Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Turismo Rural é o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade (1). Embora a visitação a propriedades rurais seja uma prática antiga e comum no Brasil, apenas há pouco mais de vinte anos passou a ser considerada uma atividade econômica e caracterizada como Turismo Rural.

Há 4 anos, antes da crise de empregos, quando eu trabalhava em tempo integral na empresa de consultoria em engenharia de um amigo, um dos meu últimos trabalhos foi a elaboração de uma proposta de serviços que envolvia, no diagnóstico, uma visão geral do turismo nas fazendas de café do Vale do Ribeira. E nas pesquisas que fiz no Google, fiquei maravilhado com a riqueza de detalhes que envolvia cada um daqueles casarões da época do café, seja pela genealogia dos seus atuais donos, como pelos detalhes construtivos e variedade de sites que os exploravam.

Lembrei disso hoje, ao ler em O Globo, no caderno Rio, o artigo de página inteira chamado "O turismo pode fazer muito pelo Brasil", pág. 18. No evento que reuniu lideranças do setor, o ministro do MTur, Vinicius Lummertz, disse que o país finalmente caminha para reconhecer a dimensão do turismo.

Daqui a mais 2 Domingos, a TV Globo comemora o seu 2.000o. programa O Globo Rural, a quem também devemos muito pela divulgação do turismo rural no Brasil, bem como as suas novelas (A Força do Querer, O Velho Chico e outras) e a série O Agro é Tech-Top-Tudo.

A Figura abaixo é uma antiga fazenda de café escolhida aleatoriamente no Google para ilustrar o artigo.

Aos poucos, o agricultor vem deixando de ser somente um produtor de matéria-prima e descobre a possibilidade do desenvolvimento de atividades não-agrícolas, como é o caso do turismo. Hoje, é relevante o número de propriedades rurais que incorporam atividades turísticas em suas rotinas. O espaço rural - comumente associado pela população urbana à qualidade de vida – representa para o turista uma oportunidade de contato com paisagens, experiências e modos de vida distintos dos encontrados nos centros urbanos.(1)

Além da possibilidade de geração de uma renda adicional para as comunidades locais, o Turismo Rural pode contribuir para a revitalização econômica e social das regiões, a valorização dos patrimônios e produtos locais, a conservação do meio ambiente, a atração de investimentos públicos e privados em infraestrutura para os locais onde se desenvolve.

O Turismo Rural propicia  contato direto do consumidor da cidade com o produtor rural, além de vender serviços de hospedagem, alimentação e entretenimento, pode comercializar produtos in natura (frutas, ovos, verduras) ou beneficiados (compotas, queijos, artesanato) aos visitantes. Dessa maneira, o produtor incrementa a sua renda e o turista tem acesso a produtos de qualidade e acessíveis.

A valorização do patrimônio cultural por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os costumes, os ofícios, as festas, os “causos”, a culinária), e primar pela conservação do ambiente natural, da paisagem e cultura (o artesanato, a música, a arquitetura).

A Figura abaixo mostra as áreas que o Ministério do Turismo considera como passíveis de desenvolvimento no Brasil.

No centro da Figura, TRAF são as iniciais de Turismo Rural na Agricultura Familiar e Agroturismo, as atividades internas à propriedade, que geram ocupações complementares às atividades agrícolas.

Outras perspectivas alvissareiras a serem exploradas com o aumento do turismo rural no Brasil estão relacionadas a:

1) Desenvolvimento nacional do birdwatching ou observação de pássaros, inclusive com a comercialização de binóculos, catálogos, e apitos de madeira (construídos no Espírito Santo) imitando os seus cantos;

2) Incremento do arvorismo, turismo de aventura e outras atividades praticadas em áreas de florestas;

3) Incentivo ao desenvolvimento do artesanato rural que (ainda) não é comercializado nas cidades;

4) Feiras e exposições tradicionais envolvendo o agronegócio, como a de Barretos, Agrishow e outras;

5) Desenvolvimento da indústria rural caseira, como base para a hospedagem do turista nas fazendas;

6) Incentivo à piscicultura em tanques escavados, para dar vazão à demanda dos pesque-e-pague; e

7) Melhor administração dos Parques e Reservas Naturais (indígenas, inclusive), de modo que atraiam mais visitantes.

Possibilidade de Emprego:

O Ministério do Turismo disponibiliza metodologias de formação de redes de cooperação técnica para a roteirização turística, que tem por objetivo apoiar a produção de roteiros turísticos de forma articulada e integrada.

 REFERÊNCIA:

(1) TURISMO RURAL: Orientações Básicas, 2a. ed., Ministério do Turismo, 2010, pág.13/72.

http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/public...

Exibições: 227

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

Comentário de Gilberto Fugimoto em 21 dezembro 2018 às 18:30

Excelente José Luiz,

Além do texto inicial, diversas informações complementares que dão um panorama abrangente do potencial do turismo rural!

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 dezembro 2018 às 14:38

ORIENTAÇÕES PARA O TURISMO RURAL

Viajar é trocar a roupa da alma. (Mario Quintana)

O turismo é um fenômeno social que consiste no deslocamento voluntário e temporário de indivíduos ou grupos de pessoas que, fundamentalmente por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem do seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade lucrativa nem remunerada, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômica e cultural (Torre, 1994). (1)

O Plano Nacional de Turismo 2013-2016, tinha como meta tirar o Brasil da posição de sexta economia turística do mundo para alçá-lo à terceira posição – atrás somente da China e dos Estados Unidos.(2) Esse objetivo ambicioso exige um crescimento anual médio de mais de 8% no turismo brasileiro – taxa superior ao crescimento médio dessa atividade no mundo.

Em um mundo onde crianças e jovens desconhecem a origem dos produtos consumidos no seu dia a dia, apresentar essa realidade pode ser uma grande oportunidade para que os empreendimentos de turismo rural se consolidem e participem efetivamente da atividade turística nacional. Outra atividade complementar ao turismo rural que nos últimos anos vem se desenvolvendo em prol da valorização da cultura do campo é a oferta da gastronomia tradicional local, com o resgate da identidade da região.

De um modo geral, devido à potencialidade do setor, o turismo rural deve ser formulado a partir de considerações gerais sobre a cultura, a organização do trabalho e os modos de vida no meio rural. Existem ocorrências específicas e recursos locais de paisagem, patrimônio histórico, festas folclóricas que podem se tornar muito atrativos para o turismo rural.

O turismo rural na agricultura familiar vem sendo considerado uma das grandes alternativas de emprego e renda para as famílias rurais, tendo atualmente, apoio institucional do governo federal, por meio do Programa Nacional de Turismo Rural na Agricultura Familiar (BRASIL, 2003). Cada projeto ou ação é desenvolvida e planejada geralmente por técnicos extensionistas da Emater, que buscam perceber as necessidades das famílias.

Zimmermann (1996) observa que o turismo rural, quando seriamente planejado, pode proporcionar à comunidade diversos benefícios, como a diversificação dos polos turísticos, diminuição do êxodo rural, intercâmbio cultural, novas fontes de renda e consciência ecológica, entre outros.

O turismo pode ser fragmentado em três conjuntos: 1) relações ambientais, 2) organização estrutural e 3) ações operacionais. Segundo o Sebrae, a cultura e a criatividade constituem-se no grande diferencial dos negócios no turismo rural no Brasil.

Características do Turismo Rural:

Segundo Blos (2000), uma das características fortes do turismo rural é a exigência de ser uma atividade econômica complementar a uma outra principal primária.(3) Esta forma de diversificação de renda proporciona a valorização de bens antes ignorados e julgados somente com valor de uso e não de troca, como a paisagem, o lazer e os ritos do cotidiano rural.

O turismo rural não exclui outras atividades, como a de eventos, ecoturismo ou aventura, por exemplo, porém é imprescindível que seja mantida suas características básicas e não que apenas aconteçam no “espaço rural”.

O Quadro abaixo resume as principais características do Turismo Rural, citadas na referência 3.

Para Araújo (2000), o turismo rural trata de uma oferta de atividades recreativas, alojamentos e serviços, que tem como base o meio rural, dirigidas especialmente aos habitantes das cidades que buscam gozar suas horas de lazer, descanso ou férias, em contato com a natureza e junto à população local.

Em relação às motivações dos turistas, segundo Santos, Ribeiro e Vela (2011), podem constituir-se em fatores motivadores da busca por este: a atividade produtiva, a gastronomia, a paisagem, a hospedagem, o acesso, a cultura, o clima, o lazer, as compras e a informação. Pode-se, ainda, complementar que faz parte desse cenário favorável a localização geográfica, manifestações religiosas e a rica história do homem do campo.

A Figura abaixo, foi tirada da revista Casa da Agricultura (4) dedicada ao Turismo Rural.

É desejável que o turista tenha o interesse de consumo por bens produzidos pela família agricultora ou comunidade e, também, e tenha interesse em conhecer a cultura local, história, manifestações religiosas, culturais, folclóricas e tradicionais.

Dificuldades:

  1. a) deficiência no ordenamento da atividade; b) falta de debate articulado e pessoas de referência para discutir o turismo rural; c) deficiente integração institucional nas diferentes esferas; e d) falta de estudos sobre a demanda de turismo rural (Santos, 2008). A legislação e o financiamento da atividade, também fazem parte das dificuldades atuais do Turismo Rural no Brasil.

Nessa situação de informalidade, não há como emitir a nota fiscal exigida por turistas e ou agências e operadoras, bem como ter acesso a modernidades como o cartão de crédito, que só a legalização permite.

A falta de sinal de celular e TV em algumas comunidades do interior, bem como de energia elétrica trifásica em algumas localidades, é outro gargalo de infraestrutura que atinge o turismo rural no Brasil.

REFERÊNCIAS:

(1) Turismo Rural: uma abordagem conceitual, Ana L. C. Gonçalves

https://www.anptur.org.br/anais/anais/files/13/568.pdf

(2) Turismo em Pauta, Senac, 2014

http://cnc.org.br/sites/default/files/arquivos/turismo_em_pauta_21_...

(3) Turismo Rural: Teoria x Prática, Patrícia Fino, Semintur, 2010

https://www.ucs.br/ucs/eventos/seminarios_semintur/semin_tur_6/arqu...

(4) Casa da Agricultura - Turismo Rural

http://www.cati.sp.gov.br/revistacasadaagricultura/10/revistaCA_Tur...

BIBLIOGRAFIA:

(5) Fazendas Históricas

http://www.preservale.com.br/fazendas-historicas

(6) Elaboração de Projetos Turísticos

http://futurismologo.blogspot.com/2017/01/elaboracao-de-projetos-tu...

(7) Viabilidade e Sustentabilidade do Turismo Rural

http://www.institutobrasilrural.org.br/download/20120219120507.pdf

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 19 dezembro 2018 às 17:07

A EVOLUÇÃO DO TURISMO RURAL

O turismo é o setor da economia que mais cresce no mundo, a taxas de 6 % ao ano segundo a EMBRATUR, gerando um fluxo de capital na faixa de US$ 900 milhões ao ano. No Brasil o turismo tem grande potencialidade, por se tratar de uma atividade que explora geralmente a diversidade ambiental e cultural da localidade.

O turismo rural tem três funções importantes como promotor do desenvolvimento local: gerador de rendimentos e de empregos, promotor de infraestruturas e vetor de trocas e de sinergias entre os meios rural e urbano.

O interior do Brasil conta com numerosos locais ricos em características naturais e culturais, muitas vezes peculiares, e assim o potencial para o turismo rural é imenso. Apesar de todo seu suporte histórico, cultural e ambiental o país não utiliza toda sua potencialidade turística. Isso geralmente ocorre devido à falta de conhecimento técnico da atividade e da falta de políticas públicas incentivadoras da atividade do turismo em todas as suas ramificações.

Para Lane (1994a), o turismo rural é um complexo de atividades multifacetadas: não é apenas um turismo baseado em fazendas. Inclui férias em fazendas mas também envolve interesses especiais em férias naturais, ecoturismo, caminhadas, alpinismo e cavalgadas, aventuras, turismo esportivo e de saúde, caça e pesca, viagens educativas, artes e tradição, e em algumas regiões, turismo étnico e religioso (este último, dedução minha).

A Figura abaixo, do site bompasseio.net, mostra uma das atividades que o turismo rural pode proporcionar.

Segundo o Sebrae, oficialmente, o Turismo Rural nasce em Lages (SC), em 1983, quando se reúne a Comissão Municipal de Turismo de Lages com o objetivo de fomentar atividades de complementação de renda, tendo em vista uma crise no setor agrícola. O embrião do marco regulatório é de maio de 1998, no I Congresso Internacional de Turismo Rural, realizado em Santa Maria (RS). De outro lado, o Turismo Rural está atrelado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), sendo visto como renda complementar, agregada à produção agropecuária, e integrado à Rede TRAF – Rede de Turismo Rural na Agricultura Familiar, principalmente na comercialização de produtos in natura ou beneficiados.

Segundo o Ministério do Turismo (1), o turismo em áreas rurais começou a ser encarado com profissionalismo na década de 80, quando algumas propriedades em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, devido às dificuldades do setor agropecuário, resolveram diversificar suas atividades e passaram a receber turistas. Desde então, esse segmento vem crescendo rapidamente pelo País com características diferenciadas.

A Figura abaixo, elaborada pelo Sebrae, mostra os Estados onde o Turismo Rural é mais desenvolvido no Brasil.

As práticas comuns à vida campesina, como o manejo de criações e o cultivo da terra, as manifestações culturais, a culinária e a própria paisagem, são consideradas importantes componentes do produto turístico rural e, consequentemente, valorizadas e valoradas por isso.

A agregação de valor também se faz presente pela possibilidade de verticalização da produção, especialmente em pequena escala, ou seja, beneficiamento de produtos in natura, transformando-os para que possam ser oferecidos ao turista, sob a forma de conservas, produtos lácteos, refeições e outros. O Turismo Rural, além do comprometimento com as atividades agropecuárias, caracteriza-se pela valorização do patrimônio cultural e natural como elementos da oferta turística.

Órgãos de classe voltados para a atividade agrícola, e mesmo outros como a Federação das Indústrias, deveriam promover, disponibilizar e disseminar informações para orientar o planejamento, a gestão e a promoção das atividades de Turismo Rural. Entre as estratégias para isso, viabilizar e disponibilizar recursos visando a implantação, adequação e melhoria de infraestrutura, produtos e serviços.

A promoção e a comercialização de roteiros, produtos e serviços turísticos rurais devem ser planejadas e desenvolvidas de forma integrada e regionalizada.

Diagnóstico:

O Turismo Rural no Brasil é uma atividade eminentemente familiar (88,1% dos casos), envolvendo a participação de 3 ou mais pessoas da família (86,6%). As atividades de Turismo Rural oferecidas nas propriedades revelam-se fortemente ligadas às atividades cotidianas da agricultura familiar ou são seu complemento.

A Figura abaixo apresenta as principais atividades desenvolvidas pelos turistas nas fazendas.

O ambiente web é o mais utilizado para a divulgação dos negócios de TR – sob a forma de blogs ou sites (81% dos casos) ou fan pages no Facebook (36,2%) –, demonstrando que a internet já chegou ao meio rural. Outras formas tradicionais de comunicação por meio de material gráfico, como folhetos (63,8%) e cartazes (43,10), também são bastante utilizados.

O diagnóstico dos locais e territórios nos quais a comunidade e a região tenham vocação e interesse em desenvolver o Turismo Rural deve preceder a elaboração de quaisquer programas e ações com as comunidades. Diagnóstico da situação: avaliação do potencial turístico da região, inventário dos recursos locais, análise da oferta existente ou potencial de serviços e de hospedagem nos hotéis, pousadas, ou em casas de família (o chamado Turismo de Habitação na Europa). Consiste ainda na elaboração de planos de marketing, a fim de conhecer o mercado e o seu potencial de desenvolvimento.

Deve contar com o suporte de profissionais que possuam conhecimento técnico e experiência sobre o assunto, visando diminuir as possibilidades de insucesso, entre eles se sobressaindo o Engenheiro Agrônomo. O turismo rural necessita de uma estratégia de produção. Os turistas não se conformam com uma simples hospedagem, sendo necessário a programação simultânea de atividades aos turistas, como a organização de pequenas excursões guiadas pela região. A oferta de turismo rural necessita ainda de uma estratégia de comunicação, e de comercialização.

O lazer contemplativo é um dos maiores atrativos do Turismo Rural, como mostra esta imagem tomada emprestada da Internet.

Prognóstico:

Para o Sistema Sebrae (2), Turismo é uma prioridade. O setor abriga, em sua cadeia produtiva, cerca de 90% de micro e pequenas empresas, sendo que somente as agências de viagem movimentam mais de R$ 60 bilhões por ano no Brasil, segundo dados da instituição.

Como já ocorre em outros países, o Turismo Rural pode criar novas fontes de trabalho, além de resultar em complemento econômico das atividades agropastoris e artesanais que são desenvolvidas na propriedade rural, e que, juntamente com o Ecoturismo, vem buscando uma maior aproximação do homem com suas raízes, e principalmente, o meio ambiente (3).

O Turismo rural vem ganhando força, pois faz com que o homem passe a gerar possibilidades de crescimento neste meio, diminuindo assim, o êxodo rural e os inchaços das cidades.

Um dos pontos importantes a considerar na perspectiva do desenvolvimento local refere-se ao aproveitamento das especificidades de cada localidade, propriedade, ou território e ao pleno aproveitamento das suas potencialidades e oportunidades. O turismo no meio rural deve ser uma atividade essencialmente difusa, diretamente relacionada com aspectos ambientais e com especificidades inerentes a cada local.

O gerenciamento estratégico que permite o processamento de informações de forma rápida e objetiva, e que garantem subsídios para adoção de novas tecnologias e a utilização de novas metodologias administrativas que estimulem a criação de programas e projetos inovadores para o meio rural, é uma função que poderia/deveria ser exercida pelo Engenheiro Agrônomo.

A questão mais

importante é como os serviços podem ser prestados e como os produtos podem ser ofertados na maior variedade possível, bem como desenvolver a capacidade de atrair um crescente número de turistas e maximizar seus gastos no local (4).

Programas:

O Programa de Regionalização do Turismo - PRT, iniciado em 2004, mapeou 276 regiões turísticas no Brasil, envolvendo 3.635 municípios, e se tornou um dos principais elementos da execução da política do turismo e referência para importantes ações do Ministério. (BRASIL, 2010)

 

REFERÊNCIAS:

(1) http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/public...

(2) https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds....$File/5142.pdf

(3) Turismo Rural como uma Estratégia de Desenvolvimento Regional

http://www.institutobrasilrural.org.br/download/20110319052309.pdf

(4) Turismo Rural como Estratégia Globalizada

http://www.anpad.org.br/admin/pdf/enanpad1997-ar-10.pdf

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 17 dezembro 2018 às 17:24

Gilberto,

No meu texto inicial, eu acho que me enganei quando disse ter feito o diagnóstico do turismo no Vale do Ribeira há 4 anos. Agora que li a sua observação, acho que o Vale que eu estudei foi o do Paraíba, mesmo. Na ocasião, observei que a recuperação daqueles casarões centenários custavam uma fortuna, pela riqueza de detalhes arquitetônicos da construção original; da valorização diretamente proporcional à idade; e da falta de mão de obra qualificada e de materiais para a revitalização da obra.

Havia planos (discretos, é verdade) de exploração turística de alguns deles, inclusive com a promoção de festas típicas e culinária da época.

A verdade é que o nosso Estado (RJ) é um zero à esquerda quando se trata de desenvolvimento agrícola. 

Perguntei à minha nora, que chefia um setor da Firjan, se esse órgão tem ou já teve algum programa voltado para a Indústria Rural Caseira, e a resposta foi negativa.

A poluição generalizada do Rio Paraíba do Sul (com esgotos, sedimentos da erosão e até efluentes industriais) tirou muito do atrativo turístico da região, em especial a pesca. 

Nós, Engenheiros Agrônomos, temos a nossa parcela de culpa, pois não tivemos na Escola (pelo menos, eu) as noções necessárias para o desenvolvimento da atividade turística.

Mas, ainda há tempo. Por que os colegas que (ainda) estão desempregados, não estudam por conta própria (como tenho feito, no Google) o assunto ? Pelo que li, o Ministério do Turismo disponibiliza um acervo de dados considerável.

Talvez o Programa de Privatizações do futuro governo gere recursos para investimentos de infraestrutura em nosso Estado, que dispõe da 2a. maior cidade do país, um dos maiores símbolos do Turismo Mundial (a estátua do Cristo Redentor), a porta de entrada do Brasil, mas que no Turismo Rural, segundo o SEBRAE, só explora 3% do seu potencial (Vide gráfico abaixo).

Obrigado pelo apoio (elogio) e um abraço.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 17 dezembro 2018 às 15:02

José Luiz,

Excelente artigo. Tenho percorrido o Vale do Paraíba e me pergunto o que falta para reacender o fluxo turístico dessa região!

Paraíba do Sul

© 2019   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço