Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Curso: Agronomia
Título: Engenheiro Agrônomo

Prezados,
Objetivando esclarecer aos estudantes e profissionais, oferto-lhes abaixo cópia do documento resultante de consulta aos 26 estados e Distrito Federal, realizada em 2009, conduzida pela Coordenadoria Nacional de Câmaras Especializadas em Agronomia - órgão do Sistema Confea-Creas. Na época, o documento era endereçado ao MEC, por conta de consulta que realizava:

PERFIL DO EGRESSO
O Engenheiro Agrônomo é um profissional de formação generalista que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades: projetar, coordenar, analisar, fiscalizar, assessorar, supervisionar e especificar técnica e economicamente projetos agroindustriais e do agronegócio, realizar vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos, laudos, pareceres técnicos, promover a conservação e/ou recuperação da qualidade do solo, do ar e da água, atuar na organização e gerenciamento empresarial e comunitário e na gestão de políticas setoriais; produzir, conservar e comercializar alimentos, fibras e produtos agropecuários; participar e atuar em todos os segmentos das cadeias produtivas; exercer atividades de docência, pesquisa e extensão.

TEMAS ABORDADOS NA FORMAÇÃO.
Atendidos os conteúdos do núcleo básico, os conteúdos profissionalizantes do curso são: Agrometeorologia e Climatologia; Avaliação e Perícias; Manejo e Conservação dos Solos; Biotecnologia, Fisiologia Vegetal e Animal; Cartografia, Geoprocessamento e Georeferenciamento; Comunicação, Ética, Legislação, Extensão e Sociologia Rural; Construções Rurais, Paisagismo, Floricultura, Parques e Jardins; Tecnologia de Produtos Vegetais e Animais; Defesa Sanitária Vegetal; Economia, Administração Agroindustrial, Política e Desenvolvimento Rural; Energia, Máquinas, Mecanização Agrícola e Logística; Genética de Melhoramento, Manejo e Produção Florestal; Zootecnia e Fitotecnia; Gestão Empresarial, Marketing e Agronegócio; Hidráulica, Hidrologia, Manejo de Bacias Hidrográficas, e os demais conteúdos profissionalizantes do curso constantes na Resolução CNE/CES nº 1, de 02 de fevereiro de 2006.

ÁREAS DE ATUAÇÃO.
O Engenheiro Agrônomo é habilitado para trabalhar em empresas que atuam no âmbito da Agronomia, projetando, coordenando, supervisionando, implantando projetos de produção e de comercialização agropecuária, produção de insumos, gestão ambiental e gestão do agronegócio; realiza consultorias para empresas e para proprietários rurais, e gerencia o próprio negócio; na defesa sanitária, na perícia e na fiscalização de postos, de aeroportos e de fronteiras; no controle de pragas e vetores em ambientes rurais e urbanos; na extensão, como agente de desenvolvimento rural, como docente e como pesquisador.

INFRAESTRUTURA RECOMENDADA

Laboratório de Solos e Nutrição de Plantas; Laboratório de Biologia e Microbiologia; Laboratório de Biologia Molecular; Laboratório de Sementes; Laboratório de Micropropagação; Laboratório de Entomologia; Laboratório de Irrigação e Drenagem; Laboratório de Informática; Laboratório de Cultura de Tecidos; Laboratório de Fitopatologia; Laboratório de Alimentos; Laboratório de Fisiologia Vegetal; Laboratório de Topografia, Laboratório de Nutrição Animal; Laboratório de Produtos Florestais; Equipamentos; Máquinas e Implementos Agrícolas; Equipamentos e Aparelhos de Climatologia e Agrometeorologia; Campo Experimental; Casa de Vegetação.

JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA DE INCLUSÃO
A proposta do MEC de padronização nas denominações dos cursos tem seu mérito prejudicado pela impropriedade de encaminhar caráter altamente redutivo na formação do profissional egresso do curso de Agronomia. Além deste fato, a proposta enviada pelo MEC comete falha de não cumprir dispositivos legais que a própria proposta cita como legislação pertinente.
Assim, somos favoráveis à denominação do curso enquanto Agronomia, com o título de Engenheiro Agrônomo. Porém, é primordial adequar os itens citados na proposta do MEC para os temas que devem ser abordados na formação do egresso do curso de Agronomia. Assim, os termos que devem ser abordados na formação dos egressos de Agronomia precisam estar em sintonia com as novas exigências da sociedade brasileira, com os tratados internacionais (inclusive no âmbito da Comissão de Integração de Agrimensura, Agronomia, Arquitetura, Geologia e Engenharia para o Mercosul-CIAM), com o Decreto-Lei 23.196, de 1933, com o Decreto-Lei 23.569, de 1933; com a Lei 5.194, de 1966, com a Resolução CONFEA 1.010, de 2005 e, com as próprias Diretrizes Curriculares para os cursos de Agronomia estabelecidas pela Resolução CNE/CES 1/2006.

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Respostas a este tópico

Prezados Colegas de Rede.

 A meu ver o Curso de Agronomia, formando Engenheiros Agrônomos é perfeito!

 A grade curricular é vasta e abrangente, possibilitando ao Profissional formado, atuar em vários segmentos!

 Eu como Engenheiro Agrônomo ao longo da minha vida profissional, que foram 35 anos, atuei na Extensão Rural; em Firma de Reflorestamento, Exploração Florestal/Carvoejamento e Concessionária de Distribuição de Energia Elétrica!

 Que Curso no Brasil, oferece esse "leque" de opções em termos de mercado de trabalho?

 Abraços.

  Coutinho.

Prezado Colega Antônio Carlos Coutinho,

  a amplitude de sua trajetória profissional traduz bem o significado de Agronomia! Ter possibilidade e atribuições profissionais da forma que você realizou por mais de três décadas, é algo que outras profissões buscam restringir à Agronomia.

parabéns e obrigado pela participação!

Bom parece que a discussão em torno de como nomear o curso e o titulo já foi bem esclarecida o problema maior que vejo não sei se correto mas hoje formam-se no Brasil 6.000 Engenheiros Agrônomos por  ano e o maior problema esta na diversidade de faculdades que existem e com isto nossa profissão vem sofrendo um declinio muito grande, me parece que hoje 50.000 formados já desistirão da Agronômia, 50.000 subempregados e o restante a maior parte não esta no setor produtivo, esta no setor de vendas isto é vendedor técnico e portanto somos uma profissão que antigamente como já esplanado pelos colegas eramos na verdade,projetistas,ambientalistas, reflorestadores, enfim trabalhava-mos na terra plantando , dando assistência técnica, tranferindo tecnologia ao campo, assessorando emprendimentos e hoje somos vendedores em quase toda a sua plenitude e pior ainda ganhando sobre vendas realizadas ai vira o caos eu particularmente gostaria de ver esta profissão ter crescido no Brasil não só em nivel mas também  como cresceu o setor agropecuário mas ela fez o caminho inverso e os agrônomos com mais de 30 anos de formados sabem disto e é isto que precisamos  fazer nos unir para a valorização da categoria, tentamos o receituário agronônico para mim virou um instrumento para legalizar a compra não a utilização ai vemos por este Brasil a fora inumeras pesquisas e dados de contaminação em produtos agrícula, disse outro dia uma pessoa os niveis de contaminação são baixos mas: sabemos que produtos tem o fator cumulativo e de pouco em pouco torna-se muito, e para o futuro como nosso pais é um pais tropical em que se plantando tudo dá o ano todo e tendo em vista o lançamento de variedades mais produtivas a resistência a doenças vem decaindo e novas doenças se instalão e com alto potencial de de destruição  pois não existe alterações bruscas de clima que reduza a fonte de inóculo e por isto acho que ainda seremos o maior consumidor de defensivos agrícolas do mundo,apenas com o receitário agrônomico e mais nada se não valorizar-mos a categoria com novas leis que impeçam o uso indiscriminado de defensivos e voltarmos a ter presença marcante no campo .Portanto é o momento para lutarmos por uma geração de emprego maior para os Engenheiros agrônomos e voltar a ser como antigamente à produção orientada em seu principio básico a de fornecer alimentos de qualidade ao povo Brasileiro,pois hoje o que temos sinceramente grande parte se descartados seria menos oneroso do que tido como produtos que fazem bem a saúde.

 

 

 

 

 

 

    

Prezados,


Boa noite!Quero manifestar oficialmente a posição da Diretoria da ABEAS em relação a denominação do Curso: Se AGRONOMIA ou ENG. AGRONÔMICA?Como todos os normativos são dúbios na interpretação da denominação correta (Vejam Decretos , Leis, Normativas e a Resolução do CNE - 1/2006).Existe no contexto as duas denominações o que tem levado prejuízos a muitas escolas que tem equivocadamente optado por Agronomia na sua maioria, e outras na minoria por Eng. Agronômica.Creio que se adotarmos a denominação única ganharemos muito uma vez que traremos para o nosso grupo as outras Engenharias que trabalham na grande área da Agronomia ou campo de atuação.Ou seja: Eng. Agrícola, Eng. Florestal, Eng. de Pesca, Metereologia e quiça até a Eng. de Agrimensura e até a Eng. Ambiental.Meus colegas valorizar a Engenharia que praticamos é valorizar a nossa Ciência da Agronomia e também unificar a área e evitar maiores desgastes e forçar também as escolas a melhorar a sua grade curricular, sem perder a biologia (Veja que estamos falando de Eng. Agronômica).Vamos acabar com esta queda de braço que só nos tem desgastado e nos levado ao isolamento dentro do nosso grupo.Voces acham que fico feliz quando o CONFEA em qualquer discussão nos colocam no isolamento dentre todas as Engenharias e cada vez mais as escolas de Agronomia tem levado as grades para uma Agronomia que se confunde com quase uma formação em Fitotecnia? Vamos refletir sobre isto e entender a mensagem da pesquisa do Cons. Federal Salati onde a grande maioria optou pela Eng. Agronômica.Temos coisas mais importantes para refletir e melhorar como a qualidade dos cursos, a formação noturna de baixa qualidade e a ameaça da Agronomia a distância e o mercado de trabalho cada vez mais competitivo.Vejam que temos que focar mais nos grandes problemas, nos unir e trazer de volta para o nosso grupo as  outras profissões parceiras como a Eng. Florestal e a Eng. Agrícola, por exemplo, que estão cada vez mais se distanciando de nos e nos isolando.Talvez tudo começa por esta denominação equivocada do curso de Graduação.

abraços a todos.



Eng. Agr. Fernando Cezar Juliatti
Mestre e Fitopatologia
Dr. em Agronomia (Genética e Melhoramento de PLantas)
Professor Titular da UFU
Pesquisador 1D pelo CNPq
Presidente da ABEAS
www.lamip.iciag.ufu.br
www.abeas.com.br

Prezado Juliatti,

     Permita-me ofertar o contraditório, pois não observei sustentação para os argumentos que buscou justificar a sua manifestação favorável a proposição de alteração da denominação de Agronomia para Engenharia Agronômica.

Inicialmente  porque não há lei que determine que a denominação deva ser Engenharia Agronômica. Em seguida, quando fala que há prejuizo para as escolas que possuem  credenciamento de seus cursos como Agronomia (cerca de 87% ), e que essa expressiva maioria promoveu tais credenciamentos equivocadamente, não é está claro onde ocorreram em erro? Seria possível que os conselhos superiores de mais de 500 IES (Instituições de Ensino Supeiror) não possuem conhecimento suficiente? Como docentes experientes conhecemos os combativos debates que ocorrem , nas diversas instâncias acadêmicas, até que se tenha deliberações das discussões.

Com relação  ao argumento de que  denominação Agronomia é motivo para afastamento das demais enganharias do Sistema, não há qualquer razoabilidade! As engenharias e meteorologia que tiveram suas origens  na Agronomia seguirão em propósito de esvaziar as atribuições dos engenheiros agrônomos, pela própria natureza e dinâmica de mercados. Gostaria muito que isso não fosse verdade, mas está fartamente demonstrado pelos diversos PLs (projetos de Lei em tramitação).

Por último, de tudo, apenas concordo que o nossos esforços e empenho deveriam ser somados para assuntos realmente emergenciais e relevantes para melhoria da formação de nossos graduandos e mercado de trabalho para engenheiros agrônomos.

Cordialmente,

João Araujo.

  

Não adianta discutir com teimoso, João Araújo. Isto consegue me tirar do sério. Falar em dubiedade é, sem dúvida, querer forçar uma situação que não se justifica. O que a categoria agronômica precisa é melhorar o nível de sua representação, de pessoas que se dispam de interesses pessoais e de grupelhos, de professores da Agronomia que não sabem interpretar textos e não conhecem rudimentos de aspectos legais, especialmente da hierarquia das Leis, além, evidentemente, do profundo conhecimento daquilo que lecionam.

Parem de falar em resoluções CNE que bem demonstram a alienação dos "educadores" oficiais que só fazem a educação nacional caminhar para trás, inclusive a de nível superior pleno. Visam apenas o número de alunos, pouco importando se são realmente estudantes. PelamordeDeus, nem me venham com "enquetes" sem fundamentação estatística, já pensou como devem ser a qualidade dos trabalhos destes "pesquisadores-professores" fazendo tratamento enquético dos resultados? Chega daqueles que querem reduzir o ensino da Agronomia e, por consequência, as atribuições profissionais dos engenheiros agrônomos justamente por causa da redução do currículo escolar e da má qualidade que vigora, embutidos na redução do próprio novo nome inventado da profissão. Trocam o todo pela parte.

Tratemos, isto sim, em aprimorar o ensino e garantir o mercado de trabalho dos egressos... e respeitar as Leis, pois ainda, parece, estamos num estado de Direito. O nome do profissional continuará sendo Engenheiro Agrônomo, evidentemente formado em Agronomia, esperemos que bem formados, o resto é resto, retórica vazia de quem não tem coisa mais séria a fazer. Equívoco é pensar que todos os problemas estarão resolvidos chamando o curso de Agronomia de "engenharia agronômica".

Saudações agronômicas.

Bom dia,

Recentemente, em setembro de 2014, o Plenário do CONFEA aprovou a Decisão Plenária nº 1.060/2014 que padroniza o entendimento sobre o nome do curso "Agronomia" e título "Engenheiro Agrônomo". 
Prevaleceu o encaminhamento qualificado emanado das Câmaras Especializadas de Agronomia!
 
Kleber Santos
Coordenador Nacional das Câmaras Especializadas de Agronomia.
Anexos

Prezados colegas da Rede Agronomia.

  Acho que temos tantas coisas mais importantes para nos preocupar relativas a Profissão, que nome do Curso e Título, são de menos!

 Abraços.

  Coutinho.

Obrigado Denise pela "feliz" mensagem!

Abraços.

  Coutinho.



Denise Viola Correa disse:

Parabéns aos colegas Engenheiros Agrônomos, aos que progrediram e se realizaram, aos que trocaram de ramo, mas continuam com o coração na terra, aos que tocam os negócios da família, aos que pesquisam contribuindo com conhecimento técnico, aos recém-formados que procuram um espaço por vezes apertado, aos que escolheram cursar Agronomia e continuar o trabalho dos que os antecederam, aos professores por não desistirem, aos muitos ramos que a profissão possa levar.


12.10.2014

 Prezados,
   em respeito, atenção e contribuição que todos promoveram ao debater o assunto, segue-se abaixo cópia da publicação ocorrida recente na revista Globo Rural. Boa leitura!
 
Notícias 14 de Outubro de 2014 | atualizado em 14/10/2014
 

Confea declara preferência pelo termo "agronomia" para o curso que forma "engenheiros agrônomos"

Deliberação do conselho profissional aconteceu no fim de setembro

Por Marina Salles | Edição: Vinicius Arruda
profissoes_agronegocio (Foto: Shutterstock)

Em reunião ocorrida em Brasília, entre os dias 24 e 26 de setembro, o plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) assinou um documento em que se posiciona a favor da padronização do nome do curso que forma engenheiros agrônomos.  

O conselho de profissionais deliberou sua preferência pelo uso exclusivo do termo "agronomia" em detrimento de "engenharia agronômica". Além disso, se posicionou favorável à manutenção da nomenclatura do título de "engenheiro agrônomo", regulamentada pelo Decreto Lei 9.585, de 1946. 

O pedido pela adoção do termo "agronomia", endereçado em nome da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Agronomia, foi enviado ao Ministério da Educação. Atualmente, o MEC faz uso das duas nomenclaturas como sinônimos. Esse uso está explicitado na resolução n°1 do Conselho Nacional de Educação (CNE), publicada em dois de fevereiro de 2006, que define as diretrizes nacionais para o curso em questão.

De acordo com Kleber Santos, diretor do departamento de política profissional da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), "o principal argumento para a escolha foi a opinião de que o nome  'agronomia' reflete toda a complexidade de formação do engenheiro agrônomo, necessária para atender as demandas do agronegócio e da agropecuária brasileira."

Em relação à manutenção da nomenclatura "engenheiro agrônomo", ele afirmou que o termo compreende melhor a área de atuação do profissional. "Assim, o produtor rural precisaria contar com o engenheiro agrônomo enquanto 'clínico geral' para diversas atividades (administração, produção vegetal e animal, construções rurais, adequação ambiental etc), além dos diversos especialistas encaminhados via alguns cursos de graduação e até mesmo pós graduação."

 

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