Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

VISÃO AGROECOLÓGICA DA AGRONOMIA - A produtividade agrícola e o Monte Everest

Antonio N.S. Teixeira, Diretor Executivo do Instituto Brasileiro de Agroecologia – IBA – nos convida a subir o Everest para entender que, em algum momento, temos de fazer uma pausa para buscar maiores feitos https://www.iba.agr.br/2020/05/06/a-produtividade-agricola-e-o-mont...).

Pois bem, esse momento já aconteceu nos anos 1990 na agricultura brasileira.  Naquele momento, olhamos para trás alguns anos e nos perguntamos sobre o que esses “gringos doidos” estão fazendo.  Era os gringos de Rolândia, de Brasília, de Ponta Grossa, de Cruz Alta, Ibirubá e Ijuí, de Pirassununga, de Uberlândia e muito mais (ver histórico em http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/hist-rico-do-sistema-plant...).  Ao mesmo tempo nos perguntamos aos pedólogos que já conheciam a intimidade dos solos tropicais por mais de 4 décadas, qual era o comportamento desses solos depois de perderem sua cobertura vegetal natural.  Finalmente, abrimos nossos ouvidos para a sapiência de pessoas inesquecíveis como a Dra. Ana Primavesi.  Entendemos, naquele momento que, para concluir a escalada rumo ao topo do Everest, precisávamos de alicerces, que eram três: não revolver o solo nunca mais (#foraarado  #foragrade); promover a agrobiodiversidade com a rotação plurianual de culturas (#foramonocultura #foramonosucessão) e, por fim, manter o solo permanentemente coberto com culturas de cobertura vivas ou de seus resíduos.  Ou seja, para subir o Everest precisávamos de uma visão AGROECOLÓGICA da agricultura.  Produtividade, como pergunta Antônio Teixeira, deixava de ser importante.  Saúde e qualidade do solo era o nosso foco.  Muitos Engenheiros Agrônomos se propuseram a assistir os agricultores  e empresários rurais, responsáveis por pequenas áreas – assentamentos, agricultura familiar – até vastas áreas dedicadas à produção de commodities ou de carne bovina, na mudança de paradigma e na adoção do sistema agroecológico que tomou conta do mundo tropical – o SISTEMA PLANTIO DIRETO, adotado pela FAO como CONSERVATION AGRICULTURE .  Portanto, as bases de uma agricultura agroecológica foram lançados há muito tempo e agora colhemos os frutos – biopesticidas e controle biológico de pragas e doenças, fertilizantes orgânicos e organominerais de alta eficiência, microrganismos que retiram nitrogênio do ar ou buscam o fosforo nas entranhas do solo, raízes de plantas e minhocas que “amanham” o solo fazendo o trabalho de vários arados todos os dias, e muito mais.   E, o mais importante, os alicerces de uma agricultura orgânica verdadeiramente agroecológica a exemplo do Sistema Plantio Direto de Hortaliças.  Estamos prontos para subir o Everest sem correr riscos ou amadorismos e, para isso, temos profissionais formados em universidades, altamente especializados, prontos para guiar essa subida – Engenheiras e Engenheiros Agrônomos, sem os quais, nenhum grama ou mililitro de pesticida – químico ou biológico – ou de fertilizante – orgânico, organomineral ou mineral – deve ser recomendado.  Com a sua assistência, chegaremos ao topo do Everest sem o risco de sermos arrastados pela erosão.

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