Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

As Redes Sociais e as Novas Formas de Atuação Política

Redes, Mobilização e os Desafios da Cidadania

A sociedade contemporânea hiperconectada vem produzindo fenômenos tão novos quanto surpreendentes de mobilização social. Aliás essa onda brasileira tem antecedentes em outros países.

Para lembrar de outros exemplos internacionais:

Lembra da mobilização de Madri? O twitter mudando o resultado de uma eleição!

Occupy Wall Stret: Uma manifestação de indignação diante da crise econômica mostrando a corrupção nas finanças americanas.

Praça Tahir no Egito: Palco de manifestações insistentes para mudança do presidente Hosni Mubarak desde 2011.

Momentos Históricos

Outros tempos, outras pautas, outras formas de organização, mobilização e condução da indignação e revolta popular:

Passeata dos 100 mil em 1968: Protesto contra a Ditadura

Fora Collor: A mobilização resultou no Impeachment; um fato inédito na nossa história!

Para Onde Vamos? Como Iremos?

O que começou com o Movimento pelo Passe Livre desaguou nessa mobilização inédita. Sei que estou falando e repetindo o que tantos já postaram a (quase) exaustão pelas demais Redes Sociais, mas entendo ser nosso papel como cidadãos travarmos esse debate na Rede Agronomia.

Mar de manifestantes no Rio de Janeiro

Várias questões surgem dessa imensa mobilização:

  • Combate à corrupção e punição dos corruptos;
  • Melhoria na Saúde e Educação;
  • Melhor qualidade de vida...

Nem me detenho muito em analisar a onda de bandidos infiltrados que extraem prazer e propriedade alheia do caos momentâneo que antecede novos arranjos. Procuro ver novas formas de fazer política que, em rede, vão além da democracia representativa.

Afinal esse espaço - Rede Agronomia - não recebeu este nome por acaso, pelo contrário foi fruto de conhecimento prévio do alcance, do potencial que as novas formas de articulação horizontal apresentam. 

Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito. (Clarice Lispector)

E assim, pensando à maneira de redes, descobrimos que nem toda ação e mobilização é contra um inimigo comum. Isso já estamos vendo. Mas também é possível - e talvez esse seja o elemento novo - mobilizar a favor, ou melhor, na construção de um projeto comum. Que consensos as redes pactuam e constroem a favor de uma nova realidade?  

Qual a parte que nos cabe neste latifúndio?

Diante de uma pauta tão difusa de manifestação, o que nos cabe como cidadãos e profissionais preocupados com segurança alimentar, desenvolvimento rural, questões ambientais e, porque não, economia e mercado

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Comentário de Francisco Cezar Dias em 30 junho 2013 às 17:21

Mas, poderia servir de exemplo para a inércia das nossas.

Comentário de IRANI de SOUZA PORTILHO em 30 junho 2013 às 16:54

de  acordo 100%

Comentário de Gilberto Fugimoto em 30 junho 2013 às 12:32

Balanço das Manifestações

Castells mostra que independente das bandeiras empunhadas pelas multidões - não só no Brasil, como no mundo - uma nova forma de democracia está nascendo. Uma democracia que deseja ir além dos limites da democracia representativa. 

O que será? Quem viver, verá!

Comentário de Gilberto Fugimoto em 24 junho 2013 às 23:16

Mais que o mérito da posição política, uma amostra simples de articulação e conjugação de interesses. As entidades nacionais de medicina, diante de uma ameça ao exercício nacional da categoria, se unem e emitem nota conjunta protestando contra a proposta da Dilma de importar médicos.

Ninguém se iluda: uma Nota está longe de selar uma luta tão longa e complexa. Acompanharemos os próximos capítulos e o desfecho dessa novela.

Não chegam a ser lições aprendidas pela Engenharia e Agronomia, já que Notas Conjuntas das entidades da Agronomia já foram emitidas várias; mas vale conhecer e acompanhar as movimentações de outras categorias no exercício da política profissional.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 24 junho 2013 às 23:13

Não é fácil lutar e mobilizar.

Ouço ali: "Dá para discutir os rumos do país com quem nunca discutiu seu bairro?"

Comentário de IRANI de SOUZA PORTILHO em 24 junho 2013 às 14:24

apoiado   Sr   Antonio Gualano Consentino Jr....e  assim  mesmo.....uma  das  coisas  que  devera  logo  logo ser  discuida  e   justamente  a  reforma  politica....se  não  fica  tudo  como  antes  no  Quartel  de  Abrantes.....

agradecendo  antecipadamente  as  oportunidades  de   escrever e termos  nossas  opiniões  visualizadas....e debatidas..

Comentário de Antonio Gualano Cosentino Junior em 24 junho 2013 às 12:57

O povo não tem memória curta!
A  máxima de  se atribuir a culpa ao povo o esquecimento rápido dos fatos, caiu por terra. Achar que não estamos vendo  o político corrupto que mesmo condenado  não é punido; que a a inflação está mascarada e que esquecemos do período de sofrimento com as altas diárias dos preços no período Sarney; que entra Governo, sai governo, promete-se, mas os hospitais continuam sem vagas, sem , e sem médicos; que o STF condena mas não pune até hoje os corruptos,  os ricos, e detentores do Poder, estão  subestimando  a memória do povo.
A máquina Estatal  inoperante e os mecanismos de ajustes estão  emperrados. As instituições estatais  entraram numa acomodação e numa paralisia que o descredito chegou ao seu ponto insuportável. Os modos de se corrigir os desvios através dos Partidos Políticos, das ações Judiciais e das promessas dos Governantes  podem até existir no papel, mas na prática são ineficazes. O Povo sente isto.
Por mais que se diga que o Executivo investe em saúde, educação e transporte, o que se vê não traduz o discurso.  As vagas são insuficiente nos hospitais, os colégios estão  com professores extremamente desestimulados  e mal remunerados. O custo emocional e físico que a população arca  com tempo, desconforto e desgaste total para o deslocamento para o trabalho e locais de estudo  não vale o preço que se paga. O povo sente na pele isto tudo. E as promessas de solução estão devidamente registradas na memória de todos nós.
Por mais que se afirme  que o Judiciário julga com isenção e rigor, o que se vê são corruptos ricos, com advogados influentes,  conseguirem passar impunes. O que se constata são decisões, quando não amparadas em filigranas técnicas para absolvição dos mais abastecidos, desaguar em condenações sem punições, firmes de que o povo tem memória curta. E dai os Políticos, os poderosos passam impunes sem efetiva punição, ao contrario dos demais do povo. Haja vista o caso dos anões do orçamento , dos mensaleiros, e de afastamento de autoridades e até de Ministros das  altas cortes e que até agora nada de punição efetiva se viu. O povo não esqueceu, ainda hoje está estampado em todos os jornais que o Ministério Público, perdeu o prazo para recorrer, a que tem obrigação por lei de fazê-lo e agora o Sr. Daniel Dantas, um dos  homens mais ricos e poderosos do país, se livrou de ser preso, acesse o link (http://brasilverdade.net/ministerio-publico-perde-prazo-da-satiagra...)
Por mais que se afirme que o Legislativo se renova e atua, o que se verifica são as mesmas caras e figuras no cenário das câmaras legislativas, com cargos em comissão loteados  ao sabor da troca de favores. Os gastos com a manutenção destas casas são  tão elevados que disputam com os de países mais ricos do mundo. Os partidos recrutam  para seus quadros  figuras execradas anteriormente pela sociedade .A família Sarney continua circulando no Poder há décadas, mesmo depois de período de descontrole traumático da economia capitaneado pelo então Presidente, além  de vários episódios de desvios envolvendo o clã.  Color de Mello, ex Presidente da Republica, então repelido pela sociedade, volta como Senador apertando a mão do mesmo cidadão, agora Senador Lindenberg, que movimentou o Brasil para retira-lo do Poder. Tudo com a mesma premissa de que o povo tem memória curta .Pra culminar  Renam Calheiros retoma a Presidência do Senado depois de ter renunciado em razão de questões éticas e de envolvimentos com construtoras.
Não! O povo recalca mas não esquece. E a pulsão de todos vem agora pra mostrar que todos estamos cheios e muito lúcidos pra tudo isto. Ou se muda o caminho das instituições com mecanismos menos falaciosos  postos a disposição da sociedade , ou a frustração generalizada do povo que encontrou seu modo de extravasamento nas ruas, nos gritos e bandeiras, continuará muito viva e muito atuante.
Antônio Cosentino
Comentário de Gilberto Fugimoto em 23 junho 2013 às 20:17

Mais uma reflexão:

Não estamos aqui pra pedir, muito menos pra implorar

Estamos aqui pra unir e trabalhar na mesma direção

Se não agora, quando?

Se não nós, quem?

"Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito."

Até quando vou culpar "os outros" pelos problemas que me afetam?

Comentário de José Leonel Rocha Lima em 23 junho 2013 às 19:19

Caro Gilberto,

Muito oportuna a sua reflexão! A Rede Agronomia não poderia deixar de fazê-la...

E sendo feita por você meu amigo, agrônomo numero um da Rede, é super legítima e atual.

Reflete toda a rica vivência da Rede Agronomia a qual você dedica tempo precioso e que está proporcionando

agradáveis retornos nesse pequeno universo de 5.300 colegas.

Os encontros presenciais comprovadamente são de extrema importância nos movimentos de articulação social.

Vamos repercurtir e analisar esses estrondosos  acontecimentos debater nos congressos do Rio de Janeiro e no CBA.

 

Comentário de IRANI de SOUZA PORTILHO em 23 junho 2013 às 9:32

Bom dia   bom  domingo  e bela  semana...apoio  totalmente  essas  manifestações...ate  porque  sempre  que passo  em   frente  a  ALEP  do  Parana....ha  muuuuito tempo  ..eu  desejo  fazer uma  placa  ou um cartaz  bem   grande,,,,talvez  ate  mesmo  pagasse  para fazer  um  OUTDOOR..onde escreveria...ESCOLA  DE  FORMAÇÃO  DE  VAMPIROS....e  em Brasilia  a  ESVAMP...ESCOLA  SUPERIOR DE  VAMPIRAGEM..entendam....não   desejo  a ditadura...acabar com o congresso e tudo mais..apenas  lembrar que  ha  poucos  anos  passados.....cerca   de    30 anos...haviam  prefeitos, p.  ex..que apenas  recebiam  alguma  ajuda de  custo   e  diarias  quando  precisassem.....e  atualmente...atre os  vereadorezinhos  de meia   pataca......gastam   em  viagens  de  ""aprendizado""  ou  encontros  de  lideranças...tudo  as  custas  dos COFRES  PUBLICOS.....então...e  isso mesmo   temos de  berrar nos ouvidos  deles...incomodar  feito  MOSCA  DE  CHIFRES......incomodar....pousar  na sopa...deles....ate  DIMIUNIREM  em  50%  os  gastos  que  fazem  nas  tais   casas  legislativas.....e não me venham  com essa  conversa  que  o  Brasil  precisa  de leis,,,,,regulamentações...discutir  resoluções...e   emendas  aos projetos....afinal......nem  precisa  ser   pos graduado  para  perceber  que  e todo  um   sistema   CRIADO   para  sse RETROALIMENTAR    e perpetuar   o MODUS  OPERANDI..em  favor....dos partidos....dos  sindicatos.....e   somando-se  a isso.....empregar   mais gente  nos  tais....TRIBUNAIS  ELEITORAIS.....e    cair  na  mesmice  de  ELEIÇÕES   A  CADA   2  ANOS......chega.....para  mim....eleição  deveria  ser  a cada 5  anos......

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