Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agro. José Luiz Viana do Couto

jviana@openlink.com.br

 

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Pela Constituição, os lixões pertencem às Prefeituras, e os Prefeitos que não quiserem se adiantar, vão ter de fazê-lo “na marra”, até 2014, por conta da obrigatoriedade da nova Lei de Resíduos. Eu só vou dar um “empurrãozinho”.

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Esta semana fiquei deveras envergonhado, ao ler num trecho de pesquisa em sites estrangeiros sobre lixões (“open dumps”, em inglês), que “ainda se encontram esses depósitos de resíduos nos países em desenvolvimento”. Vesti a carapuça, literalmente.

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Por outro lado (a compensação), após algumas folheadas virtuais, pude concluir que existem três maneiras tecnicamente recomendadas de acabar com os lixões:

a)    Cobertura com terra (mais comum);

b)   Retirada total dos resíduos; e

c)    Transformação em lixão controlado ou aterro sanitário.

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Entre as fontes de consulta que fiz, destaco o Mundo do Controle do Lixo (www.waste-management-world.com/).

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A Figura abaixo consta da série de dez que mostrei ao CREA-RJ em janeiro de 2011, e que não surtiram qualquer efeito.

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A citação da localização de área para aterros sanitários, tendo como ferramenta o software Terra View 3.6.0 do INPE, se justifica pela complexidade geográfica da tarefa. Na ocasião, propus que a Universidade Federal Fluminense – UFF desse Cursos de Capacitação a Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos. Cheguei até a me reunir com Professores da UFF para solicitar, em nome do CREA-RJ, um Plano mas, deu em nada. Mas, voltando à vaca fria.

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PROBLEMAS DO ENCERRAMENTO

Há vários problemas potenciais relacionados ao encerramento dos lixões, tais como: que método adotar, quem arcará com as despesas, e que novo método escolher para o (novo) destino do lixo que ali era depositado.

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MÉTODOS DE ENCERRAMENTO

A – COBERTURA COM TERRA. Toda a superfície do lixão deve ser coberta com uma camada de terra, que será compactada e, posteriormente, revegetada. Entre as vantagens estão:

1 – Reduzir a exposição do lixo ao vento e aos vetores de doenças.

2 – Evitar a presença e a “garimpagem” de pessoas e animais.

3 – Controlar os maus odores (matéria orgânica e gás do lixo).

4 – Minimizar o risco de incêndios (o Metano é inflamável).

5 – Impedir o uso do local pelos catadores (doenças e perfuro-cortantes).

6 – Controlar a infiltração da água da chuva (que vai originar o chorume).

7 – Reduzir a produção do chorume.

8 – Controlar o escapamento dos gases do lixo.

9 – Servir como suporte físico para a vegetação (grama).

10 – Reaproveitar a área com destinação urbanística adequada (área de lazer, praça pública ou outra).

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B – RETIRADA DO LIXO. O material deve ser transferido totalmente para um aterro sanitário ou usina de incineração de resíduos. Esta opção só é viável se o lixão estiver localizado em uma área onde a poluição do lençol freático (água subterrânea) não for crítica. A reciclagem e a compostagem devem ser pensadas como solução para o fechamento do lixão.

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C – TRANSFORMAÇÃO DO LIXÃO. Neste caso, o lixão deve ser melhorado, ao ponto de torná-lo um local esteticamente aceitável, mas com duas condições:

a)    Que seja dotado de um sistema básico de coleta de gases (lixão controlado); e/ou

b)   Que tenha no fundo uma manta de polietileno para coletar o chorume; uma cobertura de argila compactada para evitar a penetração da água da chuva; e monitoramento periódico (aterro sanitário).

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A MINHA CONTRIBUIÇÃO

Além das 3 soluções clássicas para o fechamento dos lixões, eu me atreveria a sugerir mais as seguintes (nem que fossem à guisa de experiência-piloto):

1 – Cobertura da área com painéis fotovoltaicos.

2 – Uso dessas placas para coletar água da chuva.

3 – Separação do material não-reciclável para:

a)    Uso na compostagem (matéria orgânica);

b)   Trituração para recapeamento de ruas periféricas (RCD);

c)    Fabricação da ´madeira de plástico´; e

d)   Carbonização e compactação para a fabricação de briquetes de carvão para o uso em siderúrgicas, cerâmicas e outras indústrias (“Lixo vira carvão em usina de MG”, O Globo, Razão Social, Resíduos Sólidos, Camila Nóbrega, 17/01/12, pág. 14).

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É bom lembrar que a ONU elegeu 2012 como “O Ano da Energia Sustentável para Todos”.

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E mãos à obra, colegas !

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 agosto 2015 às 17:32

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 agosto 2015 às 17:10

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