Você agrônomo achas que tem como reverter esse quadro? e o que propõe para áreas inóspitas? teríamos como reverter esse embargo sem prejudicar o meio ambiente?

Diante de aéreas defasadas, seja por enchentes, acidez, salinidade, o que podemos fazer nessas situações sem prejudicar mais ainda o meio ambiente? E o que fazer para ajudar pequenos e médios agricultores a  produzir com mais eficiência ? e no caso na agricultura fluminense por produz o inesperado se tem boas condições climáticas? Já que o brasil tem umas das melhores terras e climas agricultáveis do mundo, o que devemos fazer para que os produtores não gastem tantos dinheiros com insumos e invistam em produtos alternativos? No período de 2004 a 2009, o Brasil foi o que registrou a maior evolução na produção de alimentos, ampliando em 44,5% o volume. Já o consumo de defensivos subiu 1,5%, quando considerados os gastos em dólares por tonelada de produto agrícola obtido. O segundo colocado em aumento de produção foi a Rússia (mais 22%), com aumento de 28% no consumo de defensivos.

A AGRICULTURA FLUMINENSE - O contexto histórico da Agricultura Fluminense engloba aspectos peculiares e específicos, que findaram por determinar a atual situação vivenciada pelas pessoas incluídas nesse setor. O Estado do Rio de Janeiro constitui cerca de 0,5% de todo o território nacional ( 4.391.000 Ha ) e, desse total, a Agricultura Fluminense ocupa cerca de 9,5% ( 413.500 Ha ), distribuída nos 93 municípios. O clima varia de Tropical ao Tropical de Altitude, com grandes áreas sob vegetação típica de Restinga nas áreas litorâneas. Ou seja, não existem no Estado do Rio de Janeiro, fatores climáticos extremos, os quais poderiam de alguma forma inviabilizar atividades produtivas. Dessa maneira, fica evidente que os baixíssimos índices de produtividade da Agricultura Fluminense são conseqüência direta da desorientação de nossos agricultores, quanto às melhores opções produtivas para cada caso.

para nós engenheiros como fazer para mudar esses quadro? quais soluções e propostas? será que falta mais investimento do governo ou o problema são dos agrônomos. 

bom, espero algumas propostas desses vocês agrônomos para mudarmos esse quadro absurdo.

 

 

 

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Rede Agronomia.

Enviar-me um email quando as pessoas responderem –

Respostas

  • Temos que sair da caixa, do modelo pré-moldado e realmente produzir algo diferente.

    É na dificuldade que fazemos a diferença.

    Hoje 90% dos agrônomos são moldados, não usam e não é lhes permitido ser criativo, inovar.

    Esquecesse de entender o solo, o ambiente, é tudo receita de bolo. O ambiente é dinâmico.

    No desafio de um ambiente seco e pobre de nutrientes, como desenvolver agricultura? pensem neste exemplo...

    Como reter água e manter fertilidade? como controlar enfermidades? Garantir qualidade dos produtos?

    Não estou falando de ser radical, de não usar quimicos. Me refiro ao uso racional, racional = usa o cerebro.

    Pensem nisso.

     

     

  • quanto ao questionamento do josé rogerio, existe muito jogo de interesse por trás de tudo isso. por exemplo tem empresas jogando guela abaixo sementes de milho resistentes ao glifosato aos produtores sem alertar sobre o uso excessivo do glifosato sobre os microorganismos do solo, querem vender tecnologia. se voces estudarem sobre microorganismos verão que eles tem um papel fundamental na agricultura, sobre a questão dee proliferação dos fitopatogenos nas culturas cada vez mais dependentes de produtos quimicos, sobre o controle biológico desses males que assolam a produção brasileira, eles tem efeito sobre a matéria orgânica do solo que tem efeito na estruturação do solo na fertilidade do solo na infiltração de água no solo e automaticamente sobre a produção. contudo se estimula cda vez mais o uso desse insumo.a natureza se rebela pela forma com que tratamos o meio ambiente, hoje a baixa fertilidade  a erosão as doenças e consequente baixa produtividade é resultado do mau uso do solo, pois sem microorganismos liberando nutriente do solo e protegendo o sistema radicular das cultura e produzindo matéria orgânica no solo e aumentando a fertilidade e porosidade do solo não haverá sustentabilidade do sistema e portant cada vez maior a dependencia de produtos quimicos e insumos em geral. vejam sobre o papel dos micrroorganismos no solo e planta.

  • Em muitos estados brasileiros não se tem o apoio das instituições governamentais e os profissionais da nossa área parecem está de mão atadas. Moro no estado do Maranhão e exponho ele, como exemplo. Não tenho bem os dados preciso, mas esse é um estado com mais de 6 milhões de habitantes e que a maioria dos produtos agrícolas são importados de outros estados, a agricultura presente aqui mais proeminente é a de grãos, sendo que o lucro ganhado nestas cultura não fica no estado, pois os donos das fazendas não são maranhenses, ou seja, não a desenvolvimento significativo no estado, não ah melhoras na qualidades de vida. A agricultura familiar a cada governo que passa fica mais enfraquecida, e por consequência, temos em nossos mercados e feiras, produtos de baixa qualidade com preços cada vez mais altos. Enquanto o governo investir somente em crédito bancário, esquecendo da orientação técnica e do acompanhamento integral dos projetos executados, nosso setor ficará parado e servirá somente como fonte de energia para outros países.

  • Acho que estamos inseridos numa economia globalizada e como tanto a agricultura tem seu papel fundamental na economia de uma pais emergente como o Brasil. Logico que nossos governantes sabem que a agricultura é um dos alicerces de uma boa balança comercial comercial e por isso temos financiamentos a custos muito baixos comparado a outros paises. PONTO. Acaba por ai minha introdução. Mas sabemos que mesmo assim falta recursos e melhrorias para o setor, estamos num gargalo na questão de armazenamentos e na logística de escoamento, muitas culturas carecem de preços mínimos e somos ruins de planejamento futuro. Enfim muito se tem que evoluir e acho que precisamos também criar uma classe que participe mais técnicamente das decisões governamentais. Temos que ser mais profissionais e atuantes nas decisões. Nós como Profissionais temos que cobrar de nossos representantes estas posições. Abraços!

  • (Continuando) Não sou conhecedor da realidade fluminense, mas com certeza esse cenário é mais comum do que se possa imaginar.  De forma geral tanto na agricultura em grande escala de produção como na de pequenos produtores a saída será adotarmos esforços sugeridos há anos pelos centros de pesquisa como a EMBRAPA, o IAPAR do Paraná, do IAC de Campinas, ESALQ de Piraccaba e outras instituições, ou seja:  o uso de adubação verde, cobertura verde, cordão vegetado, rotação de cultura, consorciação entre culturas diferentes, aplicabilidade da agricultura de acordo com a limitação e aptidão física do solo, etc.  O conhecimento dos fatores que agem na natureza favorece na lida com as adversidades citadas pelo colega José Rogério de Souza.  O uso de defensivos agrícolas e de adubação mineral são indispensáveis em uma agricultura de alta produção, mas os esforços anteriormente sugeridos vem sem dúvida agir sinergicamente numa combinação eclética.  Não há como promover uma agricultura de forma cartesiana direcionada ao que se julga de mais moderno e dispendioso sem respeitar a natureza dos solos, recursos hidrográficos, etc, mas sim uma combinação saudável que respeite os limites do meio ambiente.  É nesse contexto que a atuação de um profissional com formação abrangente como tem o engenheiro agrônomo se faz necessário.

  • A situação exposta mostra o quanto um profissional de agronomia é necessário.  Isso contrasta com o triste quadro de profissionais desempregados ou trabalhando em outras áreas.  Os conhecimentos adquiridos na nossa formação nos tornam capazes de resolver esses problemas.  O que vemos são ações sem acompanhamento de profissional habilitado que trazem prejuizos ao agricultor e ao meio ambiente.  O desanimo torna a atividade da agricultura desfavorável ao pequeno e médio produtor que se vê obrigado a migrar ao meio urbano de forma a destinar suas terras à monocultura.  Algo está errado e o Brasil perde com isso.  Somente com a nossa organização poderemos reverter esse quadro. 

This reply was deleted.