Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Colegas, dia 9/12 deverá entrar em pauta na Comissão de Agricultura da Câmara Federal o PL 2804 que regulamenta a profissão de zootecnista. Este PL retira atribuições dos engenheiros agrônomos da área da zootecnia e deve ser repudiado por todos nós. Em Gramado foi aprovada uma moção referente ao tema.
É hora de todos se manifestarem aos deputados federais de seus estados para que eles REJEITEM o projeto. Nada contra a regulamentação dos zootecnistas mas, isso não deve implicar na retirada de nossas atribuições.

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Prezado, Obtive autorização do gestor dessa página para participar dessa discussão e emitir minha opinião a respeito do assunto. Sou zootecnista, com mestrado em agronomia, fui presidente da Associação de Zootecnistas do D.F. e Entorno por duas vezes. Fui também Diretor do CRMV-DF por oito anos. Sou atualmente coordenador do curso de zootecnia da UPIS-DF e Diretor de Nutrição do Zoológico de Brasília.

A profissão de zootecnista já está regulamentada de 1968 pela Lei 5.550 de 04/12.

O Projeto de lei 2824 não retira suas atribuições, mesmo após a aprovação do referido projeto os agrônomos e veterinários poderão continuar a trabalhar com produção animal normalmente, aliás a nova versão do PL já coloca nestes termos...a ultima versão do PL não exclui vocês mas estranhamente ela não tem sido demonstrada.

O que queremos é que em caso de um concurso público com áreas para zootecnia, somente os zootecnistas possam fazer a prova...assim como é para vcs...concurso para agronomo...somente agronomo.

Vou continuar a disposição para continuar o debate..por enquanto começo com essas colocações.

abraço

Com todo respeito que o colega Guilherme merece, afirmo que ele está equivocado. O PL 2824 é para REVOGAR a alínea "c" do artigo 2º da Lei 5.550/68 que permite ao agrônomo e ao veterinário o exercício da profissão de zootecnista. Emendas apresentadas procuram assegurar esse direito àqueles profissionais que comprovem estar exercendo atividades, agora consideradas exclusivas do zootecnista, até a data da publicação da Lei ou seja, os colegas novos serão privados deste exercício. Um verdadeiro absurdo que deve ser combatido por todos os engenheiros agrônomos e veterinários deste País. Se existe uma "última versão" diferente disso, eu não tenho conhecimento embora esteja atento à tudo que é divulgado sobre o assunto. Aliás, na minha concepção, o que precisaria estar sendo debatido é a segmentação excessiva dos cursos e a proliferação de cursos ao sabor das conveniências políticas. Muitos deles, diga-se de passagem, verdadeiros "caça níqueis". A realidade brasileira, especialmente da imensa maioria de agricultores pobres, exige profissionais ecléticos e capazes de atender à demanda. Do jeito que a coisa vai, imaginem um agricultor tendo que ter à sua disposição um engenheiro agrônomo para cuidar da lavoura, um veterinário para cuidar das doenças dos animais, um zootecnista para orientar o manejo, um engenheiro florestal para orientar o plantio/corte de árvores, um engenheiro civil para construir o estábulo.....

Porque esse medo todo dos zootecnistas?  Vocês não acham justo o zootecnista ter o reconhecimento que merece? acho que cada um é responsável pelo que faz, pois nunca iria fazer uma coisa que não tenho conhecimento da área, e se quisesse faria porque como diz o artigo 5° da constituição federal que relata que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; ninguém proíbe voces a trabalhar com produção animal não, só acho justo que acabem com o preconceito, e deixe o produtor escolher o melhor profissional, pesquise primeiro o que é a zootecnia antes de ficar criticando. A zootecnia é muito mais do que orientar um manejo de animais, se quisermos trabalhar como agrônomos vamos trabalhar, temos em nossa grade curricular adubação do solo, fisiologia vegetal, e outras disciplinas da agronomia. E sobre o numero de cursos, preocupa não que tem mercado para todos, acho que devemos fazer o que gostamos, e cada um faz o que é habilitado para trabalhar a lei do zootecnista nos da muitos direitos, e como o Guilherme disse o curso de zootecnia já é regulamentado desde 1968!  


José Luiz Bortoli de Azambuja disse:

Com todo respeito que o colega Guilherme merece, afirmo que ele está equivocado. O PL 2824 é para REVOGAR a alínea "c" do artigo 2º da Lei 5.550/68 que permite ao agrônomo e ao veterinário o exercício da profissão de zootecnista. Emendas apresentadas procuram assegurar esse direito àqueles profissionais que comprovem estar exercendo atividades, agora consideradas exclusivas do zootecnista, até a data da publicação da Lei ou seja, os colegas novos serão privados deste exercício. Um verdadeiro absurdo que deve ser combatido por todos os engenheiros agrônomos e veterinários deste País. Se existe uma "última versão" diferente disso, eu não tenho conhecimento embora esteja atento à tudo que é divulgado sobre o assunto. Aliás, na minha concepção, o que precisaria estar sendo debatido é a segmentação excessiva dos cursos e a proliferação de cursos ao sabor das conveniências políticas. Muitos deles, diga-se de passagem, verdadeiros "caça níqueis". A realidade brasileira, especialmente da imensa maioria de agricultores pobres, exige profissionais ecléticos e capazes de atender à demanda. Do jeito que a coisa vai, imaginem um agricultor tendo que ter à sua disposição um engenheiro agrônomo para cuidar da lavoura, um veterinário para cuidar das doenças dos animais, um zootecnista para orientar o manejo, um engenheiro florestal para orientar o plantio/corte de árvores, um engenheiro civil para construir o estábulo.....

Aos Fatos:

Projeto de Lei 2.824/08 propõe a revogação da "alínea c do artigo 2º da Lei nº 5.550, de 4 de dezembro de 1968, que “dispõe sobre o exercício da profissão de Zootecnista”.

De acordo com a justificativa do próprio Projeto de Lei 

O art. 2º da lei n.º 5.550, de 4 de dezembro de 1968, que dispõe sobre o exercício da profissão de Zootecnista, assim estabelece:


Art. 2º Só é permitido o exercício da profissão de zootecnista:
a) ao portador de diploma expedido por escola de zootecnista oficial ou reconhecida e registrado na Diretoria do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura;


b) ao profissional diplomado no estrangeiro que haja revalidado e registrado seu diploma no Brasil, na forma da legislação em vigor;


c) ao agrônomo e ao veterinário diplomados na forma da lei.

Dessa forma conclui-se que o Projeto de Lei 2.824/08 trata exclusivamente de um tema: a cassação das atribuições profissionais de agrônomos e veterinários e a reserva de mercado profissional aos zootecnistas.

Trata-se portanto de uma postura política de defesa profissional que a categoria agronômica não abrirá mão!

O colega Esmeraldo envereda por um viés que busca desviar o foco da discussão, quando fala em preconceito, eventual medo dos zootecnistas, injustiça, etc... Os colegas zootecnistas merecem nosso respeito e reconhecimento. Isso nunca esteve em discussão. Tanto é assim que a profissão de zootecnista encontra-se regulamentada na Lei 5.550/68 e, até o momento nenhum problema ocorreu pelo exercício profissional dos zootecnistas. Existe espaço para atuação de todos. Eu mesmo tenho vários e ótimos amigos e colegas que são zootecnistas competentes e valorosos. NÃO É ISSO QUE ESTAMOS DISCUTINDO! O Gilberto Fugimoto é preciso na manifestação que fez e, mais claro do que ele foi é impossível. Vamos entender a verdadeira intenção do PL que é sim, CASSAR AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS E VETERINÁRIOS, atribuições que são legítimas e fazem parte desde sempre dos currículos destes profissionais. ISSO É INACEITÁVEL! Contra isso temos que nos mobilizar políticamente e lutar pelo arquivamento deste PL completamente absurdo e na contramão daquilo que a sociedade precisa.

Sobre o citado artigo 5º da Constituição que, na interpretação do Esmeraldo daria o direito a qualquer um fazer o que quiser, gostaria que ele invocasse esse artigo para fazer uma cirurgia, de preferência da área neurológica, que é bem complexa, prá ver se ele conseguiria. Ele ou qualquer outra pessoa. É absurdo.

Prá terminar, colega Esmeraldo, não preciso pesquisar o que é zootecnia pois sou um profissional formado em 1975, atuante ainda hoje e tive o privilégio de, na minha vida profissional, trabalhar em equipes com vários colegas zootecnistas com os quais convivi em absoluta harmonia e muito aprendi com eles. O debate deve ser feito com serenidade, em alto nível, sem pré julgamentos e sem querer impor pontos de vista. Estou convencido que a iniciativa de retirar atribuições dos engenheiros agrônomos no "canetaço", na "marra" é lesiva aos interesses desses profissionais e aos interesses da sociedade brasileira! Um equívoco bárbaro que não podemos deixar seja cometido. 

caro zootenista se é por merito atuar na na área de produção animal, porque então estão com esse lei descabida que tira dos nosso futuros colegas a opção de atuar nesse importante setor primario, se não é medo então o que é? A formação na aŕea de produção animal sempre esteve e estara em nossa grade  curricular e é interamente relacionada a área de produção vegetal que que serve de base para alimentação humana e animal, portanto não temos medo de nada, estamos apenas lutando pelo um direito nosso que sempre foi e sempre será.

Esmeraldo Ribeiro disse:

Porque esse medo todo dos zootecnistas?  Vocês não acham justo o zootecnista ter o reconhecimento que merece? acho que cada um é responsável pelo que faz, pois nunca iria fazer uma coisa que não tenho conhecimento da área, e se quisesse faria porque como diz o artigo 5° da constituição federal que relata que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; ninguém proíbe voces a trabalhar com produção animal não, só acho justo que acabem com o preconceito, e deixe o produtor escolher o melhor profissional, pesquise primeiro o que é a zootecnia antes de ficar criticando. A zootecnia é muito mais do que orientar um manejo de animais, se quisermos trabalhar como agrônomos vamos trabalhar, temos em nossa grade curricular adubação do solo, fisiologia vegetal, e outras disciplinas da agronomia. E sobre o numero de cursos, preocupa não que tem mercado para todos, acho que devemos fazer o que gostamos, e cada um faz o que é habilitado para trabalhar a lei do zootecnista nos da muitos direitos, e como o Guilherme disse o curso de zootecnia já é regulamentado desde 1968!  


José Luiz Bortoli de Azambuja disse:

Com todo respeito que o colega Guilherme merece, afirmo que ele está equivocado. O PL 2824 é para REVOGAR a alínea "c" do artigo 2º da Lei 5.550/68 que permite ao agrônomo e ao veterinário o exercício da profissão de zootecnista. Emendas apresentadas procuram assegurar esse direito àqueles profissionais que comprovem estar exercendo atividades, agora consideradas exclusivas do zootecnista, até a data da publicação da Lei ou seja, os colegas novos serão privados deste exercício. Um verdadeiro absurdo que deve ser combatido por todos os engenheiros agrônomos e veterinários deste País. Se existe uma "última versão" diferente disso, eu não tenho conhecimento embora esteja atento à tudo que é divulgado sobre o assunto. Aliás, na minha concepção, o que precisaria estar sendo debatido é a segmentação excessiva dos cursos e a proliferação de cursos ao sabor das conveniências políticas. Muitos deles, diga-se de passagem, verdadeiros "caça níqueis". A realidade brasileira, especialmente da imensa maioria de agricultores pobres, exige profissionais ecléticos e capazes de atender à demanda. Do jeito que a coisa vai, imaginem um agricultor tendo que ter à sua disposição um engenheiro agrônomo para cuidar da lavoura, um veterinário para cuidar das doenças dos animais, um zootecnista para orientar o manejo, um engenheiro florestal para orientar o plantio/corte de árvores, um engenheiro civil para construir o estábulo.....

Caro amigo josé Luiz, eu nunca iria fazer uma coisa que não sou habilitado, só estou querendo dizer que o artigo 5° da constituição federal fala que nada proibe voce de fazer algo se nao for em forma de lei entendeu? não estou dizendo que vou fazer algo que nao tenha capacidade, me fale uma lei que proiba eu exercer a agronomia? temos disciplinas que nos habilita a trabalharmos na área, mesma coisa voces na área animal.. então tá, porque voces nao aceitam os zootecnistas a trabalharem na área de grandes culturas? cada um defende sua classe, a agronomia é muito ampla, a zootecnia nem se fala!!! porque nao tentam proibir outros profissionais que competem o mercado com voces? e que anda receitando agrotoxicos? voce Está muito equivocado...

José Luiz Bortoli de Azambuja disse:

O colega Esmeraldo envereda por um viés que busca desviar o foco da discussão, quando fala em preconceito, eventual medo dos zootecnistas, injustiça, etc... Os colegas zootecnistas merecem nosso respeito e reconhecimento. Isso nunca esteve em discussão. Tanto é assim que a profissão de zootecnista encontra-se regulamentada na Lei 5.550/68 e, até o momento nenhum problema ocorreu pelo exercício profissional dos zootecnistas. Existe espaço para atuação de todos. Eu mesmo tenho vários e ótimos amigos e colegas que são zootecnistas competentes e valorosos. NÃO É ISSO QUE ESTAMOS DISCUTINDO! O Gilberto Fugimoto é preciso na manifestação que fez e, mais claro do que ele foi é impossível. Vamos entender a verdadeira intenção do PL que é sim, CASSAR AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS E VETERINÁRIOS, atribuições que são legítimas e fazem parte desde sempre dos currículos destes profissionais. ISSO É INACEITÁVEL! Contra isso temos que nos mobilizar políticamente e lutar pelo arquivamento deste PL completamente absurdo e na contramão daquilo que a sociedade precisa.

Sobre o citado artigo 5º da Constituição que, na interpretação do Esmeraldo daria o direito a qualquer um fazer o que quiser, gostaria que ele invocasse esse artigo para fazer uma cirurgia, de preferência da área neurológica, que é bem complexa, prá ver se ele conseguiria. Ele ou qualquer outra pessoa. É absurdo.

Prá terminar, colega Esmeraldo, não preciso pesquisar o que é zootecnia pois sou um profissional formado em 1975, atuante ainda hoje e tive o privilégio de, na minha vida profissional, trabalhar em equipes com vários colegas zootecnistas com os quais convivi em absoluta harmonia e muito aprendi com eles. O debate deve ser feito com serenidade, em alto nível, sem pré julgamentos e sem querer impor pontos de vista. Estou convencido que a iniciativa de retirar atribuições dos engenheiros agrônomos no "canetaço", na "marra" é lesiva aos interesses desses profissionais e aos interesses da sociedade brasileira! Um equívoco bárbaro que não podemos deixar seja cometido. 

Esmeraldo e demais colegas que participam da rede, no que me compete, como presidente do Sindicato dos Engenheiros do RS, estou fazendo tudo ao meu alcance para evitar que pessoas sem habilitação profissional exerçam a profissão, sejam técnicos de nível médio sejam profissionais de nível superior cujos currículos não respaldem atuação na área da agronomia. E veja que, no meu caso, a coisa é bem complexa pois o sindicato representa engenheiros de todas as modalidades, não só os engenheiros agrônomos.
 
Esmeraldo Ribeiro disse:

Caro amigo josé Luiz, eu nunca iria fazer uma coisa que não sou habilitado, só estou querendo dizer que o artigo 5° da constituição federal fala que nada proibe voce de fazer algo se nao for em forma de lei entendeu? não estou dizendo que vou fazer algo que nao tenha capacidade, me fale uma lei que proiba eu exercer a agronomia? temos disciplinas que nos habilita a trabalharmos na área, mesma coisa voces na área animal.. então tá, porque voces nao aceitam os zootecnistas a trabalharem na área de grandes culturas? cada um defende sua classe, a agronomia é muito ampla, a zootecnia nem se fala!!! porque nao tentam proibir outros profissionais que competem o mercado com voces? e que anda receitando agrotoxicos? voce Está muito equivocado...

José Luiz Bortoli de Azambuja disse:

O colega Esmeraldo envereda por um viés que busca desviar o foco da discussão, quando fala em preconceito, eventual medo dos zootecnistas, injustiça, etc... Os colegas zootecnistas merecem nosso respeito e reconhecimento. Isso nunca esteve em discussão. Tanto é assim que a profissão de zootecnista encontra-se regulamentada na Lei 5.550/68 e, até o momento nenhum problema ocorreu pelo exercício profissional dos zootecnistas. Existe espaço para atuação de todos. Eu mesmo tenho vários e ótimos amigos e colegas que são zootecnistas competentes e valorosos. NÃO É ISSO QUE ESTAMOS DISCUTINDO! O Gilberto Fugimoto é preciso na manifestação que fez e, mais claro do que ele foi é impossível. Vamos entender a verdadeira intenção do PL que é sim, CASSAR AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS E VETERINÁRIOS, atribuições que são legítimas e fazem parte desde sempre dos currículos destes profissionais. ISSO É INACEITÁVEL! Contra isso temos que nos mobilizar políticamente e lutar pelo arquivamento deste PL completamente absurdo e na contramão daquilo que a sociedade precisa.

Sobre o citado artigo 5º da Constituição que, na interpretação do Esmeraldo daria o direito a qualquer um fazer o que quiser, gostaria que ele invocasse esse artigo para fazer uma cirurgia, de preferência da área neurológica, que é bem complexa, prá ver se ele conseguiria. Ele ou qualquer outra pessoa. É absurdo.

Prá terminar, colega Esmeraldo, não preciso pesquisar o que é zootecnia pois sou um profissional formado em 1975, atuante ainda hoje e tive o privilégio de, na minha vida profissional, trabalhar em equipes com vários colegas zootecnistas com os quais convivi em absoluta harmonia e muito aprendi com eles. O debate deve ser feito com serenidade, em alto nível, sem pré julgamentos e sem querer impor pontos de vista. Estou convencido que a iniciativa de retirar atribuições dos engenheiros agrônomos no "canetaço", na "marra" é lesiva aos interesses desses profissionais e aos interesses da sociedade brasileira! Um equívoco bárbaro que não podemos deixar seja cometido. 

Não é por ser agrônomo que entro na discussão a favor da Rede Agronomia e de José Luiz Bortoli de Azambuja. É porque médicos e advogados têm inúmeras especializações e não se permitem dividir... como igrejas evangélicas (!). Azambuja, de fato, enfatizou esse aspecto em um de seus textos, é melhor buscá-lo acima. Já tive a oportunidade de colocar esse modo de pensar "contra a corrente" em outra oportunidade dentro deste espaço Rede Agronomia. A filosofia que, acho, deveria ser adotada para o início de um processo de reunião é a seguinte: melhor que especializar a priori é recolher experiências acumuladas por um generalista ao longo do tempo e das oportunidades que a carreira lhe for oferecendo. Os que estamos mais próximos deste processo "ecumênico" seriam a agrícola, a floresta, a zootecnia e a agronomia (mais tarde a ambiental, a alimentos e até mesmo parte da agrimensura). Os cursos de pós-graduação (strictus sensus) continuariam com a missão de oferecer a especialização aos que seguem as carreiras de pesquisa e docência. Os concursos públicos, principalmente dos órgãos/empresas que não oferecem plano de carreira interno, portanto não precisam de um júnior para ser moldado, lembrado por um zootecnista em seu texto, deveriam deixar de favorecer os recém-formados e estar orientado ao cargo e ao perfil desejado. É preciso se reunir, não continuar esse processo de divisão e intrigas... Não é menosprezo nenhum, pelo contrário, é uma proposta (a retomada de um modelo anterior) de melhor servir a sociedade (setor rural) com a valorização do profissional que atua neste setor e não com o seu esfacelamento (crises existenciais infindáveis).

Ontem deparei-me com um "colega" defendendo a liberação da produção de sementes aos biólogos, depois outro  numa plenária concordando em liberar ao técnico em agropecuária a elaboração de projetos  topográficos, e agora deparo-me com um colegas que não entende e não vive a luta de uma categoria pela preservação de sua própria existência. Talvez isso explique o porquê que médicos e advogados tenham tão forte presenças nas instituições governamentais e sociedade pela sua luta em favor de seus interesses e no momento em que tantos colegas falam em desvalorização devo refletir a seca de seus comentários. Fica aqui a minha indagação se um dia os engenheiros agrícolas solicitarem as mesmas prerrogativas dos zootécnistas o que seria de você. O mau de muitos dos nossos colegas é que estão  preocupados  apenas com seus próprios interesses essa é que é a verdade.

Agronomia é uma ciência complexa, ela engloba  a zootecnia, agrícola, florestal,e alimentos e não como você coloca como se fossem  aparte. Todos esses segmentos juntos formam a AGRONOMIA, portanto não podemos aceitar a diminuição de nossa profissão que tanto contribuiu  e contribuirá para um Brasil melhor



Mario Sergio Alves de Godoy disse:

Não é por ser agrônomo que entro na discussão a favor da Rede Agronomia e de José Luiz Bortoli de Azambuja. É porque médicos e advogados têm inúmeras especializações e não se permitem dividir... como igrejas evangélicas (!). Azambuja, de fato, enfatizou esse aspecto em um de seus textos, é melhor buscá-lo acima. Já tive a oportunidade de colocar esse modo de pensar "contra a corrente" em outra oportunidade dentro deste espaço Rede Agronomia. A filosofia que, acho, deveria ser adotada para o início de um processo de reunião é a seguinte: melhor que especializar a priori é recolher experiências acumuladas por um generalista ao longo do tempo e das oportunidades que a carreira lhe for oferecendo. Os que estamos mais próximos deste processo "ecumênico" seriam a agrícola, a floresta, a zootecnia e a agronomia (mais tarde a ambiental, a alimentos e até mesmo parte da agrimensura). Os cursos de pós-graduação (strictus sensus) continuariam com a missão de oferecer a especialização aos que seguem as carreiras de pesquisa e docência. Os concursos públicos, principalmente dos órgãos/empresas que não oferecem plano de carreira interno, portanto não precisam de um júnior para ser moldado, lembrado por um zootecnista em seu texto, deveriam deixar de favorecer os recém-formados e estar orientado ao cargo e ao perfil desejado. É preciso se reunir, não continuar esse processo de divisão e intrigas... Não é menosprezo nenhum, pelo contrário, é uma proposta (a retomada de um modelo anterior) de melhor servir a sociedade (setor rural) com a valorização do profissional que atua neste setor e não com o seu esfacelamento (crises existenciais infindáveis).

 Prezado José L. Bortoli.

 - Lendo as postagens abaixo da discussão suscitada por você, venho em apoio a vossa opinião! 

 - É inquestionável a atribuição do engenheiro agrônomo em atuar na área de zootecnia, bem como nas demais especialidades há muito regulamentadas. Entretanto vejo que esta discussão vem se esvaziando uma vez que nossos colegas, por comodidade ou "descuido", se interessam cada vez menos pela categoria, pelos conselhos regionais, deixando a nossa PROFISSÃO, na mão de burocratas, muitas vezes, sem o mínimo de noção técnica.

 - Trabalho na área de engenharia há 13 anos, minha atuação está em projetos e consultoria em irrigação e hidrologia. Temos convivência com colegas profissionais de engenharia agrícola e sempre houve e haverá "rixas" entre nossas modalidades. Entretanto, isto não nos impede de trabalharmos juntos, competirmos / concorrermos e, finalmente, trocar, experiências e culturas de formação distintas...Isso além de saudável é bom para o mercado.

 - Entretanto, quando uma lei dessas "unilateral", restringe a atuação de uma carreira sólida, antiga e com número maior de profissionais, acaba causando ENORMES distorções no mercado da própria zootecnia. 

 - Ela não somente cria reserva de mercado ao Zootecnista, como também, diminui o número de profissionais que defendem, atuam, ou pelo menos se interessam pela pecuária nacional....deixando este importante segmento do PIB nacional para um grupo muito reduzido de profissionais.

 - A tentativa de reduzir as atribuições do engenheiro agrônomo é antiga. Em 2011 assistimos ao MEC tentando "sequestrar" nosso título de engenheiro...numa visão ridícula e mínima da profissão do engenheiro agrônomo.

 - Temos que trabalhar para fortalecermos nossa carreira e as demais da classe de agrárias!!!! Esse projeto de lei apenas enfraquece a todos nós!!!

 - temos que buscar mais espaço na sociedade contemporânea, juntos com nossos primos de carreira...Espero ter contribuído...no que precisar de nós...TE APOIAMOS!

EXCELENTE COLOCAÇÃO.

Marco Antonio Jacomazzi disse:

 Prezado José L. Bortoli.

 - Lendo as postagens abaixo da discussão suscitada por você, venho em apoio a vossa opinião! 

 - É inquestionável a atribuição do engenheiro agrônomo em atuar na área de zootecnia, bem como nas demais especialidades há muito regulamentadas. Entretanto vejo que esta discussão vem se esvaziando uma vez que nossos colegas, por comodidade ou "descuido", se interessam cada vez menos pela categoria, pelos conselhos regionais, deixando a nossa PROFISSÃO, na mão de burocratas, muitas vezes, sem o mínimo de noção técnica.

 - Trabalho na área de engenharia há 13 anos, minha atuação está em projetos e consultoria em irrigação e hidrologia. Temos convivência com colegas profissionais de engenharia agrícola e sempre houve e haverá "rixas" entre nossas modalidades. Entretanto, isto não nos impede de trabalharmos juntos, competirmos / concorrermos e, finalmente, trocar, experiências e culturas de formação distintas...Isso além de saudável é bom para o mercado.

 - Entretanto, quando uma lei dessas "unilateral", restringe a atuação de uma carreira sólida, antiga e com número maior de profissionais, acaba causando ENORMES distorções no mercado da própria zootecnia. 

 - Ela não somente cria reserva de mercado ao Zootecnista, como também, diminui o número de profissionais que defendem, atuam, ou pelo menos se interessam pela pecuária nacional....deixando este importante segmento do PIB nacional para um grupo muito reduzido de profissionais.

 - A tentativa de reduzir as atribuições do engenheiro agrônomo é antiga. Em 2011 assistimos ao MEC tentando "sequestrar" nosso título de engenheiro...numa visão ridícula e mínima da profissão do engenheiro agrônomo.

 - Temos que trabalhar para fortalecermos nossa carreira e as demais da classe de agrárias!!!! Esse projeto de lei apenas enfraquece a todos nós!!!

 - temos que buscar mais espaço na sociedade contemporânea, juntos com nossos primos de carreira...Espero ter contribuído...no que precisar de nós...TE APOIAMOS!

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