Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Repensando a AGRONOMIA – 2 : O cuidado com NOSSA IMAGEM.

Colega nosso viu a seguinte pichação: “Agrônomo, profissional da devastação”. Mini frase chocante. Fere nossos brios. Macula nossa atividade profissional.

Mas pensem bem. Se NOSSA IMAGEM começa a estar vinculada a imensos monocultivos, em extensas áreas contínuas, maquinaria pesada compactando o solo fértil, uso maciço de pesticidas, imposição de OGMs no mercado, a altamente questionável patente de genes, o que a sociedade em que exercemos nossa profissão, tem o Direito de Pensar?

“Agrônomo profissional da devastação”, mais que uma mini frase é uma IMAGEM. Formam uma IMAGEM tanto quanto as palavras “Coca Cola”. E IMAGENS são algo muito importante nos tempos atuais, de comunicação mundial instantânea. Onde IMAGENS são mais importantes que TEXTOS, dada sua imediata compreensão e assimilação. (Enquanto que textos, sempre indispensáveis, demoram muito tempo para serem compreendidos e assimilados.) Assim, uma simples palavra vira imagem: DEVASTAÇÃO.

E não adianta pretendermos substituir a palavra ‘pesticida’ por ‘defensivo’, pois esse truque (manipulação) é facilmente percebido pela sociedade e, em consequência, NOSSA IMAGEM fica MAIS COMPROMETIDA ainda. Pois todos sabem que pesticidas estão contaminando o CICLO DA ÁGUA em escala planetária.

Devemos urgentemente atuar tentando reverter esse processo negativo de formação de NOSSA IMAGEM, por um processo positivo, que realmente represente nossa profissão, dentro do princípio da ‘universalidade’. Procurar palavras simples, de fácil compreensão, que, quando lidas, também formam uma IMAGEM, tais como: ALIMENTOS SAUDÁVEIS, AGROPECUARIA COM PRESERVAÇÃO.

Que tal cada um de nós refletir sobre isso? Ir colocando suas palavras-imagens aqui em nossa Rede de Agronomia? Para juntos escolhermos as melhores?

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Comentário de Francisco Lira em 19 dezembro 2016 às 17:31

Senhores só relembrando o Curso é Agronomia, formação Engenheiro Agrônomo, não sei que citou apenas Agrônomo, e nem o vi nesse debate.

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del9585...

Comentário de Rodolfo Geiser em 19 dezembro 2016 às 15:29

Manoel, colegas, Importantíssimo considerarmo-nos como ENGENHEIROS Agrônomos. Para começar, fomos qualificados para isso. Enfrentamos ciências exatas...Voltarei sobre isso...

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 19 dezembro 2016 às 14:18

Desculpe-me a explosão. mas sou um Engenheiro Agrônomo!.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 19 dezembro 2016 às 14:15

Boa tarde colegas, desculpe-me por mais este pitaco!. Mas não resisto,... parem de se qualificar como Agrônomos, fomos credenciados em nosso diploma ( pelo menos no meu de 1.974) como Engenheiros Agrônomos, capazes de ser responsáveis por construções rurais de até dois andares, galpões, estábulos, pontes e travessias, barramentos, irrigação e hidráulica e hidrologia, Terraceamento, Programas de contenção de solos ( planos de micro bacias), drenagens, etc... só na parte da Engenharia Civil que nos cabe!. Ainda trabalhamos e desenvolvemos Mecânica e Motores Agrícolas, Implementos e Colheitadeiras, etc... da parte da Engenharia Mecânica, que também nos cabe!. Sem dizer na manipulação e síntese de Fertilizantes, e Corretivos, além destes famigerados agrotóxicos, que para mim ainda são defensivos agrícolas!. E muito mais na diversificação imensa dos agronegócios, envolvendo informática, aeronáutica, transportes, alimentos, pecuária, etc...etc...etc... Então não me chame de Agrônomo, pois sou formado em Engenharia Agronômica!.

Comentário de Rodolfo Geiser em 19 dezembro 2016 às 10:25

Colegas, obrigado por todos os comentários: vamos nos 'enriquecendo' mutuamente, um aos outros. GILBERTO:

Sim, somos profissionais da 'PRODUÇÃO', mas somos igualmente (talvez um binômio), profissionais do 'CORRETO MANEJO DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS', que, a meu ver, inclui também  a preocupação com a sociedade, o social...Obrigado, ...

Comentário de Gilberto Fugimoto em 19 dezembro 2016 às 8:00

Rodolfo,

Sua reflexão é interessante, talvez a afirmação "carregue um tanto nas tintas" pois afinal somos profissionais da produção. E qual produção não produz impactos ambientais?

No momento a maior preocupação é quanto à devastação do mercado de trabalho produzida tanto pela crise econômica quanto por diversas questões de valorização profissional.
abração

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 19 dezembro 2016 às 8:00

Bom dia colegas, ora...ora... estamos visualizando o quarto poder!. A mídia, hoje as sociedades não estão mais capazes de diferenciar informações de desinformações!. Os chamados meios de comunicação, a mídia, manipula de acordo com seus interesses, ou audiências, se isto acontece para uma população de baixo nível, então fica fácil transformar banco de sangue em vampiros!. Dr Rodolfo, sem dúvida devemos proteger nossa imagem!. Mas isto não modifica a opinião de incautos, induzidos pela pseudo massificação das informações!. Vossa Senhoria, como todos outros colegas, sabem que pesticidas exterminam por completo!. E defensivos, são manejos de população, para minimizar danos!. Nem sempre são agroquímicos!.

Comentário de Francisco Lira em 18 dezembro 2016 às 9:49

Sobre esse seu ponto de vista Rodolfo sempre tenho feito critica a péssima mídia nas redes sociais principalmente em certas paginas no facebook com nome de Agronomia que se resume a postar o profissional como senhores do monocultivo de soja e milho sempre com um outro maquinário no meio. Infelizmente esse tipo de postura tem feito um estrago enorme no nome de nossa profissão, tanto pelo fato citado pelo colega, como também no seio da juventude que acha que o engenheiro agrônomo se resume ao profissional litado a esse área, e ai perdemos talentos que impor não conhecer de fato a profissão vão fazer cursos apêndices com zootecnia, florestal, agrícola e etc.

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