Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

O Jornal O Globo desta Quarta-feira, dia 26.5.2021 trouxe um caderno especial sobre ENERGIAS RENOVÁVEIS, mostrando que a energia eólica no Brasil já representa 11,2 % da nossa matriz e só perde para a hidrelétrica (63,5 %); a biomassa vem em terceiro, com 8,3 % e os demais tipos ficam com 17%.

mais de mil anos, povos do oeste da Ásia construíram os primeiros moinhos de vento de que se tem notícia. Eles eram utilizados na moagem de grãos. Os moinhos se espalharam pela Europa no século XII. Os holandeses os usavam para bombear a água das áreas abaixo do nível do mar.

Segundo a revista O Empreiteiro, a energia eólica tem sido, na última década, a forma de geração de energia elétrica que mais cresce no planeta. Nos últimos três anos, a potência instalada no globo simplesmente dobrou. O mundo enxerga a eólica como a mais conveniente forma de produzir energia, sem degradar o meio ambiente. No Brasil, temos uma peculiaridade: a hidrelétrica é a fonte de maior participação na matriz energética nacional mas, por ser sujeita aos regimes de chuva, tem na eólica um par perfeito na complementaridade de geração, já que os regimes de chuvas e vento acontecem em semestres opostos. (1)

A escassez de energia elétrica é o que está acontecendo hoje, quando enfrentamos uma seca histórica nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do País. Nesses casos, o Governo costuma acionar as termelétricas que, além de mais poluentes, aumentam o custo pago pelo consumidor residencial.

O potencial do Brasil

A utilização de energia no meio rural possibilita ao produtor obter benefícios sociais e econômicos dificilmente conseguidos por quaisquer outras formas de investimentos. (4)

SOUZA et al.. (2001) verificaram que a instalação gradual de bombas automáticas, com consequente operação contínua e custo energético mais baixo entre 21:00 h e 5:00 h, melhoria no manejo de irrigação, mudança no tipo de sistema de irrigação nos lotes, de aspersão para sistemas localizados e melhor operacionalização através do treinamento de inspetores de irrigação, evitaram perdas por transbordamento em reservatórios e canais, economizando energia.

Aqui mesmo na Rede Agronomia, postei no dia 08.08.2018, á pág. 17, um blog que chamei de O MELHOR DO MUNDO. (2)

O que se faz com 10 Kw ?

No meu blog de 05.04.2019 aqui na Rede Agronomia, que chamei de Turbinas hidrocinéticas, eu mostro alguns dados e informações sobre o consumo de energia numa comunidade isolada na Amazônia. (3)

A irrigação tem grande participação no consumo de energia no meio rural mas, principalmente no consumo humano e dessedentação de animais, a necessidade de bombeamento da água do subsolo é uma necessidade mais sentida. Como mostra o croqui da Figura abaixo, o sistema é feito com um gerador eólico (catavento) suspenso por uma torre e uma bomba de pistão ou um gerador de energia elétrica.

Projeto de turbina eólica

Após a obtenção dos dados técnicos da turbina e dos ventos locais, o anteprojeto pode ser esboçado segundo a planilha abaixo. O coeficiente de potência depende de vários fatores como, p.ex., tipo de turbina, número de pás e altura do solo, mas não deve ultrapassar 0,593.

REF.:

[1] Os moinhos de vento do Ceará, Revista O Empreiteiro.

https://revistaoe.com.br/os-moinhos-de-vento-do-ceara/

[2] O melhor do mundo, Rede Agronomia.

https://agronomos.ning.com/profiles/blogs/o-melhor-do-mundo

[3] Turbinas hidrocinéticas, Rede Agronomia.

https://agronomos.ning.com/profiles/blogs/turbinas-hidrocin-ticas

[4] CONSUMO E CUSTO DE ENERGIA ELÉTRICA NA CULTURA DE CITROS IRRIGADA POR GOTEJAMENTO E MICROASPERSÃO, COM TRÊS LÂMINAS DE ÁGUA, Eng. Agr. Humberto Vinicius Vescove, U.E. Júlio de Mesquita Filho, Jaboticabal, SP, 2009.

http://javali.fcav.unesp.br/sgcd/Home/download/pgtrabs/cs/d/1728.pdf

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 20 junho 2021 às 11:55

CRESCENDO SEMPRE

Iniciamos este blog a menos de um mês, dizendo que a nossa matriz energética atingiu 11% com a Energia Eólica. O Globo de hoje afirma que Crise energética será estímulo a uso de eólica, solar e biomassa (Caderno Economia, página 26). Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), afirma na reportagem que a energia vinda do vento pode chegar a 18% do fornecimento, o dobro do patamar atual, em Setembro, quando os níveis dos rios deverão estar em seu pior momento.

Em pareceria com o Reino Unido, diz o seu cônsul-geral Simon Wood, a exploração pelo Brasil da energia eólica offshore (em campos marinhos), deve ser feita em uma velocidade quatro vezes maior do que a em terra firme, por ter uma costa marítima tão ampla.

É de fato uma grata surpresa o acelerado processo no uso das energias alternativas no Brasil, ignoradas desde o descobrimento. O Globo Rural (TV) de hoje, p.ex., mostrou como tem agricultor criando porcos no Paraná com o objetivo principal de gerar energia elétrica através do biogás produzido por suas fezes e urina, produzindo ainda biofertilizante para recuperar os pastos degradados.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 maio 2021 às 19:50

SELEÇÃO DE VENTO PARA GERADOR EÓLICO

1 – Origem dos dados

2 – Parâmetros da curva de distribuição

Na Figura acima observa-se que a Média quase coincide com a Mediana, o que caracterizaria uma Curva Normal. A distribuição dos ventos segue outro tipo de curva, assimétrica, como mostrada na Figura abaixo. Mesmo assim, os dados do Ceará ficam muito próximos da curva de cor preta (k = 3,5) da Distribuição de Wilbull mostrada na Figura abaixo.

4 – Conclusão

O estudo indica que, num cálculo da potência fornecida por um gerador eólico nesta localidade, deveríamos utilizar para velocidade do vento o valor da Mediana:  V = 5,68 m/s.

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