Uma notícia que precisa ser debatida

Engenheiros estrangeiros devem ter entrada mais rápida no Brasil

Esta notícia foi veiculada hoje pela folha de São Paulo e devemos debate-la fortemente. Principalmente no momento em que o Sistema CONFEA/CREA em todo o Brasil encontra-se em pleno processo eleitoral.

Anteontem (15/10), estive debatendo com o Gilberto Fugimoto, sobre o mercado de trabalho de engenharia no Brasil e falávamos sobre o número de engenheiros desempregados. Comentávamos se o número de engenheiros de todas as modalidades não estavam em número excessivo no Brasil. E durante nossa conversa levantamos essa preocupação. 

Ontem (16/10), vem esta notícia. E o pior é que de acordo com a notícia isso vem sendo negociado com o CONFEA.

Será que o presidente em exercício do CONFEA o Engenheiro Agrônomo Daniel Salati não deve uma satisfação ao profissionais brasileiro???

O enfoque da notícia é que o alvo principal da medida seja a liberação de engenheiros ligados a construção civil, mas o que impedirá que posteriormente isso não aconteça no ramo Agronomia????

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Rede Agronomia.

Comentários

  • Bom dia colegas!. Apenas mais uma afirmação modesta, para ser considerada!. Verifiquem por quê, os reinados não tem o poder de gestão sobre um povo!?!?. A dinâmica governista, transfira para qualquer dinâmica de gestão, não aceita mais atitudes monoteístas!. Ações de resultado público ou social, requer consultas competentes e eficazes, com benefícios a sociedade como um todo!. Não se aceita mais prêmios do social, para individuais ou para grupos, que podemos denominar com outras palavras!.

  • Bom dia colegas!. Pois é !...somos chamados de povo do terceiro mundo!. Agora já podem imaginar o por quê??!. Alguém do meu circulo, comentou a inversão cultural do nosso País:- investe-se em cursos particulares de base, financiado pela família, mas com péssimo nível de ensino!. Enquanto oferecem cursos profissionalizantes bancados pelo "governo". Ora a base é a espinha dorsal da profissionalização!.E o profissional após concluir seu aprendizado, vai já poder arrecadar!. Então estão mais uma vez estes valores invertidos não é!!!???. Se você ama sua comunidade, e tem perspectiva de com ela evoluir, não vai conceber que estranhos, que daqui não pertence, e aqui não ficará, dela usufrua!. 

  • Caro Manoel,

    Atualmente está mais vivo do que nunca o espírito de negociatas. Lembrando, que os engenheiros estrangeiros que virão trabalhar aqui, como não precisarão de registros no país estarão cobertos pelas leis trabalhistas das matrizes e não as brasileiras.

    Gilberto, a reciprocidade entre países é fundamental num processo de ganha-ganha. Na atual conjuntura, onde a política brasileira é vamos entregar nossas riquezas e patrimônios, a reciprocidade desaparece. Pois se eu tiro a exigência de conteúdo nacional e transferência de tecnologia para que eu preciso de um engenheiro brasileiro?

    Uma curiosidade, tente atuar em algum país de "primeiro mundo", em um setor estratégico, sem contratar mão de obra qualificada local e sem parceiros locais.
  • Há um ano já havia postado sobre o tema, fruto de uma palestra do ex presidente do Confea Marcos Tulio no SENGE-RJ

    Internacionalização Engenharia Brasileira

    Já naquela época Marcos Túlio havia dito que fizera várias reuniões com Itamaraty e representantes estrangeiros para liberação dos engenheiros estrangeiros. Desde então, nunca admitiram discutir reciprocidade. 

    Água mole em soberania frouxa, pouco bate até que fura!

  • Bom dia colegas!. Não consigo assimilar muito regras de reciprocidade, onde a mentalidade da gestão, não optar para decisões em prol da sociedade!. Quero muito acreditar, que no Brasil acabou as ações onde se leva vantagens em tudo!. Ou venha a mim e nada ao Vosso Reino!.

  • Para um acordo desses ser realmente sério seria imprescindível uma regra de reciprocidade com cada país. Nunca uma medida unilateral para facilitação de entrada de profissionais estrangeiros, especialmente de Nível Superior.

    Isso é submissão e entreguismo!

  • Um erro a ser corrigido!. Filosofia dos dominadores!. Aqueles que por uma razão ou outra, ocupam cargo de poder privado ou público, que se primam em mostrar sua dominância, mostrando sua categoria não por capacidade e competência, mas mostrando quem é que manda quando ocupa tal cargo superior!. Enfim somos um povo submisso e cordato, nunca queremos tomar a iniciativa!. A acomodação custa caro!!!???

  • Bom dia colegas!. A 35 anos trabalhei em uma multinacional!. Já estava desenvolvendo meu trabalho com esta empresa a 8 anos, quando ocorreu a revolta em Angola na África, lá existia uma subsidiária desta empresa, adivinhem o que aconteceu??!!. Enviaram todos seus profissionais desta subsidiária, aqui para o Brasil!. Ocupando cargos e funções que eram nossos, de brasileiros!. Acho que isto acontece em todas as profissões, e aceitamos pois modelar-se a exploração de mão de obra especializada e eficiente, ganhando pouco, só serve mesmo para brasileiros!!. Sempre acreditei que isto acontece, devido a uma acomodação política do Estado, mas esta acomodação, nunca é em benefício do Brasil!. Afinal aproveitar-se do dominado, é filosofia dos dominados neste País!!. É a demonstração de esperteza!.

  • Já houve manifestação a respeito:

    Reportagem veiculada hoje no jornal Folha de São Paulo destaca que o governo brasileiro quer facilitar “a entrada de engenheiros estrangeiros no Brasil”. A matéria afirma ainda que o projeto já foi negociado com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, o Confea. A proposta me causa estarrecimento, para dizer o mínimo. Afinal, vivemos uma crise econômica sem precedentes e com enorme número de profissionais qualificados desempregados. Segundo dados do Caged, desde 2014 o número de profissionais demitidos superou o de contratados, com 42 mil engenheiros perdendo o emprego nos últimos 2 anos e meio. Não seria melhor o Confea sugerir ao governo negociar que as empresas estrangeiras utilizem nossos profissionais para reduzir o desemprego nas diversas áreas de engenharia, em especial na área da construção civil? Além disso, sugerir ao governo formas de incentivo as empresas brasileiras de engenharia ao invés de contratar empresas francesas, canadenses ou americanas? Temos capital tecnológico de alto padrão e tenho convicção que existem centenas de empresas de engenharia no Brasil com condições de competir em igualdade com qualquer multinacional.


    Também não faz sentido usar o argumento dos acordos de leniência para justificar fazer grandes obras com empresas estrangeiras. Caso seja necessária a participação de empresas de outros países é fundamental que os profissionais brasileiros atuem nesses projetos. Além disso, temos que valorizar os investimentos das universidades públicas e privadas para formar novos profissionais.

    Acredito que o papel do Confea é defender nossa soberania, nosso capital tecnológico e nossas empresas de engenharia, agronomia e geociências. E, principalmente, valorizar e defender o interesse dos mais de 1,2 milhão de profissionais que representa. Por fim, alguns questionamentos são necessários. Os profissionais e as empresas brasileiras terão o mesmo tratamento nestes países? Será que o governo francês ou norte-americano oferecerão as mesmas facilidades para a entrada de nossos profissionais e empresas em seu território? Afinal, o princípio de reciprocidade é o mínimo que se espera nestes casos. Os profissionais e empresas vinculados ao nosso Sistema Confea/Crea podem sempre contar comigo na firme defesa e valorização da engenharia brasileira.
    Engenheiro Civil Joel Krüger, candidato à presidente do Confea

  • Boa tarde colegas!. Estamos precisando de noticias boas!. Estamos afundando na lama, por tantas injustiças!. Quem podemos eleger??! Quem vai caminhar conosco??!. Estas autarquias, mais parece reinado monárquico, dividindo cargos de poder em alternância!. Defendem estas posições, como cães ferozes defendem um osso!. E querem nos convencer que tudo é em defesa da classe!!??. Talvez a ideia seja como a de Napoleão, dividir para conquistar!!!???. 

This reply was deleted.