Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Você conhecia esse palavrão, digo, profissão ? Eu também não, até a semana passada, quando decidi consultar o pai dos burros do século XXI (Google) para opinar com segurança sobre o Ensino à Distância (EaD) no tópico criado pelo colega e fundador da Rede Gilberto Figimoto.

O designer instrucional tem sido reconhecido como fundamental na elaboração de cursos. O Design Instrucional tem como objetivo o planejamento do curso, visando a definição de conteúdos, atividades e as estratégias que serão utilizadas, tendo como finalidade alcançar os objetivos específicos propostos para a aquisição da aprendizagem (Filatro, 2008). O  DI  deve   demarcar  os  objetivos  de aprendizagem,  e   não  os  objetivos  do   professor  ou  do  material  produzido,  devendo considerar unicamente ponto de vista do discente.

Um bom curso depende de um projeto cuidadoso centrado em quatro elementos principais: público alvo, relevância, estratégias pedagógicas e instrucionais e conteúdo. O Design Instrucional é uma metodologia, baseada nesses elementos, que facilita o planejamento de currículos, cursos e materiais (didáticos) educativos.

Trata-se (o Design Instrucional ou DI) de um processo que trabalha para unir educação, tecnologia, comunicação e gestão em um único campo do conhecimento; ou de profissional cujo objetivo é, ao coordenar a equipe multidisciplinar necessária para elaborar um Curso de EaD, cuidar da boa apresentação do material didático, mesmo que apenas orientando o Professor em como fazê-lo. Ele funciona mais ou menos como o marqueteiro dos Presidenciáveis, melhorando a aceitação de sua imagem entre os eleitores que, no caso, seriam os alunos com suas apostilhas e outras mídias.

No ensino presencial, o material didático pode até ser dispensável, dependendo das circunstâncias e da qualidade do Professor mas, no EaD, é caso de vida ou morte (aprender ou não aprender, eis a questão).

Na mesma direção conforme Kensky e Barbosa (2007), o DI é responsável não só pela elaboração dos cursos virtuais, mas por todas as fases desde o planejamento, desenvolvimento até a seleção da metodologia mais adequada, para que se possa atingir os objetivos educacionais propostos diante de cada contexto. Para tanto o DI deverá, segundo Filatro (2008), compreender e saber utilizar as várias Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), fazendo uso das mesmas para que ocorra um processo de ensino e aprendizagem focado no desenvolvimento do ser humano dentro da sociedade tecnológica (O DESIGNER INSTRUCIONAL E O OLHAR PEDAGÓGICO, XIII Congresso Brasileiro de Ensino Superior à Distância (**)).

É possível que você me critique, taxando-me de desocupado, e me pergunte se eu acho que você não tem coisa mais importante pra fazer. Aí eu respondo, dizendo que nunca é tarde pra se aprender; que a Educação é a alma do negócio; e que você, em algum momento da sua vida profissional, já teve de transmitir alguma instrução por escrito ao seu subordinado; ou teve de fazer alguma apresentação em PowerPoint. Ou ainda terá.

Além do mais, quanta pesquisa agronômica está nas gavetas da Embrapa e das Universidades Federais, esperando que alguém as 'traduza'. Isso sem falar no EaD, é claro.

Brincadeiras à parte, conhecer as ferramentas e princípios do Design Instrucional - DI (*), só fará valorizar você profissionalmente, vez que a Didática não se restringe à uma sala de aula, e pode ser exercida diariamente, na simples troca de ideias entre você e o seu chefe, ou subordinado(s).

Como eu não sou expert, se quiser colaborar botando lenha nessa fogueira, teremos/faremos em breve um belo almoço.

(*) Eu traduziria DI (não como Design Instrucional, mas) como Didática Indispensável.

(**)https://nead.unifei.edu.br/images/conteudo/Artigos/Esud_2016_O_DESI...

A capa do livro virtual que ilustra este tópico e forneceu elementos para o texto abaixo, baixei da Internet no endereço abaixo:

https://www.livredocencia.com.br/home/teoria-e-pratica-do-design-in...

 

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 13 outubro 2018 às 14:44

APRENDIZAGEM MEDIADA PELA TECNOLOGIA - AMT

A Internet tem papel fundamental no processo da aprendizagem mediada pela tecnologia, pois, propicia o acesso à informação de maneira rápida e eficaz, aproxima os usuários e abre um leque de opções que nenhum outro veiculo jamais conseguiu abrir. De acordo com Chaves, um primeiro aspecto do potencial da Internet e da Web (rede) que deve ser levado em conta na AMT (Aprendizagem Mediada pela Tecnologia). (*)

As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Atualmente, a Internet é a representação máxima da ideia de Tecnologia de Informação e Comunicação - TIC. Na internet, podemos armazenar, manipular e transmitir conteúdos digitais.

O computador

O computador seria apenas uma máquina sem utilidade sem o software. O software ou programa de computador é o responsável por tornar o computador ou qualquer outro instrumento das TICs algo funcional. Qualquer equipamento catalogado como TIC usa software. O software é um conjunto de instruções que determina o que um dispositivo computacional deve fazer. Em geral, é criado por um programador.

Infelizmente, muitas vezes, o computador é usado mais para ensinar do que propriamente para aprender.

O Ensino

É necessário que o professor se assuma como sujeito da produção do saber e saiba que ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para a sua construção. Na cibercultura, a lógica da comunicação está mudando da unidirecionalidade para a interatividade. Muda-se, por conseguinte, o papel do aluno diante das TICs: de aprendiz passivo passa a ser sujeito de sua própria aprendizagem.

No princípio de ensinar, existe uma complexidade de elementos que envolvem o ser humano, dentre os quais a questão da metodologia, da didática, dos conteúdos e da sistematização formal desse processo para garantir a aprendizagem.

Quando falamos em educação a distância, vários elementos são modificados e ampliados, ou potencializados – a função docente é um deles.

Evolução

A evolução tecnológica trouxe, principalmente, a integração do mundo real ao mundo digital com o advento dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem - AVA, cuja função é promover o processo ensino – aprendizagem, através da mediação pedagógica entre alunos e professor (tutor) que estejam separados geograficamente, porém, unidos pela intenção. Ele se apresenta em forma de portais, plataformas virtuais e pode ser utilizado por biblioteca virtuais, museus virtuais, grupos de estudo e, principalmente, nos cursos à distância.

Importância

Não mais a fonte principal  (senão única) do conhecimento, o professor terá que desempenhar outras funções no sentido de estimular e orientar o estudantes na pesquisa de novos conhecimentos, gerindo as dificuldades devidas ao uso das tecnologias e ao excesso e dispersão de informações disponíveis.

Na verdade, alguns de nós estamos ansiosos pelo tempo em que não se distinguirá mais a educação presencial e a distância, mas tudo será entendido e valorizado como educação. Há de se ressaltar que isso não significa que as tecnologias ou a educação a distância são a salvação da educação, mas sim que trazem novas formas de aprender e ensinar.

O desenvolvimento tecnológico criou novas ferramentas de comunicação e, com isso, possibilitou novas formas de EaD.

Tecnologias

Podemos digitalizar textos, áudio, sons, vídeos, figuras, imagens etc. Todo conteúdo pode ser digitilizado, armazenado, manipulado, transmitido e visualizado por meio das TICs. Câmeras digitais, gravadores de áudio digital, scanners etc. estão ao alcance da maioria das pessoas.

Mesmo em formato digital, o direito autoral de um conteúdo deve ser observado, tanto pelo professor como pelo aluno. Não devemos ficar tentados a empregar velhos métodos com novas ferramentas. Devemos estar preparados para pensar em novos métodos com novas ferramentas.

Em EaD, a principal questão que se apresenta é: “Como aproveitar todo potencial dessas tecnologias?”. Tudo pode ser representando em formato digital, manipulado, armazenado e distribuído por meio da internet. Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), como o Moodle, são exemplos de ferramentas para EaD do tipo um para muitos. As aplicações baseadas no conceito de redes sociais, como o Facebook, podem ser utilizadas em um modelo EaD do tipo muitos para muitos.

Ferramentas

São várias as ferramentas utilizadas no AVA que propiciam a interação entre os alunos e os professores (tutores) e que, principalmente, fazem a mediação do ensino aprendizagem, dentre elas pode-se citar: o chat, o fórum, o email, a videoaula, o hipertexto e a rádio web, entre outros.

Segundo a UNESCO: “O Brasil precisa melhorar a competência dos professores em utilizar as tecnologias de comunicação e informação na educação. A forma como o sistema educacional incorpora as Tecnologias de Informação e Comunicação - TICs afeta diretamente à diminuição da exclusão digital existente no país”.

 (*)TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICs) E O ENSINO A DISTÂNCIA: a relação entre o professor e as ferramentas do ambiente virtual de aprendizagem, Curitiba – PR – Abril 2012, disponível em:

http://www.abed.org.br/congresso2012/anais/277c.pdf

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 8 outubro 2018 às 10:23

MATERIAL DIDÁTICO NO EAD

Falar em Educação a Distância (EaD) implica numa série de questões dentre as quais pode-se destacar o processo de elaboração de material didático já que este ocupa posição de destaque nesta metodologia educacional uma vez que o aluno distante geograficamente e temporalmente acaba sendo ator principal neste processo de construção do conhecimento. (*)

No Brasil, a prática da EaD ainda é carente quando o assunto é o material didático distribuídos aos alunos, pois a inadequação varia “entre a superficialidade no tratamento da matéria à redução drástica de um típico livro texto universitário para uma pequena apostila”.

Embora considere-se que são os professores a referência do processo de ensino-aprendizagem, haja visto seu papel de orientador, é material didático o fio condutor da educação, seja ela tradicional ou na modalidade a distância.

Mas o que é material didático? Pode-se considerar como sendo todo e qualquer recurso físico, além do professor, utilizado no contexto de ensino-aprendizagem, a fim de auxiliar a mediação pedagógica necessária ao processo de construção de conhecimento.

Também é importante uma atenção quanto a linguagem que precisa ser: direta, clara e coloquial, com características dialógicas, mantendo a cientificidade do conteúdo e favorecendo a autonomia do estudante.

Recursos disponíveis:

Além do livro-texto outros objetos de aprendizagem, como, recursos multimídia (vídeo de apresentação do curso, videoaula, entrevistas, teleconferência), guia do aluno, o calendário do curso além das atividades de aprendizagem reflexionantes e lúdicas – “jogos” – a fim de levar o aluno a internalização do conhecimento.

Cerca de 87% das instituições de EAD se utilizam do livro didático como veículo de comunicação, seja na versão impressa ou e-book.

Porém, ainda existem diversos problemas nos processos produtivos devido à maioria dos gestores de Educação a Distância (EaD) nas universidades não possuírem conhecimento em gestão de produção, tão pouco em design instrucional.

Etapas da elaboração: (**)

A caracterização do público-alvo é um elemento indispensável na elaboração de qualquer material didático, pois permite definir o que queremos que ele desenvolva ao longo do curso e as estratégias pedagógicas mais adequadas para atingir os nossos propósitos.

Os materiais didáticos em Educação a Distância devem perseguir os seguintes objetivos:

  • organizar o conhecimento prévio do aluno e indicar referências;
  • incentivar a autonomia do aluno na busca de novos conteúdos e realização de pesquisas;
  • estimular participação na comunidade virtual de aprendizagem;
  • estimular a relação tutor/aluno e aluno/aluno;
  • integrar as unidades de aprendizagem, a partir de uma abordagem que considere diferentes estratégias metodológicas como: resolução de problemas, estudos de casos, reflexões sobre a experiência, pesquisa;
  • desenvolver competências diversas;
  • promover o diálogo permanente;
  • possibilitar a avaliação do processo de aprendizagem.

É 
bom
lembrar
 que: A
 elaboração
 do 
material
 didático 
envolve aspectos
 como 
conteúdo, 
forma 
e 
a 
realização 
dos 
objetivos 
acima 
citados. 
Portanto, 
devido 
ao 
fato 
de 
alunos 
e 
professores 
estarem
 em 
espaços 
e 
tempos
diferentes 
é 
importante 
que 
este 
material 
seja 
atraente 
e 
incentive 
o 
aluno 
a 
realizar 
seu
 estudo.

Linguagem:

É recomendável adotar uma linguagem coloquial, clara e objetiva, evitando o uso de gírias e o excesso de informalidade. O texto deverá ser elaborado de forma a criar um diálogo, por meio do qual autor/professor e leitor/aluno construam seus conhecimentos, criando uma sensação de proximidade entre ambos.

Considere também que na elaboração do material didático é preciso buscar constantemente uma articulação entre forma e conteúdo. Por exemplo, a construção de um texto impresso ou digital pode beneficiar-se da inserção de ilustrações, gráficos, fotografias, quadros, que podem torná-lo mais atraente e compreensivo, contribuindo para um melhor desenvolvimento do conteúdo em Educação a Distância. O entendimento do texto pode ser favorecido com a inclusão de dicas, glossário, anexos, etc.

As mídias:

O público-alvo é um requisito importante na definição das mídias utilizadas em uma disciplina ou curso a distância. O ambiente de aprendizagem é um aspecto que interfere na escolha da mídia. É necessário saber onde o aluno utilizará as mídias. Em casa? No trabalho? Em outra instituição?

Moore e Kearsley (2007) identificam quatro tipos de mídia - o texto, as imagens, os sons e os dispositivos. Por sua vez, a tecnologia é o meio que permite veicular mensagens representadas em uma mídia. Cada tecnologia pode comportar pelo menos uma ou mais mídias, como por exemplo, o vídeo que suporta imagem e som.

Devemos ter em mente que mais importante que escolhermos uma tecnologia de ponta no momento de elaborarmos materiais didáticos para uma disciplina ou curso a distância é investirmos na qualidade da mídia a ser apresentada ao aluno.

Ressaltamos que todas as mídias apresentam pontos fortes ou fracos, assim como as tecnologias que as veiculam. Sendo assim, a sua seleção está condicionada a fatores pedagógicos, econômicos, organizacionais etc.

Entre os tipos de materiais impressos mais utilizados em EaD estão o manual, o guia de estudo e o livro-texto. A partir da década de 1990 os CDs e DVDs passaram a ser a tecnologia mais utilizada para a divulgação de programas gravados em áudio e vídeo. Do mesmo modo, os programas de aprendizado baseados em computador começaram a ser veiculados através de CD-ROMs.

 

(*)http://www.abed.org.br/congresso2013/cd/52.pdf

(**)http://www.cead.ufjf.br/wp-content/uploads/2015/05/media_biblioteca...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 outubro 2018 às 16:29

O DESIGNER INSTRUCIONAL

A palavra inglesa design refere-se ao processo de dar origem e elaborar um projeto. Designer é quem o faz. Já o termo instrucional (oriundo do termo americano instructional) significa ensino, em português. Portanto, podemos dizer que Design Instrucional é o processo de desenvolver projetos de ensino.

O Designer Educacional é um profissional do futuro, defende Izabel Patrícia Meister, coordenadora do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB/Unifesp). Sua convicção se deve às exigências colocadas ao especialista na área. “O designer educacional é aquele que pensa a educação do século XXI. Ele deve ter a capacidade de se adaptar a situações desconhecidas e processos educacionais futuros”, conta a professora. É importante frisar que, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), Design Educacional e Design Instrucional e são considerados termos sinônimos. A profissão foi oficialmente reconhecida em 2008, pela lista do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). (*)

Qual a importância dessa profissão ? De acordo com uma pesquisa da SAGAH em parceria com a Educa Insights, divulgada em 2016, a educação a distância (EaD) tende a superar o ensino presencial no Brasil a partir de 2023. Afinal, ela apresenta inúmeras vantagens. Muitas destas estão relacionadas à flexibilidade de estudo, economia de recursos financeiros e pedagogia inovadora.

Cada pessoa aprende melhor de forma diferente. Vejamos: enquanto algumas pessoas absorvem todo o conteúdo realizando uma leitura, outras aprendem melhor por meio de videoaulas ou áudios.  A melhor tecnologia de informação e comunicação (TIC) é indicada pelo Designer Instrucional. Ele garante a transferência da informação com clareza, a retenção do conteúdo, o desenvolvimento de habilidades e a eficácia no uso dos recursos tecnológicos.

De acordo com Gagné (2005), a instrução é um conjunto de eventos planejados para ativar, iniciar e manter a aprendizagem no aluno.

(*)http://www.unifesp.br/boletins-anteriores/item/2603-design-educacio...

Apostilha de uma especialista no assunto:

http://www.escoladegestao.pr.gov.br/arquivos/File/material_didatico...

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