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Reunião do GT Estradas Vicinais

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CIRCUITO DE PALESTAS AGROAMBIENTAIS

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Os solos do Oeste da Bahia são antigos, frágeis...mas muito produtivos  

No Oeste da Bahia, as chuvas demoraram a chegar. Mas, quando estas vieram, "parecia que o mundo estava acabando". Contudo, costuma ser assim: passada a tormenta, tudo volta ao normal nessa região.

Desta forma, a safra seguiu com alto desenvolvimento e boa produtividade. O segredo está, portanto, nos cuidados com o solo e na água da chuva. A água entra no lençol freático que está nas lavouras e ressurge no nível de base do solo, fazendo a renovação hídrica.

Mesmo em uma região de terras frágeis, areia fina e solo antigo, datado de milhares de anos, os 2,5 milhões de hectares da formação Urucuia se transformam em uma das áreas mais produtivas do planeta.

Assista a reportagem completa EM https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/agronegocio/212959-os-solos-do-oeste-da-bahia-sao-antigos-frageismas-muito-produtivos.html#.XsAQqWhKjIU

Notícias Agrícolas  02 de maio de 2018  

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SOLOS SEM CONTENÇÃO ESCORREM PARA OS RIO

Pedro Freitas demonstra que solos sem contenção escorrem para os rios   

Notícias Agrícolas  18 de abril de 2018      

Os últimos anos foram de chuvas volumosas no oeste da Bahia. Com isso, os solos arenosos da região ficam suscetíveis ao escorrimento superficial, bem como a consequente erosão. Pedro Luiz de Freitas, pesquisador científico da Embrapa Solos, destaca que, em meio a essas desvantagens, a construção desses solos é fundamental para obter uma boa produtividade.

Ele aponta que este evento, que deve percorrer todo o Brasil, com várias etapas, pretende mostrar a importância do recurso, o envolvimento do solo com a água e o reconhecimento das boas práticas agrícolas.

Com a construção dos solos, os produtores podem contar com uma melhoria da fertilidade física, química e biológica de suas áreas, com um ganho de produtividade trazido por essa fertilidade. Além disso, no oeste da Bahia, o Rio Grande é responsável por mais da metade da vazão do Rio São Francisco, de forma que a agricultura se mostra essencial para sua conservação.

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Embrapa Solos vão promover na próxima quinta-feira (26), a partir das 8h30, o “Encontro de Construtores de Solos do Oeste da Bahia”, no auditório do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM). O objetivo é apoiar os produtores rurais do oeste da Bahia a identificar e buscar estratégias para reduzir as perdas de material orgânico do solo. O evento, que terá transmissão ao vivo pelo site Notícias Agrícolas, trará em sua programação os pesquisadores Pedro Luiz de Freitas e Paulo Cézar Teixeira, da Embrapa Solos, que vão discorrer sobre os temas: “Manejo e conservação da água e do solo” e a “Construção da fertilidade do solo em grande culturas com ênfase na adubação potássica”.

Com uma produção de grãos em uma extensão de 2,2 milhões de hectares em todo o oeste da Bahia, o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, considera que existe uma preocupação crescente dos agricultores da região com a perda dos nutrientes do solo que prejudicam o cultivo da produção agrícola. “No período das chuvas, ocorre muito carreamento de sedimentos sólidos principalmente no leito das estradas vicinais e solos cultivados, principalmente nas regiões que antecedem os vales por terem uma declividade elevada e um solo com baixa infiltração, causando o assoreamento do leito de nossos rios”, afirma.

“Com este encontro, queremos reunir todos os produtores, seja do cerrado ou do vale, para buscar soluções viáveis para diminuir este problema e permitir que cada vez mais possamos produzir com sustentabilidade, mas para isto a participação de todos os produtores é fundamental”, complementa. Os agricultores da região, por meio da Abapa, por exemplo, vem investindo R$ 30 milhões para a recuperação de estradas da região e protegendo os solos e os rios da erosão com a construção de mini-barragens para conter o carreamento do solo com as chuvas.

Para reforçar sobre a importância da proteção dos solos, o Encontro vai abordar, também, o tema “Erosão de solos em sub-bacias hidrográficas do Rio Grande”, que será ministrado pelo geógrafo e professor da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Dr. Ricardo Reis Alves. Já o agrônomo Dr. Júlio César Bogiani, da Embrapa Algodão, vai falar sobre “Construção da fertilidade de solo em algodão”, e o pesquisador Me. Afonso Peche Filho, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), sobre a Fragilização do solo pela mecanização em áreas agrícolas. “Esta é uma oportunidade para produtores rurais, pesquisadores e técnicos agrícolas da região debaterem com especialistas estratégias e técnicas para mitigar as perdas de solo e dos seus nutrientes no oeste da Bahia”, reforça

https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/agronegocio/212056-pedro-freitas-demonstra-que-solos-sem-contencao-escorrem-para-os-rios.html#.XsABnmhKjIU;  

https://vimeo.com/313041480 

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ÁGUA DA CHUVA É POTÁVEL

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O Globo Rural que acabei de assistir, trás uma reportagem sobre o armazenamento de água da chuva (para consumo) no semiárido brasileiro, alertando que o Governo (Ministério da Cidadania) reduziu a aplicação de recursos no antigo Programa chamado "Um milhão de cisternas", e que uma dessas cisternas (da foto acima) custa apenas R$ 3.500, 00. (1)

Um estudo realizado na Austrália sugere que a água da chuva recolhida em recipientes é potável e não agride a saúde dos seres humanos, segundo informações divulgadas pela agência EFE nesta quarta-feira. Um comunicado da Universidade de Monash, em Melbourne, pesquisou 300 casas na cidade de Adelaide cujos proprietários utilizam a chuva como principal fonte de consumo de água. (2)

Essa polêmica sobre a potabilidade da água da chuva é recorrente na Engenharia, e eu sempre fiquei do lado dos que dizem que sim. Em 2009 eu apresentei numa reunião de condomínio do edifício onde moro, no Rio de Janeiro, um projeto (de minha autoria) de captação da água da chuva a partir do terraço, e que não foi aprovado por falta de votos (pelos vizinhos, alguns Engenheiros e até General aposentado) não acreditarem que a água da chuva é potável. Um resumo deste projeto consta da página Rede Agronomia, de 31/10/2011, no endereço abaixo:

https://agronomos.ning.com/profiles/blogs/capta-o-da-gua-de-chuva

Um dos argumentos contra mais fortes, foi o das chuvas ácidas, que ocorrem em locais onde a poluição industrial é farta na expedição pelas chaminés das fábricas de produtos à base de Enxofre, que reage na atmosfera acidificando a água da chuva. O segundo é o cocô dos pombos.

Por outro lado, o meu argumento mais forte à favor (da potabilidade), dá-se quando comparamos o fornecimento de água da chuva com o das estações de tratamento de água (ETAs) convencionais. Ela sai pura da ETE, mas pode contaminar-se ao longo das tubulações (velhas) e ao chegarem ao reservatório domiciliar. A água da chuva, por resultar do processo de evaporação, lá em cima (nas nuvens), é potável e, ocasionalmente, pode se contaminar no trajeto e ao chegar nos telhados com alguma sujeira. Por isso se recomenda que não sejam captadas as águas nos primeiros minutos de chuva.

REF. (1)

https://globoplay.globo.com/v/8346418/

(2)

https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/pesquisa/agua-da-chuva-e-potavel-e-faz-bem-ao-homem-diz-estudo,7c598d06878ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

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Protesto no MAPA RJ

Funcionários do MAPA Protestam à Nomeação de Superintendente

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O motivo do protesto é a substituição do Engenheiro Agrônomo Antonio Carlos Marques de Medeiros pelo Senho José Essiomar, comerciante, com escolaridade de nível médio, ex-vice-prefeito de Angra dos Reis. 

A nomeação está sendo vista como descaso entre os servidores que contraria o Decreto 8.762/2016 que prevê  que o cargo de Superintendente Federal de Agricultura seja ocupado exclusivamente por servidores efetivos do quadro de pessoal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os quais deverão possuir, no mínimo, curso superior completo.

Afinal, como era mesmo aquela estória de meritocracia tão propagada pelo atual governo interino?

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Fazendo presença no Boulevard Olímpico

Caminhando em pleno Boulevard Olímpico ao lado do maior painel de grafite do mundo, do Museu do Amanhã e do VLT, faixas no prédio do MAPA RJ divulgam para todos os presentes a insatisfação dos funcionários com uma nomeação que aponta para o descaso da Superintendência e desvalorização dos profissionais de nível superior.

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QUALIDADE DA ÁGUA NA AGRICULTURA

10637428260?profile=originalEm agricultura irrigada, o manejo da irrigação tem sido alvo de grande interesse de estudo.

Fatores como, escolha do sistema, seu funcionamento, cálculos de irrigação, manejo da água, características edafoclimáticas e outros, estão sendo estudados constantemente, visto que a irrigação é uma forma de substituir a água da chuva, promovendo, assim o desenvolvimento satisfatório das plantas, a qualidade do produto e a produtividade. No entanto, estes resultados estão diretamente relacionados com a qualidade da água disponível. Se a qualidade da água de irrigação for inadequada, particularmente no que diz respeito a compostos tóxicos, a irrigação apresentará um possível risco para a saúde da população, portanto, o monitoramento é uma ferramenta essencial no controle da qualidade da água, principalmente quando se destina direta ou indiretamente, ao consumo humano. Nesse contexto é necessário a realização de uma abordagem sobre os indicadores de qualidade de água, os problemas mais comuns causados pelas águas de má qualidade, os procedimentos adequados para a realização de amostragem, avaliação e classificação e ainda alguns comentários sobre o reaproveitamento de água de diferentes qualidades.

Nas regiões de clima árido e semi-árido a prática da irrigação se torna muito comum, afinal a chuva é insuficiente, podendo prejudicar a condução de uma cultura. Já nas regiões úmidas ocorrem os períodos de déficit de água que também provocam sérios prejuízos à agricultura.

A irrigação artificial com águas de má qualidade seguido do manejo inadequado da irrigação já tornou ricas regiões agrícolas em terras improdutivas. Esse fato é de fundamental importância para a elaboração de projetos de irrigação e drenagem, pois todas as águas de irrigação possuem um índice percentual maior ou menor de sais solúveis. Para um solo que apresenta condições adequadas de drenagem, os sais depositados serão extraídos do sistema radicular da cultura, porém quando se trata de um sistema de drenagem deficiente, o conteúdo de sais no solo aumentará progressivamente até alcançar níveis que tornarão a exploração agrícola antieconômica.

O que define a qualidade da água para irrigação são os parâmetros físico-químicos, sendo os processos edáficos os principais responsáveis pela má qualidade da água destinada a irrigação.

 

É normal que o produtor pense em fazer uma análise de solo antes de iniciar um plantio, o que devemos chamar atenção é para a necessidade de se realizar também uma análise da água que será utilizada para irrigação. Muitas vezes os problemas apresentados na condução de uma cultura, como por exemplo, salinização do solo, problemas no processo de infiltração da água, corrosão ou formação de crosta no interior das tubulações, contaminações por agrotóxicos, metais pesados e muitos outros que estão vinculados à qualidade da água, podendo trazer sérios prejuízos em curto, médio ou longo prazo.

Fonte: Ferreira, J.R. - "Avaliação da Qualidade da Água do Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos do Piauí"

Foto:Ferreira, J.R.

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Esta semana a Tradincom, Sistema de Conexões do Agronegócio, lançou mais uma ferramenta de grande utilidade para o agrobusiness: o Conversor.

A área de negócios, que já contava com uma área de cotação de commodities agrícolas e um grupo de compra voltado para o agronegócio, passa agora a ter esta nova ferramenta.

Na área de conversores poderão ser feitas conversões de unidades de medida, bem como calcular o preço da sua soja e de seu milho.

 

Faça seu cadastro no site e aproveite esta nova ferramenta da Tradincom para quem vive do campo.

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ÁGUA DA CHUVA BENÉFICA PARA CIDADES

Engo. Agro. JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO

jviana@openlink.com.br

 

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Parece contra-senso dizer que água da chuva é benéfica para cidades, quando vemos ocorrerem tantas catástrofes causadas por temporais nestes tempos de aquecimento global. O artigo do Eng. Agrônomo Jeferson A. Lima, da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) e auxs.: Potencial da economia de água potável pelo uso de água pluvial: análise de 40 cidades da Amazônia (revista Engenharia Sanitária e Ambiental | v.16 n.3 | jul/set 2011 | 291-298) prova o contrário.

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RESUMO

A escassez de água é um problema cada vez mais severo em todo o mundo devido a fatores como o consumo excessivo de água bruta, as mudanças climáticas, a poluição da água e o consumo insustentável dos recursos hídricos. Sob essas condições, formas tradicionais ou alternativas de recursos hídricos, tais como a água pluvial, estão sendo consideradas como opções atrativas para reduzir o consumo de água potável. Neste contexto, este artigo descreve o cenário de disponibilidade de água na região Amazônica, Noroeste do Brasil, e avalia o potencial da economia  de água potável para o setor residencial em 40 cidades da região. Os resultados indicam que o potencial da economia de água potável varia entre 21 e 100%, dependendo da demanda de água potável verificada nas 40 cidades, com potencial médio de 76%. A principal conclusão desta pesquisa é que, se houvesse um programa do governo para promover a economia de água potável por meio da utilização da água pluvial, haveria significativa economia de água potável e, consequentemente, a preservação dos recursos hídricos na Amazônia.

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Outra aparente contradição: falar em economia de água na região com a maior bacia hidrográfica do mundo. Pois acredite que é verdade. Analisando dados de chuva da Amazônia Ocidental (porção do extremo Oeste, justamente onde foi feita a pesquisa), quando eu ainda lecionava Irrigação e Drenagem na UFRRJ, constatei a necessidade de irrigação (apenas durante 1 ou 2 meses), pelo Balanço Hídrico de Thornthwaite & Matter. E as secas nos rios da Amazônia que a imprensa noticia, estão aí para não deixar que digam que estamos mentindo.

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O colega Agrônomo começa dizendo que “O aproveitamento da água de chuva para consumo potável em residências (o grifo é nosso) é utilizado há anos em países como Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Japão” (citando fontes). Observe que todos eles são países desenvolvidos. Digo isso porque aqui no patropi, torcemos o nariz quando se fala em beber água da chuva. E continua: “Estudos realizados nas residências desses países indicam que a economia de água é usualmente superior a 30%, dependendo de diversos fatores como demanda, área de telhado e precipitação”.

E olhe que nesses países não chove tanto como aqui. A média anual de chuva na Amazônia Ocidental (Estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima) varia entre 1.400 a 2.600 mm/ano. Lembro que 1 mm = 1 litro por metro quadrado.

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METODOLOGIA

Para o cálculo do potencial de aproveitamento da água pluvial, o autor seguiu a metodologia de Ghisi et al. (2006), que necessita de dados de:

a)    Precipitação média mensal;

b)   População atendida por rede de água;

c)    Consumo de água potável;

d)    População da cidade;

e)    Número de residências; e

f)     Porcentagem de casas e apartamentos da cidade.

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Os dados de chuva foram obtidos na Agência Nacional de Águas – ANA; a população atendida pelo serviço de abastecimento de água, consta do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento – SNIS; o consumo de água potável pode ser informado pela empresa de saneamento ou a Prefeitura; a população da cidade é fornecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, bem como o número de pessoas por domicílio; e a % de casas e aptos. pode ser conseguida na Prefeitura.

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Me parece que o dado mais difícil de se obter é este último, além da área de telhados das residências. Mas nada que uma amostragem a partir de uma fotografia aérea, uma imagem de satélite ou o próprio Google Earth não resolva. No estudo acima, o autor utilizou a área de telhados adotada por GHISI e igual a 85 m2 para casas e 3,75 m2 por pessoa para apartamentos.

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RESULTADOS

Utilizando equações simples para calcular: a) o número de pessoas por domicílio; b) o número de domicílios abastecidos pelo serviço de água; c) a área total do telhado; d) o volume de chuva; e e) o potencial de economia de água potável, o autor achou que o número de pessoas por domicílio, nas 40 cidades, encontra-se entre 2,9 e 5,7 com média de 3,6 (abaixo da média da região Norte do Brasil, que é de 3,9 hab./resid., IBGE, 2007).

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A % média de casas e apartamentos para todas as cidades é de 98 e 2%, respectivamente. Manaus-AM, a mais populosa (~ 1,6 milhões habitantes) mostrou para esses índices: 90 e 10%.

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A área média do telhado por domicílio para as 40 cidades, foi de 83,7 m2, variando de 80 a 85 m2.  Novamente a exceção foi Manaus com 77,4 m2.   

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A média de consumo de água por cidade é de aprox. 102 L/hab.dia, variando de 48 a 213 (cidade de Cacoal, Rondônia).

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Quanto ao potencial de economia de água potável, que variou entre 21 e 100% (média de 76%), a cidade de Rorainópolis-RR foi a única que obteve o máximo para todos os meses do ano, enquanto Manacapuru-AM não obteve valores superiores a 35%. O consumo de água tratada para fins não-potáveis em residências no Brasil é usualmente inferior a 50% (Bressan; Martini, 2005). Cerca de 95% das cidades analisadas apresentaram potencial de economia de água superior a 50% (maior que o da Região Sudeste do Brasil, que fica entre 16 e 39%).

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O colega do artigo estudou 40 cidades de uma só vez. Você – se for do ramo – por que não estuda , pelo menos, a SUA ? Fica aqui a sugestão. A Natureza agradeceria.

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Na 1ª. Página de O Globo de hoje está estampado que “43% dos alunos ´alfabetizados´ não sabem ler”. Será que nós Ambientalistas e experts no assunto, pela nossa inércia, vamos continuar ignorando uma água pura que Deus nos manda do céu ? 

 

 

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Emancipação da mulher: uma questão de classe.

Alíria Thaísa*

O século XX tem sido colocado por muitos como sendo o século das mulheres. E a justificativa para tal afirmação são as conquistas que  elas obtiveram: a afirmação das mulheres na sociedade, o aumento de autonomia e da participação no mercado de trabalho e na política. Em outras palavras, diz-se que a mulher “ocupou o seu lugar na sociedade”.  Foi ainda neste século que a idéia da libertação da mulher nasceu na terra fértil do movimento socialista mundial.

A base ideológica, desta que deve ser definida como uma verdadeira batalha pode ser encontrada nomovimento20feminista.jpg?w=122&h=172&width=122s escritos de Marx e Engels. A visão da família, da mulher proletária e da burguesa que permeiam A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, de Engels, é a base da visão dos socialistas sobre a necessidade da libertação da mulher proletária. A frase de Marx, “A opressão do homem pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem”, demorou a dar seus frutos, mas deu.  Foi a partir do começo do século XX, essa luta das socialistas se cruzou com a do movimento das mulheres independentes, em sua maioria pertencente às classes média e alta, que estavam em campanha pelo direito de voto. Essas mulheres, nos Estados Unidos e na Inglaterra,  reivindicavam o sufrágio para as mulheres.

Porem suas relações com as socialistas eram de conflito, devido às visões e a posição de classes diferentes, mas foi nesse ínterim que a voz das mulheres, outrora sufocadas pela história, dá seus primeiros gritos, clamando por seu reconhecimento como “sujeito” e “ator” da sociedade em todos os seus prismas. No entanto, o discurso de que o século XX seria o século das mulheres não passa de uma falácia, pois se as conquistas foram grandes a repressão e a opressão vieram com a mesma força e intensidade.

Após anos de lutas e sangue derramado, o mundo do “capital” teve que se render a coragem,  a força e a voz das mulheres que após outubro de 1917 nãolugar-de-mulher-e-na-politica.jpg?w=131&h=148&width=131 se permitiriam calar.   Por isso como símbolo destas conquistas foi criado o 8 de março, esta seria a data que marcaria estas vitórias. Mas com o passar dos anos esta data adquiriu ares reformistas e muitas vezes significados fúteis. O 8 de março foi transformado em uma data “comercial” assim como o dia das mães. No entanto, é preciso  derrubar este mito  do 8 de Março isso não implicaria em desvalorizar o significado histórico que este adquiriu. Muito ao contrário. Significa retomar a verdade dos fatos que são suficientemente ricos de significado e que carregam toda a luta da mulher no caminho da sua libertação.

Significa enriquecer a comemoração desse dia com a retomada de seu sentido original. Significa voltar às origens do ideal socialista da maioria das mulheres que lutavam por um mundo novo sem exploração e opressão do homem pelo homem e especificamente da mulher pelo homem. Uma longa luta sem medo da felicidade, sem medo do prazer. Sem medo de lutar por uma revolução, que deverá ser social, sexual, e profundamente cultural. Sem medo de levantar as bandeiras vermelhas da luta pela libertação da humanidade. A libertação de homens e mulheres.diadamulher2.jpg?w=147&h=123&h=123&width=147

Desta forma devemos entender o século passado não como o século das mulheres apenas pelas conquistas de espaço. E sim,  que no século XX  foi dado o primeiro passo para alcançarmos as verdadeiras vitórias, isso não minimiza as conquistas que foram feitas, mas de maneira nenhuma devemos nos acomodar, pois a solução para o fim das opressões só será alcançado numa sociedade igualitária.

* Alíria é militante da União da Juventude Comunista – UJC e do Partido Comunista Brasileiro – PCB

http://ufrpedagro.wordpress.com/2012/03/07/emancipacao-da-mulher-uma-questao-de-classe/

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