Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Agronomia: CREA ou Novo Conselho?

CREA atual: uma engrenagem complexa e pesada

Cumprindo o papel de divulgar informações e fomentar debates de questões relativas à Agronomia, sempre vem à tona a voz de vários colegas que reclamam ou defendem a criação de um novo Conselho Profissional.   

Interessante notar que essa voz de renovação vem de quem nunca participou da política profissional, o que faz pensar: como propor soluções sem conhecer o problema? E afinal qual é o grande problema que se deseja resolver?

A crítica mais pertinente apresentada é que o CREA tornou-se uma instituição inchada que atualmente abrange 306 profissões. Neste contexto torna-se muito difícil qualquer luta pela garantia das atribuições profissionais do Engenheiro Agrônomo.

Criar um novo Conselho, resolve?

Por outro lado noto também que há muita ilusão e desconhecimento sobre o papel de um Conselho Profissional e outras estruturas representativas.

Um Conselho Profissional fiscaliza o exercício da profissão no interesse da sociedade, que se estrutura como uma autarquia, com poder fiscalizatório. Este órgão é mantido pela contribuição compulsória dos profissionais e das empresas sob sua jurisdição seja através de anuidade e outras contribuições com ART.

É bom lembrar que um Conselho Profissional não tem como missão a valorização profissional ou a defesa de seus interesses. Ainda que faça isso indiretamente, como a garantia do SMP e as ações fiscalizatórias, são as Associações de Engenheiros Agrônomos e os Sindicatos (de Engenheiros ou Engenheiros Agrônomos) que tem a função de defender o E.A. e valorizar a Agronomia.

E afinal, somos suficientes em número e mobilização para mantermos a estrutura (cara) de um Conselho Profissional exclusivo?

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Comentário de Gilberto Fugimoto em 6 maio 2016 às 8:50

Aleluia!

Enfim um relato de... fiscalização!

Eduardo,

Penso que os Creas são autarquias pouco eficientes na fiscalização mas que, a despeito da crítica, procuram (mal e mal) processos de aperfeiçoamento.

Ocorre que o Sistema também é deficiente na comunicação junto aos profissionais de forma que, o que é realizado não é divulgado. Tudo isso contribui para sua péssima imagem.

Mas faço coro aos parabéns a todos que contribuem para a melhoria da fiscalização e valorização da Agronomia!

abração

Comentário de Francisco Cezar Dias em 6 maio 2016 às 4:38

Eduardo, esta é a finalidade do Crea. Só que historicamente deixou de fazer. E lá não existe guarida para nossa classe.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 6 maio 2016 às 0:39

Boa noite a todos,

Hoje, aconteceu um fato que me surpreendi!!! Um cliente meu foi fiscalizado e notificado pelo CREA/MS!!!!!!! 

 

Falo que fiquei surpreso, pois de tanto falarmos aqui sobre a falta de fiscalização, tive uma aula de fiscalização com o CREA/MS. E resolvi relatar aqui por causa de nosso intenso debate sobre a ausência de fiscalização. Curiosamente ao invés da notificação me deixar preocupado ou nervoso.... na verdade me deixou muito feliz!!!! Mostra que ainda pode haver seriedade no trabalho de alguns CREAs.

Após receber a notificação, entrei em contato com o CREA/MS para solucionar o problema. Então o atendente do setor de fiscalização me explanou como funciona o sistema de fiscalização daquele estado. Eu achei o sistema muito interessante, simples e funcional. Ele me informou que dentro das possibilidades do CREA/MS eles procuram fiscalizar os projetos de financiamentos bancários e em regiões mais forte de grãos e eucalipto eles procuram deslocar equipes móveis com a finalidade de verificar a exigência da presença do responsável técnico pelas explorações agrícola.

Quanto ao problema do meu cliente, foi facilmente resolvido..... mas isso não é o mais importante... Na verdade o importante foi verificar a fiscalização funcionando!

Parabéns ao CREA/MS

Comentário de Gilberto Fugimoto em 20 março 2016 às 11:43

Prezados,

Complementando a discussão, lanço mão de um comentário do pensador J. Krishnamurti, que se encaixa perfeitamente às visões e pretensões totalizantes de "consertar tudo" numa solução totalizante.

Krishnamurti - A Verdade é uma terra sem caminho.

Em um mundo de vastas organizações, grande mobilização de pessoas, movimentos de massa, temos medo de agir em pequena escala, temos medo de ser pessoas pequenas clareando o nosso próprio caminho.

Dizemos a nós mesmos: "O que posso fazer pessoalmente? Devo unir-me à massa, a fim de reformar?".

Pelo contrário, a verdadeira revolução acontece não através de movimentos de massa, mas pela revolução interior do relacionamento - que por si só é reforma real, uma revolução contínua, radical.

Temos medo de começar em pequena escala. Porque o problema é tão grande, pensamos que devemos enfrentá-lo com um grande número de pessoas, com uma grande organização, com movimentos de massa. Certamente, temos de começar a lidar com o problema em pequena escala, e a pequena escala é o "eu" e o "você". Quando eu me entendo, eu entendo você, e dessa compreensão surge o amor.

J.Krishnamurti - O livro da vida.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 10 março 2016 às 14:02

Caro Marco Antonio e colegas,

Me permita refletir anteriormente à sua proposta. Vimos nesses debates que sofremos de falta de representatividade, como vc bem pontuou. Entretanto este é um sintoma de um problema mais amplo que é a desvalorização profissional.  

Para enfrentar esse problema venho pontuando aqui que há muitas estratégias, mas para isso precisamos de apoio mais amplo com a contribuição presencial dos colegas. A partir daí, podemos desenvolver todo tipo de iniciativa com

Especialmente na questão da visibilidade frente à sociedade, penso que precisamos de um esforço de divulgação  institucional do E.A., proposta que espero detalhá-la em breve.

Penso assim para realizarmos uma ação de união e visibilidade: podemos definir uma única ação de consenso e que seja realizável por qualquer colega na Rede Agronomia?

Abraços

Comentário de Marco Antonio Jacomazzi em 10 março 2016 às 12:30

Caros boa tarde.

A discussão acerca de criar um novo conselho enveredou para dois eventos excludentes: (i) criar uma nova entidade de representação dos engenheiros agrônomos, ou (ii) rever a representatividade da existente.

Acho que a discussão se empobreceu, pois focamos todos os problemas da representatividade e desvalorização, novamente, no CREA.

Embora as discussões e argumentos dos colegas tanto contra a favor estão bem desenvolvidos, mas o conselho, tanto novo, quanto o existente mudará nossa situação de falta de representatividade, enquanto não nos organizarmos como classe profissional.

Alguns dias escrevi a respeito nesta mesma discussão e, os convido a lerem novamente a mensagem postada.

Antes de qualquer ação a ser tomada precisamos ter muito claro (repetindo), qual são os nossos interesses comuns?; quais são os nossos valores como classe profissional, etc (estas questões estão melhor desenvolvidas naquela mensagem)

Friso muito que "enquanto a sociedade, no geral, não nos ver como profissionais, não teremos valor algum para a mesma".

No final das contas, seremos ainda profissionais que a sociedade desconhece... Acredito que como vocês, muitas vezes colegas de outras profissões se surpreendem com a nossa formação e exclamam..."Vocês estudam isso, ou aquilo...?", "vocês também trabalham com isto..."?

Ou seja, ainda somos uma categoria, embora antiga, desconhecida pela sociedade e, portanto, nosso valor acaba despencando.

Naquela mensagem sugeri fazermos um esforço de levantamento acerca dos interesses da classe. Seria um questionário (bem elaborado) para afinarmos nossos interesses e, descobrirmos nossa identidade, que ainda está oculta.

Este é o primeiro passo. Depois de "nos revelarmos" e soubermos o que queremos... Partimos para ação conjunta e definitiva.

Aguardo sugestões

Comentário de Gilberto Fugimoto em 10 março 2016 às 11:30

Caro amigo Francisco Lira,

De fato a gente tem se deparado com um debate (mesmo fora da Rede Agronomia) da criação de um novo conselho muito pautado em questiúnculas o incomodo como o valor da anuidade e da ART, ao invés de entender um quadro mais amplo que é (des)valorização profissional. 

Neste sentido a criação de um novo conselho irá resolver o problema? Duvido muito!

Também não aceito que um novo conselho venha a criar uma nova (ou manter a velha) casta de lideranças profissionalizadas. Ou há participação ampla ou melhor nem tentar!

Grande abraço

Comentário de Francisco Cezar Dias em 10 março 2016 às 9:32

Criança saído do útero é um pouco demais, Francisco. Estamos falando de letargia para uma tentativa de mudança. Que será colocada em discussão exaustivamente para não colocar os pés pelas mãos. Vamos errar e acertar e, no final, estaremos fortalecidos como merecemos.

Toda mudança gera desconforto, mas, o que não dá para entender é este crédito que se dá a estruturas arcaicas e sem motivação. O que se busca é o atendimento profissional, num primeiro momento. Arrumada a casa, social e pessoal. Mas, discutindo num fórum adequado, as cabeças se abrirão e a coisa evoluirá.

Comentário de Francisco Lira em 9 março 2016 às 20:19

Cabe lembra ainda na posição do colega Jacomazzi, os valores de anuidade do CFMV é quase igual ao dos sistema Confea/CREA, cabe analisar ainda que, muita coisa nesse sistema é inflado,  aqui mesmo no Piauí dizem e não sei bem tem um caixa bastante robusto, e vejo também que pela grande rejeição ao CREA que começa sendo fomentado nas faculdades, muitos exercem a profissão de forma clandestina, as vezes tenho a impressão que não somos apenas quase 100 mil, mas sim quase 200.

Comentário de Francisco Lira em 9 março 2016 às 20:13

Bom, eu particularmente sempre fico a avaliar os pós e contra a criação de um novo conselho, primeiro que sair de uma estrutura consolidada é muito complicado, como uma criança a sair do conforto do útero de sua mãe, tudo novo, muito vulnerável aos predadores e ai sabemos quais são eles. Fora o aprendizado, mas fico a pergunta como resolver, ou mudar os rumos da agronomia, com tanta rejeição ao crea e o apelo constante de uma grande maioria que muitas vezes defende um novo conselho sem os devidos conhecimentos, vejo gente falando em Anuidade cara, fora da realidade (veja OAB) outros falando contra taxas  de ART, e alguns passem defendo um novo conselho é pedindo o fim da anuidade profissional, coisas absurdas, vindo de colegas que nem registro profissional tem, e os embasamentos dos colegas Do Contra são sempre mais e muito mais fundamentados, embora eu particularmente veja que chegamos a um ponto de tanto desgaste em viver em um conselho multiprofissional engessado, com tantos conflitos e que a cada dia fica mais inchado com mais de 300 profissional e aumentando mais e mais e quando vejo que ao longo do tempo por causa de tantos conflitos de interesses nossa profissão a cada sendo mais e mais sendo corroída pelos ataques de outras profissões, conflitos e PLs contra a agronomia, fico a ver nessa grande rejeição aos Sistema Confea/CREA , mesmo com tanta inocência de quem se diz a favor uma válvula de escape para aglutinação de nossa classe. No final fico a pensar em pagar meus 415,00 com muito mais gosto vendo ser direcionado a um conselho de engenheiros agronomos que para um muno profissional de um milhão de profissionais de mais de 300 profissões, cheio de tudo o que muitas vezes em nada tem de '''republicano''

Eng. Agr. Francisco Lira

CREA 18.222 PI

Diretor Associações de Engenheiros Agronomos do Piaui

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