Tragédia da chuva e ocupação do solo

Como a agronomia pode contribuir para a prevenção de catástrofes?


Deslizamento de encosta com vegetação preservada em Ilha Grande (jan/2010).

Estamos todos chocados com a tragédia do Rio de Janeiro. No entanto, parece que esse fenômeno tem tudo para se repetir: ocupação irregular de encostas, corte da vegetação original e ampliação das áreas ocupadas pelo simples crescimento populacional. A tudo isso acrescente-se o aquecimento global, ingrediente fundamental para a recente catástrofe. Segundo meteorologistas, o aumento da temperatura das águas do oceano forneceu umidade extra para o volume absurdo de chuvas em tão pouco tempo.


Deslizamento de encosta no Rio de Janeiro sob forte ocupação urbana (6/abr/2010)


Os telejornais despejam volumes industriais de informação, orientação e opiniões de especialistas sobre como deveria ser a realidade. O que nós engenheiros agrônomos temos a contribuir com o debate na sociedade para prevenir esse tipo de tragédia? Muito mais que um fenômeno local, parece uma realidade que tende a se repetir não só nas metrópoles brasileiras como na maioria de nossas cidades.

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Respostas

  • Bom, primeiramente tenho a lhe dizer que a área de agronomia no município onde moro ( produção de alimentos ) apresenta grandes restrições pela supervalorização dos imóveis, urbanos e rurais, pela cultura do povo, ligado a pesca, pela influência do turismo e sua vasta variedade de costumes, mas com tudo isto e outros mais, hoje a legislação Brasileira com seus artigos tornei-me um ambientalista de conciderável renome, ista por que sempre agi de forma coletiva. Hoje paticipo da reconstituição do novo plano diretor, auxilio a camara de vereadores em seus atos, aconcelhando-os de forma mais humanitária e, busco a conciência coletiva onde sou convidado para palestra no município e fora dele. Acredito ter respondido sua questão, obrigado.
  • Alcides,

    Parabéns, excelente proposta e iniciativa.
    Como foi a receptividade de seu trabalho no município?
    abração
  • Saudações. Caros colegas, em meu município tomei a iniciatica de levar ao governante ( Prefeito e secretário) as formas adequadas de crecauções de inundações e desmorronamento (Garopaba-SC), aproveitando um adendo das tragedias que assolaram nosso estado em anos passados.
    Procedi da seguinte maneira: elaborei um geoprocessamento do municipio, destacando áreas de risco ( áreas de alagamento e encostas ),em seguida ajustei as carracteristicas dos solos superficialmente e, utilizando sonda de 5 metros de prufundidade pude constatar:
    Fragilidade dos solo - capacidade de retenção de água - enrraizamento de plantas - capacidade produtiva.
    Assim, e com uma gama de informações técnicas levei as autoridades e ocorre hoje uma exigência as novas construções prescritas no plano diretor. Deixo bem claro a indagações futuras, este trabalho fim ppor conta e com recursos próprios, já que sou ambientalistas e utillizo os mesmo para meus próprios trabalhos.
    Acredito que os demais colegas criarão outras metodologias para diminuirmos este grave problema que assola uma vasta população e tende se agravar.
  • O planejamento na ocupação de áreas diversas no país ainda não é satisfatório, salvo em algumas pequenas situações. Equipes multidisciplinares, compostas inclusive por Engenheiros Agrônomos, devem trabalhar incansavelmente na reestruturação dessa situação no país.

    O poder público assume uma independência técnica total nesses momentos e agem irresponsavelmente no momento de promoverem a ocupação das áreas. Deviam com isso pagar o preço de forma real!!! Valores...!!!

    Na minha opnião os nossos conselhos regionais, muitas vezes, são omissos aos casos e ou pouco influentes na tomada de decisão. Além disso os próprios profissionais, muitas vezes, não têm tido uma participação efetiva nos conselhos.
    Então, concluo que uma ação conjunta deveria ser montada na tentativa de contribuir melhor neste caso.
  • Imagens da tragédia do Rio























  • Deslizamento de encosta no Sumaré - Rio de Janeiro


    O Sumaré é o maciço de montanhas que domina zona sul e norte da cidade do Rio de Janeiro.
    Preservada por se encontrar no Parque Nacional da Tijuca - A Floresta da Tijuca.

    Apresenta diversos problemas de invasão em suas margens, mas mesmo áreas de mata preservada não estão livres de deslizamentos como ocorreu em função das recentes chuvas de abril.

    Da minha janela em Vila Isabel, pude documentar antes (acima) com a vegetação preservada e depois (abaixo) onde trechos não resistiram a um acumulado de 342mm de chuva.


    No detalhe das fotos podemos ver que a vegetação sobre topografia íngreme e solos rasos não foi suficiente para resistir a tamanha quantidade de chuvas.


    Na encosta abaixo chega a ser surpreendente como a vegetação consegue se desenvolver em solo tão raso.

  • Tragédias podem ser evitadas?

    Morro do Bumba, NIterói, abril 2010
  • Diana Dantas Rodrigues disse:
    Olá Gilberto,

    Muito boa a sua colocação e a do Fernando também.
    Onde nós agrônomos poderemos atuar para mitigar os efeitos do clima, da ocupação desordenada do solo e etc. ?
    Como reordenar o nosso território, o meio rural, produzir sociedades sustentáveis, se 70% das áreas do nosso estado estão ocupadas com pastagens degradadas e na mão de poucos?
    Quantos agrônomos estão empregados, trabalhando no interior do Estado do Rio? Promovendo uma agricultura sustentável, livre da petroquímica, menos danosa ao planeta? Fixando famílias no campo, moradias adequadas, barateando o nosso alimento, enfim, acho que a Aearj poderia levantar esses dados para gente. Sempre tive a curiosidade de saber. Quando trabalhei no interior, me indagava com o fato de ver tantos profissionais da saúde no posto e apenas um agrônomo no escritório. Se houvesse mais agrônomos como certeza haveria menos doentes!!!!
    Abraços
    Diana
  • Olá Gilberto,

    Muito boa a sua colocação e a do Fernando também.
    Onde nós agrônomos poderemos atuar para mitigar os efeitos do clima, da ocupação desordenada do solo e etc. ?
    Como reordenar o nosso território, o meio rural, produzir sociedades sustentáveis, se 70% das áreas do nosso estado estão ocupadas com pastagens degradadas e na mão de poucos?
    Quantos agrônomos estão empregados, trabalhando no interior do Estado do Rio? Promovendo uma agricultura sustentável, livre da petroquímica, menos danosa ao planeta? Fixando famílias no campo, moradias adequadas, barateando o nosso alimento, enfim, acho que a Aearj poderia levantar esses dados para gente. Sempre tive a curiosidade de saber. Quando trabalhei no interior, me indagava com o fato de ver tantos profissionais da saúde no posto e apenas um agrônomo no escritório. Se houvesse mais agrônomos como certeza haveria menos doentes!!!!
    Abraços
    Diana
  • Muito bem lembrado colega.



    Mauricio Dutra Garcia disse:
    Boa lembrança, aliás esse tema foi colocado o ano passado quando das enchentes em Santa Catarina. Penso que seria importante catalagar os desastres e as medidas que foram tomadas. Mauricio Garcia
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