Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Caríssimos colegas,
Esta matéria sobre gramados é se suma importância para nós engenheiros agrônomos.Ela é claríssima em mostrar que a agronomia ainda é considerada "ciência secundária" por parte dos demais colegas engenheiros e arquitetos que compõem os CREA´s e CONFEA. Interessante refrisar o que foi muito bem dito, de que nas VISTORIAS DO CREA TEM-SE DADO ATENÇÃO AOS ASPECTOS FÍSICOS E DE SEGURANÇA DA OBRA (cálculo estrutural, painéis eletro-eletrônicos de controle, saídas de emergência, etc). Em termos de gramados idem: declividade, drenagem interna e de superfície; altura, textura e densidade da grama; sistemas automatizados de irrigação, ferti-irrigação, etc. Mas na fiscalização executada pelo CREA não se exige a participação do profissional engenheiro agrônomo desde a concepção dos estádios; falo sobre o "desempenho" do gramado (o item mais importante para a boa prática do esporte) em termos do "quantum" de energia luminosa necessária ao seu pleno desenvolvimento e os fatores que a determinam. Há que se ter em mente que, além dos pontos sombreados, fruto das paredes erguidas muito antes do plantio do gramado, há que pensar nas possibilidades da escolha da melhor cultivar (variedade) de grama dentro da espécie considerada. Trabalho com sementes e mudas no âmbito do Ministério da Agricultura e desconheço TRABALHOS TÉCNICOS PUBLICADOS que mostrem quais cultivares teriam comportamento mais adequado a cada situação de luminosidade, considerando as diferentes porções do gramado em relação ao "movimento aparente do sol", que, conforme sabemos, varia segundo o meridiano do lugar. Se quisermos descer a detalhes, poderíamos apostar que essa variação de luminosidade ao longo do dia, disposta em cada ponto ou região do gramado, certamente há de determinar, igualmente, variação na lâmina d´água diária a ser ofertada durante as irrigações (setor no qual acredito que conheço um poucquinho nesses 34 anos como especialista no setor) e, também, nos níveis de nutrientes a ser fornecidos, principalmente nitrogênio e alguns micronutrientes fotosensíveis, como o B, p.e., (trabalhei mais de 20 anos no setor de fertilizantes e corretivos do MAPA). Sem falar que determinadas pragas (aos menos avisados, o termo genérico "praga", hoje é oficialmente aplicável, indistintamente, a insetos, poliquetas, lesmas, ácaros, nematóides, fitoplasmas, protozoários, bactérias, fungos, micoplasmas e virus). Como se pode perceber, um gramado não é simplesmente um gramado.É um imenso e aberto laboratório onde um simples buraco ou fresta na parede de um estádio, ao permitir a passagem de um faixo de luz a uma determinada hora do dia, incidindo sobre determinada porção do gramado, há de determinar uma atmosfera e uma biosfera diferente das demais. E isso tudo abre campos imensos de pesquisa e discussão técnica. Isso torna nossa profissão maravilhosamente incomparável e única. Concluindo, estou de pleno acordo de que o engenheiro agrônomo deveria particiar da equipe multiciplinar encarregada de projetar os estádios, desde seu início. Atenciosamente,
eng. agr. Carlos Alberto de Conti.

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Comentário de Artur Melo em 8 janeiro 2010 às 15:47
Isso mesmo Carlos, Gramados Esportivos, tem todas essas situações e nuances que vc enumerou e muitas mais!
Abç
Artur Melo

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