Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

     É muito comum os contratantes não quererem pagar por um bom Projeto. Acreditam eles, que um Projeto Básico, bem "baratinho", ou mesmo um projeto "dado" pelo executor de sua obra é suficiente para garantir a qualidade do produto final.

     A Ilustração acima, mostra bem como isso pode gerar em problemas para o contratante.

     Iniciando de forma mais macro, e por conseguinte saindo da área dos gramados esportivos e tratando o tema de forma mais abrangente, no Brasil virou regra não ter um bom Projeto Executivo, havendo no máximo um projeto básico antes de cotar e executar uma obra.

     As obras do Poder Público e seus escândalos mais recentes atestam o que afirmo.

     Com um Projeto Básico, sem todas as especialidades e sem o Projeto Executivo, fica o contratante sem controle do processo de orçamentação da obra, bem como da licitação da mesma, pois aparecerão propostas de valores muito diferentes, isto porque os projetos básicos não amarram, no bom sentido do termo, não parametrizam as especificações e especialidades da execução. Ato contínuo, depois da obra contratada, vem a necessidade dos projetos das especialidades, tratados como modificações do Projeto Básico da obra já adjudicada, as respectivas elevações de valores para fazer frente a essas modificações e, finalmente, ainda vem, posteriormente, os aditivos.

     Esse "filme", ou roteiro de terror, vem sendo executado em diversas obras do setor público, onde via de regra uma obra sempre termina (quando termina) com muitos atrasos, com baixa qualidade e com um custo muitas vezes maior do que o licitado originalmente.

     Uma refinaria, licitada por 4 Bilhões de Reais, chega fácil a um custo final de 30 Bilhões, com um prazo de execução extremamente dilatado e uma qualidade final da obra bastante duvidosa. Exemplos como os viadutos que cairam antes da Copa2014 em BH, ou os nem inaugurados porque estão para ruir em Cuiabá...; há ás dezenas, centenas...

     Apesar de tudo que coloquei anteriormente, ser mais que sabido, infelizmente, mesmo fora da Administração Pública, ainda vemos essa prática rançosa de não valorização dos bons Projetos! De "economia" no projeto!

    Voltando então agora aos Gramados Esportivos, ainda acontece de o contratante de um serviço nessa área acreditar que o custo dispendido num bom Projeto Executivo é demasiado e que pode-se economizar fazendo só um projeto básico, ou ainda, "ganhando de presente" o projeto de uma empresa que está concorrendo para a execução da obra... Infelizmente, ainda há contratantes que acreditam que uma obra pode ser licitada e executada com bom custo, bom prazo e, especialmente, com boa qualidade final sem um Projeto Executivo bem elaborado antes da obra e uma efetiva Fiscalização da execução da mesma. Ledo engano que leva, em muitos casos, a elevação de custos, dilatação dos prazos de execução, redução da qualidade final do gramado, refazimentos e prejuízos financeiros e de reputações!

     É bem comum sermos chamados, durante a execução da obra, ou depois da obra executada, porque o gramado não tem caimentos corretos, tem deficiências de drenagem, irrigação sem a devida cobertura, tem capacidade de suporte de pisoteio menor que a esperada. . . um sem fim de problemas!

     Mas o mercado está em constante mutação, se aprimorando e aprendendo, muitas vezes a duras penas, a valorizar o projeto, a consultoria e a fiscalização das obras de gramados esportivos.

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Comentário de Artur Melo em 2 junho 2015 às 15:38

Caroline de Araújo Santos . A AEARJ deve programar o 5o Curso para 2017... 

Comentário de Caroline de Araújo Santos em 2 junho 2015 às 14:59

Quando haverá outro curso de gramados esportivos? Desde já agr

Comentário de Gilberto Fugimoto em 31 maio 2015 às 21:12

Artur,

Excelente artigo!

De fato, é preciso ter uma abordagem técnica e séria no gerenciamento de projetos para sua melhor execução. É um mercado crescente o gerenciamento de projetos que deve se estender a outras áreas da Agronomia. De fato precisamos de seriedade na gestão pra não ter que ouvir comentários deletérios externos.

Comentário de Marco em 29 maio 2015 às 12:21
Bom dia Artur, mais quem fomento a gambiarra? o mesmo Brasil, é incrível como todo aca se vasia na gambiarra, baratinho, ta carro, mas ese trabalho teu, ate uma criança faz, etc, é todo asim, todo mundo encontra uma disculpa pra todo, o profecional é visto como um se ruela. Falando de licitação, incrível, acredito eu, que a licitação e para adquirir materiais ou serviço, conforme um dasnostico tecnico, de um expecilista do sector, para ter culidade e bom preço, mas não, nas maiorias das vezes Consiguem comprar porcarias e a preço exorbitantes, e ainda tem vezes q vc es desclassificado porque teu preço é vem melhor q a concorrência, o porque a carta estava marcada, um absurdo todo, cansa trabalhar desta forma. abraço e sucesso Att: Miliano Marco GRUPO M&M

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