou pedem licença para viverem dessas diárias. Por menos que sejam, com certeza, deve ser maior do que o de seu órgão de trabalho. Isso é somente para esquentar o debate...

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