Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Agronomia: CREA ou Novo Conselho?

CREA atual: uma engrenagem complexa e pesada

Cumprindo o papel de divulgar informações e fomentar debates de questões relativas à Agronomia, sempre vem à tona a voz de vários colegas que reclamam ou defendem a criação de um novo Conselho Profissional.   

Interessante notar que essa voz de renovação vem de quem nunca participou da política profissional, o que faz pensar: como propor soluções sem conhecer o problema? E afinal qual é o grande problema que se deseja resolver?

A crítica mais pertinente apresentada é que o CREA tornou-se uma instituição inchada que atualmente abrange 306 profissões. Neste contexto torna-se muito difícil qualquer luta pela garantia das atribuições profissionais do Engenheiro Agrônomo.

Criar um novo Conselho, resolve?

Por outro lado noto também que há muita ilusão e desconhecimento sobre o papel de um Conselho Profissional e outras estruturas representativas.

Um Conselho Profissional fiscaliza o exercício da profissão no interesse da sociedade, que se estrutura como uma autarquia, com poder fiscalizatório. Este órgão é mantido pela contribuição compulsória dos profissionais e das empresas sob sua jurisdição seja através de anuidade e outras contribuições com ART.

É bom lembrar que um Conselho Profissional não tem como missão a valorização profissional ou a defesa de seus interesses. Ainda que faça isso indiretamente, como a garantia do SMP e as ações fiscalizatórias, são as Associações de Engenheiros Agrônomos e os Sindicatos (de Engenheiros ou Engenheiros Agrônomos) que tem a função de defender o E.A. e valorizar a Agronomia.

E afinal, somos suficientes em número e mobilização para mantermos a estrutura (cara) de um Conselho Profissional exclusivo?

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Comentário de irineu zambaldi em 8 maio 2016 às 20:44

Gilberto

Parece que vc entendeu. obrigado.

Se conseguir dados de quantos profissionais paraticipam das associações, do sindicato e do conselho. 

Sei que o percentual é bem pequeno. 

Na hipotese de um conselho próprio, seriam necessarios recursos, estrutura fisica, logistica, informatica e pessoal para administração, fiscalização, legislação federal apropriada, corpo juridico, etc.

Isto teria custo e exigiria contribuições dos participantes.

Exigiria muita mobilização para eleição de inspetores e conselheiros (trabalho a bem da profissão sem remuneração).

Fora os ataques judiciais e legais de outras profissões querendo nossas atribuições. 

Comentário de Gilberto Fugimoto em 8 maio 2016 às 10:05

Irineu,

Excelentes observações!

Venho falando aqui que, para propor tamanha mudança na representação da categoria, tem que ter credibilidade.

Isso não se alcança com achismo.

É importante saber quem propõe e que militância tem na Agronomia; o que conhece de organização da categoria, de ordenamento e organização de conselho profissional, enfim que vivência tem na vida profissional. 

Sem conhecimento de causa, corre o risco de receitar agrotóxico pra deficiência nutricional.

Grande abraço

Comentário de Francisco Cezar Dias em 7 maio 2016 às 22:24

Irineu, gostaria de te dar 10 com louvor, mas, seu comentário dá tanta margem para divagações que não tenho nada a dizer. Escolha um lado e poderemos conversar.

Comentário de irineu zambaldi em 7 maio 2016 às 9:37

Penso que a profissão está mesmo desvalorizada.

Entendo que a falta de participação nas entidades existentes seja a causa principal.

Muitos pensam que CONSELHO DE CLASSE é entidade de defesa de interesses profissionais.

CONSELHO é entidade REGULAMENTADORA e FISCALIZADORA.

Enquanto, pela falta de interesse e de efetiva participação, não entenderem isto, continuarão batendo em portas erradas para exigir providencias que não são atribuições de um CONSELHO.

Creio estar bem acordado, participante de um CONSELHO útil e muito bem organizado.

Assim, percebo claramente a arguição de muitos profissionais equivocados, sem histórico de participação, sem entendimento de suas entidades e que continuam bradando aos quatro ventos equívocos desprovidos de fundamentação.

Uma das melhores postagens que vi aqui foi aquela das filas para RECLAMAR, para SUGERIR e para FAZER.     

Comentário de Francisco Cezar Dias em 7 maio 2016 às 9:04

OEAB, Irineu. Com tantos anos de serviços prestados já deveria ter canalizado energias para isso. Foi conivente com uma situação insustentável, vendo nossa carreira escorrer ralo abaixo. Lamentável.

Você tem vocação e é inteligente para tocar este barco. Porque não acordou, não sei. Tudo que venho alertando aqui a 5 anos acontece sistematicamente. Enquanto vocês participantes deste sistema inútil, em termos de classe, vem se transformando em plataforma de todos para limitar nossa profissão.

Comentário de irineu zambaldi em 7 maio 2016 às 7:19

O que escrevi sintetizam 36 anos como profissional atuante e participante nestas entidades.

Se acha filosofico, pouco criativo e sonhador, é sua opinião e respeito.

Se apresentar algo mais real que isto gente pode avaliar.  

Comentário de irineu zambaldi em 7 maio 2016 às 7:18

O que escrevi sintetizam 36 anos como profissional atuante e participante nestas entidades.

Se acha filosofico, pouco criativo e sonhador, é sua opinião e respeito.

Se apresentar algo mais real que isto gente pode avaliar.  

Comentário de Francisco Cezar Dias em 6 maio 2016 às 23:23

Filosófico, pouco criativo e muito sonhador, Irineu.

Precisamos da pratica agora.

Comentário de irineu zambaldi em 6 maio 2016 às 17:00

Quem não entender isto vai acabar batendo em portas erradas para reivindicar a coisa errada.

Ao participar mais ativamente de associação, sindicato e do crea-pr, o entendimento dos reais objetivos, funções e papéis destas entidades esclareceram-me muito. Entendi que as associações são as bases da nossa representação técnica, social e política. Sindicatos são as bases de nossa representação trabalhista e jurídica. Confea/crea é a base para a regulamentação e fiscalização das atividades profissionais e coibição do exercício leigo destas, o que equivale ao trabalho de uma polícia profissional

Isto aliado à precária participação dos profissionais nestas entidades tem gerado confusão e problemas.

Participar, contribuir e reivindicar a coisa certa na entidade certa fará toda a diferença.

Para irmos a algum lugar precisamos saber: QUEM SOMOS, ONDE ESTAMOS e ONDE QUEREMOS CHEGAR, no mínimo. 

Comentário de Francisco Cezar Dias em 6 maio 2016 às 9:09

Nem de perto este é o caso.

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