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SIMPÓSIO DO ANO INTERNACIONAL DO SOLO NO RIO DE JANEIRO

Crea-RJ, 08 e 09 de julho de 2015

 

Carta do Rio de Janeiro

 

O ano 2015 foi eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o "Ano Internacional do Solo" que traz à tona o tema conservação e manejo adequado do solo e da água. Recursos indissociáveis na natureza, priorizados na agenda agroambiental por toda a sociedade no Brasil e no Mundo.

O solo e a água têm sido incorporados nas discussões para o desenvolvimento e crescimento sustentável, associados à sua proteção e uso racional, à erradicação da pobreza e as mudanças nos padrões de produção e consumo da população.

A Associação dos Engenheiros Agrônomos do Rio de Janeiro (AEARJ), compromissada com a governança de solos se integra aos esforços iniciados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária do Rio de Janeiro, Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) e outras instituições, para fazer repercutir os acontecimentos mundiais na temática do solo e da água e conduzir propostas para o Estado do Rio de Janeiro.

O solo é parte do meio ambiente. Clima, água, produção de alimentos, madeira e de energia, além dos serviços ambientais, são intimamente ligados à qualidade do solo, interagem e dependem do solo.

 Compreender as relações do solo no ambiente, conservá-lo e preservá-lo significa garantir a sustentabilidade e a dignidade da vida no planeta Terra.

Em todo o mundo, o uso inadequado dos solos causa perdas anuais da ordem de 5 a 7 milhões de hectares, com incalculáveis malefícios decorrentes da perda de terras férteis. No Brasil, esse entendimento encontra-se fragmentado em várias políticas e normas, o que dificulta a governança do solo.

No Estado do Rio de Janeiro, apesar de privilegiado por uma competência técnica-científica e acadêmica, constituída por Universidades Federais, Estaduais e Particulares, Escolas e Institutos Técnicos, Unidades Descentralizadas da Embrapa, Empresa Estadual de Pesquisa e de Extensão Rural, os fórum de discussões sobre o tema ainda são tímidos e desintegrados.  Na sociedade fluminense é reconhecida a importância do solo como suporte à produção agrícola e pecuária, entretanto faz-se necessário torná-lo prioridade nas agendas políticas, assim como para setores da sociedade civil, do empresariado, educação básica, comunidade científica, acadêmica e nas políticas ambientais. Trazer à pauta todas as preocupações relacionadas ao solo, como a adequação e restauração ambiental, os impactos na saúde humana e no ambiente, da contaminação com agroquímicos e metais pesados, o potencial do Estado para o turismo rural, entre outros. 

Do ponto de vista agronômico, a manutenção das florestas e a produção agropecuária em sistemas de manejo agroecológico, agroflorestal e conservacionista, como o plantio direto, com todos os seus fundamentos, e o cultivo mínimo, promovem o aumento do teor de matéria orgânica no solo, garantem a produção de alimentos e de matérias primas, diminuem a erosão com consequente mitigação do assoreamento dos rios e lagos, aumentam a capacidade de captação, o estoque e qualidade da água, o sequestro de carbono, a biodiversidade e diminuem a erosão genética e ainda promovem melhorias na paisagem que contribuem para também estimular as atividades de turismo rural. 

Esses benefícios ambientais, quando efetivamente prestados, podem e devem ser recompensado financeiramente como fator de equidade para a sustentabilidade econômica e social ao agricultor na ocupação do espaço rural do Estado do Rio de Janeiro, onde vivem quase 4% da população responsável pela cadeia agroalimentar do Rio de Janeiro, que representa de 4,3% do PIB do estadual.

 Mesmo assim, a ocupação do espaço rural demanda atenção, não apenas pelo que representa a sua participação na economia do Estado, mas principalmente pela responsabilidade da população rural na gestão ambiental.  Isso é possível somente se houver valorização da vida no campo, remunerando adequadamente o agricultor, permitindo que ele se apodere de técnicas de conservação e manejo sustentáveis do ponto de vista social, econômico e ambiental. 

Nesse contexto, os participantes do Simpósio do Ano Internacional do Solo da AEARJ compartilham com toda a sociedade as seguintes propostas para o Estado do Rio de Janeiro: 

1.  Considerar e difundir a ideia de que o produtor rural, qualquer que seja a área de gerenciamento ou o nível de exploração, é o guardião número 1 dos recursos naturais – solo, água e biodiversidade.

2.  Promover a divulgação ampla do trabalho da equipe técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito da governança do solo e da água no Brasil, em especial à:

a) Necessidade de esforços para a unificação dos dados e planejamento para longo prazo da ocupação territorial, considerando a sobreposição da competência por diferentes órgãos em mais de 56 milhões de hectares levantados em todo o território nacional;

b) Necessidade de unificação da legislação de solo e de água. Identificação e preenchimento das lacunas pelos poderes legislativo federal, estadual e municipal.

3.  Elaboração e Aprovação do Zoneamento Ambiental do Estado do Rio de Janeiro (Art. 9º da Lei Federal 6.938/81) como principal instrumento de Proteção Ambiental para o Planejamento e Gestão Territorial Urbana e Rural, contemplando a articulação com as demais propostas de zoneamentos, tais como: as delimitações das Bacias Hidrográficas, o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), o Zoneamento Agroecológico e os Zoneamentos municipais (Lei Orgânica e Plano Diretor).

4.  Reunir esforços no sentido de ordenar o uso das terras e o manejo adequados do solo e da água no Estado do Rio de Janeiro, garantindo a sua biodiversidade e qualidade de vida das populações urbana, periurbana e rural, através de ferramentas de planejamento de uso da terra e zoneamento agroecológico, com destaque às terras degradadas.

5.  Promover esforços no sentido de aumentar a oferta e o detalhamento da informação sobre os solos e a sustentabilidade ambiental no Estado do Rio de Janeiro, base do planejamento e uso das terras.

6.  Financiar pesquisas científicas nas diferentes áreas da ciência do solo e sustentabilidade ambiental.

7.  Incentivar e promover a agricultura irrigada no Estado, evitando que áreas de floresta ou em recuperação sejam incorporadas ao setor produtivo, aumentando a segurança alimentar e aproveitando racionalmente a disponibilidade de água das bacias hidrográficas.

8.  Incentivar a adoção de técnicas que garantam o aumento da capacidade de infiltração de água da chuva no solo, garantindo a regularização do fluxo em mananciais superficiais e subsuperficiais.

9.  Intensificar políticas de proteção das áreas suscetíveis a erosão e a enchentes (planícies inundáveis) e da remoção e assentamento das famílias e demais atividades que ocupam as áreas de risco no Estado do Rio de Janeiro.

10.    Estimular a política estadual para o uso e a conservação do solo e da água, com ênfase à valorização do agricultor-conservador e as melhores práticas agroecológicas de proteção do solo e dos mananciais hídricos, através da articulação com o Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável em Microbacias Hidrográficas – Rio Rural, o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais - PSA e a fiscalização das práticas predatórias de manejo do solo, sobretudo, nas áreas de preservação permanente.

11.    Promover uma maior fiscalização da comercialização e utilização de agroquímicos – fertilizantes e agrotóxicos no Estado do Rio de Janeiro. Principalmente no que tange a contaminação de metais pesados e poluentes orgânicos nos corpos hídricos.

12.    Intensificar as Políticas Estaduais e Municipais para o auxilio à regularização fundiária do Estado do Rio de Janeiro, com ênfase e apoio às pequenas propriedades rurais (até 4 módulos fiscais), para a regularização do Cadastro Ambiental Rural e consequentemente das Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal.

13.    Promover a compensação da área de reserva legal (servidão ambiental) entre áreas de produção no bioma Mata Atlântica, trazendo para o Rio de Janeiro, em particular para o “mar de morros fluminense”, recursos públicos e privados para a recuperação das terras degradadas.  O “mar de morros” factíveis para a compensação de reserva legal incluem áreas no RJ, ES, SP, MG e BA.  Neste contexto fica registrado que o uso eficiente do BANPAR/INEA (cadastro voluntários de áreas de restauração) poderá contribuir para alavancar o processo de restauração florestal no Estado do Rio de Janeiro.

14.    Estimular a atuação dos Profissionais de Ciências Agrárias para a Extensão Rural, com o intuito de corrigir problemas relacionados a não aplicação de práticas e técnicas agrícolas, como por exemplo, a análise de solo, utilização de práticas conservacionistas, cultivo mínimo, sistema plantio direto, sistemas agroflorestais, entre outras - associadas ao incentivo, conscientização e valorização do agricultor-conservador.

15.    Incentivar a instalação de laboratórios de suporte à atividade agropecuária do Estado do Rio de Janeiro. Laboratórios para análise química e física de solo e laboratório de análise de resíduos em alimentos.

16.    Propor como alternativa para aumento da renda e melhoria na qualidade de vida as atividades de turismo rural, utilizando-se das pesquisas e das potencialidades do Estado, dos diversos atrativos e atrações turísticas regionais, com ênfase à conservação dos recursos naturais, à fixação do jovem no campo.

 

 

Engenheiro Agrônomo José Leonel Rocha Lima      Engenheiro Eletricista Reynaldo Barros

Presidente da AEARJ                                           Presidente do Crea-RJ

10637488487?profile=originalGrupo de profissionais Engenheiros/as Agrônomos/as e Engenheiros/as Florestais

que escreveram e aprovaram a Carta do Rio de Janeiro

10637488886?profile=originalAprovação dos 14 propostas para o Estado do Rio de Janeiro

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O DEBATE FOI MUITO RICO. ESTIVERAM PRESENTES COMPANHEIROS DE VÁRIOS ESTADOS.

O PRESENTE DOCUMENTO FOI ENVIADO AO MAPA E AO MDA, COM AS PROPOSTAS RESULTANTES DO DEBATE REALIZADO EM 09/05, NO RIO DE JANEIRO.

CRIAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE ATER PROPOSTAS DA MESA REDONDA

Data: 09/05/2013 - Rio de Janeiro - RJ

Entidades Promotoras: SENGE-RJ, AEARJ, FNEA, CLUBE DE ENGENHARIA, FISENGE

Entidades Representadas: SENGE-RJ, AEARJ, FNEA, CLUBE DE ENGENHARIA, FISENGE, FASER, CONFAEAB, EMBRAPA/CTAA, MAPA/SFA-RJ, MDA-RJ, EMATER-Rio, PESAGRO-RIO, SEAPEC-RJ, ITERJ, FIPERJ, AFERJ, APEFERJ, SEAGRO-SC, SENGE-PR, SENGE-BA, CREA-RJ, IBGE, UFRRJ, ASSOJAP, PREFEITURA RIO, CEDRUS, ABEEF/Via Campesina, AEAMT, Jornal da Agricultura, UERJ, Gabinete Deputado Marcelino Galo-BA. Participação: A participação de profissionais e instituições de vários estados (BA, MT, PR, RJ, SC) possibilitou discussões ricas que consolidaram propostas importantes para a ATER. Relatores: Jorge Antonio da Silva SENGE-RJ/FNEA e José Leonel Rocha Lima AEARJ

CONTEXTUALIZAÇÃO

Antes do Governo Collor, existiam 25.000 extensionistas no Brasil. Após a extinção da Embrater a redução foi acentuada. Hoje temos apenas 15.000 extensionistas, para 4.400.000 de agricultores familiares no Brasil, dando uma relação de 293 Agricultores por extensionista. A melhoria na produtividade do agricultor familiar e o aumento de sua renda levarão ao aumento da qualidade de vida. São perceptíveis os avanços alcançados por produtores que tem acesso a algum tipo de assistência técnica. A extinção da EMBRATER foi um terrível golpe ao desenvolvimento da ATER brasileira. Se por um lado a EMBRAPA cresceu e virou referencia para o mundo, o abandono a assistência ao micro e pequeno produtor foi talvez o golpe mais terrível ao desenvolvimento da qualidade vida do agricultor familiar. Esperamos a volta de uma empresa, com a mesma eficiência e importância da EMBRAPA, voltada para quem realmente precisa e necessita. Há uma carência acentuada de assistência técnica a produtores familiares e um abandono das instituições de ATER existentes, com poucas exceções.


Uma estrutura nacional que cuide da direção estratégica geral e acompanhamento dessas ações. A criação de uma estrutura nacional, onde a assistência técnica seja realmente reconhecida, como uma atividade extremamente importante junto ao setor produtivo, e que os profissionais da ASTEC sejam valorizados. É fundamental abrir novas possibilidades para os profissionais que vivem exclusivamente da ASTEC, e que atualmente enfrentam a concorrência desleal de outros profissionais, e mesmo dentro da nossa própria categoria com os PHD's (Profissionais Habilitados em Defensivos) que só pensam em vender sem critérios técnicos, visando unicamente o recebimento de comissões de vendas, atrapalhando o trabalho dos assistentes técnicos de fato. Torna-se necessário e urgente a transferência de tecnologia e conhecimento, entre as partes, que com certeza irão melhorar muito a atividade produtiva e propiciar o aumento da renda para os produtores. É de fundamental importância o uso de metodologias que permitam avaliar os resultados do trabalho de ATER para que a sociedade e as autoridades sejam sensibilizadas para a importância deste trabalho.


Necessário determinar diretrizes básicas de trabalho, focalizando os objetivos que podem dinamizar as atividades, colocando em prática metodologias que possam atender os interesses dos agricultores.

PROPOSTAS APROVADAS

  • É essencial o planejamento e o cumprimento de metas, que não devem ser preenchidas, com falsas informações e paliativos, somente para prestar conta ao TCU ou MDA. Os governos estaduais e prefeituras não contratam nem fazem concurso culminando por não merecerem o respeito da sociedade e dos agricultores.
  • Nesse sentido a criação de uma Estrutura Nacional de ATER é uns dos debates mais importantes do momento! Uma Extensão Rural Pública e de Qualidade, direito constitucional dos agricultores e dos consumidores de alimentos, passa por uma coordenação nacional e financiamento estatal com canalização de recursos de bancos e organismos internacionais. 
  • A articulação com prefeituras e com os estados é fundamental.
  • O direcionamento das pesquisas para a agricultura familiar e o aumento do crédito para a adesão das novas tecnologias também são requisitos para aumentar a produtividade e produção de alimentos de qualidade. De acordo com o Censo agropecuário (IBGE, 2006), 16,7% dos estabelecimentos rurais, no Brasil, beneficiam ou transformam algum tipo de matéria-prima, significando mais de 400 mil estabelecimentos.
  • Para o reconhecimento e valorização dos extensionistas rurais, é fundamental ampliar o quantitativo dos atuais 16.000 para, pelo menos, 50.000 profissionais, habilitados e capacitados, com condições de trabalho articulado e utilização das modernas ferramentas da computação e transmissão de dados. Dignificar e valorizar os profissionais que atuam em extensão rural. Administrar ATER sem conhecimento e didática adequada de nada adianta.
  • Restauração das Emater`s e das empresas já integradas, com pesquisa e extensão juntas (Ebda-BA, Epagri-SC, Emdagro-SE), e das empresas que prestam assistência técnica e extensão pesqueira (Baiha Pesca e Fiperj), através de um único esforço entre os Governos Municipais, Estaduais e Federal.
  • Que a ASBRAER seja eficiente e eficaz na captação dos recursos federais a exemplo do Sistema “S” que ficam com a maioria desses recursos dispondo de uma mínima estrutura de apoio aos agricultores e pescadores. Não adianta carro e computador sem a valorização e reconhecimento dos profissionais. Não podemos esquecer a Pesca bem como os pescadores e marisqueiros que não recebem a ATER.
  • Empresas estaduais não devem concorrer com empresa privadas. Empresas estruturadas, maduras, não devem concorrer com empresas privadas recentemente constituídas.
  • Integrar as demais organizações que também prestam serviços de Ater, como ONGs e Cooperativas de profissionais, de forma complementar.
  • O modelo americano tem uma grande integração entre a universidade e a comunidade, onde a geração de pesquisa é realizada em convênio com as empresas e transferida para a sociedade através da extensão universitária. Temos como exemplo o sucesso do projeto residência, no MAPA-RJ, que está sendo multiplicado. Incluir a extensão universitária como um dos eixos da Estrutura Nacional e ATER.
  • Enfrentar como prioridade a transferência efetiva de tecnologias aos Agricultores Familiares.

PRINCÍPIOS DA ATER PÚBLICA

Assegurar aos agricultores familiares o acesso a serviços gratuitos, de qualidade e em quantidade suficientes; Promoção do desenvolvimento rural sustentável: ênfase no desenvolvimento endógeno; Abordagem multidisciplinar e interdisciplinar; Enfoques metodológicos e participativos; Paradigma tecnológico baseado nos princípios da Agroecologia; Gestão que permita controle social; Monitoramento e avaliação com participação dos beneficiários; Democratização das decisões; Construção da cidadania; Processos educativos permanentes e continuados; Enfoque dialético, humanista e construtivista; Contribuir para formação de competências, mudanças de atitudes e procedimentos.

PROPOSTAS APROVADAS

  • A Estrutura Nacional não deve ser reguladora de ATER, mas sim uma Estrutura Nacional fomentadora de ATER. Por essa razão estranhamos o nome que vem sendo difundido: “ANATER”. A Estrutura Nacional deve ser coordenadora e financiadora.
  • A Estrutura Nacional deve respeitar os planos estaduais e regionais e não estabelecer pacotes prontos. A Agencia deve respeitar os Planos Regionais de Extensão Rural, pautando como princípio o respeito e incentivo à “elaboração de planos de desenvolvimento territorial/regionais com seus planos de ATER”, para que ações sejam potencializadas e o beneficiário possa ser incluído dentro de um processo contínuo respeitando as diversidades.
  • Os estados brasileiros devem elaborar e aprovar suas leis estaduais de ATER. O conceito deve ser o da pluralidade envolvendo o ambiente rural com o urbano, a população rural com a urbana, abordar os problemas rurais com os urbanos, já que está tudo integrado.
  • Valorizar a extensão pesqueira e aquícola, que precisa ser adequadamente prestada às categorias dos pescadores artesanais, pequenos maricultores, marisqueiras e escarnadoras de siri.
  • A Estrutura Nacional tem que estar vinculada ao MDA, com apoio da Casa Civil e a Sociedade Civil tem que fazer parte desta Estrutura.Deve haver a garantia de recursos em suficiência para garantir o apoio à agroecologia. Considerando que a Estrutura Nacional é fundamental para a transição agroecológica.
  • Contemplar a agroindústria familiar, que é uma das formas da agricultura familiar ascender, agregando valor a seus produtos. O Sistema tem que dotar as ATERs com as competências necessárias para o atendimento destas demandas.
  • A Estrutura deverá atender o Agricultor Familiar, o Pequeno e o Médio produtor, não inseridos nos programas e projetos do MAPA.
  • A Estrutura Nacional deve ser pública, contínua e de qualidade, por ser um direito constitucional. Com condições de captar recursos, inclusive internacionais. Realizar convênios, participar de licitações, desde que existam condições reais de executar os processos, tanto na forma operacional quanto na jurídica.
  • Ressaltamos a importância das Conferencias Estaduais e Nacionais de SAN Segurança Alimentar e Nutricional, de Desenvolvimento Rural Sustentável e de ATER Assistência Técnica e Extensão Rural, ocorridas nos últimos anos, as quais aprovaram as propostas de fortalecimento da ATER gratuita aos agricultores familiares. Defendemos que a Estrutura Nacional na sua formação deve respeitar os princípios da PNATER, o documento da Conferência Nacional de Ater.
  • Nesse sentido devem ser seguidas as orientações do PNATER, um documento extremamente detalhado e debatido com vários segmentos da sociedade e, portanto, legitimado em seus anseios. O melhor desenho da Estrutura Nacional está contido nas propostas do PNATER, elaborado por um processo democrático, através das inúmeras audiências, municipais e estaduais, em todo o Brasil.

Rio de Janeiro, 09 de maio de 2013

Representações: SENGE-RJ, AEARJ, FNEA, CLUBE DE ENGENHARIA, FISENGE, AEAMT, FASER, CONFAEAB, EMBRAPA/CTAA, MAPA/SFA-RJ, MDA-RJ, EMATER-Rio, PESAGRO-RIO, SEAPEC-RJ, ITERJ, FIPERJ, AFERJ, APEFERJ, SEAGRO-SC, SENGE-PR, SENGE-BA, CREA-RJ, IBGE, UFRRJ, ASSOJAP, PREFEITURA RIO, CEDRUS, ABEEF/Via Campesina, Jornal da Agricultura, UERJ, Gabinete Deputado Estadual Marcelino Galo-BA.

Presentes: Alberico M Mendonça, Alfredo H Mager, Alfeu Pontes, Antonio Carlos Florido, Arivaldo R Viana, Benito Igreja Junior, Maria Cristina Bouglem, Camilla Ferreira Bonfim, Carlos Alberto P Rocha, Carlos Roberto Bittencourt, Celso Merola Junger, Cleude Pereira da Silva, Denílson José, Eduardo M Piazera, Eliana Conde Leite, Fabio Pequeno, Fenelon Neto, Gabriela Fernandez Sanchez, Generosa de Oliveira Silva, Gilberto Fugimoto, Helio Martins, Iara Mello Freitas, Ibá dos Santos, José Henrique C Moraes, João Dias Filho, João Sebastião Araújo, Jonas Dantas, Jorge Dotti Cesa, Jose Erivaldo Barros, Jose Leonel Rocha Lima, Jorge Antonio da Silva, Luã Gabriel Trento, Leandro Ferreira, Luiz A C Santos, Marcelle Pacheco Soares, Marcio Luiz Clemente, Maria Conceição Rosa, Mario Lucio M Melo Junior, Mary Stela Bischof, Mauro Sergio Vianello Pinto, Murillo Freire Junior, Nilton Sampaio Freire de Mello, Ocimar Alves Teixeira, Osvaldo Henrique Souza Neves, Patrícia Branco Piano, Paulo Roberto V Brandão, Pedro Ferreira Lima, Ramon Estrada, Ricardo Mansur, Rodrigo Miguel Franco, Sebastião Moreira Peixoto, Sebastião A Rezende, Sérgio Agostinho Cenci, Sergio de Mello Braga, Severian Rocha, Uiara Martins Carvalho, Vicente Dores Monteiro Pinto.

veja o arquivo na íntegra

ATER%20-%20PROPOSTAS%20DA%20MESA%20REDONDA%20-%2009%20MAIO%202013.pdf 

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CURRÍCULO 3.0

(Título do artigo do Caderno Boa Chance, O Globo, 27/02/11, pág.1)

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Engo. Agro. JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO

jviana@openlink.com.br

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Considerando que nas comunidades do Orkut que eu freqüento, existem muitos alunos, vou transmitir uma dica do jornal de domingo passado, que achei supimpa. Trata-se de uma nova forma de apresentação do Currículo (para obtenção de emprego, é claro), mas sob a forma de Infográfico. O jornal dá dois exemplos:

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Gráfico em Círculos

Assemelha-se a um disquete, com vários círculos concêntricos. Bem no centro, aparece a foto do candidato, seguida das seguintes camadas:

a)     nome completo e ano do nascimento;

b)     pequenos círculos com os anos de formado (dos quais irradiam linhas de chamada para as camadas subseqüentes);

c)      linha(s) de tempo com atividades da Vida Acadêmica (linhas de cor verde);

d)     linha(s) de tempo com atividades da Vida Profissional (de cor vermelha); e

e)     linha de tempo onde são assinaladas datas significativas (no caso, premiações; de cor amarela).

Além desse gráfico, gráficos de barra mostram o NÍVEL DE CONHECIMENTO (Básico, Intermediário, Desenvolvido e Avançado; no caso, softwares). E um terceiro gráfico menor, sob a forma de torta, para mostrar as HABILIDADES.

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Gráfico em Escada

A linha de tempo, num ângulo de 45 graus e de baixo para cima, é formada por um conjunto de 3 quadradinhos em cores diferentes (um para a vida acadêmica, outro para a profissional e o 3o. para premiações). Em cada degrau, ao lado do  quadradinho da direita (que contem o ano), faz-se a anotação devida. O destaque de uma dada atividade, pode ser dada pelo corpo da letra em negrito, à cores, ou de tamanho maior.

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A MINHA CONTRIBUIÇÃO

Duas críticas que eu faço ao gráfico em círculos (o mais interessante) é que: a) os anos estavam no sentido anti-horário; e b) não é fácil elaborar um texto em círculos. Por outro lado, achei a LINHA DE TEMPO muito útil, por poder mostrar atividades profissionais paralelas, e dar a quem vê o currículo uma visão de conjunto. Por isso elaborei um gráfico com a linha do tempo na horizontal, mas que incorpora a forma de apresentação das atividades mostradas no artigo do jornal. Veja a Figura abaixo.

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Meu currículo original tem 7 páginas. Veja como ele coube num pedacinho de papel. Observe também que não deixei a atividade docente para fazer o Doutorado (na UFRJ).

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Agronomia debate Código Florestal

Debate sobre Código Florestal promovido pela AEARJ





A Associação de Engenheiros Agrônomos do Rio de Janeiro - promoveu, 18 de agosto último no auditório do CREA-RJ, um debate inicial sobre o Novo Código Florestal Brasileiro conforme anunciado aqui na Rede Agronomia.


Uma troca de ideias e de visões sobre o tema, acabou contribuindo para esclarecer muitos aspectos de tema complexo que a proposta de susbstitutivo da Lei.


André Ilha, diretor de biodiversidade e áreas protegidas do INEA (Instituto Estadual do Ambiente) comparou a proposta do Novo Código Florestal à visão desenvolvimentista a qualquer preço. André analisa que a Comissão encarregada de propor mudanças ao Código Florestal está dominada por ruralistas, o resultado desse relatório era previsível. A proposta é extremamente perniciosa, disse.





O relator das propostas de mudanças ao Código Florestal é um deputado comunista – Aldo Rebelo – é bastante antiquado por não se apropriar dos avanços científicos e não analisar a relação direta de causa e efeito estabelecida entre as ações humanas, seja pela industrialização ou desmatamento, sobre o clima global e por estarmos neste momento provocando a sexta grande extinção em massa da história do planeta terra.






Alberto Figueiredo, engenheiro agrônomo, ex-secretário estadual de agricultura e colega da Rede Agronomia, apresentou argumentos a favor dos agricultores.



Sobre preservação de matas ciliares, concorda com critérios científicos na preservação, mas questiona que critérios foram capazes de definir as atuais dimensões de proteção às margens dos corpos d'água.


- Áreas planas às margens dos rios são as mais férteis da propriedade. Os projetos já implantados de fruticultura no nordeste ou os canaviais no norte fluminense às margens dos rios Muriaé, Paraíba e Bomba, precisam ser discutidos, afirmou Alberto.


- Não é justo colocar sobre o agricultor, na maioria descaptalizado, o ônus (do cumprimento da legislação) da preservação que cabe ao Estado brasileiro, argumentou o colega engenheiro agrônomo.



Marcus Vinicius Carrasqueira
- Conselheiro da AEARJ e gerente ambiental da Prefeitura do Rio - esclareceu os conceitos de Área de Preservação Permanente e Reserva Legal, recuperando a história desse avanços e por último a tensão gerada pela Lei de Crimes Ambientais sobre a produção rural.




Temos – como engenheiros agrônomos – uma responsabilidade muito grande frente às Leis em vigor, seja no atual Código Florestal, sua proposta de modificação, bem como na aplicação da lei em zoneamentos ecológicos, manejo de microbacias hidrográficas, no plano de suprimento sustentável, pré-condições para o projeto de lei cumprir seu objetivo. Produzimos licenciamentos, laudos e pareceres.


- Cabe o nosso posicionamento ético no interesse maior em benefício da sociedade desempenhando melhor nosso papel como profissionais, finaliza Vinicius.





Retrocesso ambiental ou legalização da agropecuária?




Caros colegas,


Diante da complexidade do tema é difícil ter uma opinião definitiva ou única sobre a proposta do Novo Código Florestal Brasileiro. Palco de disputas entre interesses da agricultura comercial e de ambientalistas, a proposta de substitutivo encaminhada pelo deputado Aldo Rebelo, vem gerando polêmica pelo país.


Até entendo a fraca mobilização da opinião pública sobre o tema. No país em que está difícil conquistar eleitores para o próximo pleito, o que dirá um tema técnico e complexo como esse.


Por dever de (nosso) ofício e pelos impactos que o Novo Código Florestal pode causar, é importante termos informação e opinião. Como profissionais ou cidadãos temos algo a dizer.


Quais visões devem prevalecer? A preservação do ambiente se sobrepõe à produção de alimentos e energia? O interesse econômico é mais relevante que a preservação de ambiente e espécies evitando contribuir ainda mais para o aquecimento global?


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