Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Turismo Rural é o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade (1). Embora a visitação a propriedades rurais seja uma prática antiga e comum no Brasil, apenas há pouco mais de vinte anos passou a ser considerada uma atividade econômica e caracterizada como Turismo Rural.

Há 4 anos, antes da crise de empregos, quando eu trabalhava em tempo integral na empresa de consultoria em engenharia de um amigo, um dos meu últimos trabalhos foi a elaboração de uma proposta de serviços que envolvia, no diagnóstico, uma visão geral do turismo nas fazendas de café do Vale do Ribeira. E nas pesquisas que fiz no Google, fiquei maravilhado com a riqueza de detalhes que envolvia cada um daqueles casarões da época do café, seja pela genealogia dos seus atuais donos, como pelos detalhes construtivos e variedade de sites que os exploravam.

Lembrei disso hoje, ao ler em O Globo, no caderno Rio, o artigo de página inteira chamado "O turismo pode fazer muito pelo Brasil", pág. 18. No evento que reuniu lideranças do setor, o ministro do MTur, Vinicius Lummertz, disse que o país finalmente caminha para reconhecer a dimensão do turismo.

Daqui a mais 2 Domingos, a TV Globo comemora o seu 2.000o. programa O Globo Rural, a quem também devemos muito pela divulgação do turismo rural no Brasil, bem como as suas novelas (A Força do Querer, O Velho Chico e outras) e a série O Agro é Tech-Top-Tudo.

A Figura abaixo é uma antiga fazenda de café escolhida aleatoriamente no Google para ilustrar o artigo.

Aos poucos, o agricultor vem deixando de ser somente um produtor de matéria-prima e descobre a possibilidade do desenvolvimento de atividades não-agrícolas, como é o caso do turismo. Hoje, é relevante o número de propriedades rurais que incorporam atividades turísticas em suas rotinas. O espaço rural - comumente associado pela população urbana à qualidade de vida – representa para o turista uma oportunidade de contato com paisagens, experiências e modos de vida distintos dos encontrados nos centros urbanos.(1)

Além da possibilidade de geração de uma renda adicional para as comunidades locais, o Turismo Rural pode contribuir para a revitalização econômica e social das regiões, a valorização dos patrimônios e produtos locais, a conservação do meio ambiente, a atração de investimentos públicos e privados em infraestrutura para os locais onde se desenvolve.

O Turismo Rural propicia  contato direto do consumidor da cidade com o produtor rural, além de vender serviços de hospedagem, alimentação e entretenimento, pode comercializar produtos in natura (frutas, ovos, verduras) ou beneficiados (compotas, queijos, artesanato) aos visitantes. Dessa maneira, o produtor incrementa a sua renda e o turista tem acesso a produtos de qualidade e acessíveis.

A valorização do patrimônio cultural por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os costumes, os ofícios, as festas, os “causos”, a culinária), e primar pela conservação do ambiente natural, da paisagem e cultura (o artesanato, a música, a arquitetura).

A Figura abaixo mostra as áreas que o Ministério do Turismo considera como passíveis de desenvolvimento no Brasil.

No centro da Figura, TRAF são as iniciais de Turismo Rural na Agricultura Familiar e Agroturismo, as atividades internas à propriedade, que geram ocupações complementares às atividades agrícolas.

Outras perspectivas alvissareiras a serem exploradas com o aumento do turismo rural no Brasil estão relacionadas a:

1) Desenvolvimento nacional do birdwatching ou observação de pássaros, inclusive com a comercialização de binóculos, catálogos, e apitos de madeira (construídos no Espírito Santo) imitando os seus cantos;

2) Incremento do arvorismo, turismo de aventura e outras atividades praticadas em áreas de florestas;

3) Incentivo ao desenvolvimento do artesanato rural que (ainda) não é comercializado nas cidades;

4) Feiras e exposições tradicionais envolvendo o agronegócio, como a de Barretos, Agrishow e outras;

5) Desenvolvimento da indústria rural caseira, como base para a hospedagem do turista nas fazendas;

6) Incentivo à piscicultura em tanques escavados, para dar vazão à demanda dos pesque-e-pague; e

7) Melhor administração dos Parques e Reservas Naturais (indígenas, inclusive), de modo que atraiam mais visitantes.

Possibilidade de Emprego:

O Ministério do Turismo disponibiliza metodologias de formação de redes de cooperação técnica para a roteirização turística, que tem por objetivo apoiar a produção de roteiros turísticos de forma articulada e integrada.

 REFERÊNCIA:

(1) TURISMO RURAL: Orientações Básicas, 2a. ed., Ministério do Turismo, 2010, pág.13/72.

http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/public...

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Comentário de Manoel José Sant´Anna em 22 janeiro 2019 às 7:20

Bom dia colegas, amigos se permitirem meu pitaco sobre o assunto!... Aqui vai 1º- pela coisas boas sobre o assunto e nossa profissão!. O povo brasileiro, mesmo sem muito dinheiro gosta de passear!. Escutam sobre as ofertas diferenciadas das bebidas e comidas do local a visitar, depois sobre as belezas que sempre vão ficar por lá!. O conforto é básico, sem muita ostentação, e gostam de parcelar o que vão pagar!. Não tem grande cultura, dai não exigem muito das histórias do local!. 2º pelas coisas ruins, somos um País pobre, de baixo nível cultural, onde a maioria do povo, procura um mínimo para sua sobrevivência, dai o acúmulo nas áreas onde circula o dinheiro. Agora profissionais ou não o que precisa é um ajustamento dos responsáveis, para conciliar a prestação de serviços, e a arrecadação, e aquela palavra hoje mais usada, sustentabilidade.  

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 janeiro 2019 às 14:46

Amigo Luiz Rêgo,

Felizmente eu já estou com a vida ganha (aposentado e com um currículo satisfatório)(1) e, portanto, não preciso me dedicar a nenhuma atividade produtiva (ainda que o faça, por inércia, na elaboração de projetos de irrigação, minha especialidade).

Levantei esta bandeira do Turismo Rural aqui na Rede, após verificar alguns questionamentos de colegas sobre conflitos de atuação em outros ramos e profissões ligadas ao campo; como se não houvesse alternativa de emprego para os colegas que estão iniciando sua vida profissional agora ou mesmo para os mais antigos mas sub-empregados.

Concordo com você quando diz que a maioria dos pontos turísticos no Brasil precisam de infraestrutura, mão de obra qualificada, investimentos, segurança, sinalização, etc. Quanto à segurança pública, confio na futura atuação do Juiz e Ministro Sérgio Moro.

Por outro lado, a nossa diversidade de biomas, culturas e paisagem são inigualáveis. Nossa intensa urbanização (superior a 85%) sem o necessário acompanhamento urbanístico, tem feito das nossas cidades uma verdadeira 'selva de pedra', sem qualquer forma de lazer contemplativo além das poucas e boas imagens grafitadas em muros e fachadas.

Confrontando o sossego do interior com a baixa renda e capitalização da Agricultura Familiar, abre-se um leque de oportunidades para o Turismo Rural que, acho, deveria ser melhor explorado pelos nossos colegas Engenheiros Agrônomos que não atuam nas cidades, mesmo que já exerçam outra atividade.

Sou da opinião que a atividade mental ligada ao Turismo Rural, se compara a 'extrair leite de pedra', colaborando para o desenvolvimento das localidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano - IDHM e sem perspectivas aparentes de desenvolvimento.

E, antes que eu me esqueça, obrigado pela participação.

REF.:

(1) http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/curriculo-30

Comentário de LUIZ DE MORAIS RÊGO FILHO em 21 janeiro 2019 às 9:17

so de turismo rural on-line, ainda na época na qual trabalhava em Campos dos Goytacazes, município com expressão histórica, cultural. A seu exemplo,fiz toda uma pesquisa em todos os setores potencialmente aderentes à questão turística e em particular o turismo rural. Pouco interesse. Pesquisando mais e acessando profissionais da área - TURISMÓLOGOS - percebi que, pelo menos no campo turístico internacional ou mesmo local, a principal questão é a segurança. Essa questão é tão importante que o Brasil comparados a outros polos turísticos no mundo é um anão turístico a tal ponto que somente uma ilha, a ilha de Bali na Indonésia, apresentar maior volume turístico do que o Brasil. Resido em Rio das Ostras e sempre vou à Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo,conhecendo bem, também as prais de Campos. Conheço também o litoral leste e o litoral oeste do estado do Ceará. Arraial do Cabo está totalmente favelizado, Unamar, Tamoios, Barra de São João com o litoral extremamente comprometido, semi-favelizado, sem infraestrutura sanitária alguma. Grande parte do litoral do Ceará nas mesmas circunstâncias, tomado por favelas e pelo tráfico. Lumiar em Nova Friburgo em acelerado processo de favelização e também tomado pelo tráfico. Então, sem querer desmotiva-lo ou contrariar quem quer que seja, penso que a questão tenha que ser debatida já no plano político uma vez que a situação é mais séria do que pensamos. Grande abraço, LUIZ REGO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 7 janeiro 2019 às 8:10

TURISMO RURAL NA AGRICULTURA FAMILIAR

Uma das vertentes de trabalho do turismo rural é desenvolvida associada à agricultura familiar segundo Anna Gonçalves e auxiliares. (1) Atualmente, as pessoas mostram-se interessadas em desfrutar de ambientes que demonstrem qualidade de vida. Dessa forma, a busca pelo espaço rural gerou uma possibilidade na oferta de produtos diversificados, as novas ruralidades, que podem gerar a criação de empregos não agrícolas e elevar seu nível de renda, retendo a população rural no campo, o que permite pensar na integração de atividades de turismo na propriedade de agricultura familiar (Araújo, 2010).

O segmento do turismo rural pode ser considerado uma ferramenta na concretização de políticas públicas visando ao desenvolvimento rural local, pois, além de propiciar a diversificação de renda, o turismo destaca-se por estimular o crescimento das pequenas e médias propriedades rurais, sua interação e os componentes da oferta (Lanzer, Pinto & Ramos, 2012).

O Ministério do Turismo chama de Turismo Rural na Agricultura Familiar - TRAF  a relação que possibilita o contato direto entre o produtor rural e o turista, o que “vem ocorrendo em todas as regiões e é produto das iniciativas promovidas pelos agricultores, com apoio de entidades ligadas a Assistência Técnica e Extensão Rural - EMATER e às entidades da sociedade civil, em organizações comunitárias, formais e informais, gerando novas formas de trabalhos e negócios diversificados” (Silva, Francisco & Thomaz, 2010).

O TRAF surge, assim, como incentivo aos agricultores, com o propósito de fomentar a sua permanência no meio rural, ao gerar emprego e renda. A expansão do segmento deu-se como alternativa de o agricultor diversificar sua fonte de renda e adicionar valor aos seus produtos, atendendo à aspiração das pessoas interessadas em reencontrar suas procedências e estar próximo à natureza, convivendo, apreciando e conhecendo a vida do campo (Silva, Francisco & Thomaz, 2010). A expansão do TRAF deu-se pela oferta de atividades ligadas ao lazer, à cultura, à gastronomia, aos serviços de hospedagem e às técnicas produtivas, com o intuito de gerar uma complementação na renda familiar.

No contexto das atividades não agrícolas, no meio rural, a participação dos agricultores familiares no turismo, com o TRAF, dá-se pela oferta de produtos e serviços, de hospedagem, de alimentação e entretenimento e das atividades econômicas agrícolas e não agrícolas. Portanto, para classificar a prática de atividades como sendo de turismo rural, interessa saber se o ambiente, o atrativo/destino turístico está inserido no meio natural ressaltando o rural da área, seu propósito, o interesse de consumo por bens produzidos pela família agricultora ou comunidade e, também, que o turista tenha interesse em conhecer a cultura e a história local, bem como suas manifestações religiosas, culturais, folclóricas e tradicionais.

Planejamento da atividade

Interessa saber quais são as atividades econômicas realizadas pelos agricultores e, posteriormente, sugerir um modo de organizá-las à luz de uma proposta de trabalho voltada à experiência dos visitantes. Dessa forma, os agricultores podem complementar o trabalho com o artesanato, a gastronomia e suas atividades no campo.

A região deve ser  observada quanto aos pontos de acesso, administração e urbanismo, instalações de lazer e recreação, serviço de informação e proteção, equipamentos sociais e serviços auxiliares. Deve-se verificar se na comunidade há posto policial ou serviço de patrulhamento, para dar segurança aos residentes e visitantes. Verificar se há falta de opção para hospedagem e insuficiência nos serviços, nos equipamentos turísticos e nas opções de lazer.

Em relação à infraestrutura da região, é importante que haja a implantação do sistema de segurança na localidade, a melhoria nas condições das vias de acesso, a implantação de sinalização turística identificando logradouros, a criação de locais de informação turística e o fomento de atrativos. Sobre os equipamentos sociais, é notória a necessidade de implantação de serviço médico-hospitalar, farmácias, serviço de correios e sanitários públicos. Uma (ou mais) antena(s) para celular será(ão) bem vinda(s).

É necessário capacitar e qualificar a mão-de-obra, melhorar a infraestrutura do lugar, divulgar e conscientizar a população, criar uma legislação específica e promover o conhecimento científico e técnico do assunto. A preparação para que os agricultores familiares recebam o turista deve ser realizada com capacitação, oferecendo-se cursos, palestras e orientações básicas, além de disponibilizar financiamentos voltados à criação ou adequação das propriedades rurais para receber o turista.

Pode-se (deve-se) solicitar a colaboração do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Ministério do Turismo (MTUR), com a criação do Programa Nacional de Turismo na Agricultura Familiar (PNTRAF), que tem o objetivo de trabalhar de forma integrada, utilizando toda atividade turística no meio rural para proporcionar retorno financeiro e melhores condições de vida aos produtores, famílias e comunidades rurais.

Em relação às diretrizes para o turismo rural, é interessante promover e viabilizar incentivos para desenvolvimento da atividade, tais como o mapeamento de monumentos com vocação turística, verificar a infraestrutura básica na zona rural e dar soluções que visem à qualificação da oferta turística local. Dessa forma, para que o turismo se desenvolva é necessária a participação da Prefeitura Municipal, combinando o planejamento de ações.

O  turismo com enfoque em eventos é uma possibilidade à qual alguns municípios recorrem a fim de movimentar a economia local, tendo como público a própria comunidade e os visitantes regionais.

REFERÊNCIA:

(1) Turismo Rural na Agricultura Familiar: Uma Proposta para a Região do Totoró, Currais Novos, RN, Brasil.

file:///C:/Users/Usuario/Downloads/3735-18406-1-PB.pdf

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 6 janeiro 2019 às 14:49

Boa tarde colegas!. Ideia muito boa!. Mas obriga um alto investimento!. E interesse por fazer turismo num mesmo lugar!. Talvez uma ideia de segundas casas, ou mesmo pousadas com vínculo associativo, e frequências sorteadas ou programadas, já acontece como no SESC, e outras Associações. Mas o fator de investimento em Turismo Rural, como capital aberto, ou limitado, pode ser estudado, e dar bons resultados!.  

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 janeiro 2019 às 13:45

TURISMO DE SEGUNDA MORADIA

Este texto foi motivado pela intervenção do colega Luiz Henrique (Engenheiro Agrônomo de Goiás e Corretor de Imóveis), ontem, aqui na Rede Agronomia, como podem ver na Figura abaixo.

Como eu não sabia do que se tratava, fui ao Pai dos Burros (Google) e fiz um resumo para vocês, admirado por conhecer uma especialidade profissional do Agrônomo (a corretagem de imóveis; a profissão do meu filho) que até então eu desconhecia. E como ela interessou ao Luiz Henrique e está ligada (de alguma forma) ao Turismo Rural, pode também interessar a você.

O turismo moderno data do século XIX, quando as palavras turismo e turista começaram a ser utilizadas. No trabalho [Des]Construindo o Turismo Residencial: Reflexões sobre a Obra de Antonio Aledo, de Ilana Barreto e Andréia Rocha, o  conceito está diretamente relacionado ao deslocamento, envolvendo o contato entre os indivíduos que o praticam, aqueles que o possibilitam (setor público e privado, mais comunidade local) e os que o fazem acontecer (prestadores de serviços).

A urbanização turística de segunda residência é, no inicio do século XXI, o mais importante fator de transformação e criação de paisagens ao longo da costa brasileira, tanto em termos de escala e dimensão como em abrangência, já que corresponde a milhares de quilômetros, lineares ou não, de ocupação das faixas de terra lindeiras ao mar.

O chamado turismo residencial é uma das principais modalidades de turismo que surgiu a partir da segunda metade do século passado, segundo Mazón (2006) e Mazón & Aledo (2005). Segundo Aledo (2008)  “o objeto do turismo residencial não é trazer turistas e ofertar-lhes serviços. Sua atividade central é produzir solo urbano, construir moradias e vendê-las”.

Definição

O que Antonio Aledo denomina como turismo de segunda moradia ou turismo residencial é a descrição do que outros autores descrevem como prática de segunda residência, ou muitas vezes denominadas casas de veraneio ou casas de campo, de acordo com o local onde se localizem e com seus respectivos fluxos sazonais. Na verdade, trata-se de um "turista permanente".

A Figura abaixo é uma moradia ofertada no site aluguetemporada.com.br  sendo uma variante da aquisição da segunda moradia para turismo.

Embora o turismo de segunda casa seja parte importante do consumo móvel em muitos países, ele pouco contribui (inflacionando os preços dos terrenos, alimentos e água potável para os residentes permanentes, por ex.) para o desenvolvimento das comunidades rurais (o oposto ocorre na Finlândia) e, ao contrário, pode lhes trazer problemas. Muitas vezes, nem é incluído nas estatísticas oficiais sobre turismo.(1)

Segundo o Instituto Nacional de Estatística da Espanha, uma residência é considerada secundária (ou a segunda moradia) quando é utilizada somente parte do ano, de forma estacional, periódica ou esporádica e não constitui residência habitual de uma ou várias pessoas. Pode ser, portanto, uma casa de campo, praia ou cidade utilizada nas férias, verão, finais de semana, trabalhos temporais ou em outras ocasiões (apud Fonseca & Lima, 2012).

As residências secundárias podem estar junto ao mar, sendo mais utilizadas no verão (daí a palavra veraneio), ou no interior, preferencialmente se situadas em localidades mais frias e ou regiões montanhosas (Tulik, 2001). Todo litoral brasileiro tem sido alvo de uma massiva ocupação pelas segundas residências, que buscam na praia e no campo refúgio e lazer.

Em um breve contraponto com o conceito traçado por Tulik (2001), tem-se que a segunda residência “é um alojamento turístico particular, utilizado temporariamente nos momentos de lazer, por pessoas que tem domicílio permanente em outro lugar”. Assim, para esse autor, a segunda residência é conceitualmente uma forma de turismo.

A  busca por localidades turísticas para a compra de uma residência, secundária ou não, tem sido um dos maiores estimulantes do mercado imobiliário do Nordeste e Sudeste brasileiros. A  busca e compra de um imóvel por turistas, sobretudo estrangeiros (caso do Nordeste), aqueceu as vendas, escalonou os preços, especulou terrenos, bairros e até localidades praianas inteiras.

Existem estudos e definições para essas habitações em outros países. Em outras línguas podem ser encontradas sob o nome de: second home, vacation home (inglês); residences secundaires, maison de campagne (francês); segunda casa, segundo hogar (espanhol); summer homes, recreation homes, cabins, lodges, cottages, huts, flats, apartments, chalets, villas, sports cabins, farmhouses, etc. Em português ainda é conhecida por: casa de veraneio, casa de campo, chalé, etc. (Tulik, 2001)

Após leitura dos textos de Aledo e de revisão da literatura sobre segundas residências, é possível um posicionamento contrário à terminologia turismo residencial. Essa se faz notadamente inversa ao conceito consagrado e tradicionalmente associado à Turismo - movimento transitório e não permanente -, como sua condição sine qua non. Neste contexto, o exercício de teorização sobre a atividade se faz necessário, em especial à medida que aumenta o leque de interpretações cuja finalidade seja a de criar um corpo teórico e torná-lo ciência.

Nós lemos acima que o principal objetivo do Turismo de Segunda Moradia - TSM é construir moradias em locais com beleza cênica e vendê-las. Mas o colega Luiz Henrique, segundo me disse por telefone, a partir de Cursos de Especialização que fez na Universidade de Brasília - DF, essa atividade pode ser planejada previamente, não (apenas) como residência única, mas através de um Condomínio de Residências que contem com infraestrutura para alguns serviços de interesse agronômico como, p. ex., hortas comunitárias orgânicas, que sirvam de incentivo à aquisição do imóvel, além de outros serviços turísticos.

E como eu tenho uma casa de praia (que mandei construir há 40 anos e está à venda) próximo à Lagoa de Araruama, em Iguabinha, na Região dos Lagos Fluminense, descobri com essa minha pesquisa bibliográfica que eu sempre fui um turista de segunda moradia, e não sabia.

Finalizando, a Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo - RBTUR, publicou o artigo Turismo residencial (em Portugal) no Algarve – A percepção dos gestores do setor público(2), mostrando os objetivos e definições deste ramo do turismo em alguns países, Brasil inclusive.

REFERÊNCIAS:

(1) Second Home Tourism, Roger Marjavaara, Dissertação de Doutorado, Universidade de Umea, Suécia, 2008.

https://www.diva-portal.org/smash/get/diva2:141659/FULLTEXT01.pdf

(2) Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo

http://www.scielo.br/pdf/rbtur/v11n2/1982-6125-rbtur-11-02-00197.pdf

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 5 janeiro 2019 às 10:45

Bom dia colegas!. O que falta ??!. Estudo profundo da oferta dos atrativos!. Planejamento de gastos para um determinado público alvo!. Apoio financeiro e projeto para viabilizar o empreendimento a longo prazo, dos órgãos públicos seja municipal, ou Estadual!. Exemplo:- veja Termas dos laranjais em Olímpia!. 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 29 dezembro 2018 às 9:58

TURISMO LUCRATIVO

Para cada R$ 1 gasto nos parques federais, outros R$ 7 são injetados na economia (O Globo, 27.12.2018, caderno Economia, pág. 17). Fecha parêntesis.

Números do Ecoturismo

1 - O retorno para a economia da região. Em 2015, os gastos de oito milhões de visitantes de unidades de conservação geraram R$ 4,1 bilhões em vendas totais, R$ 1 bilhão em renda pessoal e R$ 1,5 bilhão em valor agregado ao PIB, além de apoiarem 43.602 empregos.

2 - A capacidade de atrair visitantes. Em 2017, 10,7 milhões visitaram unidades de conservação federais, sendo os parques nacionais da Tijuca (RJ) e do Iguaçu (PR) os mais procurados, com 3,29 milhões e 1,78 milhões de visitantes, respectivamente.

3 - A vocação ambiental do Brasil. Há no país 2.201 unidades de conservação (UCs): 335 federais, 908 estaduais, 295 municipais e 663 reservas particulares do patrimônio natural (RPPN). Vide mapa abaixo. Dos 73 parques nacionais do Brasil, apenas 14 cobram ingressos.

4 - A extensão das unidades de conservação. As unidades de conservação totalizam 2.498.195 km² e representam 18% do território continental e 26% da área marinha. A título de comparação, segundo o IBGE, a pecuária ocupa 45% do território e a agricultura 18%.

Outras informações

As unidades de conservação (UCs) estão na base de um negócio lucrativo não apenas para empresas de turismo, mas para os municípios do entorno dessas áreas. Em 2015 as UCs apoiaram 43.602 empregos, e em 2016, o turismo em áreas protegidas (federais e estaduais) gerou R$ 6,1 bilhões. Esse valor poderia ser bem maior se houvesse investimento para atrair mais público. Além disso, nem todas as UCs registram a visitação e poucas dispõem de estrutura. Dos 73 parques nacionais do Brasil, apenas 14 cobram ingressos.

Em 2017, o Parque Nacional do Iguaçu recebeu 1,8 milhão de visitantes, 70% brasileiros e os demais de 170 países. Mas outros poderiam ter visitação expressiva, caso do Parque Nacional da Bocaina, entre Rio e São Paulo, que recebeu apenas 8.897 visitantes em 2016.

A Figura abaixo, do Parque Nacional do Iguaçu, é a foto que ilustra a reportagem do jornal.

Para o da Bocaina, o ICM-Bio propõe parcerias público-privadas (PPPs), assim como outros com grande potencial como, p. ex., os de Itatiaia (RJ), Serra dos Órgãos (RJ), Caparaó (MG/ES), Jericoacoara (CE) e Lençóis Maranhenses (MA).

O Prof. (de manejo de áreas protegidas) Brandão, da UnB, acredita que o turismo em unidades de conservação poderia, ao menos, quadruplicar no país. Ele destaca o caso da RPPN do Vagafogo, em Pirenópolis - GO que, com apenas 17 ha (dezessete hectares), ela recebe 12.000 (doze mil) visitantes por ano.

AS UCs empregam pessoas, fixam o morador da área rural na terra, diminuindo o inchaço urbano, e contribuem para valorizar a cultura e as tradições rurais do Brasil.

Aí eu me pergunto: que outro profissional (além do Engenheiro Agrônomo) está mais capacitado para atuar profissionalmente no ramo do Turismo ? Então, 'cara-pálida', está esperando o quê ? Nós viemos aqui para conversar ou para agir ?

Feliz 2019 !

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 23 dezembro 2018 às 15:11

ROTEIRIZAÇÃO TURÍSTICA

Fiz aqui um resumo do Módulo Operacional 7 - Roteirização Turística, do Ministério do Turismo (1).

O Brasil é um país que pode se orgulhar de ter uma grande diversidade de atrativos turísticos, distribuídos por seu enorme território. Esses atrativos podem ser naturais, como praias, rios, florestas e animais, e culturais, como artesanato, culinária, festas folclóricas e outras manifestações. E ninguém melhor do que o Engenheiro Agrônomo, cuja atividade se desenvolve, na maioria das vezes no campo, para identificar e valorizar esses atrativos.

É a partir da identificação e da potencialização dos atrativos que se inicia a organização do processo de roteirização, fazendo com que a oferta turística de uma região torne-se mais rentável e comercialmente viável. A roteirização confere realidade turística aos atrativos que estão dispersos através de sua integração e organização.

A roteirização auxilia o processo de identificação, elaboração e consolidação de novos roteiros turísticos e, além disso, tem como função apontar a necessidade de aumento dos investimentos em projetos já existentes seja na melhoria da estrutura atual, seja na qualificação dos serviços turísticos oferecidos.

A roteirização deve ter como foco a construção de parcerias, que podem se dar nos níveis municipal, regional, estadual, nacional e internacional, de modo a buscar o aumento das oportunidades de negócios nas regiões turísticas.

Objetivos:

  1. A) Gerais: estruturar, ordenar, qualificar e ampliar a oferta de roteiros turísticos de forma integrada e organizada.
  2. B) Específicos:
  • fortalecer a identidade regional;
  • incentivar o empreendedorismo;
  • estimular a criação de novos negócios e a expansão dos que já existem;
  • ampliar e qualificar serviços e equipamentos turísticos;
  • facilitar o acesso das pequenas e microempresas do mercado turístico regional, estadual, nacional e internacional;
  • consolidar e agregar valor aos produtos turísticos;
  • identificar e apoiar a organização de segmentos turísticos; e
  • promover o desenvolvimento regional.

Características das Atividades Turísticas:

1 - Intangibilidade.

O consumidor não pode experimentar os produtos e serviços turísticos antes de consumi-los. A decisão de compra é tomada a partir dos compromissos assumidos pelos vendedores e pelos profissionais que prestarão os serviços. A intangibilidade decorre dessa característica de não “poder tocar”, experimentar o produto antes de sua efetiva utilização.

2 - Perecibilidade. É a característica do que se extingue, do que perde a validade. Os serviços turísticos são altamente perecíveis, já que não podem ser estocados. Uma mesa vazia, hoje, em um restaurante, pode ser ocupada no dia seguinte, mas isso não significa que o prejuízo representado pelo lugar vago de hoje poderá ser recuperado. É essa impossibilidade de preservar seu valor, independentemente da utilização, que caracteriza a perecibilidade.

3 - Inseparabilidade. A produção e o consumo de um serviço são simultâneos, não se podendo pensar produção, estocagem, venda e consumo como processos separados. O cliente compra o serviço que será prestado (produzido) e usufruído (consumido) ao mesmo tempo.

4 - Variabilidade. O vendedor de um serviço não pode dar garantias de que ele será prestado de maneira uniforme e idêntica sempre. Isso vai depender dos profissionais, do local, do momento e, inclusive, da situação ou das condições em que o serviço é prestado.

A Ferramenta do Marketing:

O marketing é ferramenta essencial em todos os passos do processo de roteirização, pois auxilia o produtor a conceber bens e serviços que satisfaçam as necessidades e expectativas do consumidor. Os principais usuários das ferramentas de marketing são as localidades que recebem turistas e o trade turístico. Trade é o conjunto de agentes, operadores, hoteleiros e demais prestadores de serviços turísticos.

Com relação às localidades que recebem turistas, estas buscam desenvolver economicamente as atividades turísticas, e utilizam ferramentas de marketing e planejamento para isso.

O marketing é um processo que contempla a elaboração, a atribuição de preço, a promoção e as formas de distribuição dos produtos.

Processo de Roteirização

A elaboração dos roteiros turísticos deve ter como base a oferta turística efetiva ou a demanda turística efetiva ou potencial. Sua operacionalização deve ser feita por meio da promoção e da comercialização.

Por oferta turística efetiva, podemos entender a oferta de produtos e serviços efetivamente existente numa região. A demanda turística efetiva é a quantidade de bens e serviços efetivamente consumida pelos turistas, sendo que a demanda potencial pode ser definida como a quantidade de bens e serviços que pode vir a ser consumida em face de um determinado nível de oferta e levando-se em consideração a existência de fatores facilitadores.

Para iniciar o processo de roteirização, antes de tudo é necessário que se conheça a situação atual da região turística, e, em especial, a situação dos municípios com potencial para integrar roteiros turísticos.

Para realizar essa análise situacional é necessário:

  1. levantar e sistematizar informações, estudos, projetos e inventários referentes à oferta e à demanda turística;
  2. identificar as linhas de financiamento existentes ou a capacidade de investimentos públicos e privados da região turística; e
  3. identificar a capacidade empresarial para fins de promoção e comercialização.

Passos do Processo de Roteirização

Vejamos quais são os grupos de agentes a serem envolvidos no processo de roteirização.

No primeiro grupo, que corresponde ao poder público, devem ser envolvidos os representantes dos órgãos governamentais municipais, estaduais e federais que se mostrarem necessários ao bom andamento do processo.

No segundo grupo, os empresários, devem ser envolvidos os profissionais da cadeia produtiva do turismo, ou seja, o conjunto de prestadores de serviços que atuam, direta ou indiretamente, nessa atividade.

Do terceiro grupo, sociedade civil, deve-se envolver diferentes segmentos sociais, como organizações locais, associações comunitárias, instituições de ensino, organizações não governamentais (ONGs), associações comerciais, entre outras.

Nessa etapa do processo, para o efetivo envolvimento de todos e para o sucesso do trabalho, é indispensável o desenvolvimento de ações de sensibilização e mobilização.

Deve-se avaliar os potenciais impactos negativos ao longo do processo.

Identificação dos Atrativos Turísticos

Definidas as competências dos principais atores envolvidos com o processo de roteirização, podemos tratar da avaliação e hierarquização dos atrativos. Antes, vamos definir o conceito de atrativo turístico.

Atrativos turísticos são locais, objetos, equipamentos, pessoas, fenômenos, eventos ou manifestações capazes de motivar o deslocamento de pessoas para conhecê-los.

As principais categorias de atrativos turísticos são:

  1. a) Naturais: montanhas, rios, ilhas, praias, dunas, cavernas, cachoeiras, clima, flora, fauna, etc.
  2. b) Culturais: artesanato, gastronomia, museus, festas e celebrações, manifestações artísticas;
  3. c) Econômicas: fabricação de cristais, agropecuária, extrativismo, etc.;
  4. d) Científicos: museus naturais, observatórios, aquários, etc; e
  5. e) Eventos programados: feiras, congressos, seminários, etc.

Partindo dessa categorização, podemos dizer que a avaliação e a hierarquização de atrativos permitem classificá-los a partir de seus valores específicos, bem como identificar os elementos que podem influenciar no aproveitamento turístico de cada um deles.

Os atrativos que demonstram maior potencial e melhor estrutura para recepção de turistas devem ter prioridade na estruturação de roteiros. É a partir desse momento que o roteiro passar a ser um produto turístico com valor de mercado definido.

Análise de Mercado

Com base nos passos tratados nos itens anteriores, deve ser realizada uma análise de mercado, visando conhecer:

  • o mercado potencial e concorrente;
  • o potencial de competitividade e as adequações necessárias para estruturar um roteiro turístico;
  • as novas tendências do mercado.

Com essas informações, deve ser estruturado um Plano de Negócios para o roteiro turístico, a cargo da iniciativa privada.

Elaboração Final do Roteiro

Na elaboração de um roteiro, é preciso que se faça uma análise criteriosa das ações necessárias para a implementação do produto a ser elaborado. Essas ações dizem respeito à infra-estrutura turística e de apoio ao turismo, qualificação dos equipamentos e serviços turísticos, capacitação específica e levantamento das eventuais dificuldades para a sua implementação.

Deve-se estruturar o roteiro e transformá-lo em produto. Para isso, é preciso identificar as condições de viabilidade operacional do produto a ser elaborado, avaliando os seguintes pontos:

  • acessibilidade, distâncias e tempo de permanência em cada atrativo;
  • qualificação da mão-de-obra empregada;
  • oferta de equipamentos de hospedagem;
  • oferta de equipamentos de alimentação e lazer;
  • oferta de serviços de apoio, como transporte, guias etc.;
  • acolhimento e hospitalidade comunitária.

Nem sempre é possível colocar, num primeiro roteiro, todos os atrativos de uma região turística. É recomendável que só sejam colocados no roteiro os atrativos que realmente têm possibilidade de aproveitamento, ou seja, que estejam prontos para receber turistas.

Tão logo o roteiro esteja definido, pode-se iniciar o seu processo de fixação dos preços a serem cobrados, que deve ser feito pela iniciativa privada, mais especificamente pelas agências e operadoras de turismo que deverão atribuir preço a um produto. O valor final de venda deve resultar da relação entre os custos do roteiro, a lucratividade pretendida e a concorrência existente.

Os custos do roteiro incluem as despesas com: hospedagem, transporte, alimentação, serviços em geral, taxas, traslados, impostos e outros (pessoal, operacional, promocional e de propaganda).

Depois dos custos do roteiro, devem ser definidos a margem de lucro e o comissionamento dos canais de distribuição.

É interessante, também, que os roteiros sejam testados por meio de um laboratório experimental, que consiste numa visita técnica ao local. Devem ser analisados os pontos fortes e fracos do roteiro e as melhorias realizadas nos serviços a serem oferecidos, antes que os roteiros sejam tratados como prontos para consumo.

O controle da qualidade de equipamentos e serviços se refletirá na qualificação do roteiro, que poderá atender a públicos mais exigentes. A capacitação dos envolvidos é a maior aliada da qualificação do roteiro, e deve ser avaliada constantemente, inclusive quando o roteiro já estiver em operação.

REFERÊNCIA:

(1) http://www.regionalizacao.turismo.gov.br/images/roteiros_brasil/rot...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 22 dezembro 2018 às 7:57

Obrigado pelo incentivo, Gilberto.

Estou tentando obter junto a um amigo do Facebook que é extensionista rural na Paraíba, a cópia de um Projeto de Turismo Rural que tenha sido apresentado pela Emater, para me servir de modelo aqui pra turma.

Como já estou aposentado, não sei dizer se o Turismo Rural voltado para a Agricultura Familiar é privilégio/exclusividade de Engenheiros Agrônomos das EMATERes. Se não for, eu acho que será uma ótima oportunidade de emprego (ou aumento da renda dos já ocupados), numa atividade tão nobre e que gera tantos empregos.

Um abraço.

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