Profissão de Agroecólogo!

Mais Uma Surpresa!

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Como se não bastasse a série de Projetos de Lei ora caçando as atribuições (já viu o PL 1016/2015?), ora dividindo-as com outras profissões, agora surge mais uma ... novidade! A criação da profissão de Agroecólogo! Não é criativo?!!

O Senador Cássio Cunha Lima (PSDB - PB) achou por bem criar a profissão de Agroecólogo:  o profissional de nível médio ou técnico que estuda a agricultura de forma sustentável com o objetivo de preservar os recursos naturais (Projeto de Lei do Senador)!

Como justificativa o Senador argumenta, em seu projeto, que a "produção agroecológica  requer a presença de um profissional em agroecologia, responsável pela definição, classificação e estudo dos sistemas agrícolas, pecuários e florestais de perspectiva ecológica, social e econômica, além de integração de saberes do campo com o conhecimento técnico moderno para obter métodos de produção".

Afinal somos os maiores consumidores de agrotóxicos do mundo e, portanto, é importante criar uma nova profissão para fomentar o cultivo agroecológico!

Para tanto o Senado abriu uma consulta para os cidadãos opinarem sobre essa iniciativa:

Opine sobre Projetos

http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaotexto?id=173648

E aí, qual sua opinião?

Quer ler o texto?

sf-sistema-sedol2-id-documento-composto-42862.pdf

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Comentários

  • Boa tarde debatedores, hoje mesmo li que alguém postou sobre competências de um Engenheiro Agrônomo, ligando a postagem ao CREA/Goiás, parabéns a eles, e queria também por aqui postar o que completei para minha neta, formanda de 2.017 pela USP, mas ainda faltou temas de capacitação, mas tudo tem que aliar a habilidade. O Eng. Agr. Realiza, trabalhos ligados a agricultura geral, engenharia rural, horticultura, fruticultura, solos, mecanização, zootécnica, e construções rurais, além de Planejamentos, análises de viabilidade em armazenagem, tecnologia de alimentos, irrigação, e drenagem, ecologia, estudos e avaliação de espécies animais e vegetais, formação , recuperação, e manejo de pastagens, alimentação, e reprodução de animais, e melhoramento genético

    ENGENHARIA RURAL - Subdivide em Construções ligado as  Licenças de Armazenamento, além de Construções Pecuárias, com dois andares ou menos, residenciais e Comerciais, Administrativas e Tudo isto no meio rural, além de Empreendimentos de manejo e uso da água, como cálculos hidrológicos, e hidráulicos de barramentos, dimensionamento de equipamentos obrigatórios de segurança e sustentabilidade das obras, além de filtragens e dispersão dos "bota fora" e Projetos Industriais de pequenas obras. Em Licenças Prévias e Licenças de Instalação, e Licenças de Operação, assim como Outorgas das autarquias públicas.  

    ECOLOGIA- Projetos e Execução de Reposição Florestal e Manejo, em Reserva Legal, ou ações de compensação em Obrigações Ambientais, Certificações de Qualidade e Sanidade de alimentos.

    E.T.C. - É um Campo Profissional dos mais vastos e diverso

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  • Este intrépido Senador, deve ser um daqueles que como seus colegas da Câmara em votação séria para o Brasil, recomendam seu voto aos seus animais de estimação!. Ou é dono de "escola", e daqui a pouco vai propor uma Faculdade de Medicina como Curso Vago....nada contra a filosofia ecológica, mas... Engenharia Agronômica é mais séria do que ser reciclador de dejetos!  Abraços aos colegas...

  • Criar um profissão que estuda sustentabilidade sem entender de solos? Eu heim! Só no Brasil!

  • Não vejo necessidade de se reduzir a grade curricular de agronomia, tem é que aumentar, que na média é bem inferior a medicina veterinária e vergonhosamente ate menor em muitas universidade que o tal curso de zootecnia. É bom lembrar também que em nenhum curso de graduação o cidadão saí especialista. Mesmo porque o aprendizado deve ser continuo e mais ainda na sua vida profissional, trilhando os caminhos que deseja seguir, seja na área vegetal, animal, engenharia rural energia ou fibras.

  • Não vejo a necessidade de se criar essa nova profissão,vejo sim a necessidade de se reformular a grade do curso de Agronomia que é bastante extensa. O aluno deveria estudar os 3 primeiros anos com as disciplinas básicas do curso e nos 2 últimos anos restantes ele direcionaria a área em que iria atuar no mercado de trabalho,dessa forma o aluno sairia da faculdade mais seguro e mais confiante para exercer de fato a sua profissão. A maioria dos alunos de Agronomia saem da faculdade sabendo um pouco de tudo e isso gera uma certa insegurança no profissional sendo o mesmo obrigado depois a fazer uma especialização.

  • Já revertemos o placar!
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  • Votei contra... mas esse negócio não vai parar nunca, a não ser que alguém, aproveitando a festa que é se meter neste assunto, faça uma proposta destas no sentido oposto: projeto de lei para unificar zootecnia, agrícola, floresta, alimentos, etc tudo de volta em torno da agronomia, com uma boa proposta de "residências" a exemplo das especialidades médicas. Todo mundo é médico (para todos os fins como concursos, etc)... se V. quiser, pode procurar um especialista.

  • A Consulta Pública sobre a profissão de agroecólgo se mostra favorável, em visita hoje: 12/04/16

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  • A Agricultura Orgânica é uma modalidade de se cultivar alimentos seguindo determinadas normas. Portanto, é uma atividade normatizada. Não se constitui uma ciência, portanto. Nada mais é do que um rol de produtos e/ou técnicas que se pode utilizar ou não, em se tratando de produzir alimentos. Isso é definido por tecnocratas de dentro de gabinetes em Brasilia. Eu os chamo de "organocratas".

    Portanto, o nome "Orgânica" não é aplicável porque já está previamente estabelecido o que se pode ou não fazer. Não deixa nenhuma margem à imaginação. E na minha opinião, é uma das razões porque está patinando até hoje, com raríssimas exceções é claro. Existem propriedades "orgânicas"que produzem até mais que as convencionais como é o caso da Usina São Francisco do Leontino Balbo que vai dar até seminário em Novembro em Ribeirão Preto, explicando o seu sucesso a R$ 2.000,00 por cabeça. Ele produz 20% a mais que os convencionais mas é exceção e descobriu um caminho próprio. A maioria ainda está pastando.

    Por isso, usam outros termos como AgroEcologia, Agricultura Sustentável, Agrofloresta, etc..

    Foi devido a isso que eu introduzi a Agricultura Biológica no Brasil porque não está presa a normatização alguma e produz alimentos livres de agrotóxicos, batendo recordes de produção, com densidade nutricional e com custo de produção inferior a convencional. Não exclui fertilizantes químicos de baixo índice de salinidade,

    que , diga-se de passagem, são os melhores como nitrato de cálcio, sulfato de potássio, MAP, quando necessário e em doses bem inferiores aos usados na agricultura convencional.

    Além disso, e infelizmente, essa área de agricultura sustentável, ecológica e orgânica foi infestada pelos esquerdopatas pelo ódio que alimentam aos americanos e as empresas multinacionais. Todo mundo sabe que aonde essa gente põe a mão a coisa desanda. Não dá para misturar agricultura com política de nenhuma natureza. Não dá para produzir mediante decreto. E essa lei, se passar, será apenas mais um decreto.

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