Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

URGENTE!!!!!! Projeto de lei que concede a Biólogos atribuições para produção de sementes e mudas avança de forma absurda no Congresso Nacional.

Fonte da foto:http://www.seednews.inf.br/portugues/seed106/print_artigo106.html

A constituição federal em seu Art. 5º  é bem clara,

XIII - e livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.

Face a isso de forma tão explicita e clara avança tal afronta a classe agronômica e aqueles que por notório saber de formação tem visto suas atribuições embutidas em suor, esforço, lagrimas, tempo, dinheiro e sonhos pessoais e familiares em 5 ou 6 anos de estudo em mais de 500 curso de agronomia, para depois ver seu diploma se esvaziar pela ignorância e  politicagem de alguns  que fazem em muitos caso a legislatura nacional

O Engenheiro Agrônomo detém não só uma legislação legal robusta para os devidos fins conforme decreto 23.196 de 12 de Outubro de 1933.

Artigo 6º e) genética agrícola, produção de sementes, melhoramento das plantas cultivadas e fiscalização do comércio de sementes, plantas vivas e partes vivas de plantas, mas também uma gama de disciplinas básicas e profissionalizantes que o capacitam para isso.

 Mas e os senhores graduados em biologia?

Bem esses de forma bem clara não detém as mínimas condições de formação para atuação nesse área, nenhuma das mais das inúmeras disciplinas básicas profissionalizantes  necessária para tais atribuições como formação em solos, nutrição de plantas, entomologia agrícola, fitopatologia, climatologia, melhoramento vegetal, agrotóxicos e fertilizantes, mecanização para fins de produção de sementes, experimentação agrícola, própria a disciplina básica de produção de sementes, mas pasmem, pasmem, tem parecer favorável do Senhor Deputado Federal Sergio Souza PMDB-PR, baseado no achismo e somente achismo propondo a mudança da lei a fim de enquadrar tal profissional que nem de longe tem as mínimas condições profissionais, nem básica nem profissionalizante em sua formação para tamanha responsabilidade, e para torna mais preocupante e distorcida a situação enquanto esses profissionais com formação reduzida de 3.200 horas mal conseguem estudar o básico dos conteúdos de sua formação o Engenheiro Agrônomo cursa algo em torno de 4.200 horas, isso sem falar dos acréscimos em estágios e cursos extras que agregavam valor a sua formação, por isso tal projeto de lei é uma afronta as devidas atribuições e a própria constituição, fugindo a ética, fruto do oportunismo e politicagem prejudicando a sociedade e desvalorizando aqueles que de fato estudam para esse fim.

Por fim é preciso a mobilização nacional, o fim do comodismo da classe agronômica, estudantil, o apoio das entidades estaduais e municipais, que façam valer suas estruturas, pressionado os senhores deputados da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) do Congresso nacional contra mais uma afronta a nossos diretos, aos anos de estudo e ao esforço de cada um que fez sua graduação em Agronomia ou que estuda ou pretende seguir essa maravilhosa profissão.

Francisco Lira

Engenheiro Agrônomo Esp.

CREA-PI 18.222/D

Situação atual do Projeto de Lei:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposi...

 

Bibliografia consultada.

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes...

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposi...

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=pl3423

http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/130101Biologicas.pdf

http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces01_06.pdf

http://www.fca.unesp.br/Home/Graduacao/23196-33.pdf

http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rces004_09.pdf

 

 

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Comentário de Francisco Lira em 9 dezembro 2016 às 18:54

Helena, vou então adaptar essa postagem a um documento que possamos apresentar a essa frente parlamentar e enviar para voce e o Adilson para demais sugestões

Comentário de Rodolfo Geiser em 3 dezembro 2016 às 9:04

Caros colegas, Biólogo assinar produção de sementes e mais,  projetos de paisagismo sem a participação de engenheiros agrônomos para mim são duas coisas inconcebíveis. Embora, infelizmente, atitudes como esta estão virando norma no Brasil em relação a nossa profissão. Ambas situações, mudas e vegetação na paisagem, envolvem conhecimentos profundos de HORTICULTURA e manejo dos recursos naturais renováveis,  partes básicas da Engenharia Agronômica. Atuam como denominador comum de toda nossa profissão.

Vejam: Entre 1962 e 1964 estagiei no escritório do Arquiteto Paisagista Roberto Coelho Cardoso, professor da FAU/USP na ocasião. Roberto, não obstante o nome, não era brasileiro e estudou Arquitetura Paisagística em Berkeley/Califórnia/EUA, tendo sido aluno do internacionalmente conhecido paisagista Garret Eckbo. Informou-me na ocasião que, para se formar em arquitetura paisagística, estudou seis anos, sendo três de Arquitetura  e três anos de HORTICULTURA. Sou testemunha do quanto aprendi Horticultura com ele. Diante desta informação, podemos nos compenetrar da importância da Horticultura e Agronomia  nas atividades de produção de mudas e paisagismo. Todos nós engenheiros agrônomos sabemos da complexidade dessa matéria, a Horticultura. Em 2014, tive, com colegas de Passo Fundo no RS, oportunidade de apresentar pequeno trabalho sobre esse assunto no Congresso Internacional de Horticultura na Austrália:   http://www.ppgagro.upf.br/images/artigo-claudia-7.pdf ; e ISHS - LINK http://www.actahort.org/books/1108/1108_49.htm  .

De produção de mudas e paisagismo fico refletindo na Engenharia Agronômica como um todo no Brasil, e da situação da qual nossa profissão se encontra, cujos exemplos se encontram nessa própria coluna da Rede de Agronomia: esfacelada, dividida, desvalorizada, incompreendida, mercantilizadas e por ai... E até cada grupo pensando isoladamente em função de sua própria especialidade: do PARTICULAR para o GERAL. E fico pensando se não deveríamos INVERTER NOSSO RACIOCÍNIO:   passar a pensar do GERAL para o PARTICULAR.

O buraco do poço pode ser bem mais profundo. A começar, entendo que as Escolas de Agronomia estão com o currículo desatualizado. Criam currículos desvinculados da vida prática. Pouco evoluíram nos últimos 55 anos (minha experiência de vida desde entrada na Universidade). E nesse espaço de tempo o mundo teve uma evolução cientifica e técnica inimaginável para alguém que se formou em 1963 como eu. Penso que chegou o momento de REPENSARMOS NOSSA PROFISSÃO. Considerar também que o mundo todo está em grave crise econômica. Mas que está não é nossa única crise. A CRISE NO MUNDO atual é principalmente MORAL, ÉTICA (dever ser), ESPIRITUAL e especialmente CULTURAL.

Enfim, fico pensando se não devemos “parar para pensar”. Nós, habitantes do Brasil e do Mundo, em crise geral.  Pensar do início, do significado de cada ser humano para a VIDA NO MUNDO. Pensar em ‘QUALIDADE DE VIDA’ para toda humanidade e direcionada a todos, a cada habitante do planeta – e aqui o nosso papel é de extrema relevância. Isso nos remete também à Encíclica “Laudato Si” do Papa Francisco de maio de 2014. Não como um documento da Igreja Católica, mas como um documento que está acima dela, pois liderada por um homem cuja pregação a transcende e atinge toda a humanidade. É um documento de umas 70 páginas, um verdadeiro livro, que deve ser lido, digerido e posto em prática. Podem ler em :  http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/pap... .

Aliás, a meu ver, esse documento, com as devidas ressalvas, é uma (excelente) atualização de dois outros textos anteriores, a saber: “Decadência e regeneração da Cultura” de Albert Schweitzer (cerca de 1915) e de “O mal estar na cultura” de Sigmund Freud (de 1930).

Vai levar tempo, é verdade. Mas é imprescindível COMEÇARMOS IMEDIATAMENTE. Já. Insisto: refletir do geral para o particular = MÉTODO DEDUTIVO. Caso contrário, não nos entenderemos. Entre nós mesmos e em nossas relações com a comunidade onde vivemos. Isso é tema para um CONGRESSO NACIONAL DE AGRONOMIA, específico sobre ENSINO E ATIVIDADE PROFISSIONAL DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO, já em 2017. É importante esse ‘engenheiro’ agrônomo!

Comentário de Maria Helena de Araújo em 30 novembro 2016 às 18:45

Acredito que poderíamos trabalhar com a Frente Parlamentar que tem a frente o Deputado Reginaldo Lessa - PDT. Essa frente conta hoje com cerca de 274 deputados. Que tal? poderíamos ver quais os deputados fazem parte dessa "nova" frente e elaborar um e-mail básico e enviarmos a ele. Proponho que Lira, como escreveu muito e pesquisou sobre o assunto que faça um esboço e José Adilson poderia fazer a revisão (agronômica/jurídica). Após, encaminhar a todos da Frente solicitando apoio.

Comentário de Rodolfo Geiser em 26 novembro 2016 às 18:05

Jefferson, SIM, email em massa para os deputados. Abraços

Comentário de Jefferson G. Acunha em 26 novembro 2016 às 13:52

Prezados, boa e abençoada tarde! Pessoal, precisamos agir, novamente, com urgência, a fim de barrarmos tamanho absurdo! Alguma sugestão? E-mails em massa aos deputados? Abraços e saudações agronômicas a todos!

Comentário de Gilberto Fugimoto em 24 novembro 2016 às 14:05

Caro Geiser,

Nem passou um ataque e já vem outro no horizonte!

Estamos acompanhando desde 2012, mas é preciso uma assessoria parlamentar para acompanhar e pra não lamentar depois!

Projeto de Lei regulamenta profissão de Paisagista

Comentário de Gilberto Fugimoto em 24 novembro 2016 às 14:03

Caro Wesley,

As Associações E.A. não se extinguiram, mas lutam para se reerguer das cinzas de um processo de desmobilização.

As redes sociais como esta Rede Agronomia tem contribuído para conectar colegas ao longo do país e fortalecer iniciativas locais.

Precisamos de AJUDA!!

Comentário de Francisco Lira em 24 novembro 2016 às 11:12

Prezados colegas colhemos o frutos de mais de duas décadas de um vazio na defesa profissional sem precedentes,nossa entidade nacional quebrou por erros de gestões passadas, se bem ou mal intencionadas não cabe aqui o espaço para tal debate, muitas entidades estaduais sumiram do mapa, preenchidas me desculpem por colegas sem compromisso com a classe, as demais ativas são em numero reduzido com poucos colegas atuantes no contexto de uma massa de quase 100 mil registros no sistema e creio eu que outros 100 mil a margem disso, é preciso uma reflexão profunda sobre isso, e creio que o momento de construirmos novos rumos seja no CBA em setembro em Fortaleza. Precisamos resgatar essa entidade e reconstruir muitas entidades estaduais que fazem falta na luta profissional, precisamos também de renovação, a juventude agronômica precisar entender que sem seu apoio não iremos muito longe.

Comentário de patricia garcia em 24 novembro 2016 às 9:51

Bom dia, sugiro que tenhamos uma petição on line para que pudéssemos registrar os interesses globais da categoria. Também sugiro maior mobilização junto às Sociedades de Agronomia do país, inclusive solicitando visita de nossos deputados, pois eles dependem do nosso voto, ou até mesmo via judicial se for o caso. Por experiência, sabemos que as mobilizações embora trabalhosas são produtivas, mostram que estamos atentos.

Fica o parabéns ao pessoal desta página que está sempre atento e nos alertando sobre essas situações e, também o pedido para que façam esta petição on line.

Gostaria de aproveitar a deixa e registrar um absurdo que ouvi. Os farmacêuticos entendem que um horto medicinal é uma 'farmácia viva' e se 'auto-habilitaram' para isso. Em nenhum momento pensaram tratar-se de um ramo da horticultura que dominamos há séculos e também não pensaram em detalhes como controle de pragas, adubação e doenças e quanto o manejo pode interferir nos componentes fitoquímicos da planta. Trata-se de uma decisão unilateral, totalmente sem critério, respeito ou noção, mais uma aberração contra a nossa categoria, independente do ramo em que atuamos.

Endosso e apoio as manifestações dos demais colegas. Devemos pensar e agir como um todo, defendendo os interesses da categoria, independentemente da área em que laboramos.

Comentário de Rodolfo Geiser em 24 novembro 2016 às 8:32

Caros colegas, por falar em crise de nossa profissão, nessa segunda quinzena de Novembro de 2016, está em debate para aprovação em dada Comissão da Câmara Federal, o Projeto Lei n° 2043/2011, que regulamenta a PROFISSÃO DE PAISAGISTA no Brasil, promovida pela ANP- Associação Nacional de Paisagismo. Pessoalmente, vendo o desinteresse de nossas entidades de Classe, não sei se isso é bom ou não. Entretanto, atuando como Engenheiro Agrônomo Paisagista em tempo integral, desde que me formei em 1963, portanto já há 53 anos, e tendo começado numa firma de jardinagem aos 17 anos de idade, sinto-me profundamente entristecido, uma vez que, ter escolhido a engenharia agronômica para minha formação profissional, foi uma consequência de meu interesse e amor pela profissão como Ramo da Agronomia. O mesmo penso em relação à produção de mudas florestais em mãos de pessoas que não aprendem com profundidade o CULTIVO da vegetação como Ramo da Agronomia.

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