Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

O Globo de hoje publica (à pág. 17) uma reportagem do Engenheiro Rafael Kelman com o sugestivo título ‘Vamos pedir ajuda aos universitários’, onde sugere que os trabalhos de conclusão de curso – os TCCs – dos formandos em engenharia sejam orientados para resolver algumas pendências nacionais importantes, como a Lei dos Resíduos Sólidos (cuja entrada em vigor foi adiada porque os Prefeitos não acabaram com os lixões).

Isso poderia ser feito, segundo ele, com a indispensável ajuda dos seus Mestres orientadores e do Governo, e o projeto seria uma condição para o futuro registro no CREA. Para efeitos legais, o responsável seria o jovem formando, que começaria a sua carreira com uma contribuição relevante para o país, devidamente reconhecida em seu registro profissional. Talvez fosse possível mobilizar as Forças Armadas, no esforço de coletar dados de campo indispensáveis para a confecção dos projetos.

Se acharmos que os Mestres também não têm capacidade para isso, por que não pensar nos Doutores (agora, a opinião é minha). Quanta tese de doutorado é sobre ‘o sexo dos anjos’ e, mesmo que seja importante, fica engavetada nas UFEs ? As teses (que são bem mais longas de que os TCCs) poderiam versar sobre membranas filtrantes; energias alternativas ou para desenvolver aquele pozinho que a P&G exibe no Facebook para tratar água contaminada.

Somos craques em ‘empurrar os problemas com a barriga’. Não temos o senso da urgência. Vejam a (nossa) pouca mobilização para o cadastro ambiental rural – CAR. Não me sai da cabeça um vídeo mostrado na TV após o último tsunami no Japão, onde uma estrada que dava acesso a uma cidade destruída, foi reconstruída em poucos dias.

Até quando o nosso país vai ficar ‘DEITADO eternamente em berço esplêndido’ ? O Brasil tem pressa ! E você ?

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Comentário de Jose Luiz M Garcia em 14 dezembro 2014 às 15:36

Parabéns.

E eu ainda acrescentaria : o que o nosso famoso CREA tem feito a respeito ?

Na minha opinião essa deveria ser uma das tarefas desses verdadeiros parasitas, já que o exercício da nossa profissão não é defendido em nenhum momento.

Entre em qualquer Revenda de produtos para a agricultura e diga que tem um problema na sua lavoura e veja que irá ou "receitar "algum agrotóxico ? Provavelmente o próprio balconista.

Tente receitar algum remédio de farmácia sem ser médico e vejo o que acontece. E o remédio mal receitado iria prejudicar uma pessoa de cada vez, certo ?

Você já viu algum balconista de revenda ser preso por receitar agrotóxico que pode prejudicar a milhares de pessoas de cada vez, caso venha a ser mal utilizado ?

O CREA deveria se mexer mais. Eu não vejo eles fazendo isso. Qualquer gaiato no campo se sente no direito de dar orientações a torto e a direito. Na minha opinião estamos mal representados.

Jose Luiz

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 1 dezembro 2014 às 17:59

INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Esse e outros Documentos (que podem orientar a elaboração de um projeto) podem ser encontrados nesta relação que o Governo do Estado do Pará disponibiliza na Internet:

http://www.sema.pa.gov.br/documentos/downloads/

Comentário de Antônio Carlos Coutinho em 28 novembro 2014 às 19:15

Concordo em "gênero, número e grau" com a ideia do Engenheiro Rafael Kelman e com os comentários do colega José Luiz Viana Couto!

Parabéns aos dois!

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