conservação (6)

Brasil tem ao menos mais uma fronteira agrícola a ser descoberta

Giro do Boi    03 de abril de 2020  

Um dos maiores desafios da agropecuária no Brasil, a produção em solos arenosos, está ganhando um aliado cada vez mais forte: o avanço das pesquisas de entidades como a Embrapa. Quando as técnicas descobertas pelos pesquisadores, como o plantio direto, são aplicadas a estes solos mais pobres, com correção de fertilidade e sequência adequada de rotação de culturas, o resultado se traduz em alta produtividade e competitividade frente à agricultura praticada em outras fronteiras agrícolas. Este foi o tema da reportagem da série especial Embrapa em Ação, reproduzida no programa desta sexta-feira, dia 03.

Cerca de 8% a 10% do solos das áreas da agropecuária no Brasil são arenosos, ou seja, possuem menos que 15% de argila. Por isso a metodologia que pudesse levar alta produtividade a estas áreas significaria praticamente a abertura de uma nova fronteira agrícola  e sem a necessidade expandir a área que o Brasil destina ao agro atualmente.  “O que viabilizou essa agricultura em solos arenosos foi o sistema plantio direto, quando nós começamos a aplicar o conceito de que não se deve arar e gradear o solo, que se deve fazer uma rotação de culturas, que se deve manter culturas de cobertura, que se deve fazer o controle de tráfego. Aí nós conseguimos as altas produtividades nestes solos arenosos” apontou.

Outro ponto fundamental para alcançar níveis competitivos de produtividade nestes terrenos é saber diferenciar os solos arenosos, que podem ser compostos por diferentes texturas de areia. A areia fina, por exemplo, torna o ambiente mais favorável para a agricultura por facilitar retenção de água e o aumento do nível de matéria orgânica, retendo os nutrientes.

Entre as vantagens competitivas de usar estes solos, conforme apontou o pesquisador, está o fato de que muitas vezes as áreas estão próximas às capitais do Centro-Oeste e do Sul do País, com condições de logística privilegiada, perto dos grandes centros e mercados consumidores.

Além da agricultura, a pecuária também pode ser beneficiada porque em muitos solos do Cerrado, por exemplo, a forrageira indicada para fazer a cobertura do solo para o plantio direto é a Brachiaria ruziziensis. Com a pastagem formada para cumprir posterior papel de proteger o solo, o produtor pode aproveitá-la ao longo de seu ciclo produtivo para engordar bovinos.

Em:  https://www.girodoboi.com.br/noticias/brasil-tem-ao-menos-mais-uma-fronteira-agricola-a-ser-descoberta/ 

Saiba mais…

Bom dia caros agrônomos!


Nós da Editora Oficina de Textos, temos alguns livros na área e gostaríamos de compartilhar com vocês uma promoção  de 15% na obra "Formação e Conservação dos Solos", que rolará sábado em nosso site. Mais informações podem ser encontradas clicando aqui.

Sobre o livro:

capona_internet_Formacao-Solos-2ED.jpgSolos: um dos mais importantes recursos naturais de nosso planeta, tanto para as necessidades humanas, como para a conservação dos ecossistemas. Além de sustentarem os campos de cultivo e pastagens de onde vêm nossos alimentos, ainda comportam campos, cerrados e florestas, integrando a biodiversidade e acolhendo a água das chuvas que depois emerge nas nascentes e mananciais. Neles também assentamos as residências, as estradas e depositamos os resíduos urbanos.
Formação e Conservação dos Solos ensina como os solos se formam e como seu uso pode se tornar sustentável, a fim de que esse recurso natural seja conservado, apesar das muitas centenas de anos em que o homem o degradou: ou porque não o conhecia ou porque não sabia utilizá-lo adequadamente.
O livro é dirigido a profissionais e estudantes de várias áreas, como Agronomia, Biologia, Geologia, Geografia e Engenharias, e, por que não, a todas as pessoas que se interessam em conhecer e preservar a natureza. A iniciação ao conhecimento da Ciência do Solo é realizada por este magnífico livro com uma linguagem simples e precisa, complementado por inúmeras ilustrações em cores.
Formação e Conservação dos Solos em sua 2ª edição, atualizada e ampliada, traz o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

Sobre o Autor:
Igo F. Lepsch é renomado especialista em Solos, com Mestrado e PhD pela North Carolina State University, EUA, e pós-doutorado na Commonwealth Scientific Industrial Research Organization, Austrália. É autor de inúmeros artigos científicos e de divulgação publicados em 45 anos de atividade profissional. Depois de exercer a função de pesquisador no Instituto Agronômico de Campinas, vem atuando como professor visitante e consultor em empresas. É também autor do lançamento 19 Lições de Pedologia.

Aproveitando o post, gostaria de apresentar nosso Portal Comunitexto, onde colocamos matérias sobre nossos livros, sobre temas científicos e notícias do Brasil e do Mundo. Entre, leia, deixe a sua opinião.

Saiba mais…

Programa Produtor de Água



Compartilhando informações sobre o Programa Produtor de Água apresentado no I Seminário Produtor de Águas no estado do Rio de Janeiro


Objetivos:

  • Melhoria da qualidade da água, através do abatimento da erosão e sedimentação
  • Regularização da oferta de água por meio da adequada alimentação do lençol freático

Pagamento por Serviços Ambientais - PSA


Uma transação voluntaria na qual um serviço ambiental bem definido ou uma forma de uso da terra que possa assegurar este serviço e comprado por pelo menos um comprador de pelo menos um provedor sob a condição de que o provedor garanta a provisão deste serviço.(Wunder, 2005)



A manutenção dos serviços ecossistêmicos, isto é , a capacidade dos ecossistemas de manter as condições ambientais apropriadas, depende da implementação de práticas humanas que minimizem nosso impacto negativo nesse biomas. Essas práticas são conhecidas como SERVIÇOS AMBIENTAIS.


O pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma política inovadora que tem como principal objetivo transferir recursos, monetários ou não monetários, para aqueles que ajudam a conservar ou produzir tais serviços mediante a adoção de práticas agrícolas ou no meio urbano.


É importante ressaltar que os benefícios gerados pela prestação de serviços ambientais são usufruídos por toda a sociedade, mas seus custos recaem apenas sobre os donos da terra. É justo, portanto, que tais pessoas recebam incentivos da parte que se beneficia.

Fonte: Agência Nacional de Águas
Saiba mais…
I Seminário Programa Produtor de Água no Rio de Janeiro
23 de fevereiro de 2010
Local: Auditório Embrapa Solos
Rua Jardim Botânico, 1024, Jardim Botânico, Rio de Janeiro

INSCRIÇÕES:
Enviar nome e instituição para o endereço eventos@cnps.embrapa.br

PROGRAMAÇÃO:

Dia 23/02
09:00 - Abertura
09:15 - Panorama do Programa Produtor de Água - Devanir Garcia dos Santos/ ANA
10:15 - Experiências do Programa Produtor de Água no Brasil - TNC
11:15 - Perspectivas do Programa Produtor de Água para o Rio de Janeiro - Rosa Formiga Johnsson/ INEA
Haverá 15 minutos reservados para questões em cada apresentação da manhã.
12:00 Almoço
13:30 - Incentivos ao Manejo Sustentável de Recursos Naturais do Programa Microbacias RJ - Nelson Teixeira/ SEAPPA
14:20 - Monitoramento ambiental em bacias hidrográficas do Rio de Janeiro - Rachel Bardy Prado / Embrapa Solos
14:50 - Experiência do Comitê da Bacia Lagos São João - Denise Spiller Pena e Natália V. Ribeiro / FUNBOAS
15:40 - Coffee-Break
16:00 - Experiência do Projeto Produtor de Águas e Florestas da Bacia do Rio Guandu - Gilberto Pereira/ Instituto Terra
16:50 - Mesa redonda: debates.
17:30 - Encerramento
Haverá 10 minutos reservados para questões em cada apresentação da tarde.

CONTEXTUALIZAÇÃO

O Programa Produtor de Água foi concebido pela Agência Nacional de Águas – ANA tendo como propósito a
redução da erosão e do assoreamento de mananciais no meio rural, propiciando a melhoria da qualidade da água e o aumento das vazões médias dos rios em bacias hidrográficas de importância estratégica para o País.

É um programa de adesão voluntária de produtores rurais que se proponham a adotar práticas e manejos
conservacionistas em suas terras com vistas à conservação do solo e da água. Como os benefícios advindos dessas práticas ultrapassam as fronteiras das propriedades rurais e chegam aos demais usuários da bacia, o Programa prevê a remuneração dos produtores participantes. De acordo com a Agência, o Programa está alinhado à tendência mundial de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), baseada no princípio do provedor recebedor, que prevê bonificação aos usuários que geram externalidades positivas em bacias hidrográficas (http://www2.ana.gov.br/Paginas/projetos/ProgramaProdutorAgua.aspx).
No Estado do Rio de Janeiro, se destacam iniciativas de gestão integrada dos recursos hídricos em bacias e
microbacias hidrográficas por agricultores, como o Programa Desenvolvimento Rural Sustentável em Microbacias Hidrográficas RIO RURAL, o Fundo de Boas Praticas Ambientais do Comitê Lagos São João, e o Produtor Águas e Florestas do Comitê Guandu, que contribuem para o aprimoramento e consolidação da estratégia fluminense de pagamento por serviços ambientais.

Neste sentido, o I Seminário Produtor de Água no Estado do Rio de Janeiro reunirá representantes de organizações governamentais e da sociedade civil atuantes na gestão e preservação dos recursos hídricos -
Agência Nacional de Águas, The Nature Conservancy, Secretarias Estaduais de Agricultura e do Ambiente, Comitês de Bacias Hidrográficas e Embrapa Solos - para a consolidação do Programa no Estado do Rio de Janeiro.

OBJETIVO
Discutir estratégias e diretrizes para a disseminação do Programa Produtor de Água no Estado do Rio de Janeiro, a fim de aprimorar a gestão integrada dos recursos hídricos e florestas, envolvendo órgãos públicos, sociedade civil e iniciativa privada.

Organização:
Azeneth Schuler (Embrapa Solos - RJ)
Rachel Bardy Prado (Embrapa Solos - RJ)
Helga Restum Hissa (SEAPPA - RJ)
Fátima Casarin (DIGAT/ INEA - RJ)
Rosa Formiga Johnsson (DIGAT/ INEA - RJ)


Saiba mais…