Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Uma tecnologia relativamente recente vem ganhando espaço nas lavouras brasileiras. Há dois anos, drones começaram a ser usados na pulverização de agrotóxicos em algumas culturas, como as de eucalipto, cana-de-açúcar, laranja, café e arroz, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Ainda em processo de regulamentação, o emprego desses aparelhos poderá incrementar a aplicação aérea de pesticidas, executada no país majoritariamente por aviões. Especialistas argumentam que os drones podem ser uma alternativa para minimizar um dos principais problemas do lançamento aéreo de agrotóxicos, a chamada deriva – quantidade do produto que, por motivos diversos, não atinge a lavoura.(1)

Os drones, também chamados de veículos aéreos não tripulados (vant) ou aeronaves remotamente tripuladas (RPA), foram destaque no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, ocorrido em agosto em Sertãozinho (SP). “O fórum sobre drones foi muito concorrido”, conta Gabriel Colle, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Ele prevê, no entanto, que o artefato não irá competir ou substituir os aviões agrícolas. “O drone é um complemento”, diz, ressaltando que, para grandes áreas, o avião é a opção mais econômica. O Brasil tem a segunda frota aeroagrícola do mundo – são 2.182 aviões, a maioria do modelo Ipanema, da Embraer, e 12 helicópteros –, atrás dos Estados Unidos, que têm mais de 4 mil aeronaves.

A Embrapa participou de um experimento com a empresa mineira AP Agrícola em uma lavoura de café, cujo objetivo era verificar a viabilidade da tecnologia. “Os drones conseguiram ser eficientes principalmente em áreas difíceis de acessar, como florestas em ribanceiras e morros”, afirma Castro Jorge. “A qualidade da gota do produto e o resultado são excepcionais.”

Ao contrário dos aviões agrícolas, movidos a gasolina de aviação ou etanol, os drones usam baterias como fonte de energia. Eles carregam um volume pequeno de agrotóxicos – 8 a 10 litros (L), diante de 800 L de algumas aeronaves – e têm menor autonomia de voo. A necessidade de ser continuamente reabastecido pode elevar o custo da operação.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou em um milhão de casos de enfermos, ao pulverizar os agrotóxicos na lavoura manualmente. O Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) - são aeronaves utilizadas para pulverizar os pesticidas para evitar os problemas de saúde dos homens e mulheres quando eles pulverizam manualmente. (2)

O R-50 (Figura abaixo) movido por um motor de 2 tempos, 2 cilindros e 98 foi o primeiro helicóptero não tripulado do mundo para pulverização agrícola capaz de transportar um carga útil. Mas esse modelo inicial não possuía qualquer controle eletrônico e a principal prioridade era estabelecer uma plataforma de base para helicópteros não tripulados. (3)

Um trabalho apresentado na revista Computers and Electronics in Agriculture mostra os parâmetros de voo com drone conduzidos por brasileiros. (4)

A Planilha abaixo, elaborada por mim, calcula a vazão de agrotóxicos aplicada por um drone num voo a 1,8 km/h.

REF.:

[1] Pulverização por drones, Revista FAPESP

https://revistapesquisa.fapesp.br/pulverizacao-por-drones/

[2] Review on Application of Drone Systems in Precision Agriculture

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877050918310081

[3] E-Agriculture in action: drones for agriculture, FAO, 2018

http://www.fao.org/3/i8494en/i8494en.pdf

[4] An adaptive approach for UAV-based pesticide spraying in dynamic environments

https://anrg.usc.edu/www/papers/Faical_CEA.pdf

[5] Fotos, informações e vídeos

https://www.xa.com/en/xp2020

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 19 maio 2021 às 16:39

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 maio 2021 às 13:41

DRONES PARA ENTREGAS EM GRANJAS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 maio 2021 às 13:39

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 13 maio 2021 às 15:54

CALIBRAÇÃO DE DRONES

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 maio 2021 às 9:37

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE DRONES

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 4 maio 2021 às 11:49

ESCOLHA DOS BICOS DE PULVERIZAÇÃO PARA DRONES

Bicos: Como escolher o certo. Forma e padrão do bico de pulverização.

Os bicos pulverizadores são responsáveis ​​por converter a(s) substância(s) do tanque em gotas, regulando o fluxo e dispersando a pulverização em um padrão desejável com base na cultura que será pulverizada. (1)

Os padrões de pulverização do bico normalmente têm duas características básicas: o ângulo de pulverização e a forma do padrão.

A maioria dos bicos agrícolas tem um ângulo de pulverização de 65 a 120 graus. Embora ângulos de pulverização estreitos produzam uma pulverização mais direta e penetrante, bicos planos ou de grande angular podem ser montados mais próximos do alvo (cultura ou erva daninha), espaçados mais afastados na barra e fornecem cobertura sobreposta, se necessário.

Embora existam muitos tipos e tamanhos de bicos de pulverização, existem apenas três padrões básicos de pulverização: o leque plano, o cone oco e o cone cheio. Cada um tem características e aplicações específicas.

Tamanho do bico

Encontrar e selecionar o bico certo é uma das atividades mais importantes para uma pulverização bem-sucedida. É a combinação do tamanho do bico junto com o padrão e a forma do bico que tornam os jatos mais precisos.

Para encontrar o tamanho certo de bico para a aplicação, às vezes, uma simples tabela é a maneira mais fácil de resolver o problema.

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Padrões de pulverização

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Acessórios para drones e bicos

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Calibração para pulverização

REF.:

[1] How to Select the Right Nozzles for Your Sprayer, Sally Krueger, 2019.

https://emergence.fbn.com/agronomy/how-to-select-the-right-nozzles-...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 1 maio 2021 às 18:19

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 1 maio 2021 às 9:46

DRONES DISPONÍVEIS NO MERCADO PARA PULVERIZAÇÃO

E mais

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 abril 2021 às 10:52

A CONTRIBUIÇÃO DOS DRONES NA AGRICULTURA

O principal mercado da aviação agrícola, de fato, é o de aplicação de defensivos agrícolas. E sabemos que o uso de drones para essa finalidade vem aumentando. (1)

A utilização de drones para aplicação de defensivos agrícolas já é bastante antiga em países asiáticos, como a China. Aplicação com aviões agrícolas ou com drones; essas duas tecnologias se mostram complementares. Afinal, por serem menores, os drones podem operar em áreas menores ou de difícil acesso, onde aviões não operariam, por exemplo. Podemos citar as áreas mais inclinadas como as lavouras de café, no Espírito Santo, áreas de hortifruti, ou até propriedades menores, com culturas como milho e soja, além de vários outros nichos de mercado.

O uso de drones na pulverização de defensivos com tecnologia que pode substituir o pulverizador costal (pendurado nas costas) e que possibilita aplicação mais segura, eficiente e econômica, beneficiando o ser humano e o meio ambiente, é o objetivo de instrução normativa preparada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). (2)

A normativa permitirá a aplicação aérea de agrotóxicos em áreas onde aviões agrícolas não conseguem chegar, em função de segurança operacional e de voo (obstáculos físicos como árvores, rede elétrica) e em áreas onde as máquinas agrícolas têm dificuldade de aplicação (solos encharcados, áreas de declive como os cafezais).

Todos os operadores de drones de pulverização (pessoas físicas ou jurídicas) terão que ter registro no Mapa. Eles devem ser qualificados para operar esse equipamento e aplicar o produto com segurança. Das empresas que pretendem utilizar drones para pulverização, será exigido que possua um engenheiro agrônomo, um piloto agrícola remoto certificado pelo Ministério e um técnico agrícola com curso de executor em aviação agrícola para as missões em campo.

Drones ‘inteligentes’

O drone mostrado na Figura abaixo possui estrutura feita em fibra de carbono, o que o torna mais leve e amplia a sua resistência, e ainda conta com proteção IP67 (contra água e poeira), que facilita a limpeza da aeronave, atendendo a necessidade do homem do campo. Desenvolvido com 8 rotores, o drone possui uma maior segurança no voo. Com seu esquema de redundância, a aeronave pode pousar de forma estável mesmo que um dos rotores esteja danificado. O tanque pulverizador tem capacidade de 10 litros, podendo atuar com qualquer tipo de insumo líquido, como herbicidas, pesticidas e fertilizantes, em um sistema de baixa vazão. (3)

Atua com 4 saídas de spray (jato) que, por sua vez, possuem bicos que podem ser substituídos conforme a necessidade de cada cultura, com formatos em leque e cone e diferentes vazões. O alcance do rádio controle é de até 3 km, porém, orientamos voos visuais, de acordo com a legislação da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a fim de mitigar possíveis riscos.

O DJI Agras MG-1P trabalha com bateria de 12.000 mAh, que pesa aproximadamente 4 kg. Tendo o tanque cheio, com 10 litros de insumo, a aeronave terá uma autonomia de voo de aproximadamente 13 minutos. Reservatório de 16 litros para pulverização de insumos agrícolas. Sistema de spray integrado e capacidade de pulverizar até 4,8 litros por minuto numa amplitude de até 6,5 m.

Seu rendimento varia conforme o tipo de cultura, terreno, vazão, velocidade, dentre outros fatores. Em áreas de alta declividade e obstáculos, ele poderá fazer cerca de 6.000 m². Porém, em boas condições (terrenos planos, cultivo uniforme, etc.) o drone pode pulverizar até 2 hectares em um único voo.

Para trazer mais segurança, a DJI embarcou dois sensores importantíssimos: o radar ante colisão e a câmera FPV. O primeiro tem duas funcionalidades, que é a detecção de obstáculos na lavoura, como postes, árvores e fios com uma distância de até 15 metros, e para acompanhar a topografia do terreno. O usuário configura uma pulverização a 5 metros do cultivo, por exemplo, e deixa que o sensor faça tudo sozinho. Já a câmera FPV auxilia na visualização do voo e na pilotagem manual em situações de contorno e desvios.

VANTAGENS DO USO DE DRONES NA PULVERIZAÇÃO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

O coordenador de agricultura digital e de precisão do Mapa, Fabrício Juntolli, reforça que o drone é muito aplicado na pulverização de culturas de alto valor agregado como morangos, flores e em áreas pequenas para substituir o pulverizador costal. “O drone não intoxica o operador, que fica distante, garantindo o uso eficiente e correto do agrotóxico”. “Em última análise, contribui para a produção de alimentos mais seguros”, acrescenta.

Com versatilidade o drone faz a análise da lavoura desde o plantio até o estágio de desenvolvimento das plantas, disse Juntolli, “mostrando e monitorando o surgimento de pragas e doenças; falhas no plantio; falta ou excesso de umidade no solo; quantidade de biomassa, podendo fazer também a dispersão das sementes. Nos locais de muita declividade, onde o trator não chega, é a melhor opção, sendo um equipamento seguro”.

Fonte: EMBRAPA

 

REF.:

[1] Como o uso de drones de pulverização pode contribuir para a aviação agrícola, Revista Cultivar.

https://www.grupocultivar.com.br/artigos/como-o-uso-de-drones-de-pu...

[2] Normativo vai disciplinar o uso de drones na pulverização de defensivos agrícolas, Associação Brasileira de Defensivos Pós-Patente, AENDA.

https://www.aenda.org.br/noticia_imprensa/normativo-vai-disciplinar...

[3] USO DOS DRONES NA PULVERIZAÇÃO GERAM ECONOMIA AO PRODUTOR RURAL, Drone Visual.

https://www.dronevisual.com/post/usados-na-pulverizacao-drones-gera...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 29 abril 2021 às 19:03

DRONES NA AGRICULTURA

A conta é bem simples. Por exemplo, um trabalhador com o aplicador manual demora até 5 dias para tratar 1 hectare. Com o trator, a mesma área é pulverizada em até 3 horas. Já o drone faz o mesmo trabalho na mesma área em 30 minutos. (1)

Usados na pulverização, drones geram economia de 80% ao produtor rural. (2)

A engenheira agrônoma Alessandra Barreto (na Agrishow) explica que, diferente de outros vants, esses equipamentos não são operados por controle remoto, mas guiados por sinal de GPS (localização por satélite), a partir de um plano de voo pré-estabelecido.

O sistema funciona da seguinte forma: o mapa da plantação é inserido no software do drone, que levanta voo sozinho, vai até o ponto da lavoura afetado – por georreferenciamento – pulveriza a quantidade de produto previamente determinada e retorna ao local de origem.

Alessandra destaca, no entanto, que os drones não substituem a aviação agrícola, porque não têm autonomia e nem capacidade para operar em grandes áreas de plantio. Enquanto um vant é capaz de transportar 10 litros de defensivo, um avião leva 1,9 mil.

“O principal objetivo dele é realizar controle em áreas pequenas. Ele não substitui a aplicação aérea, é uma tecnologia que complementa a aviação. A gente faz o controle de ervas daninhas, pragas, doenças, mas em áreas pequenas”, afirma a agrônoma.

Tipos de drones mais utilizados

Drones na Agricultura: tudo sobre a tecnologia que está mudando o setor. (3)

REF.:

[1] Globo Rural

https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2020...

[2] Globo Rural

https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/agrishow/2017/noticia...

[3] Pix Force

https://pixforce.com.br/drones-na-agricultura/

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