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PRODUÇÃO PECUÁRIA SUSTENTADA

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PRODUÇÃO PECUÁRIA SUSTENTADA

Abordagem sobre a necessidade de ampliação dos recursos disponibilizados pelos governos (federal, estaduais e municipais) e pela iniciativa privada, destinados à implantação das tecnologias já disponíveis, objetivando a produção pecuária sustentável.

Local: Rio de Janeiro
Membros: 104
Última atividade: 19 Jun, 2019

Rio de Janeiro/RJ, 12 de outubro de 2010.

Do Engenheiro Agrônomo – Carlos Alberto Piano Rocha

Ao Diretor Presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro – AEARJ

Sr. Sérgio Agostinho Cenci

Assunto: DIA DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO

Respondendo ao Convite para a Solenidade Comemorativa do Dia do Engenheiro Agrônomo, onde inclui, além da oportunidade de confraternização, a possibilidade de conversarmos sobre agricultura, ambiente, ocupação dos espaços potenciais, entre outros assuntos, aproveitamos a ocasião para apresentar a seguinte abordagem sobre o tema: PRODUÇÃO PECUÁRIA SUSTENTADA E MANEJO SUSTENTADO DE PASTAGENS.

Considerando que as pastagens ocupam a maior extensão de área utilizada do país, atingindo um total de 172.333.073* ha;

Considerando que este valor representa 2,25 vezes a área cultivada com lavouras permanentes e temporárias, que somam 76.697.324* ha;

Considerando o efetivo total de 170.740.009* de bovinos e bubalinos, teríamos uma carga de 0,99 animais/ha, se as pastagens fossem ocupadas apenas com essas duas categorias;

*Dados obtidos do Censo Agropecuário/2006 do IBGE - resultados preliminares.

Considerando a matéria publicada no caderno de economia do Jornal “O Globo”, de 11/05/2008 – “Muita terra, pouco alimento” (anexa) e

Considerando a experiência profissional que adquirimos quando trabalhamos com consultoria pecuária; entendemos que:

1)Não adianta o país produzir ou importar insumos de qualidade, se estes forem utilizados de forma incorreta. Os fertilizantes, corretivos, agrotóxicos, sementes e mudas, são usados em muitas situações, unicamente porque o manejo inadequado das pastagens obrigou a sua reforma. Como Engenheiros Agrônomos, devemos atuar nas causas dos problemas, ao invés de recomendarmos insumos, que em muitos casos seriam desnecessários em uma atividade pecuária corretamente conduzida;

2)A baixa produtividade da terra ocupada por bovinos e bubalinos (próxima de 1,0 animal/ha), é uma das principais causas da degradação ambiental do país, devido às extensas áreas ocupadas desnecessariamente com pastagens. Com uma carga média de 2,0 animais/ha, índice que acreditamos poderia ser atingido se fossem realizados os investimentos para implantação das tecnologias já disponíveis; haveria a liberação de mais de 80 milhões de hectares para outras atividades, como: produção de grãos, frutas, álcool, biodiesel, fibras, madeira, recuperação da flora e fauna, etc.;

3)A atividade pecuária, para atingir seus objetivos econômicos, sociais e ambientais de forma sustentável, precisa assegurar a oferta de sua “matéria prima” (alimento para o gado), em termos de: Quantidade, Qualidade, Regularidade e Baixo Custo de Produção. As pastagens adequadamente manejadas são a melhor alternativa de oferta de alimento volumoso, de forma a atender no conjunto, essas exigências;

4)O fator limitante para elevar a produtividade da terra, do trabalho e do capital, na atividade pecuária, não está no desenvolvimento de novas tecnologias, mas sim, na implantação das já existentes, que apresentem resultados positivos de forma sustentável;

5)Os prejuízos que o manejo inadequado das pastagens geram, não se limitam ao meio rural, mas se estendem à economia nacional, em função das dimensões das áreas cobertas com pastagens e devido à importância do agronegócio da carne, leite e derivados;

6)Dentre os investimentos na atividade agropecuária, os que visem corrigir o manejo inadequado de pastagens são os que apresentam maior retorno dos recursos aplicados, em função das dimensões da área coberta por essa cultura, do potencial de incremento na produtividade da terra, do trabalho e do capital e das dimensões do agronegócio da carne, leite e derivados;

7)A Produção Pecuária Sustentável e o Manejo Sustentável de Pastagens, se implantados em larga escala, poderiam gerar os seguintes benefícios:

I) BENEFÍCIOS ECONÔMICOS:
I.1) Reduzir os custos de produção por litro de leite e kg de carne (redução por animal, dos custos com alimentação, com medicamentos, etc.);

I.2) Aumentar o volume de leite e carne produzidos / hectare / ano;

I.3) Atingir o “Máximo Retorno Econômico”: das pastagens, da suplementação alimentar e do rebanho;

I.4) Criar condições (vantagens competitivas) para incrementar as exportações de leite, carne e seus derivados;

I.5) Reduzir a dependência de insumos na atividade pecuária, (fertilizantes, agrotóxicos, sementes, mudas e suplementação alimentar para o gado), através da reciclagem de nutrientes e do manejo das pastagens;

II) BENEFÍCIOS SOCIAIS:
II.1) Melhorar a qualidade do leite e da carne oferecidos à população;

II.2) Tornar mais acessível à população de baixa renda, os alimentos a base de leite e carne, contribuindo para a redução da desnutrição e subnutrição, através da compatibilização dos interesses dos pecuaristas (rentabilidade), com os interesses da população (preços baixos e qualidade da mercadoria). Conciliação através do aumento da produtividade da terra, do trabalho e do capital;

II.3) Gerar empregos no campo (diretos) e na cidade (indiretos), contribuindo para a fixação do homem no campo, reduzindo a pressão demográfica, a pobreza e a violência nas cidades;

III) BENEFÍCIOS AMBIENTAIS:
III.1) Na Conservação do Solo (controle da erosão, redução da compactação, etc.);

III.2) Na Conservação das Águas para:
1)A regularização dos cursos d'água e conseqüente aumento da oferta e qualidade da água para a população e para os animais;
2)A geração de energia nas hidrelétricas;
3)O desenvolvimento das pastagens;

III.3) Na prevenção e no controle do fogo nas pastagens. Menos material combustível no ambiente, uma vez que há significativa redução da presença de folhas secas nos pastos, inclusive no período da estiagem;

III.4) Na disponibilização de áreas para recuperação da fauna e da flora.


CONCLUSÃO:
Acreditamos que o Manejo Sustentado de Pastagens não conta com recursos disponibilizados pelos governos (federal, estaduais e municipais) e pela iniciativa privada, na proporção de sua importância para o agronegócio;

Acreditamos que estes recursos devem ser ampliados, para que sejam alcançadas metas estabelecidas de incremento na produtividade da terra, do trabalho e do capital e para se atingir os benefícios anteriormente citados, em um trabalho em conjunto com os setores organizados da sociedade, interessados no desenvolvimento sustentável da atividade agropecuária.


PROPOSTA:
Baseado nos argumentos anteriormente descritos, entendemos que a Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro – AEARJ, deveria analisar o assunto e se considerasse pertinente, incluísse o tema entre suas prioridades de atuação.


Atenciosamente.

Engenheiro Agrônomo - Carlos Alberto Piano Rocha

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Comentário de Gilberto Fugimoto em 3 abril 2018 às 22:48

E aí, o que vc acha?

Comentário de Jose Luiz M Garcia em 23 janeiro 2017 às 21:38

Gostaria de convidar a todos os colegas que ainda não visitaram o Blog do Instituto de Agricultura Biologica, a o fazerem em:

www.institutodeagriculturabiologica.org

Artigos interessantes para quem quer praticar uma agricultura mais limpa, mais produtiva e com o custo menor.

Abraços

Jose Luiz

Comentário de Carlos Alberto Piano Rocha em 25 janeiro 2016 às 16:29
  1. Do Documento Orientador 01 GT\CIAPA\RJ e SGT\CSAA, de 01\06\2015, sobre Conservação do Solo e Água na Agropecuária e sua influência no Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários, destacamos as seguintes linhas que consideramos pertinentes aos temas tratados no Grupo - Produção Pecuária Sustentada. (Ver link de 25\01\2016 no Fórum de Discussões)

 

 

Linhas 488 e 489:

 

Assunto: Proposta de Documento Anexo ao Documento Orientador, previsto na 1ª Reunião de 2014, do SGT\CSAA referente as ações previstas pela Embrapa Solos

 

 

Linhas 501 a 513:

 

As pastagens, em geral, quando são formadas e manejadas com técnicas adequadas não acarretam perdas significativas por erosão (0,5 ton/ha/ano), devido a serem eficientes coberturas do solo.  Mas, considerando a frequência da renovação das pastagens cultivadas no Brasil e sua grande extensão territorial (117 milhões de hectares) e ainda, o uso frequente do fogo e da aração morro abaixo, a falta e/ou a aplicação incorreta de adubos corretivos e o uso de espécies forrageiras e de taxas de lotação animal não recomendadas, verificasse uma expansão de áreas com pastagens degradadas. Estima-se que mais de 70% dessas áreas apresentem algum nível de degradação, sendo a maior parte em estagio avançado. Na Bacia do Rio Paraíba do Sul aproximadamente 70% de sua superfície está sob uso com pastagem, sendo que estimativas indicam que 50% dessas áreas apresentam problemas de degradação. Sendo necessário avaliar os diferentes níveis de degradação do solo e das pastagens para selecionar as  tecnologias mais indicadas para cada situação e integral-las ao planejamento conservacionista da propriedade rural.

 

 

E linhas 527 a 549.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Desenvolver e validar metodologia para avaliação do nível de degradação das terras sob pastagem,

- Selecionar e desenvolver tecnologias para a reinserção de terras com pastagem degradadas ao sistema produtivo para uso como pastagem novamente ou em consórcio, rotação ou sucessão com outras culturas, anuais e perenes, integradas ao planejamento conservacionista da propriedade agrícola, de acordo com os estádios de degradação encontrados;

- Avaliar os custos financeiros para a implantação das tecnologias selecionadas e ou adaptadas para cada situação de degradação de pastagem encontrada, assim como as receitas obtidas com o novo sistema de manejo conservacionista implantado;

- Avaliar o balanço hídrico de pastagens degradadas e recuperadas para pastagem novamente ou em consórcio ou rotação com outras culturas de acordo com os estádios de degradação encontrados;

- Avaliar o sequestro de carbono de pastagens degradadas e recuperadas para pastagem novamente ou em consórcio ou rotação com outras culturas de acordo com os estádios de degradação;

- Avaliar os impactos econômicos, sociais e ambientais das tecnologias geradas;

- Elaborar cenários para a Bacia do Rio Paraíba do Sul, considerando o potencial de geração de renda e serviços ambientais através da aplicação de tecnologias para a reinserção de terras com pastagens degradadas ao sistema produtivo;

- Disponibilizar e transferir as tecnologias geradas através de publicações, vídeos, dias de campo e cursos de capacitação.

Comentário de Carlos Alberto Piano Rocha em 25 janeiro 2016 às 16:29
  1. Do Documento Orientador 01 GT\CIAPA\RJ e SGT\CSAA, de 01\06\2015, sobre Conservação do Solo e Água na Agropecuária e sua influência no Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários, destacamos as seguintes linhas que consideramos pertinentes aos temas tratados no Grupo - Produção Pecuária Sustentada. (Ver link de 25\01\2016 no Fórum de Discussões)

 

 

- Na segunda etapa as ações ocorreriam a jusante da referida Usina.

 

Outras ações preveem:

- Contatos com instituições de outros estados visando a troca de ideias e de experiências, uma vez que o estado do Rio de Janeiro é importador de alimentos e de outros produtos agropecuários, além de depender da Conservação do Solo e da Água de Bacias Hidrográficas em outros estados da Região Sudeste, para seu regular abastecimento de água para consumo urbano e para geração de energia hidrelétrica, aumentando a resiliência da região Metropolitana do Rio de Janeiro.

 

- A realização de estudos de viabilidade para implantação de ATER, na Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais e em São Paulo, área de captação de inúmeras Usinas Hidrelétricas do Sistema Furnas. A Região Sudeste/Centro-Oeste conta com a maior Capacidade Instalada (201.717 MW/Mês, de um total de 287.716 MW/Mês, ou seja, 70% do total do país) e possui extensa área com atividade pecuária.

Comentário de Carlos Alberto Piano Rocha em 25 janeiro 2016 às 16:28
  1. Do Documento Orientador 01 GT\CIAPA\RJ e SGT\CSAA, de 01\06\2015, sobre Conservação do Solo e Água na Agropecuária e sua influência no Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários, destacamos as seguintes linhas que consideramos pertinentes aos temas tratados no Grupo - Produção Pecuária Sustentada. (Ver link de 25\01\2016 no Fórum de Discussões)

 

VI) DO PLANEJAMENTO OPERACIONAL

Foi definido que a primeira etapa dos trabalhos priorizaria o fomento à implantação em larga escala das BPAs de Manejo Sustentado de Pastagens de sequeiro (não irrigadas) e Produção Pecuária Sustentada, na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro, a montante da Usina Elevatória de Santa Cecília, localizada em Barra do Piraí/RJ.

 

A região, cultura e criação são consideradas prioritárias, uma vez que na Usina de Santa Cecília ocorre a transposição das águas do rio Paraíba do Sul para o Sistema Light/Guandu, visando a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e devido às pastagens degradadas ocuparem grandes extensões na região.

 

Desta forma, as ações inicialmente propostas acumulariam os seguintes benefícios: elevação da renda do produtor rural, aumento da oferta de carne e leite, incremento da disponibilidade hídrica para geração de energia hidrelétrica e para abastecimento urbano, entre outros.

 

Na 1ª Reunião de 2015, do SGT/CSAA, ocorrida em 02/02/2015, na SNA – Sociedade Nacional de Agricultura, foi realçada a importância do apoio ao Empreendedorismo da ATER, a ser realizado pela iniciativa privada. Argumentou-se que, devido às grandes extensões de pastagens degradadas na Bacia do rio Paraíba do Sul, seria necessário somar esforços da ATER pública e da ATER privada. Esta última poderia ter papel relevante na recuperação de pastagens degradadas, em particular na Agricultura Não Familiar, que ocupa aproximadamente uma área correspondente a 80% das propriedades rurais da Bacia do rio Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro, a montante de Barra do Piraí, segundo dados levantados do último Censo Agropecuário do IBGE de 2006. As despesas com ATER e os investimentos seriam pagos com o incremento da renda gerada pela implantação das BPAs, que têm efeito multiplicador na produção, ao aumentar o número de animais por hectare e a produção por animal, em percentuais que dependem de cada caso.

Comentário de Carlos Alberto Piano Rocha em 25 janeiro 2016 às 16:26
  1. Do Documento Orientador 01 GT\CIAPA\RJ e SGT\CSAA, de 01\06\2015, sobre Conservação do Solo e Água na Agropecuária e sua influência no Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários, destacamos as seguintes linhas que consideramos pertinentes aos temas tratados no Grupo - Produção Pecuária Sustentada. (Ver link de 25\01\2016 no Fórum de Discussões)

 

          Foi considerado que:

 

- Os benefícios econômicos gerados pela implantação das BPAs e pela adequação da Infraestrutura e da Logística da Cadeia Produtiva devem ser destacados junto aos Produtores Rurais.

 

- a Conservação do Solo e da Água na Agropecuária e o seu efeito no aumento da disponibilidade de água para irrigação, consumo urbano, industrial e para geração de energia hidrelétrica ser uma consequência da recuperação das pastagens degradadas, não necessitando, em um primeiro momento, de investimentos específicos. O objetivo do produtor seria elevar a oferta de pasto ao rebanho, em termos de quantidade, regularidade e qualidade. Desta forma, haveria um incremento na cobertura vegetal do solo, do volume e profundidade do sistema radicular, do teor de matéria orgânica no solo e da redução da sua compactação, pelo menor pisoteio do gado. Estas alterações no ambiente, além de aumentarem a oferta de pasto para o rebanho, elevaria a infiltração da água no solo, reduziria o escoamento superficial e a erosão, com o consequente incremento da recarga dos aquíferos e escoamento de base, diminuindo os prejuízos causados pelas enchentes e secas, devido à regularização das vazões fluviais.

Comentário de Carlos Alberto Piano Rocha em 25 janeiro 2016 às 16:25
  1. Do Documento Orientador 01 GT\CIAPA\RJ e SGT\CSAA, de 01\06\2015, sobre Conservação do Solo e Água na Agropecuária e sua influência no Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários, destacamos as seguintes linhas que consideramos pertinentes aos temas tratados no Grupo - Produção Pecuária Sustentada. (Ver link de 25\01\2016 no Fórum de Discussões)

 

          Os benefícios seriam atingidos por meio de, entre outros:

 

1) aumento da infiltração de água no solo;

 

2) redução do escoamento superficial de água e das perdas de solo por erosão;

 

3) incremento do escoamento de base (proveniente das águas subterrâneas, recarregadas pela infiltração);

 

4) elevação do teor de matéria orgânica no solo;

 

5) prevenção e controle do fogo nas pastagens e nas áreas de preservação da fauna e da flora;

 

6) maior volume do sistema radicular de culturas e da biomassa e, consequentemente, da cobertura do solo;

 

7) regularização da vazão e melhoria da qualidade de água em mananciais hídricos.

 

          Uma das possíveis consequências da Conservação de Solo e Água, gerada pela implantação em larga escala do Manejo Sustentável de Pastagens, seria o adiamento da necessidade de se ligar as Usinas Termoelétricas nos períodos de estiagem. Os benefícios econômicos deste possível adiamento podem ser estimados em função do que consta da Ata da 131ª Reunião Ordinária, de 03/07/2013, do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, do Ministério de Minas e Energia, que cita:

 

Considerando os cenários hidroenergéticos apresentados, caracterizados pelas melhoras expressivas das condições hidrológicas das regiões Sul e Sudeste, foi deliberado pelo desligamento do grupo de térmicas denominado GT1B, correspondendo a um total da ordem de 3.850 MW de capacidade instalada. Como consequência, há a expectativa de redução de aproximadamente R$ 1,4 bilhão no custo mensal de operação. É importante ressaltar que as condições hidroenergéticas serão monitoradas continuamente, de modo que, caso necessário, haja o retorno à operação dessas usinas térmicas ou a possibilidade de redução adicional de geração por térmicas”.

 

          Outro benefício a ser avaliado seria a melhoria no clima regional, ocasionado pelo incremento da evapotranspiração, aumentando o teor de umidade  do ar, o que ocasiona uma maior regularidade térmica atmosférica.

Comentário de Carlos Alberto Piano Rocha em 25 janeiro 2016 às 16:24
  1. Do Documento Orientador 01 GT\CIAPA\RJ e SGT\CSAA, de 01\06\2015, sobre Conservação do Solo e Água na Agropecuária e sua influência no Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários, destacamos as seguintes linhas que consideramos pertinentes aos temas tratados no Grupo - Produção Pecuária Sustentada. (Ver link de 25\01\2016 no Fórum de Discussões)

 

Linhas 152 a 279:

 

V) DO PLANEJAMENTO TÁTICO E DAS AÇÕES PREVISTAS:

Ficou definido que o SGT\CSAA direcionará as ações de fomento à implantação em larga escala, de BPAs e da adequação da infraestrutura e logística das Cadeias Produtivas, com foco inicial nas relacionadas à Produção Pecuária Sustentada de Bovinos e ao Manejo Sustentado de Pastagens, em função:

 

- do elevado peso apresentado pelos produtos derivados da pecuária bovina no IPCA\IBGE - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, componentes de mais de 20 Subitens;

 

- das pastagens serem a principal fonte de alimento para os bovinos e ocuparem mais de 170 milhões de hectares no país, com uma carga média de aproximadamente 1,1 animais por hectare (valor calculado a partir dos dados do último Censo Agropecuário do IBGE, 2006);

 

- de que existiriam 60 milhões de hectares de pastagens degradadas (segundo informação de pesquisador da Embrapa Informática de Campinas, SP, divulgada no 13º Congresso de Agribusiness - SNA, no Rio de Janeiro, em 2012). Portanto, o nível tecnológico empregado seria muito baixo, havendo forte demanda reprimida em ATER, para implantação das BPAs nestas áreas, que seriam maiores que as cultivadas com cereais, leguminosas e oleaginosas no país;

 

- de que, se implantado em larga escala, o Manejo Sustentado de Pastagens e a Produção Pecuária Sustentada, poderiam contribuir, dentre outros benefícios, para:

 

1) o controle da inflação de produtos com alto peso no orçamento familiar, como são o leite e seus derivados, e a carne e seus derivados. No Brasil, os bovinos têm as pastagens como seu principal alimento;

 

2) o controle da inflação da energia elétrica, beneficiando os consumidores residenciais, comerciais e industriais, por meio da otimização da geração de energia em usinas hidrelétricas, que têm um menor custo que as demais alternativas – termoelétricas movidas a combustíveis fósseis (petróleo e carvão); e

 

3) a melhor qualidade e maior quantidade da água fornecida para o abastecimento urbano e para a produção agropecuária (irrigação de lavouras, criação de animais, entre outras aplicações).

Comentário de Carlos Alberto Piano Rocha em 25 janeiro 2016 às 16:20
  1. Do Documento Orientador 01 GT\CIAPA\RJ e SGT\CSAA, de 01\06\2015, sobre Conservação do Solo e Água na Agropecuária e sua influência no Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários, destacamos as seguintes linhas que consideramos pertinentes aos temas tratados no Grupo - Produção Pecuária Sustentada. (Ver link de 25\01\2016 no Fórum de Discussões)

 

 

Linhas 1 a 9:

 

Rio de Janeiro/RJ, 01 de junho de 2015.

 

DOCUMENTO ORIENTADOR nº 01 do Grupo de Trabalho instalado pela Portaria SFA\RJ nº 831\2012, sobre Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários – GT\CIAPA\RJ e do Subgrupo de Trabalho sobre Conservação do Solo e da Água na Agropecuária e sua influência no Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários – SGT\CSAA.                   

 

Elaborado de acordo com os Registros e Atas das Reuniões de 27\02\2013 a 01\06\2015 e demais documentos citados no texto.

 

 

Linhas 94 a 106:

 

  1.  DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

    A estratégia para se atingir os objetivos desejados baseia-se:

    - Na implantação em larga escala das Boas Práticas Agropecuárias – BPAs e na adequação da Infraestrutura e Logística das Cadeias Produtivas, priorizando aquelas com maior potencial de gerar benefícios aos produtores rurais e aos consumidores;

     

    - No desenvolvimento do trabalho com base na visão de “Manejo Integrado da Propriedade Rural”, que incluiria as ações referentes à legislação ambiental, assim como, a produção agropecuária;

     

    - Na importância da complementação dos esforços de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER Pública com a de ATER Privada, em função das grandes extensões das áreas que demandariam a implantação das BPAs. ATER deveria ser dimensionada para uma escala de atendimento com quantidade e qualidade, necessárias e suficientes, para gerar resultados no Controle da Inflação;

Comentário de Carlos Alberto Piano Rocha em 27 fevereiro 2015 às 15:26

Divulgamos que em 27\12\2012 foi instalado através da Port. SFA\RJ 831\2012, da Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Rio de Janeiro, o Grupo de Trabalho sobre Controle da Inflação dos Alimentos e demais Produtos Agropecuários – GT\CIAPA\RJ. Em 21\03\2013, em reunião do GT\CIAPA\RJ, foi criado o Subgrupo de Trabalho sobre Conservação do Solo e Água na Agropecuária. Fazem parte do SGT\CSAA: AEARJ – Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro; Embrapa Solos; SFA\RJ\MAPA – Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Agricultura; SNA – Sociedade Nacional de Agricultura; CONAB\RJ – Companhia Nacional de Abastecimento no Estado do Rio de Janeiro; OCB\SESCOOP\RJ – Sistema da Organização das Cooperativas Brasileiras; professores de Engenharia Sanitária e Meio Ambiente da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro; professora do Curso de Pós-graduação em Meio Ambiente, da UERJ; professor do Departamento de Geografia e alunos de Pós-Graduação da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro; professor de economia da UFF – Universidade Federal Fluminense, entre outros. Entre as Propostas aprovadas, estão previstas ações de fomento à implantação em larga escala de Boas Práticas Agropecuárias e adequação da Infraestrutura e Logística das Cadeias Produtivas. O foco inicial será no Manejo Sustentado de Pastagens e na Produção Pecuária Sustentada, na região a montante da Usina Santa Cecília, em Barra do Piraí\RJ. Neste local ocorre a transposição das águas do Rio Paraíba do Sul, para o Sistema Light\Guandu, visando à geração de energia elétrica e o abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa pretende somar os seguintes benefícios: Aumento da renda do produtor rural, elevação da oferta de carne e leite, incremento na disponibilidade de água para geração de energia elétrica e para abastecimento urbano, entre outros. Ao se incorporar as tecnologias apropriadas aos sistemas de produção e comercialização, os custos por unidade produzida e comercializada tendem a reduzir em função da elevação da produtividade da terra, do trabalho e do capital, gerando um ambiente econômico onde o produtor poderia ser adequadamente remunerado, sem a necessidade de se elevar o preço recebido e, portanto, reduzindo as pressões inflacionárias.

 

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