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Se eliminarmos o conhecimento científico das atividades do agronegócio, voltaremos à época das trevas


Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rede Estadão.

 

Na semana passada tivemos o Congresso Brasileiro de Marketing Rural e Agronegócio, em São Paulo. Estivemos lá e apresentamos a necessidade que o setor do agronegócio tem em se comunicar e aumentar consideravelmente sua comunicação e seu diálogo com a sociedade urbana, quer dizer, como os ouvintes da Rede Jovem Pan de rádio onde eu comento A Hora do Agronegócio e a Agrossociedade, por exemplo.


O segmento dos negócios originados a partir do campo, significa no país cerca de 25% do Produto Interno Bruto, e a única razão pelo qual não entramos na bancarrota econômica. O setor exporta, é superavitário, gera empregos e irriga todo interior do Brasil.

Muito bem, o agronegócio vive da ciência e da tecnologia. Se eliminássemos o conhecimento científico das atividades do agronegócio, voltaríamos a época das trevas, e a fome varreria o mundo. E então, por que o setor precisa falar e dialogar cada vez mais conosco, com você ouvinte? Porque não conhecemos a ciência em profundidade, e estamos inundados de preconceitos contra fertilizantes, defensivos, sementes, engenharia genética, inteligência artificial, medicamentos… e ainda achamos que a escala de produção não seria compatível com a sustentabilidade.

E, sim, o futuro do agronegócio será a sustentabilidade intensiva. O que significa ciência em conhecimento aprofundado e, através desse conhecimento, produzir em escala com proteção ao meio ambiente, ao ser humano, e preservação da lei da natureza, incluindo o impacto ambiental, onde agora somos obrigados a liberar a caça ao javali, por ter se tornado uma praga

destruidora.

O setor precisa destinar foco e recursos orçamentários para ativar a comunicação educadora da ciência para a sociedade urbana. Afinal, o cliente maior do agronegócio são os consumidores finais. E isso exige um pensar estratégico muito mais amplo com a sociedade urbana, do que temos realizado até agora. Quem não se comunica, se trumbica, já dizia Chacrinha, o velho guerreiro.

 

Sobre o CCAS

O Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.

Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/.

Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel

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